11/06/2012 09h32

Paciência tem limite

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Devagar, quase parando - Em ritmo de tartaruga; assim poderíamos classificar a maioria dos serviços públicos, ou não? (Estou aberto a nossas perspectivas se alguém conseguir provar o contrário). As notícias em relação às filas e tempo de espera são diárias e o brasileiro, cá entre nós, é paciente ao extremo.

Quem espera, sempre cansa - Brasileiro espera para conseguir vaga na creche, na escola, na fila do banco, casa popular... Fila, espera, fila, espera... É um ritmo alucinadamente lento. É de passar raiva, pra não dizer outra coisa!

Previdência sem providência - No INSS, por exemplo, quem precisa de uma perícia para auxílio doença tem que esperar pelo menos três meses. Tempo excessivo até para nós, seres saudáveis, quem dirá para quem está doente, necessitando de auxílio.

Crescemos no setor privado, estacionamos no público - O agendamento das perícias está sendo feito somente para o mês de agosto. Motivo: grande demanda e falta de peritos. Em Cascavel são realizadas 160 perícias por dia. Convenhamos, um número bem elevado. E lógico, com um número bastante reduzido de servidores é impossível dar conta de tantos atendimentos.

Cidade que cresce precisa de mais servidores - A boa notícia é que onze novos peritos foram nomeados no último concurso e serão distribuídos na regional, portanto Cascavel será contemplada. No entanto, depois de anos e anos de espera, agregar onze novos peritos é um número muito pequeno diante da necessidade. Até porque os onze novos servidores serão para atender toda a região, e só a cidade de Cascavel precisaria muito mais do que este número.

Paliativo - Mas já é um alento, pois com os novos peritos o tempo de espera deverá cair para uns 15 dias. Obviamente não é muito, mas já ajuda. Neste "meio tempo" o beneficiário até recebe o valor retroativo à consulta a partir da data que está na fila, mas enquanto isso, como faz para sobreviver? Como se recuperar de uma doença, se a maioria delas se tornam psicossomáticas diante da preocupação com as contas a pagar. É difícil, não?

INSS x Plano de saúde - Infelizmente nossas autoridades não estão nem ai para os problemas da população. Tem gente que não recolhe para os cofres do INSS há muito tempo, no entanto também têm aqueles que recolhem e nenhum beneficio recebem; como tem muita gente que recolhe por ser obrigado por estar registrado numa empresa, mas que nunca usou o benefício e nem usará, pois se obriga a ter um plano de saúde para um melhor atendimento.

Paciente, duas vezes - Os problemas com as filas de espera não param aí. Quem precisa de uma cirurgia de catarata enfrenta situação semelhante. Para fazer o procedimento pelo SUS é preciso esperar meses, às vezes mais de um ano. Só aqui em Cascavel cerca de 300 pessoas estão à espera do procedimento que é realizado por duas clínicas particulares. Até quando minha gente? Até quando toda essa passividade?


04/06/2012 09h20

PF e Carros Fortes

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Sem espaço - Já tem muito tempo que a Prefeitura de Cascavel tenta encontrar uma área para a instalação de uma nova delegacia da Polícia Federal. Onde a PF está localizada hoje, na Rua Paraná, seu pessoal sofre com a falta de espaço para atender todas as necessidades da instituição. Não só para acolher o pessoal e atender o público, mas também para depósito de material, drogas, cigarros e carros apreendidos, por exemplo.

Opção - Os responsáveis andaram conversando, houve a sugestão de alguns locais, mas nenhum foi bem aceito. Nem pela própria Polícia Federal, nem pelos vereadores cascavelenses. Há algum tempo, em conversa com empresários, surgiu a lembrança de um ótimo local para resolver este problema. Uma área de 12 mil metros quadrados, muito bem localizada e que hoje abriga o INCRA em Cascavel.

Onde sobra espaço - Onde fica o INCRA há uma estrutura de pelo menos 30 anos. É uma estrutura deficitária, muito ultrapassada, sem investimentos, com casas antigas e de madeira. Porém é lá que tem o principal: amplo espaço para construir novos prédios.

Pontos a favor - São 12 mil metros que já serviram de depósito para a Receita Federal e a própria Polícia Federal que lá colocaram vários carros e ônibus apreendidos. O terreno já é da União. Isto é um ponto que pode facilitar as coisas. Constrói-se a sede da Polícia Federal num espaço amplo e ainda, no embalo, substitui-se e moderniza-se o espaço antigo do próprio INCRA, dando inclusive melhores condições de trabalho aos seus quase 30 funcionários que estão lá, meio abandonados, num espaço arcaico e ultrapassado.

