11/10/2012 09h09

A volta do #Zanda28

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Notícia legal que o Moto 1000 GP confirmou ontem: Maycon Zandavalli vai estrear no campeonato na etapa de Brasília, pela equipe do Alexandre Barros. Time oficial da BMW Motorrad, diga-se. Vai pilotar a nova moto pela primeira vez neste fim de semana, em dois dias de testes no próprio autódromo brasiliense. Ambientação e ritmo, é o que busca o piloto de 29 anos. Resultados, só no campeonato de 2013, é essa pelo menos a orientação dada e reforçada por Alexandre.

Acompanhei bem de perto o drama do Maycon no ano passado, quando sofreu um seriíssimo acidente numa corrida do Mobil Pirelli Superbike em Interlagos e teve o fêmur partido ao meio. Na noite daquele 27 de fevereiro, depois de bater um papo, escrevi algumas linhas a respeito lá no meu blog, num post em que incluí também as imagens em vídeo do acidente no S do Senna. "Quebrado e rindo à toa", foi o título que dei aquele post, porque era exatamente assim que estava o Maycon. Eu havia narrado a corrida para o público no autódromo, mesma narração aplicada à transmissão da corrida pelo site do Superbike Series.

Eis um caso em que fico extremamente satisfeito por errar um palpite - eu jurava que o Maycon jamais teria disposição para voltar a pilotar uma moto, embora tivesse declarado horas depois do acidente que voltaria tão logo quanto pudesse. Estava sob efeito de medicamentos, aquela coisa toda, poderia apenas estar delirando, pensei. Não, não estava. E volta mostrando plena disposição para recuperar seu bom ritmo. É um exemplo legal de superação. Que o Maycon consiga fazer sua parte para que Cascavel domine o mundo o quanto antes - ele é piloto lá da nossa cidade, não lembro se comentei.

***

Das duas para a seis rodas: o fim de semana é de Fórmula Truck em Guaporé. Chegamos aqui durante a madrugada sob um frio dos diabos. O que já é lucro. Depois da tempestade que testemunhei em Porto Alegre sábado à noite, imaginei encontrar o Rio Grande amado submerso. Não está submerso, ainda, e há quem diga que o clima vai melhorar ao longo do fim de semana. Que seja logo, já sugeri à Neusa que envie umas credenciais vip do evento a São Pedro para que ele se sensibilize e feche a porta de sua geladeira celestial ou coisa que o valha.

A Truck também vive um momento decisivo. São 11 pilotos com chance de título. Depois da corrida de domingo, palpite meu, serão seis ou sete. Leandro Totti, Beto Monteiro e Felipe Giaffone, os três primeiros no campeonato, fazem contas e projeções bem mais específicas que seus pares, claro. Leandro, o único do trio que ainda não tem título brasileiro - acaba de conquistar o Sul-Americano da categoria -, faz planos para passa a régua no campeonato já na corrida do mês que vem em Curitiba, a penúltima.



22/09/2012 10h36

É só o começo

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Lá se foram praticamente três quartos do ano e uma mera consideração cronológica seria suficiente para fazer supor que os campeonatos de automobilismo estivessem à beira da definição no que tange à disputa por títulos. Cronologia à parte, a constatação prática é de que só agora a brincadeira está começando a ficar interessante.

Vá lá que já há títulos definidos, como o do sortudo Ryan Hunter-Reay na Indy, ou de Davide Valsecchi na GP2. São casos pontuais. O campeonato da Indy terminou cedo, era isso que previa o calendário ianque, e a última rodada dupla do campeonato da GP2 destoa do calendário da Fórmula 1, que ainda terá seis grandes prêmios pela frente - sete, considerando que escrevo horas antes do GP de Cingapura.

No Brasil, os primeiros campeões de automobilismo de 2012 são Marçal Melo e João Gonçalves, donos do título do Audi DTCC, que também costurou um calendário à parte. De resto, afirmar que os campeonatos estão começando nesta reta final do ano não configura exagero algum. É uma constatação que só terá repúdio se for manifestada pelo Galvão. O povo pega muito no pé do Galvão.

