13/07/2013 09h23

Fato, causa e consequência

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Precaução e temeridade - Tem um ditado antigo que diz "quem sai na chuva sabe que vai se molhar". Desta sabedoria popular podemos tirar várias conclusões. A mais óbvia é: se você se propõe a sair na chuva, saiba que a chuva molha; então, prepare-se para ficar molhado, principalmente se estiver despreparado. Mais à frente retornaremos a este ditado.

Ontológico - Por uma série de fatores psicossociais é comum todos falarem de todos. É o famoso fuxico. Fulana é isto, fulano é aquilo. Beltrana é assim, beltrano é assado. E esses falatórios destacam imperfeições, principalmente se for para especular o sucesso. Se o cara desponta, é traficante, contrabandista, "veado"; está de alguma forma se vendendo. Se a mulher aparece, se destaca, é amante, prostituta. Às vezes até pode ser, mas nem sempre. E se for? O fato é que parece ser difícil elogiar os méritos. Reflitamos.

Ônus e bônus - Se parece ser próprio, atinente ao ser humano falar da vida alheia, imagine então para quem tem atividade pública. Sendo discreto na multidão você já é alvo de, digamos, comentários; estando, por algum motivo, em destaque, isso se amplia exponencialmente. É o caso de quem tem atividade pública. Se a vida de um anônimo já desperta falatório, imagine a de um vereador, presidente de Câmara, secretário, prefeito, jogador de futebol, técnico, narrador, comentarista ou repórter... Todos estão na lista de pessoas constantemente em exposição. Exercem atividades públicas e pela exposição despertam o pior no ser humano: ciúmes, inveja, dor de cotovelo.

Cada qual na sua função - Prefeitos, secretários, vereadores, treinadores e jogadores ganham para uma atividade que lhes dão visibilidade e suas atividades têm consequências coletivas, por isso são obrigados a dar conta publicamente de seus trabalhos. Narrador, repórter e comentarista ganham para informar, mostrar e comentar aquilo que ocorre no cotidiano, e isso inclui falar sobre a atividade de outros, inclusive sobre os entes públicos.

Vitimização - Voltamos ao ditado de sair na chuva e se molhar. É isso! Receber elogios e críticas faz parte da vida de quem exerce atividade pública, e, portanto, é preciso estar preparado para as consequências. Para estes, choradeiras por críticas, essa contínua posição de se colocar como vítima, não cola. Até porque nenhuma opinião é verdade absoluta. Não passa disto: tão somente uma opinião, por isso não há porque se ofender. Também é bom lembrar que toda unanimidade é burra. Se nem mesmo aquele, dito pela maioria, que foi "o cara" teve unanimidade e foi crucificado o que dizer de nós simples mortais....

Autoflagelo - Além do que, ninguém foi obrigado a disputar ou participar de nada. Se estão onde estão, nas condições em que estão, é porque foi o que conseguiram em razão de seu histórico, de seu esforço, do que planejou diante dos recursos disponíveis (ou pela falta de tudo isso). Não adianta se autoflagelar. Quem fica nesta ladainha frequente é porque entrou na atividade sem condições, despreparados.

Escondidinho - Nesta lista de exposição tem os "Migués" da vida que nos deixam sempre na fria; provocam e depois simplesmente transferem a responsabilidade. Tudo é muito legal nas vitórias ou nos bons resultados; escrevem bastante, esperneiam, exageram em altos e falsos elogios. Mas nas derrotas afloram a "coitadice" e o choro. Quando a situação não é favorável, somem dos comentários em redes sociais, se afugentam nos ambientes. Parece com aquele prato culinário "o escondidinho"; ficam em separado, só de moita.

Às vezes a vida pública pode virar privada - Se a pessoa tem condições e estrutura, se não irá abusar da necessidade e da boa vontade alheia, nem criar dificuldades para quem precisa; tudo bem, participe. Se NÃO tem nada disso, não tem nada de útil a dizer, somente ficará nas reclamações, querendo confete, achando-se "especial", guerreiro; nem "saia na chuva". A fase do coitadinho, de se fazer de vítima, já passou, prescreveu por prazo de validade...