Uma forcinha política - Aliás, os nossos deputados federais poderiam unir forças nesta possibilidade e conseguir que o governo federal resolva de uma só vez dois problemas. Como diz o velho ditado "matariam dois coelhos com uma cajadada só". Mas parece que eles não estão muito a fim desta solução, porque até agora nada foi feito neste sentido.

Razão para se unir - Esta é uma necessidade da cidade. Por esta causa eles poderiam se unir, sem melindres - afinal a idéia não é de nenhum deles, e por esta razão evitaria disputas bobas -, e ainda estariam de fato representando os interesses da cidade. Nada como uma união de esforços para um bem comum, afinal a área está lá disponível, sem custo. Com um pouco de boa vontade podem resolver, e logo.

Carros fortes - Outro problema que continua incomodando é a situação dos carros fortes na cidade; assunto que já foi pauta inclusive de sessão da Câmara, mas ficou sem solução. Este é mais um assunto muito sério. Quem não fica inseguro quando um carro destes de transporte de valores se aproxima na calçada? Ou quando fazem aquelas paradas em fila dupla, em cima da calçada, do Calçadão, no estacionamento dos supermercados?

Dinheiro x vida - A impressão que se tem é de que os valores que serão ali coletados são bem mais valiosos que a vida de qualquer um de nós que ficamos constantemente expostos a este absurdo. O carro estaciona a onde bem entende, de dentro daqueles cofres ambulantes saem seguranças com armas de grosso calibre, olhando de um lado e de outro em busca de eventuais assaltantes. Todos se esquecem do mais importante, da minha, da sua vida. Se esquecem da segurança do cliente, do funcionário. Nós que nada temos com a operação, nunca recebemos nenhum treinamento para uma situação de assalto.

Espaço exclusivo - Em respeito a todos, inclusive aos trabalhadores dos próprios carros fortes que ficam sempre na iminência de serem surpreendidos por qualquer bandido, as regras deveriam ser outras. Por exemplo, ter um local exclusivo para efetuar o transporte e a coleta de valores. Espaço seguro para transeuntes e clientes na captação destes valores. Do contrário que corram os riscos eles mesmos com seu dinheiro e não quem não tem nada com o assunto, que está passando pelo carro forte estacionado sem nem prestar atenção naquilo que ocorre no momento. E desatenciosos, sobrar pra nós, porque os bandidos estão cada vez mais ousados e não pensam duas vezes antes de usar algum desavisado como escudo para um assalto.


28/05/2012 07h32

Cascavel mais próxima do mundo

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Viagem mais "curta" - Nesta semana falava com o Luiz Carlos Largo e ele - que se criou aqui, mas depois foi trabalhar nos Estados Unidos, onde ficou por mais de cinco anos na ESPN Internacional, agora está na ESPN Brasil em São Paulo - disse-me estar muito feliz com a possibilidade, agora real, de estar mais vezes próximo a sua família que aqui vive.

Com alternativas - "Antes eu tinha muita dificuldade em ir para Cascavel. Como a folga é curta, tinha que pegar voo para Foz e depois ir de carro para Cascavel. Perdia muito tempo, cansava muito e, por isso, acabava não indo. Agora ficou bem fácil. Com estas três opções de companhias aéreas posso ir com mais frequência ver minha família".

Estar lá sem ausentar-se daqui - Falo do Largo para citar só um exemplo das vantagens adquiridas por pessoas comuns, empresários, artistas, com a oferta de voos de empresas aéreas concorrentes para Cascavel. Hoje você sai daqui num voo das 6 ou 7 da manhã, passa o dia em Curitiba, seja em exames médicos ou mesmo a trabalho, e volta no meio da noite sem prejudicar em nada sua rotina de vida e de trabalho. Sem causar prejuízos por sua ausência na cidade.

Cascavel, conexão aérea - Esta semana fui ao Aeroporto buscar um amigo e tive o prazer de ver descendo em nosso aeroporto os atletas que participarão da Taça Brasil de Ginástica em Toledo. Atletas renomados, olímpicos, entre eles a campeoníssima Daiane dos Santos.

Mais voos, mais negócios, maior visibilidade - Traduzindo em miúdos, isto quer dizer que ofertas de voos em nosso Aeroporto também servirão, em muito, para atender as cidades do entorno de Cascavel. Não só para as atividades esportivas, mas para negócios. Quem antes tinha que descer em Foz e andar 140 quilômetros de carro numa estrada perigosa hoje encontra muito mais facilidade descendo em Cascavel.

