Cascavel

Médico faz analogia entre filme nos cinemas e a morte do filho

Augusto da Fonseca avaliou o acidente do voo 1549, retratado no filme "Sully", com o caso do Petrel PU-PEK

11/01/2017 20h04 | Atualizado em 11/01/2017 23h06

A morte do filho em acidente aéreo há dois anos é o que motiva o psiquiatra Augusto da Fonseca a investigar a indústria das aeronaves amadoras e os riscos que todos os apaixonados por aviação, assim como ele, estão expostos.

Inconformado pela perda do filho Vitor, que na época completaria 19 anos, o médico começou ministrar palestras sobre toda a trajetória que passou a escrever desde o dia do acidente.

O luto da família se transformou no desejo de denunciar irregularidades de empresas que faturam milhões no mercado nacional. O psiquiatra também foi o idealizador da Abravagex (Associação Brasileira das Vítimas da Aviação Geral e Experimental).

Augusto da Fonseca defende que o filho, com o curso de piloto, não foi o autor da própria morte, e sim o hidroavião experimental. A indignação é maior por conta da falta de esclarecimentos da empresa no momento da venda. O médico havia comprado dois modelos da Super Petrel, brancos, da marca Edra, com hélice traseira, ao custo de R$ 517 mil sem saber que eram experimentais.

O acidente ocorreu no dia 4 de janeiro de 2015. Pai e filho sobrevoavam uma área rural de Toledo. O avião em que Vitor estava começou a fazer piruetas e o motor oscilou a rotação. O jovem se comunicou com o pai pelo rádio, mas caiu em uma plantação de soja e morreu.

O mais recente estudo de Augusto da Fonseca faz uma comparação do acidente do voo 1549, retratado no filme "Sully", em cartaz nos cinemas, com o caso do Petrel PU-PEK. No filme, dois pilotos conseguiram pousar de forma segura e salvar 155 pessoas. O psiquiatra expõe inúmeros argumentos para justificar a disparidade brutal entre o acidente do filho e o exibido nas telas do cinema.

Veja a comparação feita pelo psiquiatra Augusto da Fonseca

Redação Catve.com