A Fórmula Truck, por exemplo, tem ainda três corridas pela frente. Pouco, é verdade. Mas daqui a três semanas voltamos cá para o Rio Grande do Sul para uma etapa que terá, em seu início, 11 pilotos defendendo suas ricas ou parcas chances de título. são 12, pela matemática, embora um deles, o Fred Marinelli, esteja fora de combate, em fase de recuperação do acidente que sofreu em Cascavel. 11 candidatos ao título. Depois de Guaporé, segundo apurou o #DataLuc, serão sete, anotem isso e me cobrem depois.

Aí tem o Brasileiro de GT. Que tem oito corridas pela frente. Isso mesmo, oito, distribuídas em quatro rodadas duplas nas pistas do Velopark, de Campo Grande, de Cascavel e de Interlagos. 160 pontos em jogo, mais que o total acumulado nas 10 primeiras provas pela dupla líder Cléber Faria/Duda Rosa. Todo mundo, sem eufemismos, com chance de título, portanto.

No Mercedes-Benz Grand Challenge, que acompanha o calendário de eventos do GT, a situação é parecida. Em que pese o domínio da dupla líder João Campos/Márcio Campos, que venceu seis das oito primeiras corridas, há mais oito pela frente, 160 pontos, mais que os 137 somados por pai e filho até aqui.

Tem também a boa Sprint Race, uma sacada legal do Thiago Marques que levou-o a conciliar a atuação como piloto e comentarista de televisão com a missão ainda inédita para ele de promotor de corridas. Também adepta do sistema de rodadas duplas, a Sprint, cujos carros têm causado impressões positivas aos pilotos que por lá já passaram, tem pela frente oito corridas. Ou seja, 200 pontos em jogo. Rodrigo Barone e Beto Cavaleiro, líder e vice-líder, somam 149 e 148. Campeonato mais aberto que esse, impossível.

Claro que não dá para esquecer da Stock Car, que tem pela frente quatro corridas, a última delas com pontuação em dobro. Com 22 pontos por vitória, 44 no caso dessa etapa de dezembro em Interlagos, são 110 em jogo. Cacá Bueno, o líder, tem 115. Dele até o décimo colocado a diferença é só de 33 pontos. Será que está embolado? E é líder também da Copa Fiat, onde soma 96 pontos, um a mais que o André Bragantini, faltando quatro corridas para o fim do campeonato, duas em Brasília e duas aqui em Santa Cruz do Sul. E tem mais o ascendente Brasileiro de Marcas tem etapa neste fim de semana ali ao lado, no Velopark. O penúltimo fim de semana de setembro abrindo a segunda metade do campeonato.

Como se vê, a temporada 2012 do automobilismo brasileiro está só começando.



11/09/2012 15h31

Contra o tempo, sempre

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Essa vida de trabalho com as corridas é bastante aprazível, quanto a isso ninguém com algum apreço pelo automobilismo e pela motovelocidade tem dúvida. Mas é bastante cansativa, também. Às vezes submete-nos a uma correria quase besta.

Estando cá em Cascavel, bem longe do eixo onde as coisas costumam acontecer e ser decididas, essa agenda contempla muitas horas em hotéis e aeroportos, o que faz uma diferença e tanto naquela cotinha de 168 horas semanais. Esta semana, por exemplo, no que diz respeito à pilha de papel esperando alguma atenção na minha mesa aqui na agência, terá durado escassas oito horas. É, uma semana de oito horas.

