26/07/2012 16h40

Julho e as memórias do FERCAPO

Compartilhe


O Festival Regional da Canção Popular, por muitos anos, foi a maior atração da cidade e região. Vinha gente de todo lugar para acompanhar ao vivo; outros assistiam pela televisão. Acontecia justamente neste período do ano: última semana do frio de julho. O frio era um atrativo a mais para músicos e renomados julgadores do festival. Todos eram bem recebidos, não só pelos diretores do clube organizador, mas também por empresários da cidade que promoviam almoço e jantar para recebê-los. Uma festa! Todos se maravilhavam com a cidade e sua gente. Muitos jurados se escalavam para voltar ano após ano. O Fercapo tornou-se um tremendo relações públicas de Cascavel.

O evento trouxe nada mais nada menos que Zuza Homem de Mello como presidente do júri - senão o maior, seguramente um dos maiores produtores musicais brasileiros. Como jurado, um dos maiores conhecedores de música no Paraná: Aramis Millharch; além do Pelão, entre outros. Só fera!
Além de jurados e concorrentes - que depois fizeram nome no Brasil musical -, a cidade recebia grandes nomes para shows: Alcione, Elba Ramalho, Beth Carvalho, Erasmo Carlos, Ivan Lins, Zizi Possi, Zé Ramalho, Guilherme Arantes e o impagável Tim Maia, um capítulo à parte. No dia de sua apresentação Tim não cantou, só enrolou e reclamou. Depois foi no Restaurante Dom Giovanni e para delírio de quem estava lá cantou, de graça, até o amanhecer. O repórter João Carlos Gallo foi até o hotel Copas Verdes para entrevistá-lo. Perguntou para o secretário do cantor "O Tim está"?. A resposta: "O corpo tá. Mas ele só chega amanhã". A cena: Tim estatelado na cama; na mesa ao lado da cama um porco no rolete inteiramente destroçado. Na passagem de som, num sábado à tarde, Tim ficou só, tocando bateria e cantando. Quem viu curtiu, e muito. "Tenho que ensaiar só, porque o Vitória Régia foi comprar muamba no Paraguai", disse sobre o Grupo que por longos anos o acompanhou.

Edson Morais, Caio Gottilieb, Janine Borba, pratas da casa, ganharam edições do festival. Dois que já não estão entre nós também ganharam: Ayrton Fracaro e o "monstro" Ramiro Carlos Rebouças. Quem não se lembra da vitória de Anísio Rocha com sua música "O Circo" que até hoje é cantarolada por muita gente.

O FERCAPO começou em 1971 e terminou em 2002; praticamente 30 anos ininterruptos. O salão social do Clube onde era realizado o evento nem existe mais, assim como o campinho de futebol suíço onde foi montada uma arena de Circo para realizar a última edição. Aliás, na Rua Paraná, do Tuiuti só sobrou a fachada. O Bamerindus quebrou. O Banestado quebrou. O Fercapo acabou. São exatos 10 anos de ausência.

Já que a cidade vive um momento de reconstrução - vide Kartódromo e Autódromo; o novo Teatro, prestes a estar pronto -; já que o Tuiuti Esporte Clube fez um novo, amplo e moderno salão social, por que não fazer ressurgir o saudoso Festival? Seria mais um atrativo para trazer gente da região para consumir na cidade.



21/07/2012 08h49

Acelera Cascavel!

Compartilhe


Daqui para o mundo - Hoje escrevo com satisfação para contar que foi graças ao Autódromo de Cascavel que eu e uma equipe de muitos profissionais aprendemos uma arte: transmitir corridas de carro, caminhão e moto. Já transmitimos Fórmula Indy, Fórmula 1, Mundial de Motovelocidade, FIA GT, WTCC, ou seja, as principais do mundo. Eu e muitos cascavelenses rodamos a América do Sul, e claro, todo o Brasil, mostrando corridas para a Globo, Band, SBT, Record, ESPN Int., Euro Sports, Sportv, ABC (a maior do mundo).

Know how cascavelense - Começamos em 1982. Conhecemos cada curva, buraco, banheiro, refeitório, cada cerca, grama, mato, cada pedacinho de todos os autódromos da Argentina, Chile, Uruguai e Brasil. Não somos mais os únicos a fazer este trabalho como fomos durante longos - ou breves - 30 anos. Em cada uma das novas produtoras, porém, há algo do nosso jeito de fazer ou algum profissional criado entre nós.

