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Putin ordenou ciberataques para favorecer Trump, diz dossiê

De acordo com o relatório, Putin e o governo russo hackearam servidores de e-mail do Partido Democrata

07/01/2017 11h12 | Atualizado em 07/01/2017 11h14
Relatório elaborado por serviço de inteligência dos EUA mostra que governo russo hackeou e-mails do Partido Democrata e vazou informações ao Wikileaks. "Objetivo era prejudicar Clinton e minar confiança do público", diz.

O presidente russo, Vladimir Putin, "ordenou" uma campanha para influenciar as eleições presidenciais americanas e favorecer a vitória de Donald Trump, mostra um dossiê divulgado nesta sexta-feira (06) pelo Serviço de Inteligência Nacional dos Estados Unidos (DNI).

De acordo com o relatório, Putin e o governo russo hackearam servidores de e-mail do Partido Democrata e vazaram os documentos ao WikiLeaks. A principal meta era prejudicar a candidata democrata Hillary Clinton.

"Os objetivos da Rússia eram minar a confiança do público no processo democrático americano, denegrir a secretária Clinton e prejudicar sua elegibilidade e potencial presidência. Nós avaliamos que Putin e o governo russo desenvolveram uma clara preferência pelo presidente eleito Trump", diz o relatório elaborado pela agência de espionagem e informações americana.

O documento mostra que o serviço militar de inteligência russo divulgou ao Wikileaks informações hackeadas dos e-mails do comitê nacional do Partido Democrata e do responsável pelo campanha de Hillary, John Podesta. As ações de Moscou também incluíram uma campanha propagandística com uso de notícias falsas.

O relatório foi entregue nesta sexta a Trump por altos funcionários do governo Obama, incluindo os titulares da CIA, do FBI e da Direção Nacional de Inteligência. Os órgãos expressaram "confiança elevada" de que Putin procurou influenciar a eleição. O dossiê, no entanto, não avaliou o impacto dos ciberataques russos no resultados das eleições de novembro do ano passado.

Em entrevista divulgada nesta sexta pelo The New York Times, o presidente que irá tomar posse no dia 20 de janeiro criticou o enfoque dos serviços de espionagem americanos na Rússia, classificando as investigações como "caça às bruxas" .