O lido com as corridas traz algumas atribuições, também. Muita gente ligada ao automobilismo tomou meu modesto blog, o www.lucmonteiro.blogspot.com, como fonte para acompanhar como foi o processo de revitalização do autódromo de Cascavel, missão que penso ter cumprido com alguma dose de esmero e eficácia. E na hora H, no momento do grand finale, que foi a reativação prática com o movimentadíssimo evento da Fórmula Truck no início de agosto, lá estava eu bem longe de Cascavel, vivendo uma experiência inédita na minha ainda curta carreira como narrador de corridas, na transmissão do Copa Petrobras de Marcas em Jacarepaguá. Não vi e não vivi as coisas que aconteceram por aqui.

Domingo agora teremos outro momento histórico, a volta da Stock Car a Cascavel depois de 20 anos, um feito que mereceu meus pitacos lá no blog também, mesmo antes de sua confirmação ? confirmação que aconteceu no exato instante em que eu voava para algum lugar, honestamente não lembro qual, para cumprir atribuições em algum evento de automobilismo. A cidade, ou a parte dela que vive o automobilismo, já está há alguns dias no clima da Stock Car e de suas categorias de suporte. Não tenho vivido essa expectativa. Passei os últimos seis dias envolvido com a inédita corrida da Fórmula Truck lá no interior da Argentina, em Córdoba, um evento do qual trouxe, para minha bagagem de vida pessoal, muitos fatores interessantes e positivos.

Cheguei em casa ontem, já tarde da noite. E amanhã cedo já encaro outro voo para São Paulo, Interlagos recebe a etapa brasileira do Mundial de Endurance organizada pelo Emerson Fittipaldi, e um dos eventos que atendo, o Porsche GT3 Cup Challenge Brasil, estará na programação de suporte à da corrida dos velocíssimos protótipos. Stock Car, Copa Montana e Mini Challenge terão seus pilotos e carros na pista de Cascavel já a partir da sexta-feira, não vou participar de nada disso.

De quase nada, na verdade. Consegui costurar uma agenda um tanto complicada - já é rotina... - para estar de volta a Cascavel no sábado à noite. No domingo, convite irrecusável do Jorjão Guirado, narro para a CATVE as etapas da Copa Montana e do Mini Challenge, o Ângelo Giombelli é quem estará ao meu lado nessa transmissão, que será disponibilizada não só aos dezenas de municípios abrangidos pela emissora, mas para qualquer ser humano que disponha de uma conexão de internet e disposição para acompanhar a corrida aqui pelo site.

E no meio da semana que vem já virá outra viagem, a Santa Cruz do Sul, de onde vou narrar para a Record News as corridas da terceira etapa do Moto 1000 GP. Mas com essa eu me ocupo a partir de segunda-feira. Antes disso, meus poucos neurônios serão compartilhados entre as causas e coisas de Porsche Cup, Porsche Challenge, Copa Montana e Mini Challenge. Além, é claro, da corrida histórica da Stock Car, onde minha única atribuição será assistir, acompanhar e, por que não?, torcer.

Tenho uma boa equipe na Stock Car, afinal.



09/08/2012 07h40

As pizzas do Camilo

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Era terça ou quarta-feira, não lembro e não importa, quando falei pro Thiago Camilo que ele venceria a segunda corrida da etapa de hoje da Copa Petrobras de Marcas, aqui no Rio. "Pô, só a segunda?", ele reclamou. Falei que a primeira era por conta dele, a segunda estava garantida. Valia uma pizza, embora eu não seja exatamente um apreciador de pizzas, prefiro nhoque, sushi e costela assada, não necessariamente nessa ordem, mas não acho convencional apostar uma pratada de nhoque com alguém.

Thiago perdeu a terceira pizza a fio, as outras duas vieram em placares do futebol, ele é péssimo para escolher times e o Corinthians é uma potência insuperável. Largando lá de 15º, posição em que ficou no resultado da primeira corrida, sem tê-la concluído, venceu. Mesmo tendo de lidar com o prejuízo de uma rodada no asfalto molhado de Jacarepaguá, onde a chuva chegou quando a placa indicando cinco minutos para a volta de apresentação já tinha sido levantada. Foi a primeira vez que narrei uma etapa da Copa Petrobras para a Rede TV!, mesma casa onde transmito as corridas do Mercedes-Benz Grand Challenge e do Brasileiro de GT. Gostei da brincadeira, tenho de admitir. E ampliou seu recorde de vitórias na categoria, o Thiago. Agora tem oito em 23 corridas disputadas - a categoria foi relançada em 2011, depois de uns bons 15 anos fora do calendário. Na primeira corrida no Rio, a vitória tinha sido do Denis Navarro, a primeira dele na categoria.

