30/11/2012 21h51

A nossa excelência, o Futsal

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Futsal no Paraná - Pois é. Depois de muitos jogos, de praticamente 9 meses de competição - com paralisação por jogos abertos e por envolvimento de algumas equipes em outras competições como Liga Sul, Liga Nacional etc. -, vai chegando ao fim o Campeonato Paranaense de Futsal da Chave Ouro, a principal competição da categoria no Estado. Estado, aliás, que através de sua Federação promove campeonatos em todas as séries desde sub 7, Chave Bronze, Prata até a Ouro. Sem dúvida é o Estado em que mais se joga futsal no Brasil, e, diga-se passagem, em campeonatos muito bem organizados.

Mais esforço, menos rendimento - Jogou-se até demais, mas isto por culpa de dirigentes. Este ano com o propósito de dificultar a vida daqueles que jogavam a Liga Nacional (Marechal, Maringá e Umuarama) alguns times se uniram no arbitral e convenceram a maioria em jogar dois turnos com quinze rodadas cada. Um monte de jogos para nada. Pura insanidade, pois quem quis isto nem chegou. Veja que para jogar a final cada time terá jogado 38 vezes em 9 meses, podendo ter de jogar 39 se houver um terceiro jogo. Portanto Marechal, Maringá e Umuarama que chegaram até as semifinais e jogaram a LIGA FUTSAL, mais Jogos Abertos do Paraná jogaram mais de 60 jogos. Não é fácil. Haja grupo, elenco, psicologia para administrar estresse, desgaste e tudo mais e, sobretudo, haja dinheiro para bancar tudo isto.

Na final por resultados - Depois disto tudo, de tantos jogos, ficaram apenas aqueles que despontaram durante toda a competição. Não houve a famigerada zebra e nem injustiça. Chegaram à final os dois melhores, sem dúvida. Basta ver os números: Cascavel 26 vitórias, 7 empates e 3 derrotas; Marechal 30 vitórias, 3 empates e 3 derrotas. Apesar de uma ligeira vantagem em vitórias para o Marechal, os dois times são muito bem treinados. Com treinadores e jogadores vitoriosos, ambos são verdadeiros times de primeira (e vale a ambiguidade).

Elenco do Marechal - O Marechal teve dois jogadores - Gadeia e Dyego- durante muito tempo neste ano na Seleção Brasileira; Valença jogou num dos campeonatos mais difíceis, o da Espanha; Renan é um lider e o goleiro Quinzinho bom e experiente. O técnico Marquinhos Xavier é um estrategista: ganhou a própria Chave Ouro, ganhou a divisão B dos JAPs e ganhou a divisão A, chegou a uma decisão da LIGA FUTSAL só perdendo para o melhor time do Brasil dos últimos tempos que era a Malweee. Para completar escreveu um livro muito procurado pelos que vivem no meio do futsal. Gentleman.

Elenco do Cascavel - O Cascavel tem guerreiros como Edigleuson; tem Rafinha e Adeirton, experientes e também com breve passagem pela Espanha; Issamu é seu Samurai e o goleiro Donny, bom, experiente e vencedor. Seu técnico Nei Victor chegou a 7 finais, ganhou 4 títulos, também ganhou JAPs nas divisões A e B, e ganhou Brasileiro de Seleções Sub 20. Não é unanimidade pelo jeito de ser, mas não se pode negar que seja um vencedor. Intempestivo.

Duelo de Titãs - Será uma decisão de difícil prognóstico. Cascavel x Marechal sempre são jogos de muita disputa, pegados, aguerridos. Não tem moleza. São jogadores, na grande maioria, experientes, que não sentem a pressão de jogar em casa ou fora, basta ver os resultados deste ano. Marechal ganhou em Cascavel e o Cascavel ganhou em Marechal, sempre em jogos decididos nos detalhes.

Falta de um local apropriado - O jogo de Cascavel seria para encher o Sérgio Mauro Festugato, principal ginásio público da cidade. Jogo para cinco mil pessoas, sem dúvida, mas infelizmente o jogo, ainda desta vez, será no acanhado Ginásio da Neva, o dito Caldeirão - e até com razão, pois embora, infelizmente ruim para o público, é melhor para os jogadores, pelo piso, pela área de segurança. Aliás, já que não temos a tão decantada Arena Multiuso, que se providencie pelo menos um piso decente para a prática esportiva no Festugato. Uma decisão deste porte merecia um local mais confortável e seguro tanto para o público quanto para os atletas. Afinal em Marechal há o Ginásio Ney Braga que é muito confortável para todos.

Tradição do Oeste - Teremos de início dois jogos: um em Cascavel, neste sábado, e outro em Marechal, na quarta. Se houver necessidade da terceira disputa também será em Marechal, no outro sábado, pela vantagem conseguida na primeira e segunda fase. A decisão envolve as duas principais forças deste ano, reforça e retoma a tradição da Região Oeste na modalidade. Durante muito tempo as decisões ficaram aqui entre Cascavel, São Miguel do Iguaçu, Foz e por último Marechal. Torcemos por grandes e tranquilos jogos. O titulo de campeão com certeza estará em boas mãos.

Moleza mesmo - só se você ficar em casa acompanhando pela CATVE, pelo portal CATVE.TV ou pela CATVE FM. Na TV e no PORTAL eu, Otil e o Magela estaremos ao vivo
desde as 19 horas mostrando resumo das semifinais e os bastidores do jogão e na FM o Jonas Sotter, Romankiv e o Reginho. É só separar a cervejinha, a pipoca e
ligar um botãozinho. Te esperamos e agradecemos seu prestigio.



24/11/2012 11h32

Empregos Domésticos

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Entre a formalidade e a informalidade - "Não é verdade que vai ter desemprego ou que vão desaparecer as trabalhadoras domésticas. Se você pagar os direitos, elas ficarão". Com essas palavras a deputada Benedita da Silva (PT/RJ) rebateu críticas de que a ampliação dos direitos dessa categoria vá estimular a informalidade.

Mais encargos - Meus caros, se confirmada a aprovação na Câmara dos Deputados da ampliação dos direitos dos trabalhadores domésticos, imagino que a partir de então, esses serão colaboradores de luxo. Só vai ter quem for muito abastado, quem tiver muita grana. Se o projeto for aprovado em todas as instâncias, imagino que as palavras da deputada não estarão corretas, pois penso que um dos grandes vilões do desemprego seja exatamente o alto custo dos encargos, dessa sobrecarga ao empregador, chamados pela deputada e por muitos de "direitos".