Bendita seja a concorrência - Sem considerar ainda a significativa baixa nos preços das passagens em razão da concorrência. Hoje você vai e volta para Curitiba e São Paulo por menos da metade dos valores pagos anteriormente só para ir. Um ganho considerável para os cascavelenses. Isto me lembra das Faculdades. Antes os Pais mandavam seus filhos para estudarem em cidades maiores por falta delas. Hoje temos várias opções e alunos estão vindo de fora para cá. Houve uma inversão. No caso do vôos, empresários estavam indo embora pelas dificuldades de transporte. Hoje estão ficando.

A parte do Poder Público - Tanto a chegada de Daiane como o testemunho de Largo nos diz que tudo isso é muito bom para a cidade. E a Prefeitura não deve parar de investir e estimular a área. Deve melhorar ainda mais a infraestrutura de nosso Aeroporto, melhorar salas de embarque, desembarque, entrega de malas e banheiros. Não podemos perder nenhum destes voos e ainda, se possível, ter outros.

O futuro chega mais rápido pelo ar - Logo precisaremos de mais. Afinal a cidade cresce no ritmo das aeronaves, com muita velocidade, e merece estar "aberta" ao mundo o que só é possível se houver acesso viável a ela, transporte digno e de qualidade.

Dizem que alegria de pobre dura pouco - preocupante a informação desta segunda-feira do anúncio de fusão entre TRIP e AZUL. Isto por certo vai tirar os horários que eram da TRIP ( a que melhor nos atendia) , já que a empresa vai funcionar como AZUL pois seus acionistas terão 80 % das ações da nova empresa..

Pendências estruturais - Portanto, que nossas autoridades se empenhem ainda mais na conclusão das obras de alargamento da pista e de conseguirem o famoso caminhão de bombeiros para evitar que ações, por outros interesses, acabem frustrando e interrompendo esta nova e fantástica realidade de transporte aéreo Cascavelense e consigam trazer para cá pelo menos o Boeing da GOL para substituir a provável perda dos horários hoje oferecidos pela TRIP.


18/05/2012 07h15

A moradia e seus detalhes

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Contingência - O déficit habitacional em todo o País não é novidade para ninguém. Casa própria, ainda que modesta, até pouco tempo - e ainda hoje -, é quase um artigo de luxo. Só em Cascavel, por exemplo, 14 mil pessoas esperam na fila pelo benefício da casa própria, impulsionados na esperança pela publicidade de programas do governo federal focados nesta questão.

Se há demanda, vira promessa política - Todos nós também sabemos que, por ser um sonho do brasileiro, a questão da moradia é um dos maiores motes de campanhas eleitorais (e não será diferente neste ano). Todos os candidatos prometem construir muitas casas - seja candidato a governador, presidente da República ou prefeito. É impressionante como prometem e depois não dão a mínima para esta real necessidade da população.

Compromisso omitido - Normalmente, no afoito de conquistar eleitores, a promessa é de entregar milhares; no entanto o que acontece no final do mandato (quando acontece) é a construção de poucas dezenas de moradias. Os problemas, porém, não param nas promessas não cumpridas.

Vende-se - Quando estas casas prometidas em campanhas se tornam realidade, aparece outro grave problema, fato que também não é mais novidade para ninguém: a prática de venda das casas repassadas por espertalhões, que sabe-se lá como, conseguem mais de uma casa nestes programas habitacionais.

Burlando o sistema - Aliás, um esquema a ser investigado, uma vez que para o cidadão comum, geralmente àquele que efetivamente precisa do benefício, que segue as regras e a burocracia, é uma dificuldade ser contemplado. Mas os "espertos" parecem ter vantagens. E como obtém a moradia com certa facilidade, imediatamente a vende para obter lucro fácil.

Passível de punições - Isso não acontece por falta de critérios. A regra é clara: beneficiados pelo programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal, por exemplo, não podem comercializar, entregar, nem alugar o imóvel; regras que não impedem que as proibições aconteçam. A negociação é mais comum do que se pensa. E qual a punição? Teoricamente, quem desobedece não poderia participar novamente de outro programa do tipo. Em teoria...

Reportagem - Na semana que passou a CATVE denunciou que alguns moradores do Parque dos Ipês, no bairro Santa Cruz, estariam sendo investigados pela possível venda de imóveis recebidos através de programas governamentais. As moradias são negociadas por 6, 7, 8 mil reais. Gente que não quer garantir um teto, mas sim lucrar com o processo de falta de moradias. Gente malandra e de má fé que tripudia em cima dos mais humildes, explorando-os, cobrando por algo que não poderiam vender, aproveitando do desespero de quem precisa, às vezes desesperadamente, de um lugar digno para viver com sua família.

