10/08/2012 20h05

Insegurança pública em Cascavel

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Criminalidade em alta - Parecem ser boas as notícias que estão surgindo para tentar coibir a violência em Cascavel. Já era tempo de se fazer algo, especialmente por parte do Estado. Com 105 mortes em pouco mais de sete meses do ano, quase 500 assaltos à mão armada, a cidade está indo de mal a pior na área de segurança pública.

Autoridades discursam, bandidos agem - Cascavel precisa e precisa com urgência de "socorro". Não podemos ficar só nas promessas de inflamados discursos, declarações em entrevistas para a mídia ou na instalação de Delegacias apenas no papel (como acontece com a Delegacia de Homicídios). Os números da violência, analisados detalhadamente nos últimos anos, são assustadores. Até porque a sociedade está cansada de nossas autoridades realizam muitas reuniões, muita conversa, mas de prático nada resolverem.

UPS em Cascavel - Mas como contra fatos não há argumentos, diante de números tão elevados, agora o Governo promete a instalação de uma Unidade do Paraná Seguro, a conhecida UPS, em Cascavel. A UPS irá inicialmente atender a Região Norte - que contempla os bairros Interlagos, Floresta, Tarumã, Brazmadeira, Morumbi e Cataratas.

Cuidado com o estigma da pobreza ligada à violência - Devemos tomar cuidado, no entanto, de ligar violência somente à pobreza e cair no erro de discriminar os cidadãos moradores destes bairros. Afinal não é só lá que têm bandidos, traficantes e assassinos. Não podemos generalizar, inferindo que todos que lá estão são do mal. Aliás, a maioria é do bem.

Experiência na Capital - A exemplo do que foi feito no Rio de Janeiro - com algumas variantes e adaptações ao nosso Estado -, o Governo do Paraná já colocou para funcionar sete UPSs na Capital, Curitiba, em seus bairros mais difíceis. A ação do Estado parece estar dando resultando, visto a queda nos índices de criminalidade onde foram instaladas as Unidades.

Participação do Exército - Tenho escrito neste espaço já há algum tempo a respeito da necessidade de se agir o quanto antes, porque a cidade, diante das proporções dos números e da taxa de elevação dia a dia, está se tornando uma das mais violentas do Brasil. Até sugeri que se incluísse o nosso querido Exército Brasileiro para ajudar nestas ações de combate ao crime. Afinal de contas eles estão legalmente habilitados e estruturalmente preparados, vide o número de homens e equipamentos que aqui possuem.

Mais efetivo e ação especializada - Parece que não há o menor interesse que o Exército entre nas ações, mas já é um alento o Estado proporcionar a instalação de uma UPS até o final do ano. Antes, porém, o Município deve fornecer a área e toda infraestrutura. Só depois a Secretaria de Estado envia material, homens e veículos. Em Curitiba, por exemplo, em cada UPS trabalham de 30 a 60 policiais treinados e que não saem do local. Aqui a expectativa é de 40 homens com quatro viaturas. De início os policiais treinados fazem uma limpeza do local - tipo faxina--; identificam quem trabalha com o tráfico, quem está de fato envolvido em crimes e ações contraventoras e agem. Agem com rigor.

Crime e drogas: ações nas fronteiras - O Estado também se prepara para tentar fechar a Fronteira, entrada principal de drogas que estão ligadas a 90% dos crimes e mortes na faixa dos 15 aos 30 anos. Segundo o Secretário Reinaldo de Almeida Cesar, teremos helicópteros em Foz, do Batalhão de Fronteira agindo de Marechal a Guaíra, e outro grupo em Santo Antônio do Sudoeste. Essa "força tarefa" com certeza irá dar um alivio e uma baixa considerável aos níveis de violência de nossa região. Já era hora! Os cascavelenses aguardam o cumprimento destas promessas e o resultado positivo das ações com a diminuição da violência.

Pouco tempo - O Secretário Reinaldo de Almeida César me informou nesta sexta-feira (10) na CATVE FM que entre 30 e 45 dias já estará em operação a UPS de Cascavel. Aguardemos.



04/08/2012 09h03

A comandante

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Grandes homens e mulheres - Diz um ditado muito antigo que atrás de um homem de sucesso sempre tem uma grande mulher. Temos vários exemplos disto na vida. Na Fórmula Truck não foi diferente.

Previsões errôneas - Quando morreu Aurélio Batista Felix, criador e idealizador da categoria mais popular do automobilismo do Brasil, muitas dúvidas surgiram sobre sucessão e continuidade da categoria. Muita gente dizia que esta iria sucumbir. Diziam que a família deveria vender o evento, pois sem o Aurélio não conseguiriam manter patrocínios e o sucesso da Truck. Felizmente não foi bem assim.