Falamos, é claro, da possível despedida do autódromo para provas nacionais, embora ainda haja um calendário regional de Turismo e de arrancadas a ser seguido, e o Moto 1000 GP também tem uma etapa agendada para lá. Há muito tempo eventos são anunciados como despedida do autódromo, e já começo a duvidar que o de hoje tenha sido, mesmo, o de despedida. Francisco Marques, o intrépido locutor Chicão, improvisou um pronunciamento ao fim do evento, pelo sistema de som do autódromo, que emocionou muita gente. Coisa de quem conhece do riscado. E a Vicar, promotora do campeonato, até encomendou um painel homenageando o autódromo. Tomara que voltem a usar o tal painel.

Curti bastante o fim de semana e a missão de última hora em Jacarepaguá, mesmo longe da festa da Fórmula Truck lá no bairro onde eu moro, que tem alguém que eu adoro, ela é minha paixão.



09/08/2012 07h40

Voltamos!

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Ainda há tempo para alguns rescaldos dispensáveis do domingo. Começo com a Fórmula Truck, que deixei de acompanhar em Cascavel por um desses acasos do destino.

Gente saindo pelo ladrão no autódromo, o que é ótimo; trânsito caótico dentro e fora do autódromo, o que é um problema seríssimo, visto que nas próximas semanas haverá outros eventos de grande porte por lá, Stock Car, Brasileiro de GT, Moto 1000 GP, otras cositas más. Algo tem de ser feito com urgência, porque até os mais fanáticos fãs das corridas vão se encher logo, logo de esperar três ou quatro horas numa fila, dentro do carro, para sair do autódromo. Pelos relatos que recebi cá de longe, a intervenção dos agentes da Cettrans, dentro e fora do autódromo, não resolveu muita coisa. Reuniões à vista, é o que prevejo e espero.

Quanto ao evento, pouco a dizer e muito a comemorar. Foi gigantesco para todos, não apenas para quem se aborreceu nas filas de entrada e de saída. Na corrida, outra corrida boa como têm sido todas as da Truck.

Assustou a imagem do fogo no caminhão do João Maistro, houve integrantes de várias equipes correndo ao box da Girho s numa tentativa desesperada de aplacar o incêndio. Parece que não foi perda total, o que alivia um pouco. O piloto escapou ileso dessa, o que alivia bastante.

Ademais, foi legal ver a Débora Rodrigues de novo no pódio, onde ela não aparecia desde o terceiro lugar na segunda corrida de 2006, em Fortaleza, aquela que o Pedro Muffato ganhou. O quinto lugar de hoje em Cascavel veio com uma ultrapassagem sobre o Fred Marinelli na última curva da corrida, o que, segundo me contaram, levou a torcida ao delírio. A Débora tem disso, sempre arrasta uma torcida e tanto com ela, e vou prestar atenção à atuação dela quando puder ver o VT da etapa, tudo indica que tenha feito uma corridaça, visto que largou em vigésimo. A Débora é legal, é do tipo de gente que não tem papas na língua, o que sempre tem minha admiração apesar das reações polêmicas que tal predicado possa implicar. Quando ao Pedro, lamentei por ele. Torci por um bom resultado dele hoje, faço uma leve ideia de quão importante seria para ele. Não deu. Às vezes as coisas não dão.

