Paraná - 12/04/2016 15h30 - Atualizado em 12/04/2016 15h30

Comércio varejista recuou no Paraná e no país, em fevereiro

Os principais responsáveis por esse resultado foram os setores de equipamentos e materiais para escritório

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O volume de vendas dos estabelecimentos comerciais de varejo paranaense, na mensuração restrita (que não considera os ramos de veículos, motos e material de construção), caiu 4,8% em fevereiro de 2016 no confronto com o mesmo mês de 2015, ante recuo de 4,2% na média nacional, segundo Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os principais responsáveis por esse resultado foram os setores de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-20,2%), artigos de uso pessoal e doméstico (-18,2%), livros, jornais revistas e papelaria (-12,8%), tecidos, vestuário e calçados (-12,2%), eletrodomésticos (-10,1%), artigos farmacêuticos, médicos e cosméticos (-7,9%) e móveis (-4,6%).

No acumulado de janeiro a fevereiro de 2016, o comércio varejista paranaense recuou 9,3% ante decréscimo de 7,6% na média nacional. As principais contribuições negativas vieram dos ramos de livros, jornais, revistas e papelaria (-23,7%), eletrodomésticos (-21,4%), artigos de uso pessoal e doméstico (-21,2%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-19,3%), tecidos, vestuário e calçados (-16,8%) e móveis (-12,5%).

No acumulado em doze meses, terminado em fevereiro de 2016, as vendas recuaram 5% no Paraná e 5,3% no Brasil. As maiores contribuições para esse tipo de resultado foram dos ramos de móveis (-18,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (-14,5%), tecidos, vestuário e calçados (-11,3%), eletrodomésticos (-10,6%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-6,9%).

Na definição ampliada (que contempla, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de materiais de construção), o volume de vendas caiu 3,5% no mês de fevereiro, recuou 11,1% no acumulado do ano de 2016 e reduziu 9,9% no acumulado em doze meses terminado em fevereiro de 2016.. No Brasil, o volume de vendas comercial mostrou variação negativa de 5,6% no mês, redução de 10,1% no acumulado do ano e queda de 9,1% em doze meses.

Para o economista Francisco José Gouveia de Castro, diretor do Centro Estadual de Estatísticas do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), o resultado do comércio varejista é reflexo das condições macroeconômicas do país, que vem influenciando negativamente todas as unidades da federação.

Segundo ele, a redução da renda líquida dos consumidores, devido ao aumento do desemprego, do crescente endividamento da população e a aceleração da inflação, contribuiu para a redução do volume de vendas do comércio varejista.

AEN




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