31/08/2012 20h16

Adolescência: hormônios vencem pais fracos

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Coincidência ou evidência? - Ultimamente temos acompanhado muitos noticiários sobre desaparecimentos de adolescentes de suas casas. Algo muito raro nos últimos anos, mas que de repente deu um "surto" nas últimas semanas. Embora fugir de casa seja um clássico "comportamento de rebeldia juvenil", fala-se até então de casos esporádicos. A novidade é a concentração de casos em Cascavel e, especialmente, no último mês de agosto.

Sem exclusividade - No Paraná como um todo há casos de desaparecimento de menores, muitos ainda inexplicáveis e ainda não resolvidos - basta ver as campanhas realizadas pelo Secride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) do Governo do Estado. Quem não se lembra do caso da menina Madeleine, em Portugal, até hoje inexplicável. Adolescentes que saem de casa e que não querem voltar. O que será que acontece?

Culpados? Talvez. Responsáveis? Sempre. - Claro que esta é uma análise que deve ser feita por psicólogos e não por um curioso como eu; mas, como bom observador, vejo que a questão passa pela mudança e enfraquecimento de papéis nas famílias, nos cuidados que hoje se tem em casa. Os pais de hoje não são como os pais de meu tempo. Não que haja um único culpado, mas continua sendo dos pais a responsabilidade de zelar por seus filhos.

Escola é extensão da casa - Basta ver o que os adolescentes fazem e aprontam nas escolas, com alguns casos de agressão a professores, de brigas entre eles mesmos, cenas muito feias de se ver. Brigas agendadas por internet, enfim adolescentes sem controle. Claro que no meu tempo não havia internet, a televisão e a mídia de entretenimento no geral, com novelas, videogames e filmes, não tinha tanta força de ditar comportamentos. Porém, a criação também era diferente.

Educação familiar precede a escolar - Meus pais não deixavam que eu fosse à escola de bermudas, chinelos, muito menos que eu desrespeitasse professores ou faltasse às aulas. Os professores não tinham responsabilidade de me educar. Eu era educado em casa. Como agir, como respeitar, como me comportar, como me dirigir às pessoas, aos professores, aos companheiros de escola.

Exemplo em casa - Meus pais, pessoas simples - meu pai Zelão, mecânico de máquinas pesadas; minha mãe dona Maria do Carmo, responsável pela casa -, se preocupavam em saber para onde eu iria, acompanhado de quem, como iria, como e a que horas voltaria. Muitas vezes não concordavam e simplesmente não deixavam que eu saísse. Minha mãe se preocupava com minha roupa, com meus horários. Aos professores cabia passar conhecimento. O resto era com meus pais.

Educar é trabalhoso - Este zelo parece não existir mais. Ao contrário, empurram tudo para os professores, que cá entre nós, não ganham e nem tem estrutura e preparo para aguentar tanta gente de hábitos e culturas diferentes para enquadrar. Não há respeito. Há somente adolescentes que não suportam pressão, cobrança. E diga-se: cobrança tardia. Cobrar depois de já ter o caráter formado é a pior de todas as tarefas de um pai. Já é tarde. No jargão popular, a vaca já foi para o brejo com corda e tudo. Difícil reverter. Daí surge o conflito, aflora o desrespeito e a vontade do adolescente em contrariar.

Encantos da serpente virtual - Hoje estes adolescentes vivem on-line. Vão à internet para buscar informações, mas também aventuras, sonhos realizáveis no mundo virtual. Despreparados, sem base, sem orientação sobre os perigos da vida, eles se abrem aos espertos, malandros, que estão ali para oferecer o que soa como prazeres, mas não passam de engodo. Daí para sair de casa e buscar vantagens naquele que lhes oferece é um pulo...

Quer bem educado, eduque você mesmo - A vida, o mundo, a realidade de hoje é outra. Sim. Mas, os pais também devem se atualizar; não só na vida profissional, mas também na educação de seus filhos. Se eles não o fizeram, alguém ou algo o fará. E aí, como será?



25/08/2012 11h33

O Ministério da Saúde adverte: Horário Eleitoral pode causar risos

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Democracia também é entretenimento - Gente!!! O horário eleitoral que era para ser apenas um espaço democrático, com finalidade de tornar conhecidos os 389 candidatos a vereador de Cascavel, cá entre nós, além de ser democrático por dar espaço a todos, é disparado um grande programa de humor.

Concurso para substituir o mestre Chico? - Não sei se é o melhor programa de humor, porque é bem verdade que depois que o mestre Chico Anísio se foi, ficou tudo muito igual. Ninguém consegue fazer o que o grande Chico fazia. Mas no geral do horário eleitoral, parece ser um concurso de imitadores de humoristas. Não com a mesma genialidade, é claro; estão mais para candidatos "tiriricados".

Frases de efeito; efeito risível - No entanto este programa eleitoral dos candidatos a vereador, suas magníficas frases, suas rimas de muita criatividade e de profundas reflexões (vote com carinho vote no..., vote com amor vote no..., chegou a hora só depende de você..., vote consciente com respeito ao ser humano..., é a hora da renovação vote..., vote com alegria vote..., vote no... O amigo do povão, vote no... este faz a diferença), enfim, suas propostas condensadas em frases de efeito, fazem muita gente rir. Pasmen, tem um que pede socorro e também até Papai Noel apareceu procurando uma tetinha.