Início com tragédia - A primeira corrida da Truck em Cascavel foi em 1996. Foi nesta corrida, ainda com caminhões praticamente originais, que houve o único acidente grave da categoria. Nela morreu o presidente do Automóvel Clube de Cascavel, Jefferson Ribeiro da Fonseca, sargento do Exército, que não tinha muito a mão de caminhões e exagerou no temível "curvão", onde acabou capotando e vindo a falecer.

Ficar sonhando e ir à luta- Depois deste acidente, Aurélio reestruturou e modernizou a categoria e só a fez crescer. Era um doido. Chegava aos Autódromos com quase um mês de antecedência e ali fazia um completo trabalho de recuperação. Foi assim em Caruaru, em Cascavel e outros lugares. Não conseguiu realizar o sonho de promover suas corridas no Rio de Janeiro, onde encontrava sempre muitos obstáculos para entrar, nem na Argentina.

Partida sem adeus - No início de 2008, durante uma etapa na cidade gaúcha de Guaporé, sentiu-se mal. Internado em Passo Fundo veio a falecer alguns dias depois. Aurélio morreu quando eu narrava um jogo do Cascavel Futsal. Cinco minutos antes de entrar a transmissão recebi uma ligação do Dr. Daniel, responsável pelo atendimento médico da categoria, informando-me. Confesso, não foi fácil dar a notícia...

Lembranças - Numa corrida em Guaporé, um ano antes, fui com Aurélio num carro velho até Nova Prata, por uma estrada de terra para economizar alguns quilômetros. Estrada horrível, escura e ele acelerando. Nova Prata tinha a sede de um dos seus principais patrocinadores à época e lá, todas as sextas, antecedendo a corrida de Guaporé, eles recebiam quem fazia parte da categoria para um lauto churrasco. Tito e Vitacir Paludo (que morreu no acidente da TAM em Congonhas) recebiam todos com fidalguia, e Aurélio fazia questão de estar presente.

Coincidências - Na volta, já pela estrada normal, ele ao volante, começou a reclamar que não estava se sentido bem e que não gostava de estar naquela região porque se houvesse algum problema poderia ter dificuldades em ser atendido. Reclamava, mas não me deixava dirigir. Quis o destino que fosse morrer ali um ano depois. Não por falta de atendimento, como se preocupava; por certo porque o Homem estava querendo com certeza promover uma corrida lá em cima.

Parceria - Tínhamos a mesma idade e gostávamos das mesmas músicas. Fizemos boa parceria nas transmissões. Foi ele quem me fez gravar um show do Pholhas em Porto Alegre - até às 3 horas da manhã - mesmo sabendo que eu teria de estar no outro dia logo cedo, com todas as dificuldades de acesso pelo volume de gente, no Autódromo para fazer a direção de imagens da transmissão nacional da prova. Fiquei e ainda tive de ir ao palco para fazer sorteios de brindes ao publico.

Em Santos - Mais que um cliente era um amigo. Um dia antes de entrar no ar no Bate Papo de Esportes da CATVE quebramos o pau. Foi de sair faísca. No ar, no entanto, foi um espetáculo. Distribuía credenciais para quem ligava e pedia. Naquele dia fez uma série de doações para o Lar dos Bebês. Era uma figura este santista que me levou três vezes à cidade do meu time de coração, onde nunca tinha estado. A primeira vez quando recebeu homenagem da Câmara de Vereadores da cidade. Neste dia me levou até a Vila Belmiro presenteando-me com uma camisa usada nas antigas pelo time. A segunda vez relato abaixo e a terceira vez infelizmente em seu enterro.

Dona Neusa - No ano que morreu conheci melhor sua esposa, Dona Neusa, quando foram me buscar onde eu passava férias. Eu já pagara toda hospedagem e perdi uma semana porque ele me fez sair antes. Uma viagem de carro com ele pilotando: eu, minha mulher e os dois. Saímos de Ilhabela e ele nos levou para conhecer de passagem, mas com paciência de mostrar, Santos, Guarujá e outras praias famosas daquela região. Nesta viagem soube das histórias de quando ficou doente e hospitalizado; das dificuldades quando a filha foi sequestrada e ele internado; sobre a organização da categoria e tive certeza que tudo que imaginavam que acabaria não acabaria. A conversa era no pé de igualdade, sem meias palavras: "estamos juntos e fizemos juntos", disse ela em determinado momento da viagem. Observei ali que ela nunca fora uma coadjuvante.

A Senhora Truck - Aurélio morreu logo após a primeira corrida de 2008. Mesmo estando tudo organizado começaram as dúvidas sobre a capacidade de realização sem ele. Foi aí que essa mãe de três filhos adolescentes assumiu a Presidência da Fórmula Truck. Levou até o fim do ano, com muito sucesso. Autódromos lotados, bons resultados comerciais e visibilidade na TV. Depois disto só fez crescer. Atingiu o sonho que Aurélio não conseguira levando a categoria para o Rio de Janeiro e Argentina. Modernizou o evento e com seu toque feminino embelezou a categoria. Tirou a categoria de Cascavel por uma série de fatores que não vem ao caso relatar aqui, mas também pela falta de estrutura e segurança do Autódromo. Hoje pouco nos falamos mas ela merece toda minha admiração. Se mostrou uma Leoa. Realizou sonhos do Aurélio e vai realizar os próprios levando a categoria correr no México e nos Estados Unidos.