Antiga frustração - O lugar onde menos trabalhamos e mostramos foi exatamente Cascavel. Claro que ganhamos mais trabalhando fora, mas era uma frustração nunca estarmos em casa. Conhecíamos pouco justamente do nosso lugar. Mas agora vai mudar, agora vamos poder trabalhar em casa.

Desvantagens sul-matogrossense - Há algum tempo escrevi sobre a possibilidade da vinda da Stock Car, uma das principais provas do automobilismo nacional, para Cascavel. Escrevi que a prova de Campo Grande (MS) poderia vir para cá se o autódromo estivesse pronto. Um dos motivos foi a questão do fuso horário: a prova é transmitida pela TV Globo por volta das 9 da manhã e lá, por causa da uma hora a menos no fuso, a corrida teria que iniciar às 8 horas. Ruim para o público, pois o autódromo é longe da cidade, além de suas condições não serem as melhores hoje.

Stock em Cascavel - Pois bem, o Presidente do Conselho de Administração da VICAR - detentora da Stock Car Brasil - esteve aqui pela terceira vez. Nas duas visitas anteriores fez algumas considerações, pediu alterações, pediu atenção com alguns detalhes de segurança (que foram atendidos) e na última quinta-feira deu o veredito final, positivo.

Memórias da última corrida - Momento especial para a cidade. A última Stock Car que tivemos aqui foi em setembro de 1992 e ganhou Roberto Amaral (o Coruja). Na época a melhor equipe da categoria era comandada pelo cascavelense Giba, um dos maiores preparadores de carro do Brasil - que infelizmente não está mais entre nós -, e tinha como pilotos o multivencedor Ingo Hoffmann em dupla com o outro Cascavel/Palotinense, Ângelo Giombelli. Foram tricampeões brasileiros. Aliás, nesta corrida houve um dos momentos hilários do automobilismo: Ingo se engatou na entrada da reta com Carlos Alves e os dois carros foram grudados para dentro dos boxes, começando uma briga generalizada entre as equipes.

Calendário fechado - Com a restauração do nosso Autódromo já estão confirmadas na reinauguração a Fórmula Truck nos dias 3, 4 e 5 de agosto; a Stock Car nos dias 14, 15 e 16 de setembro; e o Moto 1000GP para os dias 9, 10 e 11 de novembro. As duas principais do automobilismo nacional e a principal de Motovelocidade do Brasil.

Trabalho e dividendos - Como também já escrevi, não sei (e nem quero saber) se um autódromo em condições de receber as melhores corridas dará votos, mas tenho certeza que os hotéis e restaurantes estarão lotados, assim como os táxis, postos de combustíveis, bares, lanchonetes. É serviço para arrumadeira, cozinheira, carregadores, segurança, garçons, motoristas, atendentes. É movimentação àqueles que têm trabalho fixo e aos serviços eventuais e temporários. Na agência do trabalhador, só para a Fórmula Truck, existem 200 vagas para trabalharem no autódromo. Entre patrocinadores, equipes, pilotos e envolvidos na Stock-Car a cidade receberá cerca de 3.000 pessoas, além de milhares de espectadores.

Hotelaria - Vejam o caso do Kartódromo, também reformado e reestruturado recentemente. Recebeu uma prova do Sul Brasileiro e nesta semana recebeu o Campeonato Brasileiro de Kart. Por causa deste evento simplesmente estava difícil de conseguir lugar em hotel na cidade. O próprio Cól para vir definir a Stock Car teve dificuldades de se hospedar aqui.

Homenagem a Zilmar - A reforma do Kartódromo e especialmente do Autódromo Zilmar Beux resgata o sonho deste pioneiro que lá pelos anos 70 teve o discernimento de ousar num esporte que trouxe muita fama e prestígio para a cidade. Zilmar - onde estiver - com certeza está observando feliz tudo isto que vem ocorrendo, pois como empreendedor que era, ele sabia da importância e do valor do turismo de eventos para uma cidade que infelizmente não recebeu do PODEROSO atrativos naturais como Cataratas, praias; e, portanto, depende de gente criativa, determinada e com espírito coletivo e despojado, como o de Zilmar, que vislumbrou isso há 40 anos. Com certeza ele estava à frente de nosso tempo. Acelera Cascavel!



14/07/2012 08h24

Nem todos são iguais perante a lei

Compartilhe


Menos 58 servidores municipais - Lendo o portal da CATVE. TV na última quinta-feira (12) observei que cinquenta e oito (58) funcionários da Prefeitura de Cascavel deixarão de trabalhar durante os próximos noventa dias, período do pleito eleitoral. Aliás, já não estão trabalhando. Motivo: serão candidatos nestas eleições disputando o cargo de vereador.