PS - É só uma opinião...



04/07/2013 07h44

Carta a Dilma Rousseff

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Cascavel 4 de Julho de 2013

Prezada Presidenta,

Venho, com todo respeito, neste dia em que se comemora a independência americana , país modelo para muitos, dirigir-lhe algumas palavrinhas.

Começo confessando que a senhora não é a presidente dos meus sonhos. Não votei na senhora, até porque a senhora não tinha uma história política neste País. Sinceramente, nem a conhecia. Apesar disso, a senhora foi eleita pela maioria, com a indicação de um Presidente que se tornou ídolo das massas, e eu respeitei e respeito sua eleição.

Sei que a senhora é linha dura, foi até guerrilheira, parece não ser afeita às sacanagens, joga pesado, sendo até mesmo um pouco truculenta. Sem falar que gosta de dar umas apeladas verbais. Eu entendo, sabe! Também já fui assim. Sei que muitas vezes se não for sob pressão as coisas não andam. O povo é acomodado mesmo. Posso imaginar no serviço público. E com políticos, então, deve ser muito pior.

Como eu ia falando - melhor, escrevendo -, sei que a senhora não concorda com muita coisa que esta aí, e que teve de engolir muita gente em seu governo por conta daqueles famosos acordos políticos partidários; sem falar das "heranças" do padrinho. Entendo! Faz parte. Mas, cá prá nós, Presidenta, quase três anos já! Não está na hora da senhora se libertar? Dar um basta nesta situação e botar a máquina nos trilhos?

Olha, Presidenta, a oposição é meio espaçosa mesmo. Eles perdem a eleição, mas querem ficar no comando. Afinal, o povo elegeu o seu programa de governo, penso eu, e não o deles; mas daí eles querem que a senhora governe como eles pensam. Não aceitam a derrota! Ficam na pressão: "faça isto ou aquilo; não deve nomear este ou aquele; não deve aumentar cargos e ministérios". Mas, então, a senhora, estando dentro da legalidade e da ética, pode fazer o que achar melhor, não é? Eles que ganhassem as eleições, poxa vida ! Afinal, a gente sabe que onde ganharam os governos estaduais fizeram tudo igualzinho a senhora. Criaram cargos, secretarias, nomearam apadrinhados e etc. etc...

Sei que a senhora tem muitas prioridades, mas Presidenta, nada é mais urgente do que melhorar nossa logística arrumando nossas estradas, rodovias, portos para facilitar o escoamento da safra, o transporte das indústrias e também garantir nossa mobilidade com conforto e segurança. Tem muita gente morrendo nas rodovias.

Ah, lembra o dia em que a senhora veio aqui em Cascavel no Show Rural? Percebeu a rapidez que fez o trajeto do Aeroporto ao Parque da Coopavel? Pois é, estava tudo fechado só para sua comitiva. Por isso o trânsito naquele dia estava ótimo no Trevo Cataratas. Poderia ser assim todos os dias se a senhora desse uma atençãozinha lá. E aquele espetáculo que a senhora viu no evento é tudo para aumentar a produção de grãos; mas sem estradas, rodovias e portos não adianta nada. Puxa, Presidenta, nós temos cinco deputados federais! Impossível que eles não tenham comentado nada disso com a senhora.

Sabe, Presidenta, nós precisamos melhorar o atendimento da saúde do povo. Tá ruim demais. E não adianta só importar médicos de Cuba. Até entendo a senhora ter um carinho por eles, mas antes nós precisamos de hospitais públicos bons e equipados; precisamos de enfermeiras e atendentes bem remunerados; de boas ambulâncias e de UTIs em aéreas regionalizadas, não acha? Imagine médicos espanhóis e cubanos conversando com nosso povo. Se as consultas hoje duram 1 minuto passarão a 15 segundos por falta de entendimento da língua.