Retorno - Agora revitalizado, a exemplo da primeira corrida da categoria que aqui seu marido fez, Dona Neusa, depois de cinco anos de ausência, vem com seu evento reinaugurar o local. Seu retorno puxa a fila para resgatar a história de nossa cidade no automobilismo nacional. Seja bem vinda a Fórmula Truck e seja muito bem vinda DONA NEUSA NAVARRO FÉLIX.



01/08/2012 07h43

Violência

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Recordes indesejados - Como diria Lula: "Nunca na história desta cidade tivemos tantas mortes violentas". Chegando ao sétimo mês do ano - ou seja, ao 210º dia - com mais de 100 mortes violentas, praticamente uma a cada dois dias; 32% a mais em relação ao mesmo período no ano passado. Absurdo!

Eterna dívida - A violência tomou proporções incontroláveis em Cascavel e de forma recorrente em alguns bairros. A maioria dos assassinatos indica que o principal motivo seja drogas (tráfico e consumo), destacadamente o crack. Matam por acerto de contas; esta que parece estar sempre no vermelho.

Pela raiz - Dos anos que vivo aqui, essa situação é das piores. Mas também é recente. Não entendo porque estão deixando crescer tanto se temos condições de combatê-la. Não seria melhor evitar o que aconteceu no Rio de Janeiro (e em outros grandes centros), exigindo uma mobilização intensa dos organismos de segurança depois da ramificação e estruturação do tráfico? Não seria o caso de matar o mal pela raiz?

Direto na fonte - Hoje o Exército Brasileiro tem - graças ao projeto de lei do deputado paranaense Eduardo Sciarra e a promulgação da Presidente Dilma - condições legais de participar de operações. Há seis anos as Forças Armadas têm amparo legal para agir. E porque não fazem aqui? Aqui também é Brasil. E, acredito, aqui se produziria muito mais que nos morros do Rio e nas favelas de Salvador e São Paulo.

Efetivo e estrutura, não faltam - Em Cascavel temos todos os organismos policiais instalados para uma operação de porte (Polícia Civil, Militar e Federal) e temos estrutura do Exército Brasileiro na sua mais alta linhagem: Batalhão de Infantaria Motorizado, Batalhão Logístico e Brigada de Infantaria. Quer dizer, estrutura e efetivo suficientes para desentocar traficantes e acabar com esta violência que nos assombra.

Precisa-se de liderança - Pelo tamanho da cidade e destes bairros mais violentos, existe estrutura suficiente para aniquilar esta violência. Só falta um pouco mais de interesse e de um líder para planejar e preparar esta operação. Material e gente capacitada tem de sobra. Ou será que preferem que se tome proporção de Cracolândia em São Paulo ou dos Morros do Rio?



26/07/2012 16h40

Julho e as memórias do FERCAPO

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O Festival Regional da Canção Popular, por muitos anos, foi a maior atração da cidade e região. Vinha gente de todo lugar para acompanhar ao vivo; outros assistiam pela televisão. Acontecia justamente neste período do ano: última semana do frio de julho. O frio era um atrativo a mais para músicos e renomados julgadores do festival. Todos eram bem recebidos, não só pelos diretores do clube organizador, mas também por empresários da cidade que promoviam almoço e jantar para recebê-los. Uma festa! Todos se maravilhavam com a cidade e sua gente. Muitos jurados se escalavam para voltar ano após ano. O Fercapo tornou-se um tremendo relações públicas de Cascavel.

O evento trouxe nada mais nada menos que Zuza Homem de Mello como presidente do júri - senão o maior, seguramente um dos maiores produtores musicais brasileiros. Como jurado, um dos maiores conhecedores de música no Paraná: Aramis Millharch; além do Pelão, entre outros. Só fera!
Além de jurados e concorrentes - que depois fizeram nome no Brasil musical -, a cidade recebia grandes nomes para shows: Alcione, Elba Ramalho, Beth Carvalho, Erasmo Carlos, Ivan Lins, Zizi Possi, Zé Ramalho, Guilherme Arantes e o impagável Tim Maia, um capítulo à parte. No dia de sua apresentação Tim não cantou, só enrolou e reclamou. Depois foi no Restaurante Dom Giovanni e para delírio de quem estava lá cantou, de graça, até o amanhecer. O repórter João Carlos Gallo foi até o hotel Copas Verdes para entrevistá-lo. Perguntou para o secretário do cantor "O Tim está"?. A resposta: "O corpo tá. Mas ele só chega amanhã". A cena: Tim estatelado na cama; na mesa ao lado da cama um porco no rolete inteiramente destroçado. Na passagem de som, num sábado à tarde, Tim ficou só, tocando bateria e cantando. Quem viu curtiu, e muito. "Tenho que ensaiar só, porque o Vitória Régia foi comprar muamba no Paraguai", disse sobre o Grupo que por longos anos o acompanhou.

