05/10/2012 21h14

O Que Será, que será

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O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
E gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza

Será, que será?
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho...

Será, que será?
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido...

O que será no domingo... - Estava ouvindo a CATVE FM e entrou esta música do Chico Buarque de Holanda e daí pensei..é, as vezes penso...o que será que será das eleições neste domingo? O dia de domingo terá muito a ver com esta letra do Chico, com certeza, é só acompanhar com cuidado a letra da canção.

O que será das pesquisas... - O que será que será deste festival de pesquisas, cada uma diferente da outra? Cada uma com um resultado diferente. Como irão ajustar os números para domingo? Porque ainda é permitido fazer isso? Será que de fato pesquisas influenciam resultados? Será que o povo é ainda refém destas informações?

Qual será de alguns candidatos... - Tem muita gente que acredita que o povo é massa de manobra. Será que será? Porque tem muita gente que investe fortunas nestas pesquisas. O pior que elas falham em todas as eleições e candidatos continuam insistindo em mostrá-las. E olha que pesquisas custam muito caro. Nós mesmo, da CATVE, contratamos uma para balizar as pesquisas até então divulgadas, para ter uma de fora que não participasse do jogo daqui, dessa dança dos números. O custo era prá lá de R$ 20 mil e uma das coligações impediu a divulgação do resultado alegando que era muito baixo o valor pago para se fazer uma pesquisa séria. Imaginem então quanto pagam?

Porque será da contradição... - E olha que os números eram favoráveis a seu candidato. No próprio pedido de impugnação a confissão: eles alegam que a pesquisa influencia no resultado, logo devem mostrar apenas aquelas favoráveis ou extremamente favoráveis. Hoje, estas pesquisas divulgadas antes das eleições não passam de um desserviço. Objetivo claro de influenciar nos resultados finais. Aliás, aos políticos e veículos de comunicação, quando a pesquisa é favorável são somente elogios e farta divulgação. Se os resultados são ruins só fazem criticar, falar mal e contratar outra para desacreditá-la.

Como seria sem pesquisas... - Penso que as pesquisas poderiam ser feitas apenas para consumo e avaliação interna. Nunca serem divulgadas, pois ultimamente não tem acertado nada. Só ficam próximas do resultado final aquelas que ajustam seus números nos últimos dias. Sem nenhum fato novo os números mudam quase que totalmente, dai anunciam sem nenhum constrangimento (e tem muita gente, inclusive profissionais de imprensa, que se serve disto) que houve uma grande virada. Uma surpresa. Houve coisíssima nenhuma. Só ajustes.

O que será nos bastidores... - Nesta letra do Chico tem muitas frases que cabem nesta eleição. A vergonha, o juízo, a decência, o sentido, o que nunca terão, pois neste domingo as madrugadas serão um inferno de apócrifos, de agressões mútuas, de jogo baixo. Roubo de material um do outro, pichações, destruição de placas, cavaletes, enxurrada de papéis contra a ou b , ameaças, denúncias, será o vale tudo. Muita gente vota na ilusão de que tudo são mil maravilhas e mal sabem o que acontece nos bastidores. É um festival de ataques e baixarias e salve-se quem puder. Dá até medo de estar perto.

Será o segundo turno... - Tomara que tudo se ajeite e fique apenas nas provocações e ações de boca e nada de mais grave aconteça, afinal parece que ainda não vai terminar, pois teremos o segundo e quiçá o terceiro turno. Será que será? Canta mais Chico, canta...

O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar
Por que todos os risos vão desafiar
Por que todos os sinos irão repicar
Por que todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo nem nunca terá


29/09/2012 07h44

Onde fica a Cascavel dos horários eleitorais?

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Amizade - Caros leitores; conheci Cascavel em 1976 quando aqui vim para acompanhar a construção da TV Tarobá. Ia e vinha de Londrina pelo menos três vezes por semana com os fuscas da Folha de Londrina abarrotados de jornais para serem distribuídos em toda a região. Vinha no fusqueta, descia em Cascavel, deixava os jornais na sucursal da Folha e rumava para as obras da TV. Enquanto o carro entregava os jornais em Toledo e Foz do Iguaçu eu tinha de comprar e pagar aquilo que seria usado na obra, pagar os funcionários, levantar o que o engenheiro precisava, enfim, tudo o que é necessário para uma construção andar.

Namoro - Em outubro de 1978 vim morar aqui. Lá pelos lados do Jardim Maria Luiza, as ruas eram ainda de terra. Apenas as que circundavam a TV, e a própria rua, eram asfaltadas. Imaginem terra e o vento que aqui sopra; era poeira para todo lado. Não era fácil. Quando cheguei aqui e desci do ônibus já me deparei com um assassinato, caso famoso de uma enfermeira. À noite minha mãe soube pela TV a noticia do assassinato e me disse: "volta pra casa. Aí é uma cidade muito violenta. Vi agora na TV". Ela acompanhava muito a TV Tibagi de Apucarana que também atendia o noticiário daqui.

Casamento - Na juventude dos meus 20 anos resolvi apostar e ficar em definitivo. Fui mandado aqui por um cidadão espetacular que era o patrão João Milanez, homem que fez crescer o jornalismo do Paraná com a Folha de Londrina e muito ajudou esta região com a instalação da TV Tarobá. Milanez dizia sempre: "Conheço o mundo a passos, o Brasil a palmos e o Paraná a dedos". Acreditei no "patrão" e fiquei. Não poderia, penso eu, ter feito melhor.

Autofagia - Cascavel, embora tenha crescente índice de violência, já não tem mais a fama de mortes por encomenda e faz muito saiu dos noticiários nacionais por estes motivos. Hoje tem destaque especialmente por esportes. Mas, infelizmente, ainda é uma cidade extremamente autofágica. O que se faz de bom nunca tem valor ou sempre tem um motivo espúrio para ter sido feito. Sempre alguém acha um defeito ou uma justificativa ruim. Agora no período eleitoral então, é um fiasco. Ataques pessoais de baixíssimo nível a fim de se conseguir o poder de qualquer forma. Não importa que se ridicularize, coloque na lama a reputação, o nome daqueles com quem até já se conviveu. É o poder pelo poder e não o poder por uma causa, por uma cidade ou uma vida melhor. O concorrente vira inimigo e deve ser destruído a todo custo. Isto inclusive é comum na concorrência comercial.