Presidenta, precisamos melhorar nossos aeroportos. Todo mundo diz isto, não é? Que tal começar pelas cidades-polos do interior para desafogar as metrópoles. Facilitaria a vida de muita gente e especialmente de empresários, estes que geram empregos e impostos.

Também precisamos melhorar o transporte público, não acha? Como pode São Paulo, uma das cinco maiores cidades do mundo, ter apenas 74 quilômetros de metrô? Nem falo das outras capitais. E a qualidade dos ônibus e o preço das passagens? Se o empresariado consegue pagar o vale-transporte, penso que daria para o Governo ajudar para isto custar menos, não?.

Sabe, Presidenta, eu já vi muitas vezes no Fantástico, aquelas pessoas que sofrem com a seca lá do nordeste. Dói no coração ver gente passando fome enquanto o gado morre sem eles poderem fazer nada. Será que a Presidenta não assiste a este programa dominical? Será que nada pode ser feito para resolver aquilo? Quanto tempo ainda irão sofrer nossos irmãos nordestinos? Já ajudaria a senhora poderia concluir a transposição do Rio São Francisco. Diga que foi para o povo mas também em homenagem ao PAPA. Ele é argentino mas pegaria bem afinal é Francisco.

Tem também a criminalidade, senhora Presidenta. O quanto não se fala sobre os bandidos comandarem de dentro das cadeias o tráfico, o contrabando e outros ilícitos. Muito se fala do uso de celulares, até oficina de reparos de celular encontraram outro dia numa prisão. Será que o Governo, com a máquina e o poder nas mãos, não consegue resolver isto? E o crack? Presidenta, estamos perdendo feio este jogo e pouco ou quase nada é feito para acabar com este mal que está destruindo famílias e mentes maravilhosas. Até quando? O estado não é tão fraco e incompetente assim. Acho que falta vontade e interesse em resolver.

Sabe,Presidenta eu sempre ouço em rodas de políticos uns burburinhos de que o eleito não pode fazer muito o que pensa porque o sistema não deixa. Eu imagino que a senhora tenha boas intenções e quer fazer pelo povo mas esta com as mãos amarradas,então será, Presidenta, que não dá para a senhora abrir o bico, botar para fora em cadeia de rádio e televisão os porquês da sua administração? Por que não se faz? Por que não consegue mudar o errado? Por que é tão difícil acabar com a corrupção do Estado? Será que isto não é melhor que um plebiscito sobre reforma política?

A senhora pensa que o povo está nas ruas por causa de uma reforma política e que querem saber quem vai pagar o custo das eleições e se devemos ter todas juntas? A senhora acha mesmo que o povo quer saber de partidos, de alianças, se pode coligações ou não?

Para que gastar tanto dinheiro num plebiscito, Presidenta? O que o povo quer está explícito nas faixas dos manifestantes ordeiros, está na boca do povo, de um taxista, de um usuário de hospital, de transporte público. Para a senhora ouvir com mais clareza o clamor da população precisa sair deste mundo virtual que é Brasília - território brasileiro único em que copeiro ganha mais que médico e arrumar o cabelo custa R$ 3.100,00. Circule na periferia, bata um papinho com uns taxistas, cobradores de ônibus, manicures, que a senhora ficará sabendo das reivindicações.

Minha sugestão é que a senhora Presidenta economize o dinheiro do plebiscito e ouça o povo tête-à-tête. Tenho certeza que valerá a pena.

Atenciosamente,

Jorge Guirado



22/06/2013 08h50

O Tahiti é aqui

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Afronta - Tão perfeita em exigir do Brasil obras faraônicas em estádios, ao ponto de deixar de fora um que já está pronto, o Morumbi. Tão caprichosa em exigir prazos, ao ponto de Mr. Jérôme Valcke dizer que tínhamos de dar um "pé na bunda" de nossos dirigentes, melhor dizendo, de nossos governantes.