Criou-se um paradoxo - Os benefícios se estenderão até para as babás. Lembremos que muitas mães possuem babás para cuidarem de seus filhos simplesmente para ter condições de ir ao trabalho. Logo, se precisam do trabalho para o sustento imagina-se que não ganhem o suficiente para pagar o custo legal de uma babá. Assim como muitas mulheres trabalham o dia todo para melhorar a rendada família e mantém uma contratada em casa para de alguma forma substitui-la. Se trabalham para ajudar na renda de casa como pagar com tantos encargos esta que a substituiu?

Na ponta da calculadora - Uma babá, por exemplo, ficará na faixa de R$ 2.750,00, valor estimado incluindo os direitos para quem for remunerado pelo salário mínimo de R$ 622. Chega-se a este valor considerando que a colaboradora durma no emprego, pois com os encargos aprovados todos os empregados domésticos terão direito a adicional noturno, horas extras e jornada máxima de 44 horas, além de FGTS obrigatório, salário-familia e seguro-desemprego. Lembro a todos que no Paraná os custos serão ainda maiores, pois o salário mínimo do Estado para este setor é maior que nos outros estados da Federação.

Na contramão do liberalismo - Concordo que alguns salários são baixos para o sustento próprio e o da família, mas entendo também que pode ser pouco para quem ganha, mas é muito para quem paga justamente pela oneração dos salários. O Governo deveria desonerar as folhas de pagamento e não onerá-las cada vez mais. E com isso o Estado vai crescendo em impostos e interferências nas relações econômicas e sociais.

Adicione os custos - Nas residências a grande maioria dos colaboradores é tratada como se fosse da família. Tem direito e acesso a tudo que a "patronagem" tem, e claro, isto também terá que ser embutido no custo, afinal energia, água, refrigerantes, comida e guloseimas tem preço ou não? Sempre ouvi meu pai dizer: "onde comem quatro comem seis". Mas o custo para 4 é menor que para 6, ou não?

O maior pedaço do bolo vai pro Estado - Não entendo nossos deputados, parece que o dinheiro deles é realmente mais fácil e eles não se preocupam com o que a maioria terá de pagar. Se pelo menos a maior parte deste dinheiro fosse para os funcionários domésticos, seria até muito justo. Eles merecem. Mas, infelizmente não irá; só receberão 50% do custo que terá cada patrão.

Volta ao negócio familiar - Haverá uma solução: pais e filhos dividirem as tarefas domésticas e realizar refeições fora de casa. Melhor para restaurantes e lanchonetes. E nestes, claro, deverão ter mais familiares trabalhando no negócio da família, pois diante do aumento de consumo terão que ter mais gente para atender, mas se não forem da família também estarão ferrados, pois cairão no famigerado custo dos encargos sociais de cada um dos funcionários.

Existe moeda só com um lado? - Na verdade, o que se vê dia após dia é a criação de dificuldades cada vez maiores para quem produz e gera empregos, o que desestimula a criação de novos campos de trabalho. O número de encargos e impostos é tamanho que as relações de Capital e Trabalho estão se deteriorando cada vez mais, trazendo ao gerador de empregos receio e medo de contratar. Hoje são tantos direitos, tributos, tanta dificuldade, imposto disto e daquilo, auxílio saúde, funeral, roupas, auxílio telefone, vale refeições, vale transporte, tanto sindicato, tanta taxa, participação nos lucros e etc., que daqui a pouco não teremos patrões; todos vão querem ser e estar empregados, é mais rentável e seguro...



10/11/2012 07h49

Da Encruzilhada a uma "Terra Promissora"

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Assoprando as velinhas... - Embora haja, faz já algum tempo, algumas discussões sobre a real data de fundação de Cascavel, estamos comemorando neste 14 de novembro os 61 anos de emancipação política da cidade. Uma data para se comemorar sim; e parece que pela primeira vez será até feriado de fato.

...mentalizando um desejo - Cascavel, claro, tem problemas. Politicamente é uma cidade bastante autofágica. Precisávamos de mais união de nossos políticos em torno de necessidades reais da cidade, de nosso povo. O município precisa de algumas realizações que denotam um pouco mais de coragem daqueles que a administram.

Meus votos - Para a aniversariante, desejo que seus governantes deem mais atenção à saúde publica, para atender sua população de baixa renda. Desejo também mais cuidado com os bairros, especialmente em relação ao asfalto, saneamento básico e moradia.

Mais cultura - Cascavel precisa de gente com mais arrojo, por exemplo, para tratar da Cultura, pois pouco acontece nesta área. Não adianta ter só um belo Teatro (como teremos em breve). É necessário gente para comandar, puxar as realizações e não ficar esperando que as ações despenquem dos céus.

Mais esporte - Seu esporte precisa de mais pegada e trabalho nos bairros, e não só montar equipes para ganhar ou se portar bem em Jogos Abertos, Jogos da Juventude ou outra competição qualquer. Afinal o esporte afasta das drogas, da arruaça, do vandalismo. Além de trabalhar a base, precisamos de uma arena para realizar grandes torneios esportivos. Sua gente gosta e prestigia quando o evento é bom e atraente, especialmente se o lugar for confortável. E cá pra nós, nunca tivemos tanta oportunidade. Temos o Secretário de Esportes do Estado da nossa cidade e temos na assessoria do Ministro do Esporte um paranaense. Precisamos então de projetos, iniciativa e arrojo de quem comandar a área por delegação do Prefeito para cobrar e buscar nas esferas superiores. Como poderemos ter em breve um centro de excelência em atletismo.

Mais eventos - Sem atrativos naturais, Cascavel precisa ser criativa para gerar renda com turismo. Uma opção é promover grandes eventos. Já citamos a arena para realizações esportivas, mas precisamos também de um Centro de Eventos com toda estrutura necessária para realizar outros, de maior porte. É o turismo de eventos tão presente em grandes cidades.

Mais indústrias - Cascavel precisa de fomento industrial. Uma ofensiva para atrair renda. Oferta de possibilidades e vantagens para que empresários venham se instalar aqui, produzir e gerar empregos.

Manter e, se possível, melhorar - A cidade precisa de muita coisa, mas não podemos negar sua pujança, sua beleza e sua capacidade de seguir por si só. Por seus empreendedores, por seus moradores, por sua gente. Temos boas faculdades e universidade. Bons hospitais e bons médicos. Bom centro de compras. Bons bares, restaurantes e casas noturnas. Bons para os seus moradores e bons também para receber as pessoas das cidades da região que aqui podem vir usufruir e gastar.