Salário garantido - O mais absurdo - se a notícia estiver correta -, é o fato de que eles continuarão a receber normalmente seus salários nos próximos três meses, mesmo sem trabalhar na atividade para a qual foram nomeados mediante concurso público.

"Folha" mais cara - Sem considerar que, se forem de fato imprescindíveis em suas funções e locais de trabalho, os digníssimos funcionários/candidatos terão que ser "cobertos" por outros funcionários do setor, fato que obviamente irá gerar horas extras. Ou seja, o processo eleitoral poderá gerar mais custos para o erário público além de causar insatisfação por parte daqueles que terão que trabalhar para "repor" o colega-candidato. E se estes não forem assim tão necessários? Então temos outro problema, caro leitor: inchaço do funcionalismo público.

Quem paga o pato? - Resumo da Ópera: mais uma vez temos uma situação no Poder Público que estoura na população que, precisando do serviço destes setores da Prefeitura, poderá ser prejudicada; se não pela diminuição na qualidade do serviço outrora prestado pelo servidor-candidato, então pelo uso de dinheiro público para pagamento de "extras" evitáveis (se a lei assim se impusesse).

Regras eleitorais desiguais - É um absurdo, mesmo porque no setor privado não existe essa regalia. E ainda bem, porque imagine a farra que não seria para o mal intencionado. No setor privado, o cidadão comum tem de se desligar da empresa e não recebe seus salários. No máximo, pode fazer um acordo, estabelecendo uma licença não remunerada com recolhimento de encargos.

Reforçando um estereótipo - São fatos como esses que queimam e mancham os profissionais do serviço público no País. Obviamente muitos deles são ótimos profissionais, dão um atendimento correto e decente para quem precisa de seus serviços, mas acabam se contaminando pelos maus. Estas regalias e privilégios só queimam o filme e reforçando uma má imagem que os funcionários públicos têm no imaginário popular.

Candidatura sem riscos - Não é por acaso que alguns tipos, como o nosso folclórico Moacir Maria, são candidatos em todas as eleições. Nada têm a perder. Não fazem falta em seu trabalho, não deixam de ganhar religiosamente seus salários e benefícios que só o setor público oferece. Lamentável.



13/07/2012 12h30

Stock Car

Compartilhe


Cascavel recebeu nesta semana, pela segunda vez, o Presidente do Conselho de Administração da VICAR, o ex-piloto Carlos Cól, para definir sobre a cidade sediar ou não a etapa da Stock Car - que ao lado da Fórmula TRUCK (já confirmada para 5 de agosto) são as principais atrações do automobilismo nacional. Vale lembrar que a VICAR, além da Stock Car, é responsável pelas categorias Mini-Challenge, Copa Montana (Brasileiro de Pick Up) e a Marcas Brasileiras. Além disso, é a VICAR que está promovendo no dia 22 de julho em Curitiba outras duas corridas Internacionais: a WTCC (World Touring Car Championship) e a Auto Race. Nas categorias da VICAR temos muito sucesso de cascavelenses: Ângelo Giombelli foi tricampeão da Stock; Davi Muffato foi campeão da Stock; e Diogo Pachenki, campeão da Stock Light (que não existe mais) e campeão da Copa Montana. A VICAR hoje administra e faz a reestruturação, em comodato, de um dos mais tradicionais autódromos do Brasil que é o de Tarumã em Viamão na grande Porto Alegre no Rio Grande do Sul.

Stock em Cascavel - Há 10 dias, quando esteve aqui, Cól me disse na CATVE FM que, de 1 a 10, as chances da corrida acontecer aqui era de 2. Agora o Cól já disse que as chances são de 4 em 10. Cól, com toda sua experiência, fez algumas solicitações, deu sugestões, fez as primeiras voltas na parte pronta da pista (no curvão e no S) e disse-me textualmente: "Neste curvão vai ser de sujar o macacão". Cól volta aqui antes do final do mês para definir. Eu vou repetir o que já escrevi, afinal ele não viria três vezes por nada: penso que, como cantaria Vanusa, "nas manhãs de setembro" teremos novidades em Cascavel, especialmente nos dias 14,15 e 16. Só espero que não tragam a loira para cantar o Hino Nacional.



09/07/2012 07h21

Mais um perigo na 277

Compartilhe


Alerta com vermelho sangue - Hoje quero utilizar este espaço para fazer um alerta a todos que trafegam pela 277 no sentido Foz a Cascavel, trecho que por causa das inúmeras tragédias deu a rodovia o codinome de "rodovia da morte". Se não bastasse o perigo das curvas, ultrapassagens, pontos cegos, os abusos dos motoristas que pegam o volante e irresponsavelmente desafiam a vida deles e dos outros na rodovia, agora também é iminente o perigo de trafegar tarde da noite...