Autossuficiência - Tem gente com quem você já esteve que age de uma forma que te deixa assustado ao ponto de se pensar "este não é o cara quem eu conheço, impossível ser". Pelo poder os caras se transformam. Mas Cascavel sobrevive a tudo isto, segue crescendo por si só. Poderíamos ter mais opções de lazer, um trânsito melhor, poderíamos ter melhor transporte escolar, melhor transporte urbano, melhor saúde publica, poderíamos ter um Centro de Convenções e Eventos decente e proporcional à nossa pujança. Às vezes nos perguntamos: porque não temos indústrias. Elas geram empregos, impostos e lógico, fazem muita falta. Mas qual cidade do porte de 300 mil habitantes tem uma Universidade Estadual, quatro faculdades particulares de alto nível, um Hospital Universitário, 3 ou 4 privados muito bons, ou ainda um especializado no tratamento de Cancer como a Uopeccan. Qual cidade tem a diversidade de veículos de comunicação (rádio, TV, jornal e newsletters)? Aqui só não tem mais Imprensa que Supermercados. O numero é pau a pau nestes dois setores.

Faz falta - Poderíamos ter um time de futebol bom. Um time de voleibol, basquete e handebol que disputasse campeonatos nacionais, assim como Londrina, Araçatuba, Franca e outras até menores do estado de São Paulo. Falta visão de patrocínio, falta uma grande indústria para patrocinar dentro das leis de incentivo ao esporte, e principalmente falta uma política de esporte. Não adianta fazer e montar equipes (muitas vezes contando só com instituições particulares como no futsal, judo, natação, taekwondo, entre outros ) apenas para fazer bonito nos Jogos Abertos do Paraná. Falta trabalhar e fortalecer a base, a formação, o esporte nos bairros, dando opções conforme o perfil de seus moradores para cada modalidade. Já dizia um destacado jornalista esportivo: "uma grande cidade se forma nos campos esportivos". O esporte afasta das drogas, do roubo, do vandalismo. Sentimos falta de opções artísticas, de bons shows, peças de teatro, mas também temos de reconhecer que com a conclusão do Teatro isto já poderá mudar logo, desde que o administrador do município coloque ali alguém que seja do ramo e não para pagar uma conta de apoio partidário, ainda que o indicado seja leigo.

Cascavel: entre o Inferno e o Paraíso - Temos sim falta de algumas coisas, mas vivemos numa bela e progressista cidade. Por isso estranho o horário eleitoral que mostra uma cidade que parece ser um inferno, um favelão. E pior. Que a partir do próximo ano será o Paraíso. Até estava pensando em convidar todas as pessoas que eu gosto, a começar pela família que mora fora, para vir morar aqui. Mas daí eu acordei. O que existe é essa Cascavel, que pode melhorar, mas que não é nem o Inferno nem será o Paraíso, pois este não existe nem aqui, nem acolá. Então, minha gente, vamos viver nossa cidade com mais entusiasmo e positivismo afinal de contas ela ainda está longe dos 100 anos.


24/09/2012 09h28

Ouro de Tolo

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Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável e ganho 4 mil cruzeiros por mês
Eu devia agradecer ao Senhor por ter tido sucesso na vida
Eu devia estar feliz porque consegui comprar um corcel 73
Ah eu devia estar sorrindo e orgulhoso por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isto uma grande piada e um tanto quanto perigosa
Eu devia estar contente por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado que eu estou decepcionado

Fiquei como Raulzito - Estas palavras são de uma música de Raul Seixas, um monstro da música brasileira que nos deixou precocemente em razão das drogas. Uso estes trechos do início da música de Raul para dizer que estou abestalhado, decepcionado e surpreso com a reação das pessoas de minha cidade.

Entre o útil e o fútil - Sou um iniciante no FACEBOOK; às vezes posto coisas sérias, outras tantas vezes brincadeiras e fotos para recordar, pois recordar é viver. Esta semana fiz de tudo um pouco. E aí vem a surpresa. Postei e compartilhei uma brincadeira sobre o Palmeiras, uma curiosidade sobre como acompanhar aviões pelo mundo usando o mouse e também compartilhei uma excelente matéria produzida pelo jornalismo da CATVE sobre os acidentes que causaram mortes em Cascavel e estão sem solução.

Repercutir - A brincadeira sobre o Palmeiras foi compartilhada e repercutida por muita gente. A curiosidade sobre os aviões foi compartilhada e repercutida por milhares de pessoas. Número até impressionante, e continua ainda até hoje. Mas, infelizmente, a notícia - e repito, muito bem produzida e pesquisada pelo jornalismo da CATVE -, não recebeu nenhum compartilhamento e um único comentário. Pela importância do tema, insistirei na repercussão e vou relembrar abaixo os casos levantados pela matéria:

RAFAELA

Dez anos depois a família ainda precisa de coragem para remexer nas lembranças de Rafaela. O acidente aconteceu em um domingo por volta de seis horas da tarde em frente à casa da família no Jardim Padovani.
Oito de setembro de 2002: Rafaela tinha apenas quatro anos e brincava no quintal de casa, quando foi atingida em cheio pelo Opala conduzido por Jonas Antonio Marini. O veículo descontrolado subiu na calçada atingiu a menina e ainda derrubou o muro. A rachadura no muro, de acordo com os atuais donos da residência, são marcas da destruição provocada pela batida.

Rafaela Mariana Zibiersky Pires morreu na hora. De acordo com a denúncia do Ministério Público "Jonas não prestou socorro à vítima, fugiu do local e foi encontrado em casa".
A tia de Rafaela conta que nunca mais a família foi a mesma. Tudo o que a família queria era justiça. "E o culpado disso? E a pessoa? O que se passa na cabeça dele? Ele dorme? Porque a gente não consegue. A gente tem a imagem da Rafaela todo dia na cabeça", diz Clery Zibiersky.

Em outubro de 2002, pouco tempo depois do atropelamento, na denúncia à Justiça, o Ministério Público diz que o acusado "Jonas Antonio Marini assumiu o risco de produzir o resultado morte, uma vez que tinha o hábito de dar cavalos de pau e no momento do evento dirigia seu veículo em velocidade muito acima do permitido para o local, além de ter adentrado no quintal da residência onde a pequena vítima brincava".