Edson Morais, Caio Gottilieb, Janine Borba, pratas da casa, ganharam edições do festival. Dois que já não estão entre nós também ganharam: Ayrton Fracaro e o "monstro" Ramiro Carlos Rebouças. Quem não se lembra da vitória de Anísio Rocha com sua música "O Circo" que até hoje é cantarolada por muita gente.

O FERCAPO começou em 1971 e terminou em 2002; praticamente 30 anos ininterruptos. O salão social do Clube onde era realizado o evento nem existe mais, assim como o campinho de futebol suíço onde foi montada uma arena de Circo para realizar a última edição. Aliás, na Rua Paraná, do Tuiuti só sobrou a fachada. O Bamerindus quebrou. O Banestado quebrou. O Fercapo acabou. São exatos 10 anos de ausência.

Já que a cidade vive um momento de reconstrução - vide Kartódromo e Autódromo; o novo Teatro, prestes a estar pronto -; já que o Tuiuti Esporte Clube fez um novo, amplo e moderno salão social, por que não fazer ressurgir o saudoso Festival? Seria mais um atrativo para trazer gente da região para consumir na cidade.



21/07/2012 08h49

Acelera Cascavel!

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Daqui para o mundo - Hoje escrevo com satisfação para contar que foi graças ao Autódromo de Cascavel que eu e uma equipe de muitos profissionais aprendemos uma arte: transmitir corridas de carro, caminhão e moto. Já transmitimos Fórmula Indy, Fórmula 1, Mundial de Motovelocidade, FIA GT, WTCC, ou seja, as principais do mundo. Eu e muitos cascavelenses rodamos a América do Sul, e claro, todo o Brasil, mostrando corridas para a Globo, Band, SBT, Record, ESPN Int., Euro Sports, Sportv, ABC (a maior do mundo).

Know how cascavelense - Começamos em 1982. Conhecemos cada curva, buraco, banheiro, refeitório, cada cerca, grama, mato, cada pedacinho de todos os autódromos da Argentina, Chile, Uruguai e Brasil. Não somos mais os únicos a fazer este trabalho como fomos durante longos - ou breves - 30 anos. Em cada uma das novas produtoras, porém, há algo do nosso jeito de fazer ou algum profissional criado entre nós.

Antiga frustração - O lugar onde menos trabalhamos e mostramos foi exatamente Cascavel. Claro que ganhamos mais trabalhando fora, mas era uma frustração nunca estarmos em casa. Conhecíamos pouco justamente do nosso lugar. Mas agora vai mudar, agora vamos poder trabalhar em casa.

Desvantagens sul-matogrossense - Há algum tempo escrevi sobre a possibilidade da vinda da Stock Car, uma das principais provas do automobilismo nacional, para Cascavel. Escrevi que a prova de Campo Grande (MS) poderia vir para cá se o autódromo estivesse pronto. Um dos motivos foi a questão do fuso horário: a prova é transmitida pela TV Globo por volta das 9 da manhã e lá, por causa da uma hora a menos no fuso, a corrida teria que iniciar às 8 horas. Ruim para o público, pois o autódromo é longe da cidade, além de suas condições não serem as melhores hoje.

Stock em Cascavel - Pois bem, o Presidente do Conselho de Administração da VICAR - detentora da Stock Car Brasil - esteve aqui pela terceira vez. Nas duas visitas anteriores fez algumas considerações, pediu alterações, pediu atenção com alguns detalhes de segurança (que foram atendidos) e na última quinta-feira deu o veredito final, positivo.

Memórias da última corrida - Momento especial para a cidade. A última Stock Car que tivemos aqui foi em setembro de 1992 e ganhou Roberto Amaral (o Coruja). Na época a melhor equipe da categoria era comandada pelo cascavelense Giba, um dos maiores preparadores de carro do Brasil - que infelizmente não está mais entre nós -, e tinha como pilotos o multivencedor Ingo Hoffmann em dupla com o outro Cascavel/Palotinense, Ângelo Giombelli. Foram tricampeões brasileiros. Aliás, nesta corrida houve um dos momentos hilários do automobilismo: Ingo se engatou na entrada da reta com Carlos Alves e os dois carros foram grudados para dentro dos boxes, começando uma briga generalizada entre as equipes.

Calendário fechado - Com a restauração do nosso Autódromo já estão confirmadas na reinauguração a Fórmula Truck nos dias 3, 4 e 5 de agosto; a Stock Car nos dias 14, 15 e 16 de setembro; e o Moto 1000GP para os dias 9, 10 e 11 de novembro. As duas principais do automobilismo nacional e a principal de Motovelocidade do Brasil.