Mais rigor - Passou da hora de acontecer uma punição exemplar para estes espertalhões. E não deve ser lá tão difícil descobrir como conseguem burlar o sistema, pois se tudo é feito por cadastro e inscrições, algum rastro fica. Como acontece o esquema desta facilidade deve estar por aí, nos registros. De outro lado, o Tribunal de Contas do Estado ou da União também deveriam penalizar àqueles que prometem moradias para o povo e que, infelizmente e habitualmente, não cumprem.


14/05/2012 07h20

Cascavel com oposição sem consenso

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Nem só de partidarismo vive a política - Meus caros, hoje escrevo sobre algo que felizmente não é lá muito minha praia. Embora sempre ouça que o maior analfabeto é o analfabeto político, reconheço que não transito muito bem na política partidária. Não que eu não goste de política, porque todos nós fazemos política a toda hora no dia a dia. No relacionamento, nas tratativas profissionais, no apoio a algumas causas e em ações que fazemos. Apenas não vivo a política de partidos.

Sem tolerância para trairagem - O que a gente percebe nos acontecimentos na lida da política partidária é que todos os dias há muita trairagem, muito disse-que-disse, briga de egos, gente sendo usada até sem saber.

Ossos do ofício - Desde que me conheço como um profissional do meio de comunicação (e faz bastante tempo) já passaram diversos políticos pela minha sala, seja por meio de meus convites ou de convites de responsáveis por programas de TV e mais recentemente rádio.

Repertório - Já recebi Mário Covas, Ulisses Guimarães, Maluf, Fernando Collor, Fernando Henrique, Lula por muitas vezes, Leonel Brizola, Álvaro Dias, Requião, Lerner, José Richa, Ney Braga, Beto Richa, Esperidião Amin, Magno Malta, Valdir Raup, enfim candidatos e eleitos à presidência da República, candidatos e eleitos a governador, deputados, senadores, enfim gente do mais alto quilate da política partidária brasileira, dos menos até os mais votados.

Sobre candidatos e vices - Então já ouvi e presenciei de tudo. Queixas, reclamações, acordos, elogios, críticas e demonstração de apreço e também de ciúmes. Uma das coisas que sempre rolou nestas conversas de sala e antessala é a de que para ser candidato ou para ser vice de candidato tem de ter essencialmente votos, dinheiro e apoios para gerar espaço de TV . A ordem das "qualidades" não importa.

Disputa pelo apoio do governador - Para estas próximas eleições a prefeito de Cascavel, tenho presenciado uma série de manifestações sobre a importância do apoio do governador do Estado e que este condicionou o apoio se houver um nome de consenso do grupo que o apoiou nas últimas eleições e que lhe garantiu uma vitória maiúscula aqui na região não só contra o adversário direto, mas contra o atual prefeito que era o principal cabo eleitoral de seu adversário. Mas o que está acontecendo?

Sem consenso - Acontece o que parece inevitável em nossa cidade antropofágica: está difícil unidade em torno de um nome de consenso, embora neste momento de pré-convenção partidária, muito das articulações políticas e do que se divulga podem ser mera especulação. Enquanto isso, o grupo que apoiou o governador sofre com a vontade e a possibilidade, devido ao segundo turno, de ter muitos candidatos. Pelo menos quatro nomes manifestam este interesse e objetivo.

Entre o sonho e o profissionalismo - Tem gente inclusive que já disse que não abre mão. Alguns deles têm dinheiro, mas não têm voto. Outros não têm tempo de TV e rádio. Outro não tem nenhum nem outro, mas tem o sonho. Impossível que políticos profissionais não tenham uma pesquisa de economia interna para avaliar suas possíveis candidaturas e baseados nisto agir com bom senso e deixar a disputa para quem realmente tem bala na agulha para encarar, não dar vexame e facilitar para o adversário de maior força..

Efeito colateral do segundo turno - Se não tivermos candidatos de qualidade - seja de possibilidades financeiras para não morrer na praia, seja de propósitos coletivos e não egocêntricos -, de que adiantou brigar tanto por este segundo turno? De que adiantará termos o segundo turno se os políticos da cidade não tiverem SIMANCOL? De que adiantará termos o segundo turno se os políticos da cidade estão todos de coturno para um combate autofágico? Se agirem assim, voltados para o próximo nariz, a reeleição parece que esta caindo no colo do atual mandatário diante desta "Torre de Babel", dai serão mais quatro anos de choros e lamurias . Será que, ou por falta de assunto ou do que fazer e sem propostas factíveis é o que na verdade querem?