Mídia - Sua gente é muito bem informada, afinal Cascavel é hours concours em número de veículos de comunicação. Bons jornais, portais, sites, rádios e TVs. Temos profissionais de comunicação para todos os gostos e preferências. É um espetáculo e nós mais que ninguém acreditamos nesta Metrópole. Temos neste segmento TV, Rádio FM e um portal. Veículos jovens atuantes e integrados a nossa gente. Sem considerar as constantes transmissões ao vivo pela TV, mostramos esta jovem para o mundo através de nosso portal com câmeras instaladas em seus pontos importantes e estratégicos . Se acontece em Cascavel você pode ver na CATVE ou no portal catve.tv, é só acessar.

Operação de resgate - Temos bons eventos como o Show Rural, a Expovel, o Cascavel Jazz, a Festa das Colônias, mas precisamos resgatar o Fercapo, como foi resgatado nosso Autódromo e nosso Kartódromo. Estão melhorando nosso trânsito, mas precisam melhorar o transporte público e também o escolar exigindo melhores, modernos e mais seguros ônibus para nossas crianças. Precisamos resgatar também nossa gente que se perdeu nas drogas. Ajudá-los a sair do inferno em que entraram. Resgatar os bairros ameaçados pelo aumento do índice de violência, aliás, grande parte motivada pelas drogas.

Maturidade - Há menos de 20 anos nas rodas de conversa fiada falávamos: "temos Autódromo, mas não temos corrida; temos Estádio e não temos jogos; temos Aeroporto e não temos voos". Hoje, embora os nossos níveis de exigência sejam cada vez maiores, a conversa já esta mudando e felizmente mudando para melhor. Parabéns Cascavel! Parabéns à gente que te faz crescer todos os dias! Aos 61 anos, está uma jovem, bela e atraente. Não é difícil de ficar enamorado...



03/11/2012 08h04

Quem ganhou, ganhou...

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"O homem da camisa 10" - No meu tempo de juventude tinha o hábito de ouvir um dos maiores narradores de futebol que já conheci. Aroldo Fernandes da Rádio Tupi de São Paulo. Uma de suas muitas características era a de falar o nome completo dos jogadores em alguns momentos do jogo. Tipo: "recebeu a bola, ele, sua majestade Edson Arantes do Nascimento (Pelé)... Tocou na direita para Carlos Alberto Torres... Este até Clodoaldo Tavares Santana (Clodoaldo)... Daí na esquerda para Jonas Eduardo Américo (Edu)...". Era fantástico, fascinava, especialmente pelo ritmo que ele dava e pela voz maravilhosa.

Bordão - Outra característica de Aroldo em suas narrações era seu encerramento dos jogos, cantando: "quem ganhou, ganhou: quem não ganhou não ganha mais... aqui quem ganhou foi...". Pois é. Não ouço o Aroldo Fernandes faz muito tempo, mas aproveito o "quem ganhou, ganhou; quem não ganhou não ganha mais" para dizer que aqui quem ganhou foi Edgar Bueno.

Persistência - Ganhou pela terceira vez e lembrou que teria ganhado pela quarta vez. Palavras dele: "se não tivessem me roubado quando da diferença de 151 votos". Desta vez ganhou do Professor Lemos com quase 20 mil votos de diferença.

Na mosca - Primeira eleição de segundo turno da história da cidade. Uma eleição difícil, que fez em alguns momentos crise na coordenação de campanha, com a ameaça de derrota. Trocaram até o marqueteiro. Embora a troca, veio o grande trunfo. A sacada de mensagem para virar o jogo foi de um companheiro de longas jornadas. Luiz Carlos Marcon foi quem teve o tino de informar e dizer que o adversário não era daqui. Pegou na veia. Foi como um golpe de boxe no fígado do adversário.

Vacilou já era - A pecha de "não mora aqui" foi um golpe, que se somou em sequência ao fraco desempenho do adversário nos debates. Claro, o prefeito foi firme, contundente, botou a cara e comparou. Comparou realizações, comparou conhecimento sobre a cidade e Lemos fraquejou. Fraquejou quando não podia. Quando os eleitores queriam ver seu desempenho frente a frente com o oponente.

Eloquência - Lógico que Edgar é mais experiente em debates. Não é sua primeira campanha. Mas Lemos disse a todo o momento aos eleitores sobre suas lutas pelo Sindicato dos Professores. Isto requer debates com a classe, com a sociedade, com o governo. É Deputado; e deputado tem de debater na tribuna, no cara a cara; e penso eu, deva ser mais difícil que na TV. Por outro lado tem também um ditado antigo que diz: para não se molhar, quem sai na chuva tem de estar preparado com capa ou guarda-chuva, e Lemos nos debates deixou transparecer que só tinha a roupa do corpo.

No ringue se engole a seco - No debate da CATVE - o primeiro da TV no segundo turno - tive o capricho de contar que Lemos tomou água 24 vezes - ninguém me contou eu contei. Em todas as respostas e tréplicas de Edgar ele estava sempre tomando água. Nervosismo, algum problema na garganta? Não sei, mas isto atrapalha, desconcentra. Nós mesmos que usamos a técnica de mostrar os dois em quadros divididos na tela tínhamos dificuldade em mostrá-lo, pois estava sempre abaixado bebendo água. Dificultava a ação do diretor de imagens. Nos intervalos enquanto Edgar repassava questões e trocava ideias com seu assessor no estúdio, Lemos ia ao banheiro, pelo menos por três vezes. Chegou a voltar já com a palavra a sua disposição para perguntar, num retorno de intervalo. Bom deu no que deu. Um vareio. Goleada.

Terceiro turno - Agora surge o propalado, pela oposição, terceiro turno. Sem entrar no mérito, porque eu já tinha escrito en passant sobre o assunto em comentários anteriores. Isto me faz lembrar outras eleições que ficaram no ar dúvidas, manobras, fofocas. Lembro-me do caso Balaio que envolvia Jacy e Salazar que no final das contas não deu em nada. E porque não lembrar a eleição que envolveu o próprio prefeito Edgar (ele até falou sobre isto na coletiva após sua vitória): a disputa com Salazar em que perdeu por 151 votos e se disse roubado. Em ambos os casos muita falácia, muitas acusações e suposições, mas nada correu que fizesse alterar o resultado final declarado. E cá pra nós, se não houvesse estes enroscos e celeumas, não seria nossa amada e querida terra. Afinal de contas THAT S CASCAVEL CITY.



22/10/2012 13h06

Expovel, UPs e politica...

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Nascida para crescer - Lembro-me da Expovel desde quando lá pelo final dos anos de 1970 a feira era realizada lá na Fazenda do Dr. Roberto Wypych, nosso primeiro Senador da República. As primeiras que acompanhei foram lá. Parece que já tinham acontecido em outro lugar. A Expovel sempre foi maravilhosa. Naquela época o evento mostrava a pujança da nossa cidade, a força da produção de nossos agricultores e pecuaristas. Sempre valeu muita a pena prestigiar a nossa feira, uma das principais do Paraná, atrás apenas de Londrina e Maringá, mas não menos importante.