E foi legal, principalmente, saber que mesmo com todos os problemas de uma reestreia, no caso do autódromo, mesmo com a obra ainda não estando concluída - e debite-se parte disso à intervenção dos ambientalistas que travaram o trabalho por 21 dias depois que derrubaram uns tantos pinheiros lá dentro, os mesmos que devem ter dado tapinhas nas costas do prefeito hoje depois de recorrer aos contatos políticos para descolarem credenciais na faixa -, mesmo eu não estando lá, o que foi o pecado maior, tudo deu certo.

Sim, tudo deu certo. Cascavel voltou, gente do automobilismo.



26/07/2012 07h34

Grid lotado

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Fico sabendo mais coisas do automobilismo de Cascavel quando estou cá, longe, do que quando estou lá. Gozado.

A notícia é boa e chega da seara do Campeonato Metropolitano de Marcas e Pilotos, que terá as duas baterias da segunda etapa no próximo fim de semana, na mesma programação da sexta prova da Fórmula Truck. As informações vêm todas já cozidas do meu repórter Guinho Biberg, ele próprio um participante da prova.

Justamente por acompanhar a Truck, essa corrida do Marcas tem atraído bem mais interesse. Pilotos de Londrina e de Curitiba já se mobilizam para tomar parte da disputa, que até agora, início de noite de quarta-feira, a nove dias do início dos treinos, já tem confirmados nada menos que 37 carros. A lista está aí abaixo, não tem o mínimo caráter oficial e foi elaborada a partir do que os pilotos passam o dia conversando pelo Facebook - acho que nenhum deles trabalha. O DataLuc apurou que o número de carros inscritos possa chegar às cinco dezenas.

1 - Luis Rosa (Oberá/VW Voyage/grupo N)
2 - Edoli Caús Júnior (Cascavel/GM Corsa/grupo A)
3 - José Newton Ficagna (São Miguel do Iguaçu/VW Voyage/grupo N)
4 - Gustavo Magnabosco (Curitiba/VW Gol/grupo A)
4 - Adriano César Botelho (Londrina/VW Gol/grupo A)
5 - Marcos Cortina (Cascavel/VW Gol/grupo N)
5 - Carlos Aidartz (Londrina/VW Gol/grupo A)
6 - Edgar Favarin/Israel Favarin (Cascavel/VW Gol/grupo A)
7 - Jair Peasson (Cascavel/VW Gol/grupo A)
9 - Miguel Laste (Toledo/Ford Escort/grupo A)
13 - Gelson Veronese (Cascavel/VW Gol/grupo A)
14 - João Paulo Gelain (Santa Rosa/VW Gol/grupo A)
17 - César Bonilha (Londrina/VW Gol/grupo A)
19 - Leônidas Fagundes/Vinícius Fagundes (Cascavel/GM Corsa/grupo A)
21 - Paulo Vessaro (Cascavel/Fiat Palio/grupo A)
22 - Wanderley Faust (Cascavel/Ford Ka/grupo A)
23 - Beto Vanzin (Cascavel/VW Gol/grupo N)
25 - André (Itajaí/VW Voyage/grupo N)
34 - Daniel Reisdorfer (Cascavel/VW Gol/grupo A)
35 - César Vendrame (Cascavel/VW Gol/grupo N)
38 - André Jacob (Londrina/VW Gol/grupo A)
46 - Diego Barroso (Cascavel/Ford Ka/grupo A)
66 - César Chimin/Edson Massaro (Cascavel/VW Gol/grupo N)
67 - Ruy Chemin (Foz do Iguaçu/VW Gol/grupo A)
69 - Gilliard Chmiel/Gelmar Chmiel Júnior (Quedas do Iguaçu/VW Voyage/grupo N)
75 - Anselmo Branco/Marcos Romera (Londrina/VW Gol/grupo A)
77 - Lúcio Seidel/Rodrigo Bonora (Curitiba/VW Gol/grupo A)
80 - Ingmar Biberg (Cascavel/VW Gol/grupo A)
84 - Cido Moraes (Cascavel/VW Gol/grupo N)
88 - Marco "Tiko" Romanini (Cascavel/VW Gol/grupo A)
88 - Jeferson Fonseca Júnior/Cléber Fonseca (Cascavel/VW Gol/grupo N)
96 - Thiago Klein (Cascavel/Ford Fiesta/grupo A)
99 - César Bonilha (Londrina/VW Gol/grupo A)
171 - Paulo Bento (Cascavel/Renault Clio/grupo A)
177 - Daniel Kaefer (Cascavel/Ford Ka/grupo A)
313 - Edenilson Silva (Cascavel/VW Voyage/grupo N)
370 - Luiz Fernando Pielak (Cascavel/Ford Fiesta/grupo A)