Trabalho e dividendos - Como também já escrevi, não sei (e nem quero saber) se um autódromo em condições de receber as melhores corridas dará votos, mas tenho certeza que os hotéis e restaurantes estarão lotados, assim como os táxis, postos de combustíveis, bares, lanchonetes. É serviço para arrumadeira, cozinheira, carregadores, segurança, garçons, motoristas, atendentes. É movimentação àqueles que têm trabalho fixo e aos serviços eventuais e temporários. Na agência do trabalhador, só para a Fórmula Truck, existem 200 vagas para trabalharem no autódromo. Entre patrocinadores, equipes, pilotos e envolvidos na Stock-Car a cidade receberá cerca de 3.000 pessoas, além de milhares de espectadores.

Hotelaria - Vejam o caso do Kartódromo, também reformado e reestruturado recentemente. Recebeu uma prova do Sul Brasileiro e nesta semana recebeu o Campeonato Brasileiro de Kart. Por causa deste evento simplesmente estava difícil de conseguir lugar em hotel na cidade. O próprio Cól para vir definir a Stock Car teve dificuldades de se hospedar aqui.

Homenagem a Zilmar - A reforma do Kartódromo e especialmente do Autódromo Zilmar Beux resgata o sonho deste pioneiro que lá pelos anos 70 teve o discernimento de ousar num esporte que trouxe muita fama e prestígio para a cidade. Zilmar - onde estiver - com certeza está observando feliz tudo isto que vem ocorrendo, pois como empreendedor que era, ele sabia da importância e do valor do turismo de eventos para uma cidade que infelizmente não recebeu do PODEROSO atrativos naturais como Cataratas, praias; e, portanto, depende de gente criativa, determinada e com espírito coletivo e despojado, como o de Zilmar, que vislumbrou isso há 40 anos. Com certeza ele estava à frente de nosso tempo. Acelera Cascavel!



14/07/2012 08h24

Nem todos são iguais perante a lei

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Menos 58 servidores municipais - Lendo o portal da CATVE. TV na última quinta-feira (12) observei que cinquenta e oito (58) funcionários da Prefeitura de Cascavel deixarão de trabalhar durante os próximos noventa dias, período do pleito eleitoral. Aliás, já não estão trabalhando. Motivo: serão candidatos nestas eleições disputando o cargo de vereador.

Salário garantido - O mais absurdo - se a notícia estiver correta -, é o fato de que eles continuarão a receber normalmente seus salários nos próximos três meses, mesmo sem trabalhar na atividade para a qual foram nomeados mediante concurso público.

"Folha" mais cara - Sem considerar que, se forem de fato imprescindíveis em suas funções e locais de trabalho, os digníssimos funcionários/candidatos terão que ser "cobertos" por outros funcionários do setor, fato que obviamente irá gerar horas extras. Ou seja, o processo eleitoral poderá gerar mais custos para o erário público além de causar insatisfação por parte daqueles que terão que trabalhar para "repor" o colega-candidato. E se estes não forem assim tão necessários? Então temos outro problema, caro leitor: inchaço do funcionalismo público.

Quem paga o pato? - Resumo da Ópera: mais uma vez temos uma situação no Poder Público que estoura na população que, precisando do serviço destes setores da Prefeitura, poderá ser prejudicada; se não pela diminuição na qualidade do serviço outrora prestado pelo servidor-candidato, então pelo uso de dinheiro público para pagamento de "extras" evitáveis (se a lei assim se impusesse).

Regras eleitorais desiguais - É um absurdo, mesmo porque no setor privado não existe essa regalia. E ainda bem, porque imagine a farra que não seria para o mal intencionado. No setor privado, o cidadão comum tem de se desligar da empresa e não recebe seus salários. No máximo, pode fazer um acordo, estabelecendo uma licença não remunerada com recolhimento de encargos.

Reforçando um estereótipo - São fatos como esses que queimam e mancham os profissionais do serviço público no País. Obviamente muitos deles são ótimos profissionais, dão um atendimento correto e decente para quem precisa de seus serviços, mas acabam se contaminando pelos maus. Estas regalias e privilégios só queimam o filme e reforçando uma má imagem que os funcionários públicos têm no imaginário popular.

Candidatura sem riscos - Não é por acaso que alguns tipos, como o nosso folclórico Moacir Maria, são candidatos em todas as eleições. Nada têm a perder. Não fazem falta em seu trabalho, não deixam de ganhar religiosamente seus salários e benefícios que só o setor público oferece. Lamentável.