Correr ou não correr, eis a questão - Eu mesmo já levei o maior susto ao trafegar de madrugada e ter como companheiros de estrada personagens mal intencionados. Tive de acelerar para fugir do perigo e ao mesmo tempo, acelerando, correr risco de acidente. É um dilema.

Velozes, furiosos e mal intencionados - Nesta semana encontrei pela manhã um dileto amigo, bastante assustado, num Hotel em Foz do Iguaçu e que não estava ali por acaso... Foi obrigado a dormir em Foz por causa da ação dos marginais que pelo visto seguem o mesmo plano e roteiro daqueles que me seguiram por muitos quilômetros.

Com todos os perigos de um voo... - Existem dois voos que chegam a Foz do Iguaçu durante a madrugada, por volta de uma e quarenta, quase duas horas. Parece que não, mas é uma opção razoável quando você está em outras regiões como Norte, Nordeste, Sudeste e Planalto Central, e destas regiões se desloca até São Paulo (centro de todas as conexões) e de lá até Foz.

...o perigo está mesmo é na rodovia - O horário, embora ruim, favorece as conexões. Muita gente daqui de nossa região se utiliza destes voos por causa das conexões. O problema é que depois do voo você está cansado, "sonado", mas ainda tem de pegar uma estrada com cerca de 150 quilômetros e daí vêm os riscos.

Olheiros no aeroporto - Os bandidos ficam de "bituca", acompanhando placas dos carros para identificar seu destino e movimentação de malas e pertences. Organizados, rapidamente passam a informação pra frente. Parte da quadrilha já espera na rodovia, e quando o passageiro pega a estrada, na madrugada, solitário, com pouquíssimo trânsito na rodovia, ficará à mercê da companhia desagradável dos marginais...

Perseguição cinematográfica, perigo real - Meu amigo estava com a família numa caminhonete, provavelmente o principal interesse alvo dos marginais, já que no Paraguai as caminhonetes são facilmente comercializadas. Passou um sufoco. Perseguido, empurrado por outra caminhonete com dois elementos tentando tirá-lo da pista. Felizmente teve sorte e habilidade para conseguir um retorno embora na contramão e fugir dos marginais, voltando para Foz do Iguaçu, onde dormiu.

Utilidade pública - A exemplo dessa narrativa, conheço outras histórias parecidas, por isso fica o alerta: desceu no Aeroporto de Foz de madrugada, não pegue a estrada, fique por lá mesmo.

Estado e instituições não dormem - Mas cá prá nós. Uma rodovia com duas estruturas de pedágio uma em Santa Tereza e outra e Santa Terezinha (santos pedágios), dois controles de Policia Rodoviária Federal - sendo uma em Foz e outra em Céu Azul -, não seria o caso de juntos criarem um monitoramento da estrada? Afinal são apenas 130 quilômetros, nada impossível de se dividir entre quatro estruturas. Os usuários agradecem.



29/06/2012 21h31

A nossa Avenida Brasil

Compartilhe


Ficção e realidade - A vida real às vezes se confunde com a ficção e, muitas vezes, serve de inspiração ou modelo para quem faz a ficção, especialmente as novelas do horário nobre. Embora algumas novelas "viajem na maionese".

"Grossa" estampa - Quem não se lembra daquela maluca da novela anterior do horário nobre, a tal de Teresa Cristina? Esbanjava dinheiro e sacanagem. Comprava todos que sabiam seu segredo.Claro, tem muitas semelhanças com pessoas que encontramos no dia a dia, mas cá pra nós, a novela trazia situações muito difíceis de acontecer na vida real.

Verossimilhança - Os robalos eram perfeitamente justificáveis, cenas muito parecidas com situações de traições e luxúrias que estão por aí. Já a renda nunca justificada de fortunas que eram gastas ao bel prazer, além de ações ridículas e inexplicáveis das personagens, afastava o enredo da semelhança à vida real.

A ruindade na realidade - Apesar de ser ficção, vá lá... As novelas mostram também muito do que existe de verdade nesse mundão de meu Deus. Tem gente que na intimidade é mesmo todo aquele "absurdo" retratado ali. Gente ruim na essência. Gente do mal, dissimulada, falsa, que só pensa em vantagem e especialmente sacanear alguém.