07/05/2012 08h51

Kartódromo e a política partidária

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Na busca por significados - O que representou o governador Beto Richa estar na inauguração do Kartódromo de Cascavel em termos políticos? Representou apoio ao prefeito Edgar Bueno? Apesar do alvoroço levantado por algumas pessoas da cidade, penso que não. Não necessariamente. Aliás, neste momento é o quem menos importa.

Em Londrina... - O governador é jovem, gosta de automotores, gosta de velocidade. Já correu e ganhou ano passado as 500 milhas de Londrina, nem por isto saíram alvejando o governador por ele estar supostamente agindo com algum apoio ao prefeito da cidade.

Em Cascavel... - Mas aqui, como sempre, tudo é diferente. Os agitadores de plantão gostam de criar celeumas. Aliás, qualquer dia deste, não será surpresa se nossas principais autoridades deixarem de vir a Cascavel tal o volume de fofocas e intrigas criadas por este povo (áqueles) que não sabe fazer outra coisa a não ser tumultuar. É o famigerado ciúme de homem, uma praga aqui existente. É impressionante.

Pensando grande - Claro que é um ano político, e obviamente qualquer passo pode dar margens a comentários e dúvidas, mas ninguém discorda que ter o governador correndo na inauguração do Kartódromo é um prestígio para a cidade, para aqueles que gostam deste esporte e dará muito boa visibilidade tanto para o local quanto para a cidade como um todo.

Marketing eficiente - Reinaugurado apenas com pilotos daqui por certo daria menos mídia local e regional e talvez nenhuma estadual e nacional. Com o governador do Estado na corrida, a publicidade se multiplica no Estado e no País. Mostrará que temos um local e, um bom local, para sediar eventos de porte nacional, trará publicidade à cidade. Ganhará a cidade, ganharemos todos nós, com certeza.

Acima das articulações políticas - Boa visão teve o prefeito em convidar o governador, e muito melhor foi o discernimento do Chefe do Executivo Estadual em atender o convite e despir-se do cargo e do fator político que sua atitude poderia gerar na comunidade política paroquiana. Afinal, anos mais, anos menos, pode ser que nem Richa, nem Bueno estejam em cargo público. Mas a cidade permanecerá.

O lado Alberto de Richa - E cá pra nós: quem gosta de futebol joga futebol (Lula fez muito disto), quem gosta de se exibir e correr (lembram-se do Collor?) que o faça. Sendo assim, o cidadão Carlos Alberto Richa tem todo o direito ao lazer e fazer aquilo que gosta.

Em breve, o Autódromo - Parabéns Governador! Apenas mentes muito pequenas se preocupam com picuinhas paroquianas. Que ele volte aqui para a reinauguração de nosso Autódromo. Quem fez ou deixou de fazer não interessa. Interessa que os eventos trarão visitantes para assistir e consumir em nossa cidade. Trará divisas movimentando o comércio, a rede hoteleira e os restaurantes.

Paroquiazinha de beira de estrada - Ah! Terão argumentos contra, sobre prioridade, que o dinheiro gasto poderia ser revertido em obras, escolas, saúde, etc. Bom, daí é outra discussão, requer uma análise muita mais profunda. O fato é que se formos esperar a perfeição e comparar isto por aquilo NUNCA TEREMOS NADA e seremos uma paroquiazinha de beira de estrada, ou não? Acelera BETO !!!!


30/04/2012 12h36

"Eita Cascavelão"...

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Tetracampeã - Cascavel é destaque mais uma vez na geração de empregos. Pela quarta vez consecutiva a cidade é a que mais cresce em geração de empregos de todo o estado. Aqui não faltam vagas. Faltam sim trabalhadores.

Sem experiência - O mercado anda pra lá de aquecido. Só na linha de produção da Coopavel são quase 300 vagas em aberto. E olha que o salário não é ruim não; são mais de R$ 1.000,00 e sequer precisa de experiência. Além da carteira assinada que implica em todos os direitos trabalhistas.

Vagas em aberto - Na Agência do Trabalhador pelo menos 600 postos de trabalho estão em aberto nas mais variadas áreas. Sobram vagas para assistente administrativo, auxiliar de escritório, motorista, serviços gerais, garçom... Estamos falando do setor de serviços e de empregos formais.