Sessão relaxamento antes da tensão da novela - São trinta minutos de puro divertimento no horário de almoço e mais trinta minutos antes da novela. Depois dessa sessão de "desopilação", você até pode assistir, totalmente relaxado, a novela Avenida Brasil, e acompanhar aquelas frustrações da Nina, o despudor da Carminha, as sacanagens do Leleco e o baixo astral do Jorginho.

Rir é o melhor remédio - Se fosse depois da novela seria melhor ainda, pois o eleitor/telespectador iria dormir rindo. E dizem os médicos que não existe nada melhor que rir. Rir faz bem para a saúde. Nessa lógica, podemos dizer que é muito bom assistir o horário eleitoral gratuito dos candidatos a vereador. É quase uma recomendação médica.

Palhaços ofuscam os bons - Lógico que não são todos que te fazem rir. Temos boas exceções. Tem muita gente com um currículo de fazer inveja a qualquer um, mas infelizmente contracenam com verdadeiros "artistas". E estar colocado em uma mesma vitrine impede que o candidato idôneo seja analisado; que as boas propostas sejam observadas.

Marketing eleitoral- Penso que os marqueteiros dessem uma olhadinha com mais carinho nessa situação. Claro que temos o famoso estado democrático, em que todos têm o mesmo direito, mas muitas situações são mera falta de orientação, pura ingenuidade. Outros candidatos deveriam ser mais bem aproveitados, exatamente pelo que representam em seu meio, não sendo jogados numa vala comum.

É hora de votar sério - A comunidade de Cascavel, eleitor ou não, sabe que vivemos um momento crítico do nosso Legislativo Municipal. Muitas denúncias, muitas suspeitas. Uma Câmara omissa e indiferente aos reclamos da sociedade. Indiferente inclusive a manifestações e determinações da Justiça. Logo não podemos votar na brincadeira, no melhor artista; temos de votar em quem vai realmente contribuir. Votar em quem sabe qual é a real função de um vereador e isto é fácil saber; basta prestar atenção nas propostas de alguns.

Escolinha da vereança - Aliás, não seria o caso de antes de ser permitido registrar uma candidatura que se obrigasse os interessados a serem previamente preparados? Que os candidatos prestassem um exame, uma prova para demonstrar o conhecimento das funções do cargo de vereador?

Pré-campanha - A propósito já tenho meu slogan para a próxima: "Vote no Jorjão, este é bão, este é grandão"!!



20/08/2012 20h43

A "Cobra" que só toma fumo

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Na segundona - Hoje escrevo sobre o nosso pobre futebol, que desde 2010 está sob uma direção inexperiente, com um presidente arrogante, imaginando que sabe tudo, achando que ser presidente de um time de futebol é o mesmo que ser técnico de um time de futsal. Resultado: o Cascavel acabou caindo para a segunda divisão, ano passado e lá ficou.

No aperto, mas na 1ª divisão - Deixou-se a montagem do grupo nas mãos de um treinador que tem no currículo algum sucesso no inexpressivo futebol do Mato Grosso. O time tinha um jogo de camisas, muitas dividas e a vaga na primeira divisão do futebol profissional do Paraná. Falaram aos quatro cantos que passaram o ano pagando contas. Pagaram? Pode ser que sim, mas perderam o seu único patrimônio : a vaga na primeira divisão. Jair Bordignon também pagou dividas em 2009 e manteve o time onde estava quando pegou.

Ano de bonança - As queixas sempre foram falta de apoio, de ajuda, de dinheiro. Observo, a título de ilustração, que não foi o caso em 2010. Neste ano o time recebeu bom dinheiro dos direitos de TV, bom patrocínio do Muffatão, ótimo patrocínio da Havan e algum da Lupo. Logo, não faltou dinheiro. Faltou direção, comando, experiência, e em muitos casos, humildade.

Errar é humano, mas não corrigi-lo... - Em 2011, novamente uma série de erros. Erros na montagem do time, da direção, na contratação de treinadores e jogadores, e novamente o time sucumbiu, ou seja caiu. No final do ano passado prometeu-se que este ano de 2012 seria diferente, que montariam um grupo forte, um time digno de voltar à divisão de elite. O que aconteceu? Nada. Bem ao contrário. Outra vez a responsabilidade exclusiva para o treinador, o time novamente foi montado em cima da hora - o que é força de expressão; na verdade foi depois da hora, pois nas primeiras rodadas mal tinham jogadores para formar o banco de reservas.

Mais sorte que competência - O time se arrastou no campeonato, chegando às últimas colocações. Apenas não caiu para a terceirona por manobras jurídicas que o ajudaram, visto que se cometeu erro administrativo no registro de jogadores e, por isso, deveria haver punição com perda de pontos ganhos no jogo contra o Foz, além da perda de outros pontos como punição por ter colocado em campo jogadores sem a indicação em tempo legal no BID, como previa o regulamento. Basta ler atentamente o Art. 214 do CBDJ. Tendo ainda a expectativa da condenação de terceiros no caso JUNIOR TEAM e CINCÃO, outros participantes do Campeonato. Enfim, não se salva por méritos próprios.