Apogeu e concorrência - O tempo foi passando e a Expovel foi caindo. Não sei dizer os motivos, mas caiu muito. Talvez a cidade tenha oferecido outras opções de lazer à sua população, talvez seja o empecilho da distância, ou falta de atrativos, ou a administração com seu modo de agir. Muito se fala que o Show Rural atrapalhou a Expovel, que o Show Rural tirou o expositor de máquinas agrícolas da segunda, e ainda que por ser o Show Rural realizado em menor espaço de tempo isto propiciou uma concentração logística e custos menores. Não sei se é por aí.

Decadência - Na verdade a Expovel perdeu público, e público, penso eu, não vai a evento desse tipo por causa das máquinas e tratores. Populares não vão ao Show Rural por ser eminentemente técnico. Para esse atrativo têm os agricultores. No Show Rural não tem shows, barraquinhas, rodeio.

Retomada - Nesta trigésima terceira Expovel temos que destacar o que tem feito sua diretoria. Comandados pelo Ervin e a Telma Soliva, esta administração que aí está na Sociedade Rural Oeste do Paraná, tem trabalhado nos últimos dois ou três anos para recuperar a credibilidade, pagando contas e oxigenando a entidade. Já deu para notar a reação, o resultado desse trabalho, na festa de lançamento da última quinta-feira. Bastava olhar o número expressivo de pessoas presentes e quem estava lá. A 33ª edição tem tudo para ser uma bela feira e um bom atrativo para a população.

Novas estratégias - Em relação ao carro-chefe direciona-se cada vez mais para a pecuária, trazendo o que de melhor temos no País. Na parte artística, atrativos com bons shows e a promessa do melhor rodeio de todos os tempos. Afinal, a população precisa de atrações com preços que possibilitem sua presença. Com shows com artistas de nome e rodeio que agrada com preços populares, certamente teremos muita gente prestigiando o evento.


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E chegou a UPS... - Até que enfim! Com mais de 130 mortes contabilizada até este mês, batendo todos os recordes dos níveis de violência, a cidade precisava de uma atitude do estado a seu favor na área de segurança. É um dever do Estado, aliás. E não interessa que seja num momento político, interessa que houve uma ação e recebemos para uma região da cidade extremamente violenta uma providência necessária: a instalação desta Unidade Paraná Seguro (UPS). Reivindicação antiga, feita já há muito tempo aqui até por esta modesta coluna.

No foco - A UPS instalada na última quinta (19) terá de início mais de 100 homens e 20 viaturas na operação congelamento (que na verdade é um fechamento da área). Deve ficar posteriormente com 30 homens e 3 viaturas. Instalada no Interlagos vai atender o Brasmadeira, Tarumã, Floresta, enfim todos os bairros de nossa região norte que costeiam a BR 467 e comporta na faixa de 100 mil habitantes. Das 130 mortes, mais de 20 aconteceram no entorno da região. É, portanto, uma ação importante não só para aquela área, mas também para as outras que também apontam alto índice de violência. A presença da autoridade, da Polícia Militar, inibe a marginalidade. Aqui por estas paragens ainda inibe.

Primeira do interior - A Unidade Paraná Seguro vinha sendo implantada na capital do estado com muito resultado e agora Cascavel passa a ser uma das primeiras cidades do interior a receber. A comunidade, a gente séria e trabalhadora daquela área, tão injustamente discriminada pela sociedade em razão da presença de marginais em seu meio, agradece.


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E O BICHO TÁ PEGANDO - Há alguns comentários atrás escrevi aqui sobre o assunto e infelizmente esta de mal a pior nesta reta final do segundo turno das eleições. Falei dos bastidores das campanhas politicas que pouca gente sabe e tem acesso. Pois é, os acontecimentos estão cada vez mais sérios. Tomara que não passe de provocações, agressões medianas, provocações e apócrifos. Algo precisa ser feito pelas autoridades policiais e com muito vigor antes que mortes ocorram. algumas paixões mas, especialmente o dinheiro esta mexendo com a cabeça de alguns massa de manobra de pouco intelecto e isto pode não acabar bem até este próximo domingo 28.



15/10/2012 10h09

Salve Jorge

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Os Jorges estão em alta - Nada pessoal, Também não falo da novela da Glória Peres, que com certeza deverá ser um dos maiores sucessos dos últimos tempos. Pela trama, pelo elenco e especialmente por aquilo que já estamos vendo de direção de fotografia. Um espetáculo a qualidade e as locações. Falo sim do Salve Jorge. De um salve de cumprimento de parabéns, de elogio. Falo do Jorge daqui, um de nossos candidatos a prefeito que não passou para o segundo turno.

O grupo - Não falo de quem o apoiou, de quem esteve com ele na campanha. Não falo de políticos profissionais que o cercaram na campanha. Não falo de quem se aproximou quando supostamente ele estaria bem nas pesquisas. Não falo dos espertos renegados em outras pragas e que se alojaram junto dele.

O cidadão candidato - Falo do Jorge Lange, um cara decente, gente boa, boa índole, boa família, que já quis ser candidato em outra oportunidade, mas uma enfermidade não permitiu. Até penso que ele nem precisava dizer em seu jingle que era do bem porque quem o conhece sabe que de fato o é.

Vinte e cinco mil - Antes que comecem os ataques, os xingamentos e as críticas digo que não sou eleitor do Jorge. Embora eu também tenha perdido o voto na eleição. Não votei nele e nem ele pediu meu voto. Independente dos líderes que o apoiaram, de quem pediu voto e de quem trabalhou para ele, temos que respeitar quem faz quase 25 mil votos numa disputa entre sete candidatos prefeituráveis, concorrendo com figuras muito conhecidas, experientes na peleia e carimbadíssimas.

Meu salve! - Aproveitando e sabendo ocupar espaços podemos dizer que surgiu a liderança de um novo grupo que agregou alguns bons nomes. Foi ético, educado, sereno. Talvez tenha faltado um pouco de experiência na hora dos embates, mas nada que o tempo e a dedicação não resolvam. Muitos vencedores perderam algumas batalhas antes de se consolidarem como líderes. Foi apenas uma derrota na disputa, mas uma vitória pelos números alcançados. Salve Jorge, você é um vencedor.