Importação de mão-de-obra - A procura por trabalhadores é tanta que tem empresário buscando socorro fora. Primeiro foi o grupo Assis Gurgacz que contratou vários haitianos para trabalharem nas obras de ampliação do Hospital São Lucas e também da FAG.

E depois da construção civil? - Agora o empresário Pedro Muffato, seguindo os caminhos indicados por Gurgacz, também traz haitianos para atuarem inicialmente na construção de seu novo supermercado na Rua Manaus, depois como empacotadores e repositores nas lojas da Neva e do West Side.

Termômetro - Então, não é a toa que a cidade é vista como polo, apelidada de "Cidade do Futuro". Basta olharmos os prédios em construção, quase todos vendidos na planta. Outros setores também estão aquecidos. A construção civil é um tipo de termômetro que prova a "alta temperatura" da economia local.

Destaque nacional - Fomos, no último domingo, mais uma vez destaque nacional em matéria veiculada no maior jornal do Brasil. Estou falando da matéria publicada na Folha de São Paulo que aponta Cascavel como uma das cidades de maior crescimento e geração de emprego do país, sendo polo regional do agronegócio, do setor de saúde e também no setor de ensino superior. Esta é pelo menos a quarta vez nos últimos dois anos que a cidade ganha os holofotes da mídia nacional, sendo destaque inclusive na revista Veja em 2010. Nada além do que nós daqui mostramos diariamente, mas um destaque nacional é sempre importante.

Mérito privado - É bom dizer que Cascavel cresce por si só, independente de seus gestores e administradores. Bons ou maus, a cidade vai de vento em popa, talvez porque aqui venta bastante... Isto é Cascavel: de Encruzilhada a uma Metrópole. Como diria DARCI ISRAEL durante longos e bons anos em seu programa na nossa primeira emissora de Rádio : "Eita Cascavelão "...


23/04/2012 08h58

Índios...

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De donos do pedaço a indesejáveis - Quero destacar hoje neste espaço semanal, incentivado pelas notícias cotidianas locais e pela lembrança do Dia do Índio, a situação caótica da população indígena no País. Eles que já foram os verdadeiros donos da terrinha, agora são considerados um estorvo para a maioria da população "civilizada"; tornaram-se sinônimo de problema para o Poder Público.

Poucos em números, grandes em espaço - Somando pouco mais de 800 mil em todo o Brasil, eles correspondem hoje a menos de 0,5% da população brasileira, segundo dados recentes do Censo. Percentual pequeno, mas que distribuídos em quase 700 grandes pedaços de terras, espalhadas Brasil afora, rendem muita dor de cabeça.

Aldeias asfixiadas - Uma das aldeias fica aqui no Oeste do Estado, pertinho de Cascavel. Refiro-me a aldeia Rio das Cobras, na região de Nova Laranjeiras, pouco mais de 100 quilômetros daqui. O artesanato é a base financeira da sobrevivência (ou deveria ser) dos cerca de dois mil e quinhentos caigangues e guaranis que vivem lá.

Sob a ditadura do dinheiro "vivo" - Mas só o convívio na aldeia não viabiliza o sustento, por isso o índio precisa da cidade para garantir o sustento. As condições são de extrema miséria. O cultivo na terra é irrisório, o ganho com o artesanato também e é o dinheiro do benefício federal do Bolsa Família que mantém as famílias, normalmente bastante numerosas.

O índio e o álcool - A situação é alarmante e para piorar tem o álcool, grande vilão das aldeias e responsável por muitas mortes. Nenhuma novidade, uma vez que é costume indígena a ingestão de "preparados" fortes. A novidade está no descontrole, no vício que está virando epidemia nas aldeias. A maioria das mortes registradas por atropelamento de índios nos últimos dois anos teve o alcoolismo como fator responsável.

Quando o índio e o álcool saem do perímetro da aldeia - O problema de alcoolismo é de fácil constatação também por aqui, na cidade. Em Cascavel eles passam muitos dias nas proximidades da Rodoviária que se tornou uma espécie de comunidade dos índios, para incômodo e desespero de quem mora na redondeza. Visivelmente bêbados eles fazem do local a sua moradia, sem lugar certo sequer para as necessidades fisiológicas...

Cidadãos improdutivos - Índios, crianças e adultos, desafiam os perigos da cidade grande convivendo com marginais e drogados. No ambiente da cidade, onde o valor da pessoa é proporcional a sua produtividade, a situação de vadiagem, de exclusão do índio, assim como de drogados (outro grupo marginalizado e pelo mesmo motivo), choca.