Cada qual rói os ossos do seu ofício - Seu presidente esperneia, ataca os que criticam ("aqui é proibido criticar a diretoria do Time de Futebol", diria Tchê Casagrande). Agora diz que vai entregar o time aos críticos. Entenda-se: parte da imprensa. Que eu saiba imprensa divulga, promove, reporta fatos. Ninguém obrigou este ou aquele a assumir a presidência, a direção de futebol, a financeira ou o que quer que seja. Diz o ditado que quem não tem competência, não se estabelece. Se decidiu assumir - inclusive impedindo outros de concorrer à função -, que arque com as consequências. Também é antiga a fórmula de atacar para se defender quando faltam argumentos. Assumem, cometem vários erros, perdem o único patrimônio do time e ainda querem elogios? Difícil, né, companheiro!

Público proporcional aos resultados - Muito se diz que o futebol é o ópio do povo, uma paixão para se extravasar. Será que aqui é diferente? No ano foram de 50 a 100 pagantes para assistir uma partida de futebol num estádio para 40 mil... Nem no começo do campeonato, quando não se sabia se o time seria ruim ou não, o público esteve presente. Será que não há nesta atitude um recado para este grupo que insiste em ter um futebol já há tempo sem resultado?

Tempos de glória - Lembro do Cascavel Campeão em 1980, das boas fases quando esteve entre os quatro principais do Estado, quando havia muita gente no estádio para acompanhar. Mas também recordo dos "donos" do CCR que permitiram a entrada de aventureiros para tocar o time. Assim foi com um grupo de Curitiba e outro de São Paulo. Quem permitiu que o time fosse usado, esculhambado e endividado se fez de morto, como se nada tivesse com o assunto......

Caso perdido? - Lembro quando o time passou pelas mãos dos Beletti; uma pressão só! Era uma divisão de forças e, claro, não poderia dar certo. Como os Beletti eram daqui pressionaram-nos e cobraram aquilo que não fizeram com os aventureiros. Será que não é isto que gerou a descrença do torcedor? Será que não foi isto que afastou o torcedor? Será que o costumeiro viver mendigando, o excesso de rifas, vaquinhas, etc., não cansou os colaboradores? Aliás, colaboradores que nunca receberam uma prestação de contas, um demonstrativo de onde foi usado o dinheiro arrecadado. Será que o COMANDO está sem crédito? Ou será que a gente daqui não está nem aí para o futebol local? É de se pensar...



10/08/2012 20h05

Insegurança pública em Cascavel

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Criminalidade em alta - Parecem ser boas as notícias que estão surgindo para tentar coibir a violência em Cascavel. Já era tempo de se fazer algo, especialmente por parte do Estado. Com 105 mortes em pouco mais de sete meses do ano, quase 500 assaltos à mão armada, a cidade está indo de mal a pior na área de segurança pública.

Autoridades discursam, bandidos agem - Cascavel precisa e precisa com urgência de "socorro". Não podemos ficar só nas promessas de inflamados discursos, declarações em entrevistas para a mídia ou na instalação de Delegacias apenas no papel (como acontece com a Delegacia de Homicídios). Os números da violência, analisados detalhadamente nos últimos anos, são assustadores. Até porque a sociedade está cansada de nossas autoridades realizam muitas reuniões, muita conversa, mas de prático nada resolverem.

UPS em Cascavel - Mas como contra fatos não há argumentos, diante de números tão elevados, agora o Governo promete a instalação de uma Unidade do Paraná Seguro, a conhecida UPS, em Cascavel. A UPS irá inicialmente atender a Região Norte - que contempla os bairros Interlagos, Floresta, Tarumã, Brazmadeira, Morumbi e Cataratas.

Cuidado com o estigma da pobreza ligada à violência - Devemos tomar cuidado, no entanto, de ligar violência somente à pobreza e cair no erro de discriminar os cidadãos moradores destes bairros. Afinal não é só lá que têm bandidos, traficantes e assassinos. Não podemos generalizar, inferindo que todos que lá estão são do mal. Aliás, a maioria é do bem.

Experiência na Capital - A exemplo do que foi feito no Rio de Janeiro - com algumas variantes e adaptações ao nosso Estado -, o Governo do Paraná já colocou para funcionar sete UPSs na Capital, Curitiba, em seus bairros mais difíceis. A ação do Estado parece estar dando resultando, visto a queda nos índices de criminalidade onde foram instaladas as Unidades.

Participação do Exército - Tenho escrito neste espaço já há algum tempo a respeito da necessidade de se agir o quanto antes, porque a cidade, diante das proporções dos números e da taxa de elevação dia a dia, está se tornando uma das mais violentas do Brasil. Até sugeri que se incluísse o nosso querido Exército Brasileiro para ajudar nestas ações de combate ao crime. Afinal de contas eles estão legalmente habilitados e estruturalmente preparados, vide o número de homens e equipamentos que aqui possuem.