Primeiro tempo - Caiu por terra o mito e o discurso de muitos de que Edgar Bueno nunca faz acima de 30% dos votos. Contra outros seis chegou aos 40 (38 considerando brancos e nulos). Caiu o discurso de que quem tinha voto era Idalina e não Salazar. Independente da maldade em explorar sua idade, se ela tivesse os votos, estes apareceriam, até para fortalecê-la, para reverenciá-la. Confirmou-se a rejeição apontada nas pesquisas e a falta de votos em relação a Chico Menin. Confirmou-se que a população sentenciou definitivamente Lísias mais pela fama de ter feito o que não devia ter feito. Sua administração não foi ruim. Basta pesquisar sem paixão. Caiu outro mito: que a cidade não tem perfil de PT. A população, ao não definir no primeiro turno dando muitos votos ao professor, deu-lhe uma segunda chance de tentar ganhar. Uma prorrogação para o PT tentar virar o jogo.

Segundo tempo - Como num jogo de futebol em dois tempos, num clássico entre Corinthians e Palmeiras, Flamengo e Fluminense, os mais famosos dos derbys. Derby é o clássico da cidade. Como num Atle-tiba ou num Gre-Nal, existem as paixões. Infelizmente, as paixões estão acima da razão. Uma vitória nos derbys muitas vezes acontece por melhor preparo, organização, grupo, mas muitas vezes também por pura sorte. Às vezes a bola bate na trave, passa perto por muitas vezes e não entra. O goleiro naquele dia pode estar inspiradíssimo e os atacantes num mal dia. Daí num contra-ataque o jogo é decidido. Pode ser estratégia de jogar só nos contra ataques, mas também pode ser um único lance de sorte a decidir o jogo. Não creio que eleições sejam como jogos ou clássicos de futebol. Mas já vi muitas vezes não ganhar a melhor estrutura, a melhor proposta e até não ganhar aquele que seria o melhor para a cidade.

E vamos ao segundo turno - Neste nosso segundo tempo, primeiro da história de nossa cidade, o jogo será muito duro. Aparentemente a disputa sairá da aldeia e poderá se abrigar ou vislumbrar outra eleição daqui há dois anos. Provavelmente os times serão reforçados com craques "importados" e a peleja ganhará novos contornos. Serão dois planos. Agora é tête-a-tête, mano a mano, cara a cara, sem subterfúgios, sem desviar o foco ou a resposta. Sem usar laranja para bater ou alfinetar. Agora é hora de ver quem tem garrafa vazia pra vender. Cascavel se junta as principais cidades do Paraná. Todas com segundo turno. Curitiba,Londrina, Maringá, Ponta Grossa e a nossa. SALVE A DEMOCRACIA! Salve, Salve Cascavel. Pau a pau, A cobra vai fumar !



05/10/2012 21h14

O Que Será, que será

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O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
E gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza

Será, que será?
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho...

Será, que será?
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido...

O que será no domingo... - Estava ouvindo a CATVE FM e entrou esta música do Chico Buarque de Holanda e daí pensei..é, as vezes penso...o que será que será das eleições neste domingo? O dia de domingo terá muito a ver com esta letra do Chico, com certeza, é só acompanhar com cuidado a letra da canção.

O que será das pesquisas... - O que será que será deste festival de pesquisas, cada uma diferente da outra? Cada uma com um resultado diferente. Como irão ajustar os números para domingo? Porque ainda é permitido fazer isso? Será que de fato pesquisas influenciam resultados? Será que o povo é ainda refém destas informações?

Qual será de alguns candidatos... - Tem muita gente que acredita que o povo é massa de manobra. Será que será? Porque tem muita gente que investe fortunas nestas pesquisas. O pior que elas falham em todas as eleições e candidatos continuam insistindo em mostrá-las. E olha que pesquisas custam muito caro. Nós mesmo, da CATVE, contratamos uma para balizar as pesquisas até então divulgadas, para ter uma de fora que não participasse do jogo daqui, dessa dança dos números. O custo era prá lá de R$ 20 mil e uma das coligações impediu a divulgação do resultado alegando que era muito baixo o valor pago para se fazer uma pesquisa séria. Imaginem então quanto pagam?

Porque será da contradição... - E olha que os números eram favoráveis a seu candidato. No próprio pedido de impugnação a confissão: eles alegam que a pesquisa influencia no resultado, logo devem mostrar apenas aquelas favoráveis ou extremamente favoráveis. Hoje, estas pesquisas divulgadas antes das eleições não passam de um desserviço. Objetivo claro de influenciar nos resultados finais. Aliás, aos políticos e veículos de comunicação, quando a pesquisa é favorável são somente elogios e farta divulgação. Se os resultados são ruins só fazem criticar, falar mal e contratar outra para desacreditá-la.

Como seria sem pesquisas... - Penso que as pesquisas poderiam ser feitas apenas para consumo e avaliação interna. Nunca serem divulgadas, pois ultimamente não tem acertado nada. Só ficam próximas do resultado final aquelas que ajustam seus números nos últimos dias. Sem nenhum fato novo os números mudam quase que totalmente, dai anunciam sem nenhum constrangimento (e tem muita gente, inclusive profissionais de imprensa, que se serve disto) que houve uma grande virada. Uma surpresa. Houve coisíssima nenhuma. Só ajustes.

O que será nos bastidores... - Nesta letra do Chico tem muitas frases que cabem nesta eleição. A vergonha, o juízo, a decência, o sentido, o que nunca terão, pois neste domingo as madrugadas serão um inferno de apócrifos, de agressões mútuas, de jogo baixo. Roubo de material um do outro, pichações, destruição de placas, cavaletes, enxurrada de papéis contra a ou b , ameaças, denúncias, será o vale tudo. Muita gente vota na ilusão de que tudo são mil maravilhas e mal sabem o que acontece nos bastidores. É um festival de ataques e baixarias e salve-se quem puder. Dá até medo de estar perto.

Será o segundo turno... - Tomara que tudo se ajeite e fique apenas nas provocações e ações de boca e nada de mais grave aconteça, afinal parece que ainda não vai terminar, pois teremos o segundo e quiçá o terceiro turno. Será que será? Canta mais Chico, canta...

O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar
Por que todos os risos vão desafiar
Por que todos os sinos irão repicar
Por que todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo nem nunca terá



29/09/2012 07h44

Onde fica a Cascavel dos horários eleitorais?

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Amizade - Caros leitores; conheci Cascavel em 1976 quando aqui vim para acompanhar a construção da TV Tarobá. Ia e vinha de Londrina pelo menos três vezes por semana com os fuscas da Folha de Londrina abarrotados de jornais para serem distribuídos em toda a região. Vinha no fusqueta, descia em Cascavel, deixava os jornais na sucursal da Folha e rumava para as obras da TV. Enquanto o carro entregava os jornais em Toledo e Foz do Iguaçu eu tinha de comprar e pagar aquilo que seria usado na obra, pagar os funcionários, levantar o que o engenheiro precisava, enfim, tudo o que é necessário para uma construção andar.