Sobrou apenas o dia 19 - Uma lástima justamente para quem começou esta terra, e que, ouso dizer, sofreu na História do Brasil tanta opressão (ou até mais) do que os próprios negros escravos. Situação de vulnerabilidade total e um tremendo desafio para nossas autoridades uma vez que ao lidar com a população indígena há questões mais complexas do que "apenas" as sociais: há questões históricas, culturais, territoriais, direitos específicos, etc. O índio hoje, como diz a música de Baby Consuelo, "todo dia era dia de Indio, mas agora ele só tem o dia 19 de Abril".


13/04/2012 22h04

Máquina x Gente

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Cettrans adverte: andar pode fazer muito mal à saúde - A morte da estudante Kathlin Oliveira do Nascimento de 14 anos atropelada na manhã da última quarta-feira (11) em frente ao colégio municipal Artur Carlos Sartori, no bairro Santa Felicidade, nos instiga a falar sobre a falta de segurança para os pedestres. Pela tragédia e pelas circunstâncias: uma estudante assassinada no trânsito em frente ao portão da escola.

Organizar veículos... - O trânsito caótico de Cascavel tem obrigado o Poder Público a investir em melhorias. Até acho que estão de certa forma fazendo o possível, aquilo que alcançam fazer. Estão aí os binários para melhor distribuir o tráfego; a sincronização dos semáforos para dar mais fluidez, destravando, facilitando o tráfego; os radares para conter os pés de chumbo e proporcionar de certa forma um trânsito mais seguro e menos violento.

Ser humano x máquina - Mas todas essas medidas priorizam aqueles que por lei já são considerados o lado mais forte do trânsito. É como se as tentativas de organizar o trânsito fossem focadas nas "máquinas", e talvez por isso com resultados mais rápidos. Quando focaremos nas pessoas?

Organizar pessoas... - Talvez pela maior dificuldade em lidar com pessoas (em relação às máquinas) é que os pedestres parecem ser abnegados nas ações de trânsito. Mas ruas e avenidas não são apenas para automotores. Pergunto: e para os pedestres e ciclistas, o que vem sendo feito? Afinal, pedestres, ciclistas, carroças, cavalos e carros dividem o mesmo espaço... Uso democrático? Nem tanto!

Ecologicamente correto? Nem pensar - Democrático seria fazer um planejamento contemplando quem utiliza meios alternativos aos veículos para trabalhar, passear, se locomover, optando por um estilo de vida mais saudável, menos poluente, ou ainda por falta de opção. Democrático seria criar espaços seguros, para quem não quer ou não pode utilizar veículos automotores como meio de transporte. Seria garantir o direito de ir e vir de todos, independentemente da sua condição, opção ou limitação.

Na essência, trânsito é feito de pessoas e não de meios de transporte - Claro que a irresponsabilidade, somada à má formação de condutores de veículos, tem uma grande parcela de culpa em acidentes como este que vitimou a estudante (se não for a maior parte). Daí questionarmos sobre onde está o foco das medidas para melhor o trânsito: nas máquinas ou nas pessoas? Mas também de forma geral a deficiência não está apenas na cidade, no trânsito ou nas pessoas.

Papel aceita tudo - Há também deficiência em quem planeja, estuda o trânsito; nos projetos engenhosos que funcionam apenas no papel e se tornam fracassos na prática. Planejamentos devem pensar num todo e para prazos imediatos e futuros. Mas sabe-se lá por quais motivos não estamos alcançando todos no trânsito, ou então não estamos entendendo aquilo que pensam ou deveriam pensar àqueles que foram destacados pela sociedade para fazerem isso. Não precisam pensar muito basta viajar um pouco para Londres, Washington DC, entre outros lugares, até mesmo Brasilia.


30/03/2012 23h20

Duzentos mil, e daí?

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Novo cenário - Ufa! Que alívio! Agora é oficial... Já temos eleitores suficientes para um segundo turno nas eleições 2012 aqui em Cascavel... O novo cenário passou a ser desenhado na última quinta-feira quando o estudante do colégio Eleodoro Mateus Souza da Luz fez o seu título...

Simbolicamente, mas não menos importante - Ele, mesmo tão jovem, foi peça fundamental nesta nova etapa do processo político do nosso município, já que alcançamos o tão sonhado número de 200 mil eleitores. Ele, claro, foi escolhido simbolicamente para representar o número 200 mil, porém não deixa de ser importante, isto porque o jovem representa aqueles alunos da rede estadual de ensino que fizeram Cascavel chegar a este número. Jovens capitaneados por Diogo Tamoio do Núcleo de Educação, este um leão para conseguir novos eleitores..