Passividade - E estes mesmos governantes não fizeram nada além de um ameaço de que o Sr. FIFA não trataria mais nada com o Governo. Ameaça, porque na verdade ele continua aí, ditando regras, curtindo nossas praias e outras vantagens e mordomias. Curtindo do rebolado da carioca ao quê a Baiana tem.

Afinal, quem manda aqui? - Dona FIFA, tão exigente na liberação de bebidas nos estádios contrariando lei vigente no País. Tão exigente na isenção de impostos e taxas. Tão radical em não permitir que pequenos ambulantes sobrevivam ao redor dos estádios ou em seus portões vendendo bugigangas, comidas, pratos típicos, bebidas, lembranças, coisas simples. E tudo, obedientemente atendido pelo Governo e aprovado pelos senhores deputados e senadores, acompanhado de num discursinho barato: "um bem para o Brasil não pode ser dificultado".

Cadê o selo de qualidade - Pois esta mesma exigente Dona FIFA não é tão exigente na entrega de seu produto. Cobra e exige muito, mas oferece um produto de má qualidade. Afinal como pode deixar ou convidar que participe de um evento tão caro, que recebe exigências das mais absurdas, uma equipe como a Seleção do Tahiti? Time que perde de 6 x 1, 10 x 0 e 8 x 0. Isto não é enganar o povo?

Desde quando a FIFA promove amadorzão - Não é enganar o País sede e seus governantes que enfiam um absurdo de dinheiro no evento? Ninguém vai cobrar qualidade? Todo mundo vai achar lindo porque eles comemoram ao conseguir fazer um golzinho na Nigéria, aquela mesma que chegou e a Copa já estava em andamento? Todo mundo vai achar bonito porque eles são simples, têm gente desempregada no time, são amadores? Todo mundo vai achar lindo porque a Televisão mandou uma equipe lá e outra aqui acompanhando o técnico ganhando uma camisa do Neymar autografada para o filho? Bonito, o Cléber, o Galvão e o Luciano falarem que eles são simpáticos. Até uma faixa de agradecimento aos trouxas eles mostraram. Lindo né? Dá vontade de chorar... Chorar de raiva, pois estamos sendo enganados por quem vem aqui, fazendo um monte de exigências e levando nosso dinheiro sem pagar um tostão de impostos. Gente que fez o Governo gastar absurdos de dinheiro em estádios que nem serão mais usados.

Pelo ralo - Por exemplo, quase 2 bilhões num estádio em Brasília onde nem tem um Campeonato decente. Gastar outros bilhões em Cuiabá, capital de um Estado sem estradas para escoar a sua safra, nem mesmo um time, mas que terá um estádio. Ou alguém conhece algum time de Cuiabá que joga o Campeonato Brasileiro? Não vou nem falar do Amazonas, onde temos cidades em que o povo tem dificuldades de receber o básico por falta de acesso. Tem algum time de lá que joga o Brasileirão? E ainda Ceará, Pernambuco. Em qual divisão do Futebol Brasileiro estão seus times?

A quem interessava tantas cifras em estádios? - Olha, eu gosto de futebol. Gosto de ver, jogar e trabalhar nas transmissões de futebol. Já transmiti muitos jogos de futebol: Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Paranaense, Paulista, Gaúcho, Olimpíadas, Copa do Mundo. Estive em estádios de Copa como nos Estados Unidos, Espanha, México que não eram nada superiores ao nosso estádio olímpico de Cascavel. Claro, houve uma evolução dos conceitos, valores e modernidade. Mas naqueles períodos, comparando o que existia, o nosso era muito mais completo. Era realmente preciso gastar tudo isto para fazer a Copa das Confederações ou a Copa do Mundo? E as Olimpíadas então? O Maracanã precisava de duas reformas, uma para o Pan e outra para a Copa ? Periga eles fazerem outra para as Olimpíadas. Precisamos lembrar de uma Grécia quebrada e tudo que ficou de legado lá foram estádios, arenas, parques aquáticos, locais construídos para os jogos, agora estão todos abandonados e destruídos. Só continua em pé a conta para pagar, bilhões de Euros..