Assim como o Ministério Público, a Justiça de Cascavel entendeu que a morte de Rafaela foi um homicídio doloso ou dolo eventual, e poderia ter ido a júri popular. Mas o acusado recorreu e em 2009 o Tribunal de Justiça do Paraná desqualificou o crime por falta de provas com relação à velocidade do carro.

Na nova denúncia do MP, dez anos depois, a morte de Rafaela é tratada como homicídio culposo, por imprudência na condução do automóvel. Caso o acusado seja condenado, a pena máxima é de quatro anos e pode ser revertido em serviços comunitário.

No próximo dia 26 uma nova audiência foi marcada. O advogado assistente de acusação acredita que o julgamento só deve acontecer em dois anos e até lá o crime vai prescrever. "É um processo de 2002, se ele for condenado a pena aplica a Jonas Marini já esteja prescrita", relata Lauri da Silva, advogado assistente de acusação.

Jonas foi procurado, mas não quis dar entrevista.
Se Jonas chegasse a ser levado a Júri Popular esse seria o primeiro caso na história da Justiça de Cascavel. Mas o caso de Rafaela não é solitário.

VANESSA DE MOURA
Em julho de 2011, a jovem Vanessa de Moura morreu na BR 369. Ela estava na garupa da motocicleta conduzida pelo namorado. O casal foi violentamente atingido por um Camaro que arremessou as vítimas às margens da rodovia. O condutor fugiu sem prestar socorro. O carro foi apreendido somente no dia seguinte.

Em junho de 2012, um ano depois do acidento o dono do veículo Vilson Pilatti foi indiciado por homicídio culposo. Vilson não atendeu a reportagem da Catve.
De acordo com o assistente de acusação, a intenção daqui para frente é conseguir demonstrar o excesso de velocidade. "Mesmo com a dificuldade do laudo inconclusivo, o que prejudica e muito a questão do dolo eventual. Mas não é impossível, já que algumas testemunhas relataram à polícia que a ultrapassagem foi feita em local proibido".

OUTROS CASOS
Mas as mortes de Rafaela e Vanessa não foram as únicas marcadas pela brutalidade e pela impunidade na lista de crimes de trânsito em Cascavel.
Flávio Rotta morreu aos 27 anos em 03 de junho de 1999. Flávio estava na rua Minas Gerais quando foi atingido por outro veículo que tinha no volante um menor de 16 anos. O adolescente Eduardo Sbaraini respondeu na Vara da Infância e Juventude, o pai respondeu por crime culposo. Nenhum deles foi preso. O menor cumpriu medidas sócios educativas. O Pai condenado a 4 anos de prisão, sendo que a pena foi substituída por trabalho voluntário e distribuição de cestas básicas.

Em 4 de fevereiro de 2007, Thiele de Castro morreu atropelada. A jovem de 20 anos foi atropelada dentro de um bar na rua Carlos Gomes.Thiele estava com amigos quando uma caminhonete Pajero invadiu o local e atropelou ela e outras sete pessoas. A condutora, Carmen Ulfezer, chegou a ficar presa, conseguiu liberdade e desqualificação do crime. Ela responde por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
A mãe espera pela Justiça. "Eu sempre disse que não foi acidente de trânsito, sempre disse que foi homicídio".

VIOLÊNCIA E FALTA DE CONSCIÊNCIA
Estatísticas mostram que os acidentes com mortes em Cascavel não param de crescer. Para o advogado Altamiro J. dos Santos, jurista e especialista no tema, além da justiça que precisa ser mais severa é necessário que os motoristas mudem o comportamento ao volante. "O veículo não é uma arma e sim um meio de transporte. E quando a gente entra no veículo na condição de motorista precisamos lembrar que outras pessoas estão nas ruas e querem continuar vivendo. Não existe a pena de morte no Brasil para ser executada de forma cruel e de maneira impensada numa fração de minuto, por um motorista irresponsável".

Desinteresse, omissão ou medo? - Cá pra nós, não era para ser repercutida? Não são situações simples, comuns na cidade. Foram chocantes ou pelo deveriam ser. Mas pela pouca repercussão, parece que não foram. Por que este desinteresse? Por que as pessoas ignoram assuntos e problemas que elas, de repente, poderiam ser parte? Será que é o medo de se comprometer, de se envolver em algo que traga dor, sofrimento e perda para quem teve seus familiares mortos pela irresponsabilidade na condução de veículos? Será que ninguém está nem aí para os problemas dos outros? Ou é omissão e descaso mesmo? Parece que cada um só sente somente quando é com os seus.

Afinando com o que a sociedade pensa - Não sou ninguém para julgar! Cada um deve ser responsável por aquilo que é e faz. Mas que este ocorrido me causou surpresa, isto causou, afinal de contas a repercussão de casos polêmicos ajuda que a Justiça seja mais ágil e justa, pois quem julga é um ser humano como qualquer um de nós, que tem filhos, pai, mãe e sentimentos. Penso que quando o "julgador" ouve o clamor da sociedade por causas justas e honestas vem o óbvio à cabeça dele (em tese); deve pensar melhor e fazer seus olhos observarem com mais atenção os processos dos casos que lhe cabe julgar e decidir. Ou será que não?


14/09/2012 20h56

Assento Conforto

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Do meu tamanho - Uma situação incômoda, pessoal, mas vou compartilhar. Quem me conhece sabe que tenho 1,92 m de altura e o peso é lá meio exagerado. Meu tamanho foge um pouco dos padrões brasileiros que em média fica na faixa de 1,75 m. Descendentes europeus como meu caso (tenho avós espanhóis), têm muitos desta minha estatura. Com exceção do peso, claro, pois esse já é relaxo mesmo.

Confidências - O peso na verdade vem desde 1996, quando perdi em acidente aéreo amigos muito especiais, companheiros de peladas de pelo menos três dias por semana e, após essas perdas, depois da retirada de nosso convívio, perdi o interesse em continuar atividade física. Consequência: muita alimentação, doces e refrigerantes, sem queimar calorias, evidentemente fazem o peso subir. Subir é muito fácil. Baixar..., quase impossível diante dos sabores que a vida nos oferece dia a dia.

