Barracão

Polícia Federal deflagra Operação Mercador no Paraná e Santa Catarina

Foco da ação é o contrabando e descaminho de produtos no fronteira com Argentina

14/12/2016 16h06 | Atualizado em 14/12/2016 17h40
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (13) a OPERAÇÃO MERCADOR, com o intuito de desarticular grupos criminosos ligados ao contrabando e ao descaminho na fronteira com a Argentina. Conforme informações, os grupos eram especializados na introdução clandestina, em território nacional, de diversos produtos de origem estrangeira, sem o devido processo de importação, principalmente camarão, alpiste, vinho, desodorante, produtos de perfumaria, dentre outros.

Os produtos eram introduzidos em território nacional através de passagens clandestinas existentes na fronteira seca entre Brasil e Argentina. Especialmente no caso do camarão, o produto era transportado muitas vezes em veículos sem refrigeração até o litoral de Santa Catarina e do Paraná, chegando ao destino em condições impróprias para o consumo e gerando perigo à saúde dos consumidores.

Durante as investigação que durou aproximadamente 100 dias, foram apreendidos, dentre outros produtos:

25 toneladas de camarão;

14 toneladas de alpiste;

18.000 frascos de desodorante;

5.000 garrafas de vinho;

R$ 140.000,00 em espécie;

$ 135.000,00 pesos argentinos em espécie;

17 automóveis e 06 caminhões utilizados para o transporte dos produtos ilícitos.

O valor total das mercadorias apreendidas durante os 100 dias de investigação é de aproximadamente R$ 2 milhões, sem considerar o valor dos veículos apreendidos.

Segundo a PF, somente com o lucro gerado pelo contrabando, um dos investigados, que não possui fonte de renda formal, foi responsável por movimentar R$ 10 milhões em apenas dois anos, através de contas pessoais e de ?laranjas?.

No curso da investigação também foram realizadas 15 prisões em flagrante e instaurados 23 inquéritos policiais. Mais de 100 policiais participaram da parte ostensiva da operação, onde foram cumpridos 23 Mandados de Busca e Apreensão, 23 Mandados de Condução Coercitiva, expedidos pela Justiça Federal de São Miguel do Oeste (SC), além do sequestro de veículos, nas cidades de Dionísio Cerqueira (SC), Barracão (PR), Toledo (PR), Francisco Beltrão (PR), Marmeleiro (PR), São José (SC), Joinville (SC), Florianópolis (SC) e Guaratuba (PR).

Além das apreensões serão impostas pelo juízo federal medidas cautelares diversas da prisão, como fianças de até R$ 100.000,00 e uso de tornozeleira eletrônica.

Ainda segundo as informações os envolvidos serão indiciados pela prática dos crimes de contrabando (art. 334-A/CP), descaminho (art. 334/CP), associação criminosa (art. 288/CP), falsidade ideológica (art. 299/CP) e crime contra a Ordem Tributária (art. 1º, da Lei 8.137/90), cujas penas máximas, somadas, podem chegar ao patamar de 22 anos de reclusão, além da investigação por lavagem de capitais (art. 1º, da Lei 9.613/1998), cuja pena máxima cominada é de 10 anos de reclusão.

Fronteira Online