Conquista no sexagenário ano de existência - Agora, vale ratificar que estes algarismos não são meramente números, dígitos, siglas... Atingir a meta de 200 mil eleitores justamente aos 60 anos de emancipação é um marco na história de Cascavel.

Saudável incerteza - Os nossos personagens do cenário político, por exemplo, terão que repensar suas estratégias eleitorais. Todas as possíveis previsões até aqui realizadas caem por terra. Surge um novo quadro.

A busca dos 50% mais 1 - Mesmo aqueles que estavam no início da fila e que em tese tinham certo favoritismo, pela histórica faixa dos 30 e poucos porcento da preferência do eleitorado, vão ter uma caminhada um pouco mais difícil e terão também que começar lá do fim da fila e trabalhando para um eleitorado diferente com número significativo de jovens. Diferente de outros tempos.

VALEU ... e como valeu o empenho! Valeu a conscientização, principalmente dos jovens que foram os protagonistas dessa luta! Valeram as campanhas!

Pela maioria - Graças a esta juventude mobilizada, a estes jovens que atenderam ao apelo de toda nossa sociedade, Cascavel agora faz parte do seleto grupo de cidades do Paraná - grupo formado por Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e agora Cascavel - que poderá ter o segundo turno como garantia de que a cidade será sempre governada por um representante escolhido em votos pela maioria.

E daí cara pálida? - E daí que o município terá mais visibilidade, mais mídia, mais atenção das autoridades.

Cascavel passa a despertar a importância para quem não dava muita bola para esta metrópole do oeste do Paraná, que apenas reconheciam ser a "Cidade do Futuro". Agora somos "do Presente".

Jovens são mais expertos do que aparentam - Queiram ou não, a possibilidade do segundo turno traz um aprofundamento do debate político. Até porque este pessoal, estes jovens que fizeram lá seus títulos, com certeza não irão permitir servirem apenas de massa de manobra para atender as vontades de uma oposição ávida em tirar do trono o atual mandatário impedindo sua reeleição. Com certeza irão exercer com plenitude seu direito conquistado sem ficar encabrestados.

AGORA é esperar para ver se realmente na votação haverá necessidade de dois turnos ou alguém leva no primeiro. A gente vai logo saber, Outubro esta próximo e que falem as urnas......


Jorge Guirado
A frente da Catve, Jorge está desde 2004, mas essa história começou bem antes. Em 1979, o apresentador tem suas primeiras experiências em televisão com a implantação da TV Tarobá, emissora na qual teve o cargo de diretor geral por 21 anos, lá idealizou em 1994 e realizou até 2003 o Dia da Bondade em Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e por último em Toledo.

Na filial da Band, criou e colocou no ar vários programas. Apresentou os Programas, Melhor da Rodada e Placar de Opiniões. Sua carreira na Band também inclui a criação e implantação da TV Tarobá de Londrina inaugurada em 1996, a qual dirigiu por sete anos.
As narrações de jogos na afiliada da BAND passam pelos Campeonatos Gaúcho e Paranaense de Futebol, Copa Libertadores da América, Chave Ouro, Sul americano de Seleções de Futsal e Liga Futsal.
Em grandes coberturas da Band, Jorge participou da equipe de produção nas Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994, e ainda, nas Olimpíadas de Los Angeles e Atlanta.
Jorge foi diretor de imagens durante eventos como Stock Car, Fórmula Truck, Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, e em três etapas brasileiras do Mundial de Motovelocidade, imagens estas destinadas a Dorna TV, que distribui o sinal das corridas para 180 países.
Com serviços para a Band, SBT, Globo e Espn, durante 20 anos foi diretor de imagens dos Campeonatos Brasileiro de Futebol, Copa dos Campeões, Copa do Brasil, Libertadores da América, Pré-olímpico de Futebol, Liga Mundial de Voleibol e Copa América de Futebol realizada uma no Paraguai e outra na Bolívia.

Dirigiu também as 3 etapas da Fórmula INDY realizadas no Rio de Janeiro com transmissões para ABC e ESPN INT dos EUA, Band e SBT e o Panamericano de Basquetebol em Montevidéu no Uruguai.
Durante cinco anos dirigiu imagens da Fórmula 3 Sul americana para Espn Internacional na Argentina , Uruguai e Brasil, as etapas brasileiras da World Series e da WTCC, entre outras categorias do automobilismo nacional.

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