A política desnuda as pessoas - A política partidária é muito parecida com isto. Vejam o que ocorre na cidade por conta da formação das chapas para estas eleições municipais. Tem gente conversando desde o final da eleição para Governador em 2010, justificando o grupo unido para elegê-lo, dizendo que iriam continuar para eleger o Prefeito de Cascavel, esquecendo-se do égo, do interesse pessoal de cada um. Fato que sempre fica acima de qualquer outro interesse.

Colcha de retalhos - Todos se diziam unidos num firme propósito de vencer o atual Prefeito, acompanhamos a divulgação de inúmeras reuniões de G10, G11, G12, seis lá quantos Gs. Mas agora, no frigir dos ovos, a coisa não é bem assim. É um puxa pra cá, e outro puxa prá lá. Fofocas, simulações, papo furado, exageradas especulações... Este vai com aquele, aquele vai com este. Fulano será vice de cicrano. Aquele vai fechar com este porque este fez isto, por aquele, e blábláblá. Impressionante: é uma colcha de retalhos e como disse antes prevalecendo a individualidade.

Asnos voam - Sempre ouvi dizer que política é a arte da traição e da sacanagem, desde que se leve vantagem. Já ouvi Senador dizer que em política só não viu cavalo voar. Mas, por silogismo, acho que cavalo voa sim, porque asno é muito parecido com cavalo e voa. Não voa?

Tipos egocêntricos - Na política, aliás, como na vida, a gente sempre observa os tipos: malandro, o esperto, o "lóque", o trouxa, o aproveitador e o folgado, àquele que engana todo mundo e só mama, só curte. Tem aqueles que se acham a última bolacha do pacote, outros o gás da Coca-Cola, e assim vai. Um espetáculo de "eus".

Personagens personificados na vida real - Voltando ao comparativo da novela, aplicando à política, dá pra gente pensar bem e ao final destas "articulações", quem sabe identificar para a população quem são nas curvas e calçadão de nossa Avenida Brasil os Tufãos da vida, os Nilos, Lelécos, as Carminhas, as Ninas, os Maxs e porque não os Adautos. Dá não?

Política novelesca - Seria, penso eu, como diz o poeta, a novela da vida real da nossa aldeia. Sucesso de público e bilheteria. E como temos artistas bons por aqui quando o assunto é política local! Precisaria de muitas linhas para identificá-los. O povo é enganado como nas novelas, pena que nem sempre o final seja tão feliz quanto os da Janete Clair, Aguinaldo Silva, Glória Peres, Dias Gomes e outros menos votados.



25/06/2012 09h21

Lados da mesma cidade

Compartilhe


Santa Catarina, rogai... - Lendo os jornais da última semana observei um problema sério que vem ocorrendo com um dos hospitais mais tradicionais de Cascavel. O Hospital Santa Catarina hoje passa por sérios problemas de ordem financeira. Além da constante falta de medicamentos está faltando o básico para comprar material de higiene, inclusive papel toalha. Além de que muito recentemente já teve até a energia elétrica cortada.

Preces por patrocínio - O Hospital, que não atende particulares, tem várias pendências trabalhistas e depende unicamente do SUS, além de um convênio com a Prefeitura para atender parte do UPA II, já que perdeu o convênio do SAS (Serviço de Atenção à Saúde) do Governo do Estado.

Hospital sem médicos? - Má gestão administrativa e financeira, troca de donos, falta de investimento; tudo isto infelizmente levou o Santa Catarina a ficar nesta situação lamentável em que se encontra. A situação é tão complicada que há quatro meses a instituição está sem pagar salários para os seus médicos.

Fechar hospital é luxo - Hoje, grande parte da verba que entra no Hospital, cerca de R$ 50 mil por mês, vai diretamente para pagar parte de dívidas trabalhistas. Esperam seus colaboradores mais diretos que o Governo não espere o hospital fechar, prejudicando ainda mais e exclusivamente a população carente, para depois tentar salvá-lo.

Bom e ruim: lados da mesma moeda - É até contraditório numa cidade referência em atendimento médico ter situações como essa do Santa Catarina no atendimento público. Até porque caminhando num sentido bem inverso surgem novas realidades hospitalares de Cascavel. Muito boas, por sinal. Uma iniciativa puxando a outra; e puxando para o lado positivo.

Saindo da UTI - Outro hospital antigo da cidade, o Hospital São Lucas, ao invés de fim teve um recomeço. Com a administração da FAG tomou oxigênio e foi praticamente ressuscitado. Adquirido há pouco tempo pela família Gurgacz, o Hospital se moderniza e, paralelamente a isto, coloca-se como sustentação para o Curso de Medicina da Faculdade Assis Gurgacz.