Mais efetivo e ação especializada - Parece que não há o menor interesse que o Exército entre nas ações, mas já é um alento o Estado proporcionar a instalação de uma UPS até o final do ano. Antes, porém, o Município deve fornecer a área e toda infraestrutura. Só depois a Secretaria de Estado envia material, homens e veículos. Em Curitiba, por exemplo, em cada UPS trabalham de 30 a 60 policiais treinados e que não saem do local. Aqui a expectativa é de 40 homens com quatro viaturas. De início os policiais treinados fazem uma limpeza do local - tipo faxina--; identificam quem trabalha com o tráfico, quem está de fato envolvido em crimes e ações contraventoras e agem. Agem com rigor.

Crime e drogas: ações nas fronteiras - O Estado também se prepara para tentar fechar a Fronteira, entrada principal de drogas que estão ligadas a 90% dos crimes e mortes na faixa dos 15 aos 30 anos. Segundo o Secretário Reinaldo de Almeida Cesar, teremos helicópteros em Foz, do Batalhão de Fronteira agindo de Marechal a Guaíra, e outro grupo em Santo Antônio do Sudoeste. Essa "força tarefa" com certeza irá dar um alivio e uma baixa considerável aos níveis de violência de nossa região. Já era hora! Os cascavelenses aguardam o cumprimento destas promessas e o resultado positivo das ações com a diminuição da violência.

Pouco tempo - O Secretário Reinaldo de Almeida César me informou nesta sexta-feira (10) na CATVE FM que entre 30 e 45 dias já estará em operação a UPS de Cascavel. Aguardemos.



04/08/2012 09h03

A comandante

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Grandes homens e mulheres - Diz um ditado muito antigo que atrás de um homem de sucesso sempre tem uma grande mulher. Temos vários exemplos disto na vida. Na Fórmula Truck não foi diferente.

Previsões errôneas - Quando morreu Aurélio Batista Felix, criador e idealizador da categoria mais popular do automobilismo do Brasil, muitas dúvidas surgiram sobre sucessão e continuidade da categoria. Muita gente dizia que esta iria sucumbir. Diziam que a família deveria vender o evento, pois sem o Aurélio não conseguiriam manter patrocínios e o sucesso da Truck. Felizmente não foi bem assim.

Início com tragédia - A primeira corrida da Truck em Cascavel foi em 1996. Foi nesta corrida, ainda com caminhões praticamente originais, que houve o único acidente grave da categoria. Nela morreu o presidente do Automóvel Clube de Cascavel, Jefferson Ribeiro da Fonseca, sargento do Exército, que não tinha muito a mão de caminhões e exagerou no temível "curvão", onde acabou capotando e vindo a falecer.

Ficar sonhando e ir à luta- Depois deste acidente, Aurélio reestruturou e modernizou a categoria e só a fez crescer. Era um doido. Chegava aos Autódromos com quase um mês de antecedência e ali fazia um completo trabalho de recuperação. Foi assim em Caruaru, em Cascavel e outros lugares. Não conseguiu realizar o sonho de promover suas corridas no Rio de Janeiro, onde encontrava sempre muitos obstáculos para entrar, nem na Argentina.

Partida sem adeus - No início de 2008, durante uma etapa na cidade gaúcha de Guaporé, sentiu-se mal. Internado em Passo Fundo veio a falecer alguns dias depois. Aurélio morreu quando eu narrava um jogo do Cascavel Futsal. Cinco minutos antes de entrar a transmissão recebi uma ligação do Dr. Daniel, responsável pelo atendimento médico da categoria, informando-me. Confesso, não foi fácil dar a notícia...

Lembranças - Numa corrida em Guaporé, um ano antes, fui com Aurélio num carro velho até Nova Prata, por uma estrada de terra para economizar alguns quilômetros. Estrada horrível, escura e ele acelerando. Nova Prata tinha a sede de um dos seus principais patrocinadores à época e lá, todas as sextas, antecedendo a corrida de Guaporé, eles recebiam quem fazia parte da categoria para um lauto churrasco. Tito e Vitacir Paludo (que morreu no acidente da TAM em Congonhas) recebiam todos com fidalguia, e Aurélio fazia questão de estar presente.

Coincidências - Na volta, já pela estrada normal, ele ao volante, começou a reclamar que não estava se sentido bem e que não gostava de estar naquela região porque se houvesse algum problema poderia ter dificuldades em ser atendido. Reclamava, mas não me deixava dirigir. Quis o destino que fosse morrer ali um ano depois. Não por falta de atendimento, como se preocupava; por certo porque o Homem estava querendo com certeza promover uma corrida lá em cima.

Parceria - Tínhamos a mesma idade e gostávamos das mesmas músicas. Fizemos boa parceria nas transmissões. Foi ele quem me fez gravar um show do Pholhas em Porto Alegre - até às 3 horas da manhã - mesmo sabendo que eu teria de estar no outro dia logo cedo, com todas as dificuldades de acesso pelo volume de gente, no Autódromo para fazer a direção de imagens da transmissão nacional da prova. Fiquei e ainda tive de ir ao palco para fazer sorteios de brindes ao publico.