13/07/2012 12h30

Stock Car

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Cascavel recebeu nesta semana, pela segunda vez, o Presidente do Conselho de Administração da VICAR, o ex-piloto Carlos Cól, para definir sobre a cidade sediar ou não a etapa da Stock Car - que ao lado da Fórmula TRUCK (já confirmada para 5 de agosto) são as principais atrações do automobilismo nacional. Vale lembrar que a VICAR, além da Stock Car, é responsável pelas categorias Mini-Challenge, Copa Montana (Brasileiro de Pick Up) e a Marcas Brasileiras. Além disso, é a VICAR que está promovendo no dia 22 de julho em Curitiba outras duas corridas Internacionais: a WTCC (World Touring Car Championship) e a Auto Race. Nas categorias da VICAR temos muito sucesso de cascavelenses: Ângelo Giombelli foi tricampeão da Stock; Davi Muffato foi campeão da Stock; e Diogo Pachenki, campeão da Stock Light (que não existe mais) e campeão da Copa Montana. A VICAR hoje administra e faz a reestruturação, em comodato, de um dos mais tradicionais autódromos do Brasil que é o de Tarumã em Viamão na grande Porto Alegre no Rio Grande do Sul.

Stock em Cascavel - Há 10 dias, quando esteve aqui, Cól me disse na CATVE FM que, de 1 a 10, as chances da corrida acontecer aqui era de 2. Agora o Cól já disse que as chances são de 4 em 10. Cól, com toda sua experiência, fez algumas solicitações, deu sugestões, fez as primeiras voltas na parte pronta da pista (no curvão e no S) e disse-me textualmente: "Neste curvão vai ser de sujar o macacão". Cól volta aqui antes do final do mês para definir. Eu vou repetir o que já escrevi, afinal ele não viria três vezes por nada: penso que, como cantaria Vanusa, "nas manhãs de setembro" teremos novidades em Cascavel, especialmente nos dias 14,15 e 16. Só espero que não tragam a loira para cantar o Hino Nacional.



09/07/2012 07h21

Mais um perigo na 277

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Alerta com vermelho sangue - Hoje quero utilizar este espaço para fazer um alerta a todos que trafegam pela 277 no sentido Foz a Cascavel, trecho que por causa das inúmeras tragédias deu a rodovia o codinome de "rodovia da morte". Se não bastasse o perigo das curvas, ultrapassagens, pontos cegos, os abusos dos motoristas que pegam o volante e irresponsavelmente desafiam a vida deles e dos outros na rodovia, agora também é iminente o perigo de trafegar tarde da noite...

Correr ou não correr, eis a questão - Eu mesmo já levei o maior susto ao trafegar de madrugada e ter como companheiros de estrada personagens mal intencionados. Tive de acelerar para fugir do perigo e ao mesmo tempo, acelerando, correr risco de acidente. É um dilema.

Velozes, furiosos e mal intencionados - Nesta semana encontrei pela manhã um dileto amigo, bastante assustado, num Hotel em Foz do Iguaçu e que não estava ali por acaso... Foi obrigado a dormir em Foz por causa da ação dos marginais que pelo visto seguem o mesmo plano e roteiro daqueles que me seguiram por muitos quilômetros.

Com todos os perigos de um voo... - Existem dois voos que chegam a Foz do Iguaçu durante a madrugada, por volta de uma e quarenta, quase duas horas. Parece que não, mas é uma opção razoável quando você está em outras regiões como Norte, Nordeste, Sudeste e Planalto Central, e destas regiões se desloca até São Paulo (centro de todas as conexões) e de lá até Foz.

...o perigo está mesmo é na rodovia - O horário, embora ruim, favorece as conexões. Muita gente daqui de nossa região se utiliza destes voos por causa das conexões. O problema é que depois do voo você está cansado, "sonado", mas ainda tem de pegar uma estrada com cerca de 150 quilômetros e daí vêm os riscos.

Olheiros no aeroporto - Os bandidos ficam de "bituca", acompanhando placas dos carros para identificar seu destino e movimentação de malas e pertences. Organizados, rapidamente passam a informação pra frente. Parte da quadrilha já espera na rodovia, e quando o passageiro pega a estrada, na madrugada, solitário, com pouquíssimo trânsito na rodovia, ficará à mercê da companhia desagradável dos marginais...

Perseguição cinematográfica, perigo real - Meu amigo estava com a família numa caminhonete, provavelmente o principal interesse alvo dos marginais, já que no Paraguai as caminhonetes são facilmente comercializadas. Passou um sufoco. Perseguido, empurrado por outra caminhonete com dois elementos tentando tirá-lo da pista. Felizmente teve sorte e habilidade para conseguir um retorno embora na contramão e fugir dos marginais, voltando para Foz do Iguaçu, onde dormiu.

Utilidade pública - A exemplo dessa narrativa, conheço outras histórias parecidas, por isso fica o alerta: desceu no Aeroporto de Foz de madrugada, não pegue a estrada, fique por lá mesmo.