São Lucas - O Hospital, reinaugurado este mês, criou salas de aula, auditório e completa biblioteca para que seus alunos de Medicina possam usufruir, além de estarem acompanhados por uma equipe médica do mais alto nível em diversas áreas de especialização. Alunos conviverão também com a última geração de equipamentos de hemodinâmica, ressonância magnética, tomografia e raio X, além de UTIs de primeiro mundo, completo laboratório de análises e Centro de Imagens de fazer inveja a grandes centros hospitalares do País.

Saldo positivo - Somando-se ao São Lucas, embalados e inspirados por ele, temos outros hospitais particulares, indo pelo mesmo caminho, também ampliando suas instalações e modernizando-se. Sinal de que não é verdade o que dizem por aí que hospital só dá prejuízo; com boa administração e investimento é possível se manter e até crescer.

Estrutura e profissionais - Enquanto alguns crescem, outros cambaleiam. Melhor que todos estivessem muito bem em cada uma de suas especializações. Seria bom para todos desta região que cresce a cada dia por si só, que conta com modernos equipamentos e profissionais gabaritados para atender sua gente. Melhor que hospitais modernos será o ganho que teremos com essa gente nova aprendendo e recebendo aqui, em casa, o melhor da principal indústria que ganhamos com o crescimento universitário: a Indústria do Conhecimento.



19/06/2012 11h49

Propriedades do asfalto

Compartilhe


Para complementar meu comentário sobre as reformas do Autódromo de Cascavel, recorro a uma informação do jornalista Luciano Monteiro postada em seu BLOG

CASCAVEL - Asfaltamento está entre os zilhões de assuntos sobre os quais não entendo patavinas. Mais fácil seria contar aqueles que compreendo de alguma forma, que meu amigo Sérgio Rodrigues contabilizaria nos dedos de uma mão.

Enfim, tratei há pouco da questão da reforma do autódromo de Cascavel e, durante a preparação do texto postado, pus-me em dúvida sobre a viabilidade de haver caminhões na pista, no caso os da Fórmula Truck, poucos dias depois da conclusão de um trabalho.

E, na dúvida, o melhor é perguntar. Vasculhando na internet, localizei os contatos do professor Bruno Almeida de Castro, que gerencia a empresa mineira Pattrol, especializada em pavimentação e traçados. E a ele recorri.

As explicações do professor Bruno , para minha própria surpresa, corroboram o que me disse o prefeito Edgar Bueno. "Não há tempo de cura para concreto betuminoso, o mais popular "asfalto"?, atestou.

A Pattrol, que tem sua sede em Belo Horizonte, nada tem a ver com as obras no autódromo cascavelense. "Acredito que, em um autódromo, devem estar aplicando CBQU", arriscou o professor Bruno, na sigla que identifica o concreto betuminoso usinado a quente. "Ele usa o CAP (cimento asfáltico de petróleo) como ligante para assegurar a "integridade" da massa asfáltica", dissertou. Esse material tem aplicação a temperaturas que variam, em escala decrescente, de 165 a entre 115 e 120 graus centígrados. "Abaixo dessa temperatura, a massa se torna estável e não necessita de tempo de cura", continuou.

O principal parâmetro para se mensurar a qualidade de uma massa asfáltica aplicada, segundo a aula do professor Bruno, é a análise do grau de compactação. "O grau de compactação ideal é de 98% em relação à referência estabelecida pelo Ensaio Marshall de dosagem da mistura", antecipou, citando o que equivaleria, em termos leigos, ao projeto da massa asfáltica. E a qualidade da massa", perguntei. "Se seu interesse for esse, questione o projeto da mistura ou massa asfáltica e o grau de compactação obtido pelo ensaio de testemunhos extraídos da pista", orientou, indicando o caminho das pedras - o trocadilho chulo é por minha conta. (Luciano Monteiro)



16/06/2012 08h43

Autódromo

Compartilhe


"À gosto" da Truck - As obras de revitalização do Autódromo de Cascavel - na verdade quase uma reconstrução -, continuam aceleradas. Não podia ser diferente uma vez que o prefeito assumiu, diante da presidência e do diretor de operações da Fórmula Truck, compromisso de entregar o Autódromo pronto para a corrida no dia 5 de agosto. Como haverá treinos dias 3 e 4, a estrutura da categoria deverá ser montada com pelo menos dez dias de antecedência, donde se conclui que o Autódromo deve estar pronto lá pelo dia 25 de julho. Prazo provável de ser cumprido uma vez que no meio desta semana já apresentaram in loco o modelo de estrutura do primeiro box. Sendo aprovado pelo responsável, rapidamente se farão todos os vinte e sete previstos, já que as fundações estão prontas.