Os mais atentos terão notado que o César Bonilha aparece na lista duas vezes. É que ele reservou vaga para dois dos carros de sua equipe, sem ainda ter confirmado quem serão os pilotos. Há vários casos carros com números iguais, isso resolve-se facilmente colocando um algarismo qualquer antes ou depois.

Chamam atenção ali duas duplas formadas por pais e filhos. Edgar Favarin, que penso ser o sujeito que mais voltas completou no autódromo de Cascavel, fará uma participação inédita com seu filho Israel (cacete, esse moleque nasceu ontem, lembro da cervejada que o Edgar pagou lá no clube quando a família aumentou, e agora está correndo de carro; meus cabelos brancos não aparecem à toa), enquanto Vinícius Fagundes estreia correndo ao lado do pai Leônidas.

Por fim, devemos considerar que ainda não há curitibanos na lista, e esses certamente vão marcar presença - bem como vários outros pilotos de Cascavel que ainda não deram o ar da graça. Semana passada, em Jacarepaguá, conversei com o Wellington Cirino, que trabalha na equipe do José Cordova no Mercedes-Benz Grand Challenge. Cirino me contou que Cordova, curitibano, estará em Cascavel com alguns carros de sua equipe, também. Perguntei ao Wellington, que é piloto da Truck, se considerava a possibilidade de também participar da corrida de Marcas. Ele não respondeu, só riu e disse que sou curioso demais.

Sou nada.



26/07/2012 07h32

Um tchau a Jacarepaguá

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Não sou exatamente um habitué de Jacarepaguá, falo do autódromo. Longe disso, devo ter estado ali um pouco menos ou um pouco mais de dez vezes, a primeira delas em maio de 2003, uma etapa da Stock Car que teve dois cariocas no pódio, o Sandro Tannuri e o Duda Pamplona, com vitória do meu conterrâneo cascavelense David Muffato. Aquele foi o fim de semana em que ouvi uma das histórias mais incríveis da minha vida, e essa nada tem a ver com automobilismo, mas com vassouras e bistecas, então deixo-a para outra ocasião.

Foi em Jacarepaguá, em dezembro daquele mesmo 2003, que comecei minha carreira de locutor de corridas, na última etapa da Pick-up Racing. Foi no dia em que capturaram o Saddam Hussein, foi a última corrida da vida do Gerson Marques, criador da categoria. Um trabalho que está indo longe, já, quase nove anos, hoje mais voltado a transmissões de tevê e internet que à comunicação com público das arquibancadas. Tenho isso pra contar, é um legado, afinal.

Durante a transmissão do Brasileiro de GT para a Rede TV!, o Kaká Ambrósio, que é da gema e assina nossa reportagem de box, fez um relato apaixonado de algumas de suas experiências em Jacarepaguá, falo sempre do autódromo e não do bairro, a primeira entrevista que ali fez em 1981 com o Raul Boesel numa corrida de Fórmula 1, a vitória de André Ribeiro que presenciou, citou mais alguma coisa. Tudo que o Kaká vai acompanhar agora é a demolição do autódromo.