Estado e instituições não dormem - Mas cá prá nós. Uma rodovia com duas estruturas de pedágio uma em Santa Tereza e outra e Santa Terezinha (santos pedágios), dois controles de Policia Rodoviária Federal - sendo uma em Foz e outra em Céu Azul -, não seria o caso de juntos criarem um monitoramento da estrada? Afinal são apenas 130 quilômetros, nada impossível de se dividir entre quatro estruturas. Os usuários agradecem.



29/06/2012 21h31

A nossa Avenida Brasil

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Ficção e realidade - A vida real às vezes se confunde com a ficção e, muitas vezes, serve de inspiração ou modelo para quem faz a ficção, especialmente as novelas do horário nobre. Embora algumas novelas "viajem na maionese".

"Grossa" estampa - Quem não se lembra daquela maluca da novela anterior do horário nobre, a tal de Teresa Cristina? Esbanjava dinheiro e sacanagem. Comprava todos que sabiam seu segredo.Claro, tem muitas semelhanças com pessoas que encontramos no dia a dia, mas cá pra nós, a novela trazia situações muito difíceis de acontecer na vida real.

Verossimilhança - Os robalos eram perfeitamente justificáveis, cenas muito parecidas com situações de traições e luxúrias que estão por aí. Já a renda nunca justificada de fortunas que eram gastas ao bel prazer, além de ações ridículas e inexplicáveis das personagens, afastava o enredo da semelhança à vida real.

A ruindade na realidade - Apesar de ser ficção, vá lá... As novelas mostram também muito do que existe de verdade nesse mundão de meu Deus. Tem gente que na intimidade é mesmo todo aquele "absurdo" retratado ali. Gente ruim na essência. Gente do mal, dissimulada, falsa, que só pensa em vantagem e especialmente sacanear alguém.

A política desnuda as pessoas - A política partidária é muito parecida com isto. Vejam o que ocorre na cidade por conta da formação das chapas para estas eleições municipais. Tem gente conversando desde o final da eleição para Governador em 2010, justificando o grupo unido para elegê-lo, dizendo que iriam continuar para eleger o Prefeito de Cascavel, esquecendo-se do égo, do interesse pessoal de cada um. Fato que sempre fica acima de qualquer outro interesse.

Colcha de retalhos - Todos se diziam unidos num firme propósito de vencer o atual Prefeito, acompanhamos a divulgação de inúmeras reuniões de G10, G11, G12, seis lá quantos Gs. Mas agora, no frigir dos ovos, a coisa não é bem assim. É um puxa pra cá, e outro puxa prá lá. Fofocas, simulações, papo furado, exageradas especulações... Este vai com aquele, aquele vai com este. Fulano será vice de cicrano. Aquele vai fechar com este porque este fez isto, por aquele, e blábláblá. Impressionante: é uma colcha de retalhos e como disse antes prevalecendo a individualidade.

Asnos voam - Sempre ouvi dizer que política é a arte da traição e da sacanagem, desde que se leve vantagem. Já ouvi Senador dizer que em política só não viu cavalo voar. Mas, por silogismo, acho que cavalo voa sim, porque asno é muito parecido com cavalo e voa. Não voa?

Tipos egocêntricos - Na política, aliás, como na vida, a gente sempre observa os tipos: malandro, o esperto, o "lóque", o trouxa, o aproveitador e o folgado, àquele que engana todo mundo e só mama, só curte. Tem aqueles que se acham a última bolacha do pacote, outros o gás da Coca-Cola, e assim vai. Um espetáculo de "eus".

Personagens personificados na vida real - Voltando ao comparativo da novela, aplicando à política, dá pra gente pensar bem e ao final destas "articulações", quem sabe identificar para a população quem são nas curvas e calçadão de nossa Avenida Brasil os Tufãos da vida, os Nilos, Lelécos, as Carminhas, as Ninas, os Maxs e porque não os Adautos. Dá não?

Política novelesca - Seria, penso eu, como diz o poeta, a novela da vida real da nossa aldeia. Sucesso de público e bilheteria. E como temos artistas bons por aqui quando o assunto é política local! Precisaria de muitas linhas para identificá-los. O povo é enganado como nas novelas, pena que nem sempre o final seja tão feliz quanto os da Janete Clair, Aguinaldo Silva, Glória Peres, Dias Gomes e outros menos votados.



25/06/2012 09h21

Lados da mesma cidade

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Santa Catarina, rogai... - Lendo os jornais da última semana observei um problema sério que vem ocorrendo com um dos hospitais mais tradicionais de Cascavel. O Hospital Santa Catarina hoje passa por sérios problemas de ordem financeira. Além da constante falta de medicamentos está faltando o básico para comprar material de higiene, inclusive papel toalha. Além de que muito recentemente já teve até a energia elétrica cortada.

Preces por patrocínio - O Hospital, que não atende particulares, tem várias pendências trabalhistas e depende unicamente do SUS, além de um convênio com a Prefeitura para atender parte do UPA II, já que perdeu o convênio do SAS (Serviço de Atenção à Saúde) do Governo do Estado.