O que poderia ficar de herança da Copa - Se o Morumbi e o Maracanã velho serviram para o Mundial de Clubes FIFA, se Mineirão e os dois citados servem para Campeonatos Oficiais com chancela FIFA - ou seja, Brasileiro, Libertadores da América entre outros - por que não serviriam à Copa? Bastava uma garibada. Porque o que seria relevante mesmo e que a população depois desfrutaria, a mobilidade urbana, os aeroportos, as estradas, nada foi feito.

Reais prioridades - Temos problemas gravíssimos para escoar safras, estradas e portos que não atendem a demanda. No norte e no centro-oeste as estradas estão esburacadas, quando estão asfaltadas; no sul, estradas criminosas que matam todos os dias, pedagiadas, sem duplicação. Portos sem infraestrutura que demoram até 10 vezes mais que os principais do mundo para liberarem cargas. No sudeste, onde está nosso maior parque industrial, as estradas são péssimas, aeroportos defasados, sem estrutura. Falta metrô para o transporte da população, falta ônibus urbanos, além de seus preços. No nordeste a seca é um mote de campanha, e continua sem água, morre o gado, famílias vivem na miséria. A população carece de hospitais, de saúde, de ensino, de empregos. E o Governo? Dá bolsa família, dá isto, dá aquilo. Dá na verdade esmolas. Dá? Dá nada! Na verdade sobrecarrega o empresário que gera empregos, que na verdade este sim toca o País. Uma carga tributária terrível; a maior do mundo. Não precisa ser vidente para saber onde vai dar isto. Carga tributária alta e esmolas ao povo. Peguem como exemplo Espanha, Portugal e Grécia. Nações quebradas!

Vamos chutar a bunda - Enquanto acontece uma mobilização jamais vista no Brasil, manifestações democráticas - salvo os baderneiros, os vândalos e aqueles que pegam carona política -, vários deputados estão em viagem ao exterior. Tão nem aí. O Governo dando esmola é a FIFA dando o Tahiti como atração. Não seria o caso de chamar o Mr. Valcke para ameaçar "chutar a bunda" deles pra ver se eles "dão" tudo pra nós como deram pra FIFA? Seria perfeito se tivéssemos hospitais, escolas, estradas, portos, aeroportos e impostos, tudo no mais alto PADRÃO FIFA...até porque em matéria de corrupção são mano a mano.



27/05/2013 09h41

CONSEGUIRAM ...E O FUTEBOL está perdendo até a vaga da Terceira Divisão

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Vidência ou evidência? - Quase apanhei quando lá atrás critiquei os desmandos no CCR, a situação que criaram na parceria com o Beletti, o desrespeito com um ídolo como o Paulinho Cascavel, quando comentei sobre os motivos da queda para segundona e que, se prosseguissem com aquela mentalidade, com a forma errada de conduzir um time de futebol como se fosse um de futsal, cairiam para a terceira. Depois antevi na TV, na FM, no jornal Manchete Popular e no portal Catve.tv que o time iria cair para a terceira por irregularidades com jogadores. Nada foi feito. Caíram. E. agora pasmem estão perdendo também a vaga da Terceira Divisão.

Não se larga o doce - Para fazer parceria com o Beletti, uma família daqui, idônea, fizeram mil exigências, sacanagens, etc. Já para negociar com forasteiros, todas as facilidades. É bom lembrar que foram dois calotes. Cheguei a afirmar que mais um ano com a mesma administração e o time cairia para o amador do Tiãozinho. Enfim, todas as vezes que critiquei - com base em fatos - levei pau, sofri ofensas, agressão verbal. Tive de ouvir ironias do tipo: "se acha que está ruim por que não faz melhor"?. Conversa mole... Se eu quisesse pegar, eles não largariam.