Aprendendo com o erro dos outros - Também a pista está sendo alargada e em alguns trechos sendo reconstruída desde a base que foi retirada, mesmo com dúvida se haveria tempo para a "cura" do asfalto. Já houve problema parecido em Londrina quando depois da reforma na pista o asfalto se soltou todo com a passagem dos carros; situação que chegou a interromper treinos. Lá, ano passado, alegaram justamente que não houve tempo para "curar" o asfalto novo. Se estamos a menos de 50 dias para a primeira corrida será que haverá tempo? Dizem que será utilizado um novo produto do tipo "cura acelerada". Vamos aguardar.

Prioridade é subjetiva - Muitos estão criticando a obra, dizendo ser eleitoreira e que existem outras prioridades para investir o valor hoje investido lá. Mas como escrevi aqui em outra ocasião, cada um pensa de um jeito, cada um estabelece uma prioridade, e cá prá nós, cada qual conforme seu interesse.

Está no sangue - Penso que o Autódromo é importante para a cidade. Tá no sangue desta metrópole. Afinal, Cascavel começou a ser conhecida no Brasil em muito pelo seu Autódromo. Cidade que fica longe dos grandes centros, do eixo Rio/São Paulo e que se hoje, ou há pouco tempo era de difícil acesso, especialmente por via aérea, imagine nos anos 1970? E a cidade foi vista e notada exatamente pela promoção das corridas que aqui receberam Nelson Piquet, Barrichelo, Kanaan entre outros. Aqui já houve corridas sul-americanas, nacionais de várias categorias, e aqui nasceu a mais popular delas, exatamente aquela que virá reinaugurar o Autódromo: a Fórmula Truck.

Experiência pessoal - Transmitindo corridas por todo Brasil, Argentina e Uruguai, acompanhei e observei o interesse que este esporte desperta na população. O interesse é grande, especialmente em cidades do porte de Cascavel. Algumas categorias por interesse de patrocinadores preferem correr apenas em grandes centros, mas Cascavel (menor) leva uma vantagem por estar próximo ao centro de compras que é o Paraguai e a Argentina, além do atrativo das Cataratas e Itaipu. Isto sempre mexeu com o interesse daqueles que participam, sejam pilotos, patrocinadores, equipes e familiares. Hoje, soma-se a tudo isso a oportunidade de acesso mais fácil com voos regulares (espera-se, sejam mantidos) que facilitarão o deslocamento desta gente que virá trabalhar ou assistir as corridas.

Outros eventos - Além da Fórmula Truck, espera-se para Cascavel ainda neste ano o Moto1000GP, categoria promovida pelo campeoníssimo Gilson Scudeler; a GT categoria de turismo que envolve os carros dos sonhos de consumo de qualquer mortal como Ferraris e Lamborghinis, e ainda a Top Series que também envolvem Ferraris, Porsches, Lamborghinis e protótipos, só que numa corrida de Endurance, de maior duração. E quem sabe numa das manhãs de Setembro, ainda, uma STOCK CAR.

Promoter - Quer dizer: se tudo se confirmar, com cinco meses para terminar o ano teremos pelo menos 4 corridas. Tendo o Autódromo, o que se fará necessário é um grupo ou um líder que busque eventos no País e no exterior. Não fiquemos esperando cair dos céus, porque a concorrência está grande. Muitas cidades revitalizaram seus Autódromos (Guaporé, Santa Cruz do Sul, Goiânia, Caruaru).

Turismo esportivo - Se darão votos, não sei, e nem me interessa, mas sei que será muito bom para a divulgação da cidade que voltará a ser boa noticia na mídia especializada e em alguns dos principais veículos de comunicação do País. Muito bom para hotéis, restaurantes, bares, lanchonetes, shopping, pois além de pilotos, equipes, familiares, patrocinadores, com certeza o deslocamento de muita gente da região para ver e torcer. Ou alguém tem duvidas disto?



11/06/2012 09h32

Paciência tem limite

Compartilhe


Devagar, quase parando - Em ritmo de tartaruga; assim poderíamos classificar a maioria dos serviços públicos, ou não? (Estou aberto a nossas perspectivas se alguém conseguir provar o contrário). As notícias em relação às filas e tempo de espera são diárias e o brasileiro, cá entre nós, é paciente ao extremo.

Quem espera, sempre cansa - Brasileiro espera para conseguir vaga na creche, na escola, na fila do banco, casa popular... Fila, espera, fila, espera... É um ritmo alucinadamente lento. É de passar raiva, pra não dizer outra coisa!