Exclusão pela falta de assento - Estes elogios todos sobre disciplina alimentar, fazer exercícios, vida muito regrada, exemplo para todos terem uma vida saudável, para dizer que tenho muita dificuldade em conseguir assentos. Seja no cinema, no teatro, no táxi, no avião, no ônibus, no jogo de futebol, enfim em qualquer lugar que tenha de sentar em uma cadeira ou poltrona.

Emergência das aeronaves - Nos aviões consegui administrar muito bem até então, graças a uma situação de fabricação e montagem das aeronaves, e não por ajuda ou auxílio das Companhias Aéreas. Há muito tempo vinha usando as filas de emergência, mesmo tendo de aturar, todas às vezes, as aeromoças perguntando se eu saberia como proceder em caso de emergência. Cá pra nós, quem vai saber como agir quando um avião estiver caindo? Para resolver, só rezando mesmo.

Jeitinho brasileiro - Mas voltando ao caso, era uma situação que quebrava o galho, pois o espaço nestas fileiras é muito superior ao das outras poltronas. Por esta razão sempre procurei ir o mais cedo possível ao embarque para conseguir exatamente estar nas fileiras de emergência. Só não conseguia se alguém, com necessidades especiais, tivesse solicitado antecipadamente visto terem prioridade sobre as tais. Mesmo assim existem em número suficiente para estarem em sua maioria livres. Também conseguia me virar em aeronaves menores como os ATRs que atendem Cascavel, nas poltronas de número 1 de qualquer um dos lados; em aeronaves maiores, como os Boeings, nas fileiras 17 e 18 de qualquer dos lados; e nos 767, que fazem trechos internacionais, nas poltronas pares 10, 20, 30 e 40, laterais/corredores.

Assento (des)conforto - Mas esta "moleza" acabou. Arrumaram um jeito de tomar mais algum dinheiro do passageiro. Já tem algum tempo que as ditas Cias. Aéreas estão cobrando o "assento conforto" que em voos nacionais custam R$ 25,00 reais a mais no valor da passagem. O assento conforto permite apenas que suas pernas sejam dobradas devidamente e não encolhidas, pois mesmo ali não dá para esticá-las. Isto é oferecido na hora do checking. Tudo porque as empresas aéreas exageram no número de poltronas para fazer caber mais gente e acabam causando um aperto danado. Se bem que isto não é privilégio nosso. Acontece em todas as partes do mundo. Falo do aperto e não do assento conforto.

Sentar é uma necessidade especial - No entanto esta cobrança está gerando constrangimentos. Muita gente paga. Claro, pois querem estar melhor acomodados, especialmente em voos com mais de uma hora. Mas já aconteceu mais de uma vez comigo de eu estar numa destas poltronas e chegar alguém com dificuldade de locomoção e as poltronas estarem ocupadas. Eu e outros pagamos porque foi um serviço oferecido, mas a Lei protege os cidadãos com necessidades especiais. As comissárias nada podem fazer, não tem como resolver ali, no sufoco, na hora da decolagem. E daí, como fica? Ficamos constrangidos e nos fingimos de morto? Ou saímos do lugar e vamos lá para o aperto e a barulheira das turbinas, no final da aeronave do lado do banheiro, porque geralmente é o lugar que sobra?


31/08/2012 20h16

Adolescência: hormônios vencem pais fracos

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Coincidência ou evidência? - Ultimamente temos acompanhado muitos noticiários sobre desaparecimentos de adolescentes de suas casas. Algo muito raro nos últimos anos, mas que de repente deu um "surto" nas últimas semanas. Embora fugir de casa seja um clássico "comportamento de rebeldia juvenil", fala-se até então de casos esporádicos. A novidade é a concentração de casos em Cascavel e, especialmente, no último mês de agosto.

Sem exclusividade - No Paraná como um todo há casos de desaparecimento de menores, muitos ainda inexplicáveis e ainda não resolvidos - basta ver as campanhas realizadas pelo Secride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) do Governo do Estado. Quem não se lembra do caso da menina Madeleine, em Portugal, até hoje inexplicável. Adolescentes que saem de casa e que não querem voltar. O que será que acontece?

Culpados? Talvez. Responsáveis? Sempre. - Claro que esta é uma análise que deve ser feita por psicólogos e não por um curioso como eu; mas, como bom observador, vejo que a questão passa pela mudança e enfraquecimento de papéis nas famílias, nos cuidados que hoje se tem em casa. Os pais de hoje não são como os pais de meu tempo. Não que haja um único culpado, mas continua sendo dos pais a responsabilidade de zelar por seus filhos.

Escola é extensão da casa - Basta ver o que os adolescentes fazem e aprontam nas escolas, com alguns casos de agressão a professores, de brigas entre eles mesmos, cenas muito feias de se ver. Brigas agendadas por internet, enfim adolescentes sem controle. Claro que no meu tempo não havia internet, a televisão e a mídia de entretenimento no geral, com novelas, videogames e filmes, não tinha tanta força de ditar comportamentos. Porém, a criação também era diferente.

Educação familiar precede a escolar - Meus pais não deixavam que eu fosse à escola de bermudas, chinelos, muito menos que eu desrespeitasse professores ou faltasse às aulas. Os professores não tinham responsabilidade de me educar. Eu era educado em casa. Como agir, como respeitar, como me comportar, como me dirigir às pessoas, aos professores, aos companheiros de escola.

Exemplo em casa - Meus pais, pessoas simples - meu pai Zelão, mecânico de máquinas pesadas; minha mãe dona Maria do Carmo, responsável pela casa -, se preocupavam em saber para onde eu iria, acompanhado de quem, como iria, como e a que horas voltaria. Muitas vezes não concordavam e simplesmente não deixavam que eu saísse. Minha mãe se preocupava com minha roupa, com meus horários. Aos professores cabia passar conhecimento. O resto era com meus pais.