Namoro - Em outubro de 1978 vim morar aqui. Lá pelos lados do Jardim Maria Luiza, as ruas eram ainda de terra. Apenas as que circundavam a TV, e a própria rua, eram asfaltadas. Imaginem terra e o vento que aqui sopra; era poeira para todo lado. Não era fácil. Quando cheguei aqui e desci do ônibus já me deparei com um assassinato, caso famoso de uma enfermeira. À noite minha mãe soube pela TV a noticia do assassinato e me disse: "volta pra casa. Aí é uma cidade muito violenta. Vi agora na TV". Ela acompanhava muito a TV Tibagi de Apucarana que também atendia o noticiário daqui.

Casamento - Na juventude dos meus 20 anos resolvi apostar e ficar em definitivo. Fui mandado aqui por um cidadão espetacular que era o patrão João Milanez, homem que fez crescer o jornalismo do Paraná com a Folha de Londrina e muito ajudou esta região com a instalação da TV Tarobá. Milanez dizia sempre: "Conheço o mundo a passos, o Brasil a palmos e o Paraná a dedos". Acreditei no "patrão" e fiquei. Não poderia, penso eu, ter feito melhor.

Autofagia - Cascavel, embora tenha crescente índice de violência, já não tem mais a fama de mortes por encomenda e faz muito saiu dos noticiários nacionais por estes motivos. Hoje tem destaque especialmente por esportes. Mas, infelizmente, ainda é uma cidade extremamente autofágica. O que se faz de bom nunca tem valor ou sempre tem um motivo espúrio para ter sido feito. Sempre alguém acha um defeito ou uma justificativa ruim. Agora no período eleitoral então, é um fiasco. Ataques pessoais de baixíssimo nível a fim de se conseguir o poder de qualquer forma. Não importa que se ridicularize, coloque na lama a reputação, o nome daqueles com quem até já se conviveu. É o poder pelo poder e não o poder por uma causa, por uma cidade ou uma vida melhor. O concorrente vira inimigo e deve ser destruído a todo custo. Isto inclusive é comum na concorrência comercial.

Autossuficiência - Tem gente com quem você já esteve que age de uma forma que te deixa assustado ao ponto de se pensar "este não é o cara quem eu conheço, impossível ser". Pelo poder os caras se transformam. Mas Cascavel sobrevive a tudo isto, segue crescendo por si só. Poderíamos ter mais opções de lazer, um trânsito melhor, poderíamos ter melhor transporte escolar, melhor transporte urbano, melhor saúde publica, poderíamos ter um Centro de Convenções e Eventos decente e proporcional à nossa pujança. Às vezes nos perguntamos: porque não temos indústrias. Elas geram empregos, impostos e lógico, fazem muita falta. Mas qual cidade do porte de 300 mil habitantes tem uma Universidade Estadual, quatro faculdades particulares de alto nível, um Hospital Universitário, 3 ou 4 privados muito bons, ou ainda um especializado no tratamento de Cancer como a Uopeccan. Qual cidade tem a diversidade de veículos de comunicação (rádio, TV, jornal e newsletters)? Aqui só não tem mais Imprensa que Supermercados. O numero é pau a pau nestes dois setores.

Faz falta - Poderíamos ter um time de futebol bom. Um time de voleibol, basquete e handebol que disputasse campeonatos nacionais, assim como Londrina, Araçatuba, Franca e outras até menores do estado de São Paulo. Falta visão de patrocínio, falta uma grande indústria para patrocinar dentro das leis de incentivo ao esporte, e principalmente falta uma política de esporte. Não adianta fazer e montar equipes (muitas vezes contando só com instituições particulares como no futsal, judo, natação, taekwondo, entre outros ) apenas para fazer bonito nos Jogos Abertos do Paraná. Falta trabalhar e fortalecer a base, a formação, o esporte nos bairros, dando opções conforme o perfil de seus moradores para cada modalidade. Já dizia um destacado jornalista esportivo: "uma grande cidade se forma nos campos esportivos". O esporte afasta das drogas, do roubo, do vandalismo. Sentimos falta de opções artísticas, de bons shows, peças de teatro, mas também temos de reconhecer que com a conclusão do Teatro isto já poderá mudar logo, desde que o administrador do município coloque ali alguém que seja do ramo e não para pagar uma conta de apoio partidário, ainda que o indicado seja leigo.

Cascavel: entre o Inferno e o Paraíso - Temos sim falta de algumas coisas, mas vivemos numa bela e progressista cidade. Por isso estranho o horário eleitoral que mostra uma cidade que parece ser um inferno, um favelão. E pior. Que a partir do próximo ano será o Paraíso. Até estava pensando em convidar todas as pessoas que eu gosto, a começar pela família que mora fora, para vir morar aqui. Mas daí eu acordei. O que existe é essa Cascavel, que pode melhorar, mas que não é nem o Inferno nem será o Paraíso, pois este não existe nem aqui, nem acolá. Então, minha gente, vamos viver nossa cidade com mais entusiasmo e positivismo afinal de contas ela ainda está longe dos 100 anos.



24/09/2012 09h28

Ouro de Tolo

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Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável e ganho 4 mil cruzeiros por mês
Eu devia agradecer ao Senhor por ter tido sucesso na vida
Eu devia estar feliz porque consegui comprar um corcel 73
Ah eu devia estar sorrindo e orgulhoso por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isto uma grande piada e um tanto quanto perigosa
Eu devia estar contente por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado que eu estou decepcionado

Fiquei como Raulzito - Estas palavras são de uma música de Raul Seixas, um monstro da música brasileira que nos deixou precocemente em razão das drogas. Uso estes trechos do início da música de Raul para dizer que estou abestalhado, decepcionado e surpreso com a reação das pessoas de minha cidade.

Entre o útil e o fútil - Sou um iniciante no FACEBOOK; às vezes posto coisas sérias, outras tantas vezes brincadeiras e fotos para recordar, pois recordar é viver. Esta semana fiz de tudo um pouco. E aí vem a surpresa. Postei e compartilhei uma brincadeira sobre o Palmeiras, uma curiosidade sobre como acompanhar aviões pelo mundo usando o mouse e também compartilhei uma excelente matéria produzida pelo jornalismo da CATVE sobre os acidentes que causaram mortes em Cascavel e estão sem solução.