Em Santos - Mais que um cliente era um amigo. Um dia antes de entrar no ar no Bate Papo de Esportes da CATVE quebramos o pau. Foi de sair faísca. No ar, no entanto, foi um espetáculo. Distribuía credenciais para quem ligava e pedia. Naquele dia fez uma série de doações para o Lar dos Bebês. Era uma figura este santista que me levou três vezes à cidade do meu time de coração, onde nunca tinha estado. A primeira vez quando recebeu homenagem da Câmara de Vereadores da cidade. Neste dia me levou até a Vila Belmiro presenteando-me com uma camisa usada nas antigas pelo time. A segunda vez relato abaixo e a terceira vez infelizmente em seu enterro.

Dona Neusa - No ano que morreu conheci melhor sua esposa, Dona Neusa, quando foram me buscar onde eu passava férias. Eu já pagara toda hospedagem e perdi uma semana porque ele me fez sair antes. Uma viagem de carro com ele pilotando: eu, minha mulher e os dois. Saímos de Ilhabela e ele nos levou para conhecer de passagem, mas com paciência de mostrar, Santos, Guarujá e outras praias famosas daquela região. Nesta viagem soube das histórias de quando ficou doente e hospitalizado; das dificuldades quando a filha foi sequestrada e ele internado; sobre a organização da categoria e tive certeza que tudo que imaginavam que acabaria não acabaria. A conversa era no pé de igualdade, sem meias palavras: "estamos juntos e fizemos juntos", disse ela em determinado momento da viagem. Observei ali que ela nunca fora uma coadjuvante.

A Senhora Truck - Aurélio morreu logo após a primeira corrida de 2008. Mesmo estando tudo organizado começaram as dúvidas sobre a capacidade de realização sem ele. Foi aí que essa mãe de três filhos adolescentes assumiu a Presidência da Fórmula Truck. Levou até o fim do ano, com muito sucesso. Autódromos lotados, bons resultados comerciais e visibilidade na TV. Depois disto só fez crescer. Atingiu o sonho que Aurélio não conseguira levando a categoria para o Rio de Janeiro e Argentina. Modernizou o evento e com seu toque feminino embelezou a categoria. Tirou a categoria de Cascavel por uma série de fatores que não vem ao caso relatar aqui, mas também pela falta de estrutura e segurança do Autódromo. Hoje pouco nos falamos mas ela merece toda minha admiração. Se mostrou uma Leoa. Realizou sonhos do Aurélio e vai realizar os próprios levando a categoria correr no México e nos Estados Unidos.

Retorno - Agora revitalizado, a exemplo da primeira corrida da categoria que aqui seu marido fez, Dona Neusa, depois de cinco anos de ausência, vem com seu evento reinaugurar o local. Seu retorno puxa a fila para resgatar a história de nossa cidade no automobilismo nacional. Seja bem vinda a Fórmula Truck e seja muito bem vinda DONA NEUSA NAVARRO FÉLIX.



01/08/2012 07h43

Violência

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Recordes indesejados - Como diria Lula: "Nunca na história desta cidade tivemos tantas mortes violentas". Chegando ao sétimo mês do ano - ou seja, ao 210º dia - com mais de 100 mortes violentas, praticamente uma a cada dois dias; 32% a mais em relação ao mesmo período no ano passado. Absurdo!

Eterna dívida - A violência tomou proporções incontroláveis em Cascavel e de forma recorrente em alguns bairros. A maioria dos assassinatos indica que o principal motivo seja drogas (tráfico e consumo), destacadamente o crack. Matam por acerto de contas; esta que parece estar sempre no vermelho.

Pela raiz - Dos anos que vivo aqui, essa situação é das piores. Mas também é recente. Não entendo porque estão deixando crescer tanto se temos condições de combatê-la. Não seria melhor evitar o que aconteceu no Rio de Janeiro (e em outros grandes centros), exigindo uma mobilização intensa dos organismos de segurança depois da ramificação e estruturação do tráfico? Não seria o caso de matar o mal pela raiz?

Direto na fonte - Hoje o Exército Brasileiro tem - graças ao projeto de lei do deputado paranaense Eduardo Sciarra e a promulgação da Presidente Dilma - condições legais de participar de operações. Há seis anos as Forças Armadas têm amparo legal para agir. E porque não fazem aqui? Aqui também é Brasil. E, acredito, aqui se produziria muito mais que nos morros do Rio e nas favelas de Salvador e São Paulo.

Efetivo e estrutura, não faltam - Em Cascavel temos todos os organismos policiais instalados para uma operação de porte (Polícia Civil, Militar e Federal) e temos estrutura do Exército Brasileiro na sua mais alta linhagem: Batalhão de Infantaria Motorizado, Batalhão Logístico e Brigada de Infantaria. Quer dizer, estrutura e efetivo suficientes para desentocar traficantes e acabar com esta violência que nos assombra.

Precisa-se de liderança - Pelo tamanho da cidade e destes bairros mais violentos, existe estrutura suficiente para aniquilar esta violência. Só falta um pouco mais de interesse e de um líder para planejar e preparar esta operação. Material e gente capacitada tem de sobra. Ou será que preferem que se tome proporção de Cracolândia em São Paulo ou dos Morros do Rio?