Boicote em cima de boicote - Vocês se lembram quando o Magrão da garagem de carros se propôs a assumir? Foi massacrado. O Conselho não aprovava porque ele não era conselheiro. Não era, mas queria investir. E o Tony Almeida? Moeram. Chamaram de tudo; até de bandido o cara foi tachado. Pelo menos é um profissional do futebol e não um amadorzão como os que pegaram e destruíram o único patrimônio do time: a vaga na divisão especial.

Quem pariu Mateus que o embale - Porque eu teria de assumir? Não é minha praia. Sou profissional de comunicação. Bem ou mal faço meu trabalho. Se merece elogios, os faço; se merece crítica, idem. Não tenho obrigação de ficar agradando. Em nenhum momento me escalei para esta função. Quem se escalou assuma os erros e os custos ou faça como eu fiz quando fui vice do Lourival Neves: não satisfeito com meu desempenho tirei o time de campo, não sem antes pagar os débitos que me couberam inclusive passes de um jogador que avalizei no banco para o Cascavel. Fiz a minha parte.

Conselho é bom e não se vende - Quando tentaram me convencer de uma "volta" do CCR, avisei que não "virava". Primeiro por causa das dívidas - que bem de verdade ninguém sabe ao certo onde, como nem quando vai ser quitada. Além disso, tem um conselho, sem ofensas a ninguém, de gente simples, que não conseguiu juntar R$ 4 mil para ajudar o time resolver as pendências do alvará. A meu ver é um conselho manipulável. A diretoria soube da divida quando foram inscrever o Sub 18. Por que não pagaram as contas naquele dia? Por que a surpresa agora? Não sabiam que sem uma categoria de base não se joga o profissional?

Nenhum esforço - O advogado Osires Nadal, consultado sobre o que poderia ser feito, disse para o presidente: "pega seu carro e venha amanhã às 14h aqui no arbitral. Não tem como eles te rejeitarem. Os poucos times que estarão irão te apoiar". Foi alguém lá? Compareceram? Não. Por que será?

Nem mesmo o básico: a papelada - Bom dizer, a quem não saiba, que nem a documentação do time estava correta. Duas administrações não estavam registradas na Federação. Legalmente não existiam.Alegaram que não conseguiam documentos do Jair Bordignon. Oras bolas! A certidão de óbito é pública; basta ir ao cartório e pedir. Aliás, colocaram muita culpa nas costas do Bordignon. Covardia, afinal, o cara já tem quase dois anos que não está mais aqui para se defender. Por sinal, ele morreu, mas não deixou o time cair.

Money, que é good, não have - Time de futebol - seja no Rio ou São Paulo, quanto mais no interior - tem de ter um bom gestor, um excelente presidente e um conselho forte, endinheirado. Tem de bancar, colocar dinheiro ou ter interesse em ganhar dinheiro, formando jogadores para vender. Investindo pesado em Marketing para a marca virar. Ilusão achar que se consegue fazer algo apenas com genialidade ou influência. Certo ou errado, não sei, é preciso dinheiro. Vejam Coritiba, Atlético. Londrina, que só ressurgiu por causa da grana do Gestor.

Não tem como dar certo - Por outro lado temos exemplos do que dá errado. O Paraná Clube se afundou por divergências políticas e má gestão. Só não quebrou de vez graças ao grande patrimônio conseguido em suas fusões que lhes deu bastante para torrar. Também nunca vi dar certo presidente que além de não colocar dinheiro ainda pagar salário além da média do grupo para filho, de qualidade duvidosa como jogador, jogar no time. E pior, não vi dar certo presidente que já pegou ingressos para vender, de jogo importante, não prestar contas do dinheiro arrecadado. Parece piada, mas aqui já teve tudo isto. Aqui todo ano tem rifa, as vezes mais de uma. Nunca se vê a prestação de contas. Além de venderem sorteio de camioneta importada e entregarem um carro popular Gol, sem a menor explicação ou pudor. Melhor nem se aprofundar em outras peripécias maledescas.