Repercutir - A brincadeira sobre o Palmeiras foi compartilhada e repercutida por muita gente. A curiosidade sobre os aviões foi compartilhada e repercutida por milhares de pessoas. Número até impressionante, e continua ainda até hoje. Mas, infelizmente, a notícia - e repito, muito bem produzida e pesquisada pelo jornalismo da CATVE -, não recebeu nenhum compartilhamento e um único comentário. Pela importância do tema, insistirei na repercussão e vou relembrar abaixo os casos levantados pela matéria:

RAFAELA

Dez anos depois a família ainda precisa de coragem para remexer nas lembranças de Rafaela. O acidente aconteceu em um domingo por volta de seis horas da tarde em frente à casa da família no Jardim Padovani.
Oito de setembro de 2002: Rafaela tinha apenas quatro anos e brincava no quintal de casa, quando foi atingida em cheio pelo Opala conduzido por Jonas Antonio Marini. O veículo descontrolado subiu na calçada atingiu a menina e ainda derrubou o muro. A rachadura no muro, de acordo com os atuais donos da residência, são marcas da destruição provocada pela batida.

Rafaela Mariana Zibiersky Pires morreu na hora. De acordo com a denúncia do Ministério Público "Jonas não prestou socorro à vítima, fugiu do local e foi encontrado em casa".
A tia de Rafaela conta que nunca mais a família foi a mesma. Tudo o que a família queria era justiça. "E o culpado disso? E a pessoa? O que se passa na cabeça dele? Ele dorme? Porque a gente não consegue. A gente tem a imagem da Rafaela todo dia na cabeça", diz Clery Zibiersky.

Em outubro de 2002, pouco tempo depois do atropelamento, na denúncia à Justiça, o Ministério Público diz que o acusado "Jonas Antonio Marini assumiu o risco de produzir o resultado morte, uma vez que tinha o hábito de dar cavalos de pau e no momento do evento dirigia seu veículo em velocidade muito acima do permitido para o local, além de ter adentrado no quintal da residência onde a pequena vítima brincava".

Assim como o Ministério Público, a Justiça de Cascavel entendeu que a morte de Rafaela foi um homicídio doloso ou dolo eventual, e poderia ter ido a júri popular. Mas o acusado recorreu e em 2009 o Tribunal de Justiça do Paraná desqualificou o crime por falta de provas com relação à velocidade do carro.

Na nova denúncia do MP, dez anos depois, a morte de Rafaela é tratada como homicídio culposo, por imprudência na condução do automóvel. Caso o acusado seja condenado, a pena máxima é de quatro anos e pode ser revertido em serviços comunitário.

No próximo dia 26 uma nova audiência foi marcada. O advogado assistente de acusação acredita que o julgamento só deve acontecer em dois anos e até lá o crime vai prescrever. "É um processo de 2002, se ele for condenado a pena aplica a Jonas Marini já esteja prescrita", relata Lauri da Silva, advogado assistente de acusação.

Jonas foi procurado, mas não quis dar entrevista.
Se Jonas chegasse a ser levado a Júri Popular esse seria o primeiro caso na história da Justiça de Cascavel. Mas o caso de Rafaela não é solitário.

VANESSA DE MOURA
Em julho de 2011, a jovem Vanessa de Moura morreu na BR 369. Ela estava na garupa da motocicleta conduzida pelo namorado. O casal foi violentamente atingido por um Camaro que arremessou as vítimas às margens da rodovia. O condutor fugiu sem prestar socorro. O carro foi apreendido somente no dia seguinte.

Em junho de 2012, um ano depois do acidento o dono do veículo Vilson Pilatti foi indiciado por homicídio culposo. Vilson não atendeu a reportagem da Catve.
De acordo com o assistente de acusação, a intenção daqui para frente é conseguir demonstrar o excesso de velocidade. "Mesmo com a dificuldade do laudo inconclusivo, o que prejudica e muito a questão do dolo eventual. Mas não é impossível, já que algumas testemunhas relataram à polícia que a ultrapassagem foi feita em local proibido".

OUTROS CASOS
Mas as mortes de Rafaela e Vanessa não foram as únicas marcadas pela brutalidade e pela impunidade na lista de crimes de trânsito em Cascavel.
Flávio Rotta morreu aos 27 anos em 03 de junho de 1999. Flávio estava na rua Minas Gerais quando foi atingido por outro veículo que tinha no volante um menor de 16 anos. O adolescente Eduardo Sbaraini respondeu na Vara da Infância e Juventude, o pai respondeu por crime culposo. Nenhum deles foi preso. O menor cumpriu medidas sócios educativas. O Pai condenado a 4 anos de prisão, sendo que a pena foi substituída por trabalho voluntário e distribuição de cestas básicas.

Em 4 de fevereiro de 2007, Thiele de Castro morreu atropelada. A jovem de 20 anos foi atropelada dentro de um bar na rua Carlos Gomes.Thiele estava com amigos quando uma caminhonete Pajero invadiu o local e atropelou ela e outras sete pessoas. A condutora, Carmen Ulfezer, chegou a ficar presa, conseguiu liberdade e desqualificação do crime. Ela responde por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
A mãe espera pela Justiça. "Eu sempre disse que não foi acidente de trânsito, sempre disse que foi homicídio".

VIOLÊNCIA E FALTA DE CONSCIÊNCIA
Estatísticas mostram que os acidentes com mortes em Cascavel não param de crescer. Para o advogado Altamiro J. dos Santos, jurista e especialista no tema, além da justiça que precisa ser mais severa é necessário que os motoristas mudem o comportamento ao volante. "O veículo não é uma arma e sim um meio de transporte. E quando a gente entra no veículo na condição de motorista precisamos lembrar que outras pessoas estão nas ruas e querem continuar vivendo. Não existe a pena de morte no Brasil para ser executada de forma cruel e de maneira impensada numa fração de minuto, por um motorista irresponsável".

Desinteresse, omissão ou medo? - Cá pra nós, não era para ser repercutida? Não são situações simples, comuns na cidade. Foram chocantes ou pelo deveriam ser. Mas pela pouca repercussão, parece que não foram. Por que este desinteresse? Por que as pessoas ignoram assuntos e problemas que elas, de repente, poderiam ser parte? Será que é o medo de se comprometer, de se envolver em algo que traga dor, sofrimento e perda para quem teve seus familiares mortos pela irresponsabilidade na condução de veículos? Será que ninguém está nem aí para os problemas dos outros? Ou é omissão e descaso mesmo? Parece que cada um só sente somente quando é com os seus.