Educar é trabalhoso - Este zelo parece não existir mais. Ao contrário, empurram tudo para os professores, que cá entre nós, não ganham e nem tem estrutura e preparo para aguentar tanta gente de hábitos e culturas diferentes para enquadrar. Não há respeito. Há somente adolescentes que não suportam pressão, cobrança. E diga-se: cobrança tardia. Cobrar depois de já ter o caráter formado é a pior de todas as tarefas de um pai. Já é tarde. No jargão popular, a vaca já foi para o brejo com corda e tudo. Difícil reverter. Daí surge o conflito, aflora o desrespeito e a vontade do adolescente em contrariar.

Encantos da serpente virtual - Hoje estes adolescentes vivem on-line. Vão à internet para buscar informações, mas também aventuras, sonhos realizáveis no mundo virtual. Despreparados, sem base, sem orientação sobre os perigos da vida, eles se abrem aos espertos, malandros, que estão ali para oferecer o que soa como prazeres, mas não passam de engodo. Daí para sair de casa e buscar vantagens naquele que lhes oferece é um pulo...

Quer bem educado, eduque você mesmo - A vida, o mundo, a realidade de hoje é outra. Sim. Mas, os pais também devem se atualizar; não só na vida profissional, mas também na educação de seus filhos. Se eles não o fizeram, alguém ou algo o fará. E aí, como será?


25/08/2012 11h33

O Ministério da Saúde adverte: Horário Eleitoral pode causar risos

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Democracia também é entretenimento - Gente!!! O horário eleitoral que era para ser apenas um espaço democrático, com finalidade de tornar conhecidos os 389 candidatos a vereador de Cascavel, cá entre nós, além de ser democrático por dar espaço a todos, é disparado um grande programa de humor.

Concurso para substituir o mestre Chico? - Não sei se é o melhor programa de humor, porque é bem verdade que depois que o mestre Chico Anísio se foi, ficou tudo muito igual. Ninguém consegue fazer o que o grande Chico fazia. Mas no geral do horário eleitoral, parece ser um concurso de imitadores de humoristas. Não com a mesma genialidade, é claro; estão mais para candidatos "tiriricados".

Frases de efeito; efeito risível - No entanto este programa eleitoral dos candidatos a vereador, suas magníficas frases, suas rimas de muita criatividade e de profundas reflexões (vote com carinho vote no..., vote com amor vote no..., chegou a hora só depende de você..., vote consciente com respeito ao ser humano..., é a hora da renovação vote..., vote com alegria vote..., vote no... O amigo do povão, vote no... este faz a diferença), enfim, suas propostas condensadas em frases de efeito, fazem muita gente rir. Pasmen, tem um que pede socorro e também até Papai Noel apareceu procurando uma tetinha.

Sessão relaxamento antes da tensão da novela - São trinta minutos de puro divertimento no horário de almoço e mais trinta minutos antes da novela. Depois dessa sessão de "desopilação", você até pode assistir, totalmente relaxado, a novela Avenida Brasil, e acompanhar aquelas frustrações da Nina, o despudor da Carminha, as sacanagens do Leleco e o baixo astral do Jorginho.

Rir é o melhor remédio - Se fosse depois da novela seria melhor ainda, pois o eleitor/telespectador iria dormir rindo. E dizem os médicos que não existe nada melhor que rir. Rir faz bem para a saúde. Nessa lógica, podemos dizer que é muito bom assistir o horário eleitoral gratuito dos candidatos a vereador. É quase uma recomendação médica.

Palhaços ofuscam os bons - Lógico que não são todos que te fazem rir. Temos boas exceções. Tem muita gente com um currículo de fazer inveja a qualquer um, mas infelizmente contracenam com verdadeiros "artistas". E estar colocado em uma mesma vitrine impede que o candidato idôneo seja analisado; que as boas propostas sejam observadas.

Marketing eleitoral- Penso que os marqueteiros dessem uma olhadinha com mais carinho nessa situação. Claro que temos o famoso estado democrático, em que todos têm o mesmo direito, mas muitas situações são mera falta de orientação, pura ingenuidade. Outros candidatos deveriam ser mais bem aproveitados, exatamente pelo que representam em seu meio, não sendo jogados numa vala comum.

É hora de votar sério - A comunidade de Cascavel, eleitor ou não, sabe que vivemos um momento crítico do nosso Legislativo Municipal. Muitas denúncias, muitas suspeitas. Uma Câmara omissa e indiferente aos reclamos da sociedade. Indiferente inclusive a manifestações e determinações da Justiça. Logo não podemos votar na brincadeira, no melhor artista; temos de votar em quem vai realmente contribuir. Votar em quem sabe qual é a real função de um vereador e isto é fácil saber; basta prestar atenção nas propostas de alguns.

Escolinha da vereança - Aliás, não seria o caso de antes de ser permitido registrar uma candidatura que se obrigasse os interessados a serem previamente preparados? Que os candidatos prestassem um exame, uma prova para demonstrar o conhecimento das funções do cargo de vereador?

Pré-campanha - A propósito já tenho meu slogan para a próxima: "Vote no Jorjão, este é bão, este é grandão"!!


20/08/2012 20h43

A "Cobra" que só toma fumo

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Na segundona - Hoje escrevo sobre o nosso pobre futebol, que desde 2010 está sob uma direção inexperiente, com um presidente arrogante, imaginando que sabe tudo, achando que ser presidente de um time de futebol é o mesmo que ser técnico de um time de futsal. Resultado: o Cascavel acabou caindo para a segunda divisão, ano passado e lá ficou.

No aperto, mas na 1ª divisão - Deixou-se a montagem do grupo nas mãos de um treinador que tem no currículo algum sucesso no inexpressivo futebol do Mato Grosso. O time tinha um jogo de camisas, muitas dividas e a vaga na primeira divisão do futebol profissional do Paraná. Falaram aos quatro cantos que passaram o ano pagando contas. Pagaram? Pode ser que sim, mas perderam o seu único patrimônio : a vaga na primeira divisão. Jair Bordignon também pagou dividas em 2009 e manteve o time onde estava quando pegou.

Ano de bonança - As queixas sempre foram falta de apoio, de ajuda, de dinheiro. Observo, a título de ilustração, que não foi o caso em 2010. Neste ano o time recebeu bom dinheiro dos direitos de TV, bom patrocínio do Muffatão, ótimo patrocínio da Havan e algum da Lupo. Logo, não faltou dinheiro. Faltou direção, comando, experiência, e em muitos casos, humildade.