Havia um acordo judicial, costurado e anunciado aos quatro ventos pela Confederação Brasileira de Automobilismo, garantindo que as marretadas no Nelson Piquet, falo do autódromo, só seriam autorizadas quando um novo autódromo estivesse concluído. Não há novo autódromo, a área que apontaram para isso é inviável por centenas de razões. Não é a vinda dos Jogos Olímpicos a responsável pelo fim do autódromo. Não haverá Jogos Olímpicos ali. O velódromo é inviável. O parque aquático, a céu aberto, idem. Ali hoje há um centro de treinamentos onde ninguém treina, é o máximo a que vai chegar até que as marretadas definitivas deflagrem a inauguração de um pomposo condomínio de luxo, porque Jacarepaguá, falo do bairro, já consta como Barra da Tijuca nas tabelas de cotações imobiliárias desde há muito. Contas bancárias vão engordar, não deve haver lugar no mundo onde quem tem a faca e o queijo nas mãos não aprecie uma boa tábua de frios ou um bom sanduba.

Ouvi durante o fim de semana do GT em Jacarepaguá, falo do autódromo, que a prefeitura aqui do Rio reserva uma verba até considerável à manutenção do autódromo, que de manutenção não recebe nada, há eras não colocam um parafuso novo no autódromo. Há instalações precárias, muito precárias, e confesso meu acesso de curiosidade sobre onde vai parar essa, hã, verba de manutenção. Ficou na curiosidade, sou péssimo investigador, pecado imperdoável para um jornalista, além do que eu tinha coisa bem mais importante a fazer, como dar risada, e ri muito na sexta-feira, lá mesmo, no autódromo, ouvindo boa música sertaneja em companhia de gente do bem. Ninguém que participe do rateio da tal verba, asseguro-lhes.

É errado dizer que o automobilismo do Rio acabou. O automobilismo daqui é forte, tem tradição, despeja há décadas ótimos profissionais no mercado das corridas. Acabou, sim, o autódromo - ok, a pá de cal virá só daqui a duas semanas, com o Brasileiro de Marcas. Há etapa do Moto 1000 GP marcada para Jacarepaguá no começo de dezembro, duvido que os promotores do campeonato não vão transferi-la para outra vizinhança. Quem é daqui vai espernear um pouco mais que quem é de fora, com o tempo as coisas vão se encaixando - já expus esse senso-comum em quantas situações no meu blog, o BLuc? -, quem trabalha com automobilismo aqui vai se ver trabalhando noutras cercanias, já falam até em transferir as competições do Campeonato Carioca para Interlagos e Belo Horizonte, e acho que nesse caso à alusão correta seria a Santa Luzia, onde existe a pista de corridas do Mega Space. As pessoas se adaptam às coisas, mesmo quando as coisas são ruins, isso é uma das qualidades das pessoas.

No fim, foi legal ter conhecido Jacarepaguá, falo do autódromo a que dei tchau quando de lá saí horas atrás, tenho dessas bobagens comigo. Lamento demais sua morte. Sem corridas aqui, que pretexto vou ter pra vir ao Rio e conhecer o boteco do Cacá Bueno, cuja existência só me foi revelada ontem? Como é que vou descobrir o que havia no subsolo da torre de controle (e também só soube no fim de semana, vi, que a torre tem um subsolo)? Quando é que vou transmitir uma corrida de novo tendo o Rodrigo Mattar como comentarista, algo que armamos no total improviso ontem para os internautas? Quando é que vou voltar com o Fábio Seixas ao Barril 8000 pra terminar de pagar minha aposta futebolística, já que perdi pra ele duas caixas de cerveja e ele só aguentou tomar sete garrafas, com ajuda minha e do Pedro Rodrigo? Será que um dia venho com a Juli e o Juninho ao Rio de Janeiro para voltarmos ao Cristo e andarmos no bondinho, como fizemos duas vezes na carona do calendário de corridas? Se não vier mais ao Rio, estarei condenado a nunca mais me empanturrar dos biscoitos Globo?

Por essas e outras é que o Rio de Janeiro não continua tão lindo assim.