Hospital sem médicos? - Má gestão administrativa e financeira, troca de donos, falta de investimento; tudo isto infelizmente levou o Santa Catarina a ficar nesta situação lamentável em que se encontra. A situação é tão complicada que há quatro meses a instituição está sem pagar salários para os seus médicos.

Fechar hospital é luxo - Hoje, grande parte da verba que entra no Hospital, cerca de R$ 50 mil por mês, vai diretamente para pagar parte de dívidas trabalhistas. Esperam seus colaboradores mais diretos que o Governo não espere o hospital fechar, prejudicando ainda mais e exclusivamente a população carente, para depois tentar salvá-lo.

Bom e ruim: lados da mesma moeda - É até contraditório numa cidade referência em atendimento médico ter situações como essa do Santa Catarina no atendimento público. Até porque caminhando num sentido bem inverso surgem novas realidades hospitalares de Cascavel. Muito boas, por sinal. Uma iniciativa puxando a outra; e puxando para o lado positivo.

Saindo da UTI - Outro hospital antigo da cidade, o Hospital São Lucas, ao invés de fim teve um recomeço. Com a administração da FAG tomou oxigênio e foi praticamente ressuscitado. Adquirido há pouco tempo pela família Gurgacz, o Hospital se moderniza e, paralelamente a isto, coloca-se como sustentação para o Curso de Medicina da Faculdade Assis Gurgacz.

São Lucas - O Hospital, reinaugurado este mês, criou salas de aula, auditório e completa biblioteca para que seus alunos de Medicina possam usufruir, além de estarem acompanhados por uma equipe médica do mais alto nível em diversas áreas de especialização. Alunos conviverão também com a última geração de equipamentos de hemodinâmica, ressonância magnética, tomografia e raio X, além de UTIs de primeiro mundo, completo laboratório de análises e Centro de Imagens de fazer inveja a grandes centros hospitalares do País.

Saldo positivo - Somando-se ao São Lucas, embalados e inspirados por ele, temos outros hospitais particulares, indo pelo mesmo caminho, também ampliando suas instalações e modernizando-se. Sinal de que não é verdade o que dizem por aí que hospital só dá prejuízo; com boa administração e investimento é possível se manter e até crescer.

Estrutura e profissionais - Enquanto alguns crescem, outros cambaleiam. Melhor que todos estivessem muito bem em cada uma de suas especializações. Seria bom para todos desta região que cresce a cada dia por si só, que conta com modernos equipamentos e profissionais gabaritados para atender sua gente. Melhor que hospitais modernos será o ganho que teremos com essa gente nova aprendendo e recebendo aqui, em casa, o melhor da principal indústria que ganhamos com o crescimento universitário: a Indústria do Conhecimento.



Jorge Guirado
A frente da Catve, Jorge está desde 2004, mas essa história começou bem antes. Em 1979, o apresentador tem suas primeiras experiências em televisão com a implantação da TV Tarobá, emissora na qual teve o cargo de diretor geral por 21 anos, lá idealizou em 1994 e realizou até 2003 o Dia da Bondade em Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e por último em Toledo.

Na filial da Band, criou e colocou no ar vários programas. Apresentou os Programas, Melhor da Rodada e Placar de Opiniões. Sua carreira na Band também inclui a criação e implantação da TV Tarobá de Londrina inaugurada em 1996, a qual dirigiu por sete anos.
As narrações de jogos na afiliada da BAND passam pelos Campeonatos Gaúcho e Paranaense de Futebol, Copa Libertadores da América, Chave Ouro, Sul americano de Seleções de Futsal e Liga Futsal.
Em grandes coberturas da Band, Jorge participou da equipe de produção nas Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994, e ainda, nas Olimpíadas de Los Angeles e Atlanta.
Jorge foi diretor de imagens durante eventos como Stock Car, Fórmula Truck, Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, e em três etapas brasileiras do Mundial de Motovelocidade, imagens estas destinadas a Dorna TV, que distribui o sinal das corridas para 180 países.
Com serviços para a Band, SBT, Globo e Espn, durante 20 anos foi diretor de imagens dos Campeonatos Brasileiro de Futebol, Copa dos Campeões, Copa do Brasil, Libertadores da América, Pré-olímpico de Futebol, Liga Mundial de Voleibol e Copa América de Futebol realizada uma no Paraguai e outra na Bolívia.

Dirigiu também as 3 etapas da Fórmula INDY realizadas no Rio de Janeiro com transmissões para ABC e ESPN INT dos EUA, Band e SBT e o Panamericano de Basquetebol em Montevidéu no Uruguai.
Durante cinco anos dirigiu imagens da Fórmula 3 Sul americana para Espn Internacional na Argentina , Uruguai e Brasil, as etapas brasileiras da World Series e da WTCC, entre outras categorias do automobilismo nacional.

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