Afinando com o que a sociedade pensa - Não sou ninguém para julgar! Cada um deve ser responsável por aquilo que é e faz. Mas que este ocorrido me causou surpresa, isto causou, afinal de contas a repercussão de casos polêmicos ajuda que a Justiça seja mais ágil e justa, pois quem julga é um ser humano como qualquer um de nós, que tem filhos, pai, mãe e sentimentos. Penso que quando o "julgador" ouve o clamor da sociedade por causas justas e honestas vem o óbvio à cabeça dele (em tese); deve pensar melhor e fazer seus olhos observarem com mais atenção os processos dos casos que lhe cabe julgar e decidir. Ou será que não?



14/09/2012 20h56

Assento Conforto

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Do meu tamanho - Uma situação incômoda, pessoal, mas vou compartilhar. Quem me conhece sabe que tenho 1,92 m de altura e o peso é lá meio exagerado. Meu tamanho foge um pouco dos padrões brasileiros que em média fica na faixa de 1,75 m. Descendentes europeus como meu caso (tenho avós espanhóis), têm muitos desta minha estatura. Com exceção do peso, claro, pois esse já é relaxo mesmo.

Confidências - O peso na verdade vem desde 1996, quando perdi em acidente aéreo amigos muito especiais, companheiros de peladas de pelo menos três dias por semana e, após essas perdas, depois da retirada de nosso convívio, perdi o interesse em continuar atividade física. Consequência: muita alimentação, doces e refrigerantes, sem queimar calorias, evidentemente fazem o peso subir. Subir é muito fácil. Baixar..., quase impossível diante dos sabores que a vida nos oferece dia a dia.

Exclusão pela falta de assento - Estes elogios todos sobre disciplina alimentar, fazer exercícios, vida muito regrada, exemplo para todos terem uma vida saudável, para dizer que tenho muita dificuldade em conseguir assentos. Seja no cinema, no teatro, no táxi, no avião, no ônibus, no jogo de futebol, enfim em qualquer lugar que tenha de sentar em uma cadeira ou poltrona.

Emergência das aeronaves - Nos aviões consegui administrar muito bem até então, graças a uma situação de fabricação e montagem das aeronaves, e não por ajuda ou auxílio das Companhias Aéreas. Há muito tempo vinha usando as filas de emergência, mesmo tendo de aturar, todas às vezes, as aeromoças perguntando se eu saberia como proceder em caso de emergência. Cá pra nós, quem vai saber como agir quando um avião estiver caindo? Para resolver, só rezando mesmo.

Jeitinho brasileiro - Mas voltando ao caso, era uma situação que quebrava o galho, pois o espaço nestas fileiras é muito superior ao das outras poltronas. Por esta razão sempre procurei ir o mais cedo possível ao embarque para conseguir exatamente estar nas fileiras de emergência. Só não conseguia se alguém, com necessidades especiais, tivesse solicitado antecipadamente visto terem prioridade sobre as tais. Mesmo assim existem em número suficiente para estarem em sua maioria livres. Também conseguia me virar em aeronaves menores como os ATRs que atendem Cascavel, nas poltronas de número 1 de qualquer um dos lados; em aeronaves maiores, como os Boeings, nas fileiras 17 e 18 de qualquer dos lados; e nos 767, que fazem trechos internacionais, nas poltronas pares 10, 20, 30 e 40, laterais/corredores.

Assento (des)conforto - Mas esta "moleza" acabou. Arrumaram um jeito de tomar mais algum dinheiro do passageiro. Já tem algum tempo que as ditas Cias. Aéreas estão cobrando o "assento conforto" que em voos nacionais custam R$ 25,00 reais a mais no valor da passagem. O assento conforto permite apenas que suas pernas sejam dobradas devidamente e não encolhidas, pois mesmo ali não dá para esticá-las. Isto é oferecido na hora do checking. Tudo porque as empresas aéreas exageram no número de poltronas para fazer caber mais gente e acabam causando um aperto danado. Se bem que isto não é privilégio nosso. Acontece em todas as partes do mundo. Falo do aperto e não do assento conforto.

Sentar é uma necessidade especial - No entanto esta cobrança está gerando constrangimentos. Muita gente paga. Claro, pois querem estar melhor acomodados, especialmente em voos com mais de uma hora. Mas já aconteceu mais de uma vez comigo de eu estar numa destas poltronas e chegar alguém com dificuldade de locomoção e as poltronas estarem ocupadas. Eu e outros pagamos porque foi um serviço oferecido, mas a Lei protege os cidadãos com necessidades especiais. As comissárias nada podem fazer, não tem como resolver ali, no sufoco, na hora da decolagem. E daí, como fica? Ficamos constrangidos e nos fingimos de morto? Ou saímos do lugar e vamos lá para o aperto e a barulheira das turbinas, no final da aeronave do lado do banheiro, porque geralmente é o lugar que sobra?



Jorge Guirado
A frente da Catve, Jorge está desde 2004, mas essa história começou bem antes. Em 1979, o apresentador tem suas primeiras experiências em televisão com a implantação da TV Tarobá, emissora na qual teve o cargo de diretor geral por 21 anos, lá idealizou em 1994 e realizou até 2003 o Dia da Bondade em Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e por último em Toledo.

Na filial da Band, criou e colocou no ar vários programas. Apresentou os Programas, Melhor da Rodada e Placar de Opiniões. Sua carreira na Band também inclui a criação e implantação da TV Tarobá de Londrina inaugurada em 1996, a qual dirigiu por sete anos.
As narrações de jogos na afiliada da BAND passam pelos Campeonatos Gaúcho e Paranaense de Futebol, Copa Libertadores da América, Chave Ouro, Sul americano de Seleções de Futsal e Liga Futsal.
Em grandes coberturas da Band, Jorge participou da equipe de produção nas Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994, e ainda, nas Olimpíadas de Los Angeles e Atlanta.
Jorge foi diretor de imagens durante eventos como Stock Car, Fórmula Truck, Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, e em três etapas brasileiras do Mundial de Motovelocidade, imagens estas destinadas a Dorna TV, que distribui o sinal das corridas para 180 países.
Com serviços para a Band, SBT, Globo e Espn, durante 20 anos foi diretor de imagens dos Campeonatos Brasileiro de Futebol, Copa dos Campeões, Copa do Brasil, Libertadores da América, Pré-olímpico de Futebol, Liga Mundial de Voleibol e Copa América de Futebol realizada uma no Paraguai e outra na Bolívia.

Dirigiu também as 3 etapas da Fórmula INDY realizadas no Rio de Janeiro com transmissões para ABC e ESPN INT dos EUA, Band e SBT e o Panamericano de Basquetebol em Montevidéu no Uruguai.
Durante cinco anos dirigiu imagens da Fórmula 3 Sul americana para Espn Internacional na Argentina , Uruguai e Brasil, as etapas brasileiras da World Series e da WTCC, entre outras categorias do automobilismo nacional.

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