09/07/2012 12h44

Próxima parada, Cascavel

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Tive de repetir à exaustão, durante mais da metade da última semana, o pouco que sei sobre a reativação do Autódromo Internacional de Cascavel. Que oficialmente é "Autódromo de Cascavel Zilmar Beux", uma denominação que me soa estranha, errada, talvez, mas que faz justíssima homenagem ao seu Zilmar, o grande responsável por haver aí algo a ser reformado e reinaugurado.

Convivi de quarta-feira a domingo com a Fórmula Truck na etapa de São Paulo, a maior do calendário sob todos os aspectos, e que antecede justamente o retorno da categoria a Cascavel, seu berço. Em Interlagos, todo mundo quer saber como está e como não está Cascavel, o autódromo. Alguns perguntaram da cidade, também, gente que nunca pisou lá. Por "todo mundo", cito pilotos, pessoal das equipes, amigos das empresas que prestam os mais variados tipos de serviço à categoria, os próprios integrantes do estafe (aportuguesei mais essa, ponto para mim!) da Truck, fãs do automobilismo de modo geral, que se apresentam em profusão nos perfis que mantenho em redes sociais.

A rapaziada da Truck, mesmo aqueles que jamais estiveram no autódromo cascavelense, nutrem carinho especial pelo lugar, pelo contexto histórico que ele representa, pelo traçado já mítico da pista de corridas.

Ah, a pista de Cascavel. Essa é a menina-dos-olhos de qualquer sujeito que veste um macacão de corridas. Estive lá coisa de dez dias atrás. Eu mesmo, que até já participei de algumas corridas ali, fiquei impressionado com como ficou a pista. Ampla, convidativa. Nela pus-me a imaginar como os pilotos da Truck, do GT, da motovelocidade, da Stock Car (ops!) vão passar a tomar cada curva, onde vão reduzir as marchas, onde vão arriscar ultrapassagens, e como o público que lota autódromos vai passar a ver isso tudo, as expressões que vou acabar encaixando na narração das corridas que transmito.

Aos que esperavam encontrar nesse cascavelense aqui um esclarecimento sucinto e definitivo, que lhes pudesse suprir a curiosidade até que chegue o dia do desembarque em Cascavel, fui uma decepção tremenda. Trocando em miúdos, apesar de ter variado o texto a cada abordagem, contei que está tudo igual, mas bem diferente. Não sei definir nem para consumo próprio as mudanças que lá estão ocorrendo.

Fui útil, ao menos, para livrar vários amigos do ambiente da Truck do irritante deslocamento por terra entre Foz do Iguaçu e Cascavel. Demovi muita gente da lenda de que Cascavel não tem aeroporto, uma informação errada que se mantém com alguma solidez no conhecimento logístico de quem é de fora. A Trip deveria me reservar uns trechos a título de jabá, inclusive, pelo tanto de gente que teria Foz do Iguaçu como destino e que, a partir de meus sempre sábios conselhos, vai embarcar em seus ATR no começo de agosto por conta do evento automobilístico em Cascavel - um deles, corintiano, mandou que sua secretária suspendesse as passagens da Gol previamente adquiridas para a família toda e comprasse tudo de novo na Trip.

Estamos de volta ao mundo, munícipes cascavelenses. Essa coisa de autódromo dá mais projeção do que vocês imaginam. E vai haver bem mais, nesse evento de agosto, do que propõe o mundo das corridas.



Luciano Monteiro
Luc Monteiro é jornalista há 23 anos. Teve início prematuro na profissão em 1992, aos 14 anos, na redação do jornal "O Paraná", onde atuou até fins de 2008. Atualmente, Luc atua como narrador de automobilismo na televisão e na internet, nas transmissões de categorias como Brasileiro de Marcas, Porsche GT3 Brasil, Mercedes-Benz Challenge e Sprint Race. Formado em jornalismo em 2009, Luc também integra a equipe da agência jornalística Grelak Comunicação.

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