Errar é humano, mas não corrigi-lo... - Em 2011, novamente uma série de erros. Erros na montagem do time, da direção, na contratação de treinadores e jogadores, e novamente o time sucumbiu, ou seja caiu. No final do ano passado prometeu-se que este ano de 2012 seria diferente, que montariam um grupo forte, um time digno de voltar à divisão de elite. O que aconteceu? Nada. Bem ao contrário. Outra vez a responsabilidade exclusiva para o treinador, o time novamente foi montado em cima da hora - o que é força de expressão; na verdade foi depois da hora, pois nas primeiras rodadas mal tinham jogadores para formar o banco de reservas.

Mais sorte que competência - O time se arrastou no campeonato, chegando às últimas colocações. Apenas não caiu para a terceirona por manobras jurídicas que o ajudaram, visto que se cometeu erro administrativo no registro de jogadores e, por isso, deveria haver punição com perda de pontos ganhos no jogo contra o Foz, além da perda de outros pontos como punição por ter colocado em campo jogadores sem a indicação em tempo legal no BID, como previa o regulamento. Basta ler atentamente o Art. 214 do CBDJ. Tendo ainda a expectativa da condenação de terceiros no caso JUNIOR TEAM e CINCÃO, outros participantes do Campeonato. Enfim, não se salva por méritos próprios.

Cada qual rói os ossos do seu ofício - Seu presidente esperneia, ataca os que criticam ("aqui é proibido criticar a diretoria do Time de Futebol", diria Tchê Casagrande). Agora diz que vai entregar o time aos críticos. Entenda-se: parte da imprensa. Que eu saiba imprensa divulga, promove, reporta fatos. Ninguém obrigou este ou aquele a assumir a presidência, a direção de futebol, a financeira ou o que quer que seja. Diz o ditado que quem não tem competência, não se estabelece. Se decidiu assumir - inclusive impedindo outros de concorrer à função -, que arque com as consequências. Também é antiga a fórmula de atacar para se defender quando faltam argumentos. Assumem, cometem vários erros, perdem o único patrimônio do time e ainda querem elogios? Difícil, né, companheiro!

Público proporcional aos resultados - Muito se diz que o futebol é o ópio do povo, uma paixão para se extravasar. Será que aqui é diferente? No ano foram de 50 a 100 pagantes para assistir uma partida de futebol num estádio para 40 mil... Nem no começo do campeonato, quando não se sabia se o time seria ruim ou não, o público esteve presente. Será que não há nesta atitude um recado para este grupo que insiste em ter um futebol já há tempo sem resultado?

Tempos de glória - Lembro do Cascavel Campeão em 1980, das boas fases quando esteve entre os quatro principais do Estado, quando havia muita gente no estádio para acompanhar. Mas também recordo dos "donos" do CCR que permitiram a entrada de aventureiros para tocar o time. Assim foi com um grupo de Curitiba e outro de São Paulo. Quem permitiu que o time fosse usado, esculhambado e endividado se fez de morto, como se nada tivesse com o assunto......

Caso perdido? - Lembro quando o time passou pelas mãos dos Beletti; uma pressão só! Era uma divisão de forças e, claro, não poderia dar certo. Como os Beletti eram daqui pressionaram-nos e cobraram aquilo que não fizeram com os aventureiros. Será que não é isto que gerou a descrença do torcedor? Será que não foi isto que afastou o torcedor? Será que o costumeiro viver mendigando, o excesso de rifas, vaquinhas, etc., não cansou os colaboradores? Aliás, colaboradores que nunca receberam uma prestação de contas, um demonstrativo de onde foi usado o dinheiro arrecadado. Será que o COMANDO está sem crédito? Ou será que a gente daqui não está nem aí para o futebol local? É de se pensar...


10/08/2012 20h05

Insegurança pública em Cascavel

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Criminalidade em alta - Parecem ser boas as notícias que estão surgindo para tentar coibir a violência em Cascavel. Já era tempo de se fazer algo, especialmente por parte do Estado. Com 105 mortes em pouco mais de sete meses do ano, quase 500 assaltos à mão armada, a cidade está indo de mal a pior na área de segurança pública.

Autoridades discursam, bandidos agem - Cascavel precisa e precisa com urgência de "socorro". Não podemos ficar só nas promessas de inflamados discursos, declarações em entrevistas para a mídia ou na instalação de Delegacias apenas no papel (como acontece com a Delegacia de Homicídios). Os números da violência, analisados detalhadamente nos últimos anos, são assustadores. Até porque a sociedade está cansada de nossas autoridades realizam muitas reuniões, muita conversa, mas de prático nada resolverem.

UPS em Cascavel - Mas como contra fatos não há argumentos, diante de números tão elevados, agora o Governo promete a instalação de uma Unidade do Paraná Seguro, a conhecida UPS, em Cascavel. A UPS irá inicialmente atender a Região Norte - que contempla os bairros Interlagos, Floresta, Tarumã, Brazmadeira, Morumbi e Cataratas.

Cuidado com o estigma da pobreza ligada à violência - Devemos tomar cuidado, no entanto, de ligar violência somente à pobreza e cair no erro de discriminar os cidadãos moradores destes bairros. Afinal não é só lá que têm bandidos, traficantes e assassinos. Não podemos generalizar, inferindo que todos que lá estão são do mal. Aliás, a maioria é do bem.

Experiência na Capital - A exemplo do que foi feito no Rio de Janeiro - com algumas variantes e adaptações ao nosso Estado -, o Governo do Paraná já colocou para funcionar sete UPSs na Capital, Curitiba, em seus bairros mais difíceis. A ação do Estado parece estar dando resultando, visto a queda nos índices de criminalidade onde foram instaladas as Unidades.

Participação do Exército - Tenho escrito neste espaço já há algum tempo a respeito da necessidade de se agir o quanto antes, porque a cidade, diante das proporções dos números e da taxa de elevação dia a dia, está se tornando uma das mais violentas do Brasil. Até sugeri que se incluísse o nosso querido Exército Brasileiro para ajudar nestas ações de combate ao crime. Afinal de contas eles estão legalmente habilitados e estruturalmente preparados, vide o número de homens e equipamentos que aqui possuem.

Mais efetivo e ação especializada - Parece que não há o menor interesse que o Exército entre nas ações, mas já é um alento o Estado proporcionar a instalação de uma UPS até o final do ano. Antes, porém, o Município deve fornecer a área e toda infraestrutura. Só depois a Secretaria de Estado envia material, homens e veículos. Em Curitiba, por exemplo, em cada UPS trabalham de 30 a 60 policiais treinados e que não saem do local. Aqui a expectativa é de 40 homens com quatro viaturas. De início os policiais treinados fazem uma limpeza do local - tipo faxina--; identificam quem trabalha com o tráfico, quem está de fato envolvido em crimes e ações contraventoras e agem. Agem com rigor.

Crime e drogas: ações nas fronteiras - O Estado também se prepara para tentar fechar a Fronteira, entrada principal de drogas que estão ligadas a 90% dos crimes e mortes na faixa dos 15 aos 30 anos. Segundo o Secretário Reinaldo de Almeida Cesar, teremos helicópteros em Foz, do Batalhão de Fronteira agindo de Marechal a Guaíra, e outro grupo em Santo Antônio do Sudoeste. Essa "força tarefa" com certeza irá dar um alivio e uma baixa considerável aos níveis de violência de nossa região. Já era hora! Os cascavelenses aguardam o cumprimento destas promessas e o resultado positivo das ações com a diminuição da violência.

Pouco tempo - O Secretário Reinaldo de Almeida César me informou nesta sexta-feira (10) na CATVE FM que entre 30 e 45 dias já estará em operação a UPS de Cascavel. Aguardemos.


04/08/2012 09h03

A comandante

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Grandes homens e mulheres - Diz um ditado muito antigo que atrás de um homem de sucesso sempre tem uma grande mulher. Temos vários exemplos disto na vida. Na Fórmula Truck não foi diferente.

Previsões errôneas - Quando morreu Aurélio Batista Felix, criador e idealizador da categoria mais popular do automobilismo do Brasil, muitas dúvidas surgiram sobre sucessão e continuidade da categoria. Muita gente dizia que esta iria sucumbir. Diziam que a família deveria vender o evento, pois sem o Aurélio não conseguiriam manter patrocínios e o sucesso da Truck. Felizmente não foi bem assim.

Início com tragédia - A primeira corrida da Truck em Cascavel foi em 1996. Foi nesta corrida, ainda com caminhões praticamente originais, que houve o único acidente grave da categoria. Nela morreu o presidente do Automóvel Clube de Cascavel, Jefferson Ribeiro da Fonseca, sargento do Exército, que não tinha muito a mão de caminhões e exagerou no temível "curvão", onde acabou capotando e vindo a falecer.

Ficar sonhando e ir à luta- Depois deste acidente, Aurélio reestruturou e modernizou a categoria e só a fez crescer. Era um doido. Chegava aos Autódromos com quase um mês de antecedência e ali fazia um completo trabalho de recuperação. Foi assim em Caruaru, em Cascavel e outros lugares. Não conseguiu realizar o sonho de promover suas corridas no Rio de Janeiro, onde encontrava sempre muitos obstáculos para entrar, nem na Argentina.

Partida sem adeus - No início de 2008, durante uma etapa na cidade gaúcha de Guaporé, sentiu-se mal. Internado em Passo Fundo veio a falecer alguns dias depois. Aurélio morreu quando eu narrava um jogo do Cascavel Futsal. Cinco minutos antes de entrar a transmissão recebi uma ligação do Dr. Daniel, responsável pelo atendimento médico da categoria, informando-me. Confesso, não foi fácil dar a notícia...

Lembranças - Numa corrida em Guaporé, um ano antes, fui com Aurélio num carro velho até Nova Prata, por uma estrada de terra para economizar alguns quilômetros. Estrada horrível, escura e ele acelerando. Nova Prata tinha a sede de um dos seus principais patrocinadores à época e lá, todas as sextas, antecedendo a corrida de Guaporé, eles recebiam quem fazia parte da categoria para um lauto churrasco. Tito e Vitacir Paludo (que morreu no acidente da TAM em Congonhas) recebiam todos com fidalguia, e Aurélio fazia questão de estar presente.

Coincidências - Na volta, já pela estrada normal, ele ao volante, começou a reclamar que não estava se sentido bem e que não gostava de estar naquela região porque se houvesse algum problema poderia ter dificuldades em ser atendido. Reclamava, mas não me deixava dirigir. Quis o destino que fosse morrer ali um ano depois. Não por falta de atendimento, como se preocupava; por certo porque o Homem estava querendo com certeza promover uma corrida lá em cima.

Parceria - Tínhamos a mesma idade e gostávamos das mesmas músicas. Fizemos boa parceria nas transmissões. Foi ele quem me fez gravar um show do Pholhas em Porto Alegre - até às 3 horas da manhã - mesmo sabendo que eu teria de estar no outro dia logo cedo, com todas as dificuldades de acesso pelo volume de gente, no Autódromo para fazer a direção de imagens da transmissão nacional da prova. Fiquei e ainda tive de ir ao palco para fazer sorteios de brindes ao publico.

Em Santos - Mais que um cliente era um amigo. Um dia antes de entrar no ar no Bate Papo de Esportes da CATVE quebramos o pau. Foi de sair faísca. No ar, no entanto, foi um espetáculo. Distribuía credenciais para quem ligava e pedia. Naquele dia fez uma série de doações para o Lar dos Bebês. Era uma figura este santista que me levou três vezes à cidade do meu time de coração, onde nunca tinha estado. A primeira vez quando recebeu homenagem da Câmara de Vereadores da cidade. Neste dia me levou até a Vila Belmiro presenteando-me com uma camisa usada nas antigas pelo time. A segunda vez relato abaixo e a terceira vez infelizmente em seu enterro.

Dona Neusa - No ano que morreu conheci melhor sua esposa, Dona Neusa, quando foram me buscar onde eu passava férias. Eu já pagara toda hospedagem e perdi uma semana porque ele me fez sair antes. Uma viagem de carro com ele pilotando: eu, minha mulher e os dois. Saímos de Ilhabela e ele nos levou para conhecer de passagem, mas com paciência de mostrar, Santos, Guarujá e outras praias famosas daquela região. Nesta viagem soube das histórias de quando ficou doente e hospitalizado; das dificuldades quando a filha foi sequestrada e ele internado; sobre a organização da categoria e tive certeza que tudo que imaginavam que acabaria não acabaria. A conversa era no pé de igualdade, sem meias palavras: "estamos juntos e fizemos juntos", disse ela em determinado momento da viagem. Observei ali que ela nunca fora uma coadjuvante.

A Senhora Truck - Aurélio morreu logo após a primeira corrida de 2008. Mesmo estando tudo organizado começaram as dúvidas sobre a capacidade de realização sem ele. Foi aí que essa mãe de três filhos adolescentes assumiu a Presidência da Fórmula Truck. Levou até o fim do ano, com muito sucesso. Autódromos lotados, bons resultados comerciais e visibilidade na TV. Depois disto só fez crescer. Atingiu o sonho que Aurélio não conseguira levando a categoria para o Rio de Janeiro e Argentina. Modernizou o evento e com seu toque feminino embelezou a categoria. Tirou a categoria de Cascavel por uma série de fatores que não vem ao caso relatar aqui, mas também pela falta de estrutura e segurança do Autódromo. Hoje pouco nos falamos mas ela merece toda minha admiração. Se mostrou uma Leoa. Realizou sonhos do Aurélio e vai realizar os próprios levando a categoria correr no México e nos Estados Unidos.

Retorno - Agora revitalizado, a exemplo da primeira corrida da categoria que aqui seu marido fez, Dona Neusa, depois de cinco anos de ausência, vem com seu evento reinaugurar o local. Seu retorno puxa a fila para resgatar a história de nossa cidade no automobilismo nacional. Seja bem vinda a Fórmula Truck e seja muito bem vinda DONA NEUSA NAVARRO FÉLIX.


01/08/2012 07h43

Violência

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Recordes indesejados - Como diria Lula: "Nunca na história desta cidade tivemos tantas mortes violentas". Chegando ao sétimo mês do ano - ou seja, ao 210º dia - com mais de 100 mortes violentas, praticamente uma a cada dois dias; 32% a mais em relação ao mesmo período no ano passado. Absurdo!

Eterna dívida - A violência tomou proporções incontroláveis em Cascavel e de forma recorrente em alguns bairros. A maioria dos assassinatos indica que o principal motivo seja drogas (tráfico e consumo), destacadamente o crack. Matam por acerto de contas; esta que parece estar sempre no vermelho.

Pela raiz - Dos anos que vivo aqui, essa situação é das piores. Mas também é recente. Não entendo porque estão deixando crescer tanto se temos condições de combatê-la. Não seria melhor evitar o que aconteceu no Rio de Janeiro (e em outros grandes centros), exigindo uma mobilização intensa dos organismos de segurança depois da ramificação e estruturação do tráfico? Não seria o caso de matar o mal pela raiz?

Direto na fonte - Hoje o Exército Brasileiro tem - graças ao projeto de lei do deputado paranaense Eduardo Sciarra e a promulgação da Presidente Dilma - condições legais de participar de operações. Há seis anos as Forças Armadas têm amparo legal para agir. E porque não fazem aqui? Aqui também é Brasil. E, acredito, aqui se produziria muito mais que nos morros do Rio e nas favelas de Salvador e São Paulo.

Efetivo e estrutura, não faltam - Em Cascavel temos todos os organismos policiais instalados para uma operação de porte (Polícia Civil, Militar e Federal) e temos estrutura do Exército Brasileiro na sua mais alta linhagem: Batalhão de Infantaria Motorizado, Batalhão Logístico e Brigada de Infantaria. Quer dizer, estrutura e efetivo suficientes para desentocar traficantes e acabar com esta violência que nos assombra.

Precisa-se de liderança - Pelo tamanho da cidade e destes bairros mais violentos, existe estrutura suficiente para aniquilar esta violência. Só falta um pouco mais de interesse e de um líder para planejar e preparar esta operação. Material e gente capacitada tem de sobra. Ou será que preferem que se tome proporção de Cracolândia em São Paulo ou dos Morros do Rio?


Jorge Guirado
A frente da Catve, Jorge está desde 2004, mas essa história começou bem antes. Em 1979, o apresentador tem suas primeiras experiências em televisão com a implantação da TV Tarobá, emissora na qual teve o cargo de diretor geral por 21 anos, lá idealizou em 1994 e realizou até 2003 o Dia da Bondade em Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e por último em Toledo.

Na filial da Band, criou e colocou no ar vários programas. Apresentou os Programas, Melhor da Rodada e Placar de Opiniões. Sua carreira na Band também inclui a criação e implantação da TV Tarobá de Londrina inaugurada em 1996, a qual dirigiu por sete anos.
As narrações de jogos na afiliada da BAND passam pelos Campeonatos Gaúcho e Paranaense de Futebol, Copa Libertadores da América, Chave Ouro, Sul americano de Seleções de Futsal e Liga Futsal.
Em grandes coberturas da Band, Jorge participou da equipe de produção nas Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994, e ainda, nas Olimpíadas de Los Angeles e Atlanta.
Jorge foi diretor de imagens durante eventos como Stock Car, Fórmula Truck, Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, e em três etapas brasileiras do Mundial de Motovelocidade, imagens estas destinadas a Dorna TV, que distribui o sinal das corridas para 180 países.
Com serviços para a Band, SBT, Globo e Espn, durante 20 anos foi diretor de imagens dos Campeonatos Brasileiro de Futebol, Copa dos Campeões, Copa do Brasil, Libertadores da América, Pré-olímpico de Futebol, Liga Mundial de Voleibol e Copa América de Futebol realizada uma no Paraguai e outra na Bolívia.

Dirigiu também as 3 etapas da Fórmula INDY realizadas no Rio de Janeiro com transmissões para ABC e ESPN INT dos EUA, Band e SBT e o Panamericano de Basquetebol em Montevidéu no Uruguai.
Durante cinco anos dirigiu imagens da Fórmula 3 Sul americana para Espn Internacional na Argentina , Uruguai e Brasil, as etapas brasileiras da World Series e da WTCC, entre outras categorias do automobilismo nacional.

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