26/07/2012 16h40

Julho e as memórias do FERCAPO

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O Festival Regional da Canção Popular, por muitos anos, foi a maior atração da cidade e região. Vinha gente de todo lugar para acompanhar ao vivo; outros assistiam pela televisão. Acontecia justamente neste período do ano: última semana do frio de julho. O frio era um atrativo a mais para músicos e renomados julgadores do festival. Todos eram bem recebidos, não só pelos diretores do clube organizador, mas também por empresários da cidade que promoviam almoço e jantar para recebê-los. Uma festa! Todos se maravilhavam com a cidade e sua gente. Muitos jurados se escalavam para voltar ano após ano. O Fercapo tornou-se um tremendo relações públicas de Cascavel.

O evento trouxe nada mais nada menos que Zuza Homem de Mello como presidente do júri - senão o maior, seguramente um dos maiores produtores musicais brasileiros. Como jurado, um dos maiores conhecedores de música no Paraná: Aramis Millharch; além do Pelão, entre outros. Só fera!
Além de jurados e concorrentes - que depois fizeram nome no Brasil musical -, a cidade recebia grandes nomes para shows: Alcione, Elba Ramalho, Beth Carvalho, Erasmo Carlos, Ivan Lins, Zizi Possi, Zé Ramalho, Guilherme Arantes e o impagável Tim Maia, um capítulo à parte. No dia de sua apresentação Tim não cantou, só enrolou e reclamou. Depois foi no Restaurante Dom Giovanni e para delírio de quem estava lá cantou, de graça, até o amanhecer. O repórter João Carlos Gallo foi até o hotel Copas Verdes para entrevistá-lo. Perguntou para o secretário do cantor "O Tim está"?. A resposta: "O corpo tá. Mas ele só chega amanhã". A cena: Tim estatelado na cama; na mesa ao lado da cama um porco no rolete inteiramente destroçado. Na passagem de som, num sábado à tarde, Tim ficou só, tocando bateria e cantando. Quem viu curtiu, e muito. "Tenho que ensaiar só, porque o Vitória Régia foi comprar muamba no Paraguai", disse sobre o Grupo que por longos anos o acompanhou.

Edson Morais, Caio Gottilieb, Janine Borba, pratas da casa, ganharam edições do festival. Dois que já não estão entre nós também ganharam: Ayrton Fracaro e o "monstro" Ramiro Carlos Rebouças. Quem não se lembra da vitória de Anísio Rocha com sua música "O Circo" que até hoje é cantarolada por muita gente.

O FERCAPO começou em 1971 e terminou em 2002; praticamente 30 anos ininterruptos. O salão social do Clube onde era realizado o evento nem existe mais, assim como o campinho de futebol suíço onde foi montada uma arena de Circo para realizar a última edição. Aliás, na Rua Paraná, do Tuiuti só sobrou a fachada. O Bamerindus quebrou. O Banestado quebrou. O Fercapo acabou. São exatos 10 anos de ausência.

Já que a cidade vive um momento de reconstrução - vide Kartódromo e Autódromo; o novo Teatro, prestes a estar pronto -; já que o Tuiuti Esporte Clube fez um novo, amplo e moderno salão social, por que não fazer ressurgir o saudoso Festival? Seria mais um atrativo para trazer gente da região para consumir na cidade.



21/07/2012 08h49

Acelera Cascavel!

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Daqui para o mundo - Hoje escrevo com satisfação para contar que foi graças ao Autódromo de Cascavel que eu e uma equipe de muitos profissionais aprendemos uma arte: transmitir corridas de carro, caminhão e moto. Já transmitimos Fórmula Indy, Fórmula 1, Mundial de Motovelocidade, FIA GT, WTCC, ou seja, as principais do mundo. Eu e muitos cascavelenses rodamos a América do Sul, e claro, todo o Brasil, mostrando corridas para a Globo, Band, SBT, Record, ESPN Int., Euro Sports, Sportv, ABC (a maior do mundo).

Know how cascavelense - Começamos em 1982. Conhecemos cada curva, buraco, banheiro, refeitório, cada cerca, grama, mato, cada pedacinho de todos os autódromos da Argentina, Chile, Uruguai e Brasil. Não somos mais os únicos a fazer este trabalho como fomos durante longos - ou breves - 30 anos. Em cada uma das novas produtoras, porém, há algo do nosso jeito de fazer ou algum profissional criado entre nós.

Antiga frustração - O lugar onde menos trabalhamos e mostramos foi exatamente Cascavel. Claro que ganhamos mais trabalhando fora, mas era uma frustração nunca estarmos em casa. Conhecíamos pouco justamente do nosso lugar. Mas agora vai mudar, agora vamos poder trabalhar em casa.

Desvantagens sul-matogrossense - Há algum tempo escrevi sobre a possibilidade da vinda da Stock Car, uma das principais provas do automobilismo nacional, para Cascavel. Escrevi que a prova de Campo Grande (MS) poderia vir para cá se o autódromo estivesse pronto. Um dos motivos foi a questão do fuso horário: a prova é transmitida pela TV Globo por volta das 9 da manhã e lá, por causa da uma hora a menos no fuso, a corrida teria que iniciar às 8 horas. Ruim para o público, pois o autódromo é longe da cidade, além de suas condições não serem as melhores hoje.

Stock em Cascavel - Pois bem, o Presidente do Conselho de Administração da VICAR - detentora da Stock Car Brasil - esteve aqui pela terceira vez. Nas duas visitas anteriores fez algumas considerações, pediu alterações, pediu atenção com alguns detalhes de segurança (que foram atendidos) e na última quinta-feira deu o veredito final, positivo.

Memórias da última corrida - Momento especial para a cidade. A última Stock Car que tivemos aqui foi em setembro de 1992 e ganhou Roberto Amaral (o Coruja). Na época a melhor equipe da categoria era comandada pelo cascavelense Giba, um dos maiores preparadores de carro do Brasil - que infelizmente não está mais entre nós -, e tinha como pilotos o multivencedor Ingo Hoffmann em dupla com o outro Cascavel/Palotinense, Ângelo Giombelli. Foram tricampeões brasileiros. Aliás, nesta corrida houve um dos momentos hilários do automobilismo: Ingo se engatou na entrada da reta com Carlos Alves e os dois carros foram grudados para dentro dos boxes, começando uma briga generalizada entre as equipes.

Calendário fechado - Com a restauração do nosso Autódromo já estão confirmadas na reinauguração a Fórmula Truck nos dias 3, 4 e 5 de agosto; a Stock Car nos dias 14, 15 e 16 de setembro; e o Moto 1000GP para os dias 9, 10 e 11 de novembro. As duas principais do automobilismo nacional e a principal de Motovelocidade do Brasil.

Trabalho e dividendos - Como também já escrevi, não sei (e nem quero saber) se um autódromo em condições de receber as melhores corridas dará votos, mas tenho certeza que os hotéis e restaurantes estarão lotados, assim como os táxis, postos de combustíveis, bares, lanchonetes. É serviço para arrumadeira, cozinheira, carregadores, segurança, garçons, motoristas, atendentes. É movimentação àqueles que têm trabalho fixo e aos serviços eventuais e temporários. Na agência do trabalhador, só para a Fórmula Truck, existem 200 vagas para trabalharem no autódromo. Entre patrocinadores, equipes, pilotos e envolvidos na Stock-Car a cidade receberá cerca de 3.000 pessoas, além de milhares de espectadores.

Hotelaria - Vejam o caso do Kartódromo, também reformado e reestruturado recentemente. Recebeu uma prova do Sul Brasileiro e nesta semana recebeu o Campeonato Brasileiro de Kart. Por causa deste evento simplesmente estava difícil de conseguir lugar em hotel na cidade. O próprio Cól para vir definir a Stock Car teve dificuldades de se hospedar aqui.

Homenagem a Zilmar - A reforma do Kartódromo e especialmente do Autódromo Zilmar Beux resgata o sonho deste pioneiro que lá pelos anos 70 teve o discernimento de ousar num esporte que trouxe muita fama e prestígio para a cidade. Zilmar - onde estiver - com certeza está observando feliz tudo isto que vem ocorrendo, pois como empreendedor que era, ele sabia da importância e do valor do turismo de eventos para uma cidade que infelizmente não recebeu do PODEROSO atrativos naturais como Cataratas, praias; e, portanto, depende de gente criativa, determinada e com espírito coletivo e despojado, como o de Zilmar, que vislumbrou isso há 40 anos. Com certeza ele estava à frente de nosso tempo. Acelera Cascavel!



14/07/2012 08h24

Nem todos são iguais perante a lei

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Menos 58 servidores municipais - Lendo o portal da CATVE. TV na última quinta-feira (12) observei que cinquenta e oito (58) funcionários da Prefeitura de Cascavel deixarão de trabalhar durante os próximos noventa dias, período do pleito eleitoral. Aliás, já não estão trabalhando. Motivo: serão candidatos nestas eleições disputando o cargo de vereador.

Salário garantido - O mais absurdo - se a notícia estiver correta -, é o fato de que eles continuarão a receber normalmente seus salários nos próximos três meses, mesmo sem trabalhar na atividade para a qual foram nomeados mediante concurso público.

"Folha" mais cara - Sem considerar que, se forem de fato imprescindíveis em suas funções e locais de trabalho, os digníssimos funcionários/candidatos terão que ser "cobertos" por outros funcionários do setor, fato que obviamente irá gerar horas extras. Ou seja, o processo eleitoral poderá gerar mais custos para o erário público além de causar insatisfação por parte daqueles que terão que trabalhar para "repor" o colega-candidato. E se estes não forem assim tão necessários? Então temos outro problema, caro leitor: inchaço do funcionalismo público.

Quem paga o pato? - Resumo da Ópera: mais uma vez temos uma situação no Poder Público que estoura na população que, precisando do serviço destes setores da Prefeitura, poderá ser prejudicada; se não pela diminuição na qualidade do serviço outrora prestado pelo servidor-candidato, então pelo uso de dinheiro público para pagamento de "extras" evitáveis (se a lei assim se impusesse).

Regras eleitorais desiguais - É um absurdo, mesmo porque no setor privado não existe essa regalia. E ainda bem, porque imagine a farra que não seria para o mal intencionado. No setor privado, o cidadão comum tem de se desligar da empresa e não recebe seus salários. No máximo, pode fazer um acordo, estabelecendo uma licença não remunerada com recolhimento de encargos.

Reforçando um estereótipo - São fatos como esses que queimam e mancham os profissionais do serviço público no País. Obviamente muitos deles são ótimos profissionais, dão um atendimento correto e decente para quem precisa de seus serviços, mas acabam se contaminando pelos maus. Estas regalias e privilégios só queimam o filme e reforçando uma má imagem que os funcionários públicos têm no imaginário popular.

Candidatura sem riscos - Não é por acaso que alguns tipos, como o nosso folclórico Moacir Maria, são candidatos em todas as eleições. Nada têm a perder. Não fazem falta em seu trabalho, não deixam de ganhar religiosamente seus salários e benefícios que só o setor público oferece. Lamentável.



13/07/2012 12h30

Stock Car

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Cascavel recebeu nesta semana, pela segunda vez, o Presidente do Conselho de Administração da VICAR, o ex-piloto Carlos Cól, para definir sobre a cidade sediar ou não a etapa da Stock Car - que ao lado da Fórmula TRUCK (já confirmada para 5 de agosto) são as principais atrações do automobilismo nacional. Vale lembrar que a VICAR, além da Stock Car, é responsável pelas categorias Mini-Challenge, Copa Montana (Brasileiro de Pick Up) e a Marcas Brasileiras. Além disso, é a VICAR que está promovendo no dia 22 de julho em Curitiba outras duas corridas Internacionais: a WTCC (World Touring Car Championship) e a Auto Race. Nas categorias da VICAR temos muito sucesso de cascavelenses: Ângelo Giombelli foi tricampeão da Stock; Davi Muffato foi campeão da Stock; e Diogo Pachenki, campeão da Stock Light (que não existe mais) e campeão da Copa Montana. A VICAR hoje administra e faz a reestruturação, em comodato, de um dos mais tradicionais autódromos do Brasil que é o de Tarumã em Viamão na grande Porto Alegre no Rio Grande do Sul.

Stock em Cascavel - Há 10 dias, quando esteve aqui, Cól me disse na CATVE FM que, de 1 a 10, as chances da corrida acontecer aqui era de 2. Agora o Cól já disse que as chances são de 4 em 10. Cól, com toda sua experiência, fez algumas solicitações, deu sugestões, fez as primeiras voltas na parte pronta da pista (no curvão e no S) e disse-me textualmente: "Neste curvão vai ser de sujar o macacão". Cól volta aqui antes do final do mês para definir. Eu vou repetir o que já escrevi, afinal ele não viria três vezes por nada: penso que, como cantaria Vanusa, "nas manhãs de setembro" teremos novidades em Cascavel, especialmente nos dias 14,15 e 16. Só espero que não tragam a loira para cantar o Hino Nacional.



Jorge Guirado
A frente da Catve, Jorge está desde 2004, mas essa história começou bem antes. Em 1979, o apresentador tem suas primeiras experiências em televisão com a implantação da TV Tarobá, emissora na qual teve o cargo de diretor geral por 21 anos, lá idealizou em 1994 e realizou até 2003 o Dia da Bondade em Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e por último em Toledo.

Na filial da Band, criou e colocou no ar vários programas. Apresentou os Programas, Melhor da Rodada e Placar de Opiniões. Sua carreira na Band também inclui a criação e implantação da TV Tarobá de Londrina inaugurada em 1996, a qual dirigiu por sete anos.
As narrações de jogos na afiliada da BAND passam pelos Campeonatos Gaúcho e Paranaense de Futebol, Copa Libertadores da América, Chave Ouro, Sul americano de Seleções de Futsal e Liga Futsal.
Em grandes coberturas da Band, Jorge participou da equipe de produção nas Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994, e ainda, nas Olimpíadas de Los Angeles e Atlanta.
Jorge foi diretor de imagens durante eventos como Stock Car, Fórmula Truck, Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, e em três etapas brasileiras do Mundial de Motovelocidade, imagens estas destinadas a Dorna TV, que distribui o sinal das corridas para 180 países.
Com serviços para a Band, SBT, Globo e Espn, durante 20 anos foi diretor de imagens dos Campeonatos Brasileiro de Futebol, Copa dos Campeões, Copa do Brasil, Libertadores da América, Pré-olímpico de Futebol, Liga Mundial de Voleibol e Copa América de Futebol realizada uma no Paraguai e outra na Bolívia.

Dirigiu também as 3 etapas da Fórmula INDY realizadas no Rio de Janeiro com transmissões para ABC e ESPN INT dos EUA, Band e SBT e o Panamericano de Basquetebol em Montevidéu no Uruguai.
Durante cinco anos dirigiu imagens da Fórmula 3 Sul americana para Espn Internacional na Argentina , Uruguai e Brasil, as etapas brasileiras da World Series e da WTCC, entre outras categorias do automobilismo nacional.

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