Milagre: só um por vez - De dois times adormecidos querem levantar um. A escolha mais viável é levantar o mais barato, sem dívidas e sem amarras: o FCC. O CCR só se for possível acontecer dois milagres ao mesmo tempo. Portanto, não concordo com a teoria da conspiração de ser pura politicagem a escolha do FCC.

Milagres podem acontecer - O Cascavel em suas várias denominações já teve alguns santos milagreiros: Francisco Gonzaga Albuquerque, que trouxe o time para a 1ª divisão em 1979; Nelson Vetorello, nosso campeão; Valdir Sirtoli que fez boas campanhas; Edgar Bueno, sim ele mesmo, que também foi bem; o Alfredo que também ia bem até por falta de tempo e pelas inúmeras atividades cometer o erro, por 4 ou 5 vezes, de entregar para tocar o time quem talvez não devesse.

Quanto melhor, melhor - Obviamente não sou o dono da verdade. Escrevo aqui apenas minha opinião. E se não perceberam, não sou do quanto pior, melhor. Quero futebol, futsal, voleibol, basquete, cuspe à distância, tudo funcionando perfeitamente. Só assim tenho matéria-prima para realizar meu trabalho. Quanto melhor, melhor... Digo isso porque já ouvi de um destes, que se acham o bambambam: "se o futsal acabar o que vocês irão fazer"?. Respondo: Stock Car para a rede Globo, Truck e Marcas para a Band; Copa do Brasil para o Sportv, Liga Futsal - em Umuarama, Marechal, Maringá, Joinville - também pro Sportv, Campeonato Brasileiro pra Globo, Libertadores para a FOX e Globo, e outros eventozinhos mais simples por aí como o Mundial de Motonáutica, Motocross, WTCC... E estava me esquecendo: vou fazer, ao vivo e com muito prazer, o campeonato do Tiãozinho. E quem sabe a Copa das Confederações para a RAI (Rádio Audizioni Itália).



16/05/2013 15h16

Futebol Sulamericano: esporte, negócio e agora, caso de polícia

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Glorioso alvinegro praiano - Com certeza algo que não sou e nunca serei é corintiano. Nasci com uma influência pra lá de especial: no auge de Pelé. Quando comecei a entender algumas palavras o Corinthians já encontrava certa dificuldade em ganhar do Santos, time do Rei do Futebol. Esta influência é muito forte, embora meu pai seja palmeirense.

Rivalidade é rivalidade - Não uso desta hipocrisia de que quando time brasileiro joga contra time estrangeiro eu torço pelos brasileiros. Isto é uma mentira deslavada. Como vou torcer por um time brasileiro ter sucesso e obter mais resultados que o meu time? Meu time é campeão Estadual, Brasileiro, da Copa do Brasil, da Libertadores, da Recopa e do Mundo. Não importa há quanto tempo; de fato é. Então porque vou torcer para que outro time brasileiro o alcance?

Erros de arbitragem ou roubo? - Mas... Sempre tem o "mas". Se eu estava torcendo a favor ou contra não quer dizer que concordo com aquilo que observei no jogo Corinthians x Boca. Aquilo não existe. É um desrespeito com nosso futebol, com nossa paixão, com nosso negócio. O que aconteceu neste jogo gera prejuízos incalculáveis ao futebol enquanto instituição. Foi roubo qualificado.

Além do mero esporte - Todos sabem que o futebol é um grande negócio, mas é também ópio, lazer, relax, válvula de escape para o estresse, cansaço, dificuldades de vida de muita gente. Como negócio, o futebol propicia muitos empregos, faz girar muito dinheiro.

Moeda sulamericana - Já tido como o melhor do mundo, o Futebol Brasileiro hoje pode não ter excelentes resultados dentro do campo, mas ainda é a mola propulsora desta máquina de fazer dinheiro de muitos países pobres da América do Sul. Mesmo estando meio cambaleante em resultados técnicos, puxa pra cima, em termos de negócio, a