Previdência sem providência - No INSS, por exemplo, quem precisa de uma perícia para auxílio doença tem que esperar pelo menos três meses. Tempo excessivo até para nós, seres saudáveis, quem dirá para quem está doente, necessitando de auxílio.

Crescemos no setor privado, estacionamos no público - O agendamento das perícias está sendo feito somente para o mês de agosto. Motivo: grande demanda e falta de peritos. Em Cascavel são realizadas 160 perícias por dia. Convenhamos, um número bem elevado. E lógico, com um número bastante reduzido de servidores é impossível dar conta de tantos atendimentos.

Cidade que cresce precisa de mais servidores - A boa notícia é que onze novos peritos foram nomeados no último concurso e serão distribuídos na regional, portanto Cascavel será contemplada. No entanto, depois de anos e anos de espera, agregar onze novos peritos é um número muito pequeno diante da necessidade. Até porque os onze novos servidores serão para atender toda a região, e só a cidade de Cascavel precisaria muito mais do que este número.

Paliativo - Mas já é um alento, pois com os novos peritos o tempo de espera deverá cair para uns 15 dias. Obviamente não é muito, mas já ajuda. Neste "meio tempo" o beneficiário até recebe o valor retroativo à consulta a partir da data que está na fila, mas enquanto isso, como faz para sobreviver? Como se recuperar de uma doença, se a maioria delas se tornam psicossomáticas diante da preocupação com as contas a pagar. É difícil, não?

INSS x Plano de saúde - Infelizmente nossas autoridades não estão nem ai para os problemas da população. Tem gente que não recolhe para os cofres do INSS há muito tempo, no entanto também têm aqueles que recolhem e nenhum beneficio recebem; como tem muita gente que recolhe por ser obrigado por estar registrado numa empresa, mas que nunca usou o benefício e nem usará, pois se obriga a ter um plano de saúde para um melhor atendimento.

Paciente, duas vezes - Os problemas com as filas de espera não param aí. Quem precisa de uma cirurgia de catarata enfrenta situação semelhante. Para fazer o procedimento pelo SUS é preciso esperar meses, às vezes mais de um ano. Só aqui em Cascavel cerca de 300 pessoas estão à espera do procedimento que é realizado por duas clínicas particulares. Até quando minha gente? Até quando toda essa passividade?



Jorge Guirado
A frente da Catve, Jorge está desde 2004, mas essa história começou bem antes. Em 1979, o apresentador tem suas primeiras experiências em televisão com a implantação da TV Tarobá, emissora na qual teve o cargo de diretor geral por 21 anos, lá idealizou em 1994 e realizou até 2003 o Dia da Bondade em Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e por último em Toledo.

Na filial da Band, criou e colocou no ar vários programas. Apresentou os Programas, Melhor da Rodada e Placar de Opiniões. Sua carreira na Band também inclui a criação e implantação da TV Tarobá de Londrina inaugurada em 1996, a qual dirigiu por sete anos.
As narrações de jogos na afiliada da BAND passam pelos Campeonatos Gaúcho e Paranaense de Futebol, Copa Libertadores da América, Chave Ouro, Sul americano de Seleções de Futsal e Liga Futsal.
Em grandes coberturas da Band, Jorge participou da equipe de produção nas Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994, e ainda, nas Olimpíadas de Los Angeles e Atlanta.
Jorge foi diretor de imagens durante eventos como Stock Car, Fórmula Truck, Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, e em três etapas brasileiras do Mundial de Motovelocidade, imagens estas destinadas a Dorna TV, que distribui o sinal das corridas para 180 países.
Com serviços para a Band, SBT, Globo e Espn, durante 20 anos foi diretor de imagens dos Campeonatos Brasileiro de Futebol, Copa dos Campeões, Copa do Brasil, Libertadores da América, Pré-olímpico de Futebol, Liga Mundial de Voleibol e Copa América de Futebol realizada uma no Paraguai e outra na Bolívia.

Dirigiu também as 3 etapas da Fórmula INDY realizadas no Rio de Janeiro com transmissões para ABC e ESPN INT dos EUA, Band e SBT e o Panamericano de Basquetebol em Montevidéu no Uruguai.
Durante cinco anos dirigiu imagens da Fórmula 3 Sul americana para Espn Internacional na Argentina , Uruguai e Brasil, as etapas brasileiras da World Series e da WTCC, entre outras categorias do automobilismo nacional.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13




COPYRIGHT CATVE.TV | 2011 - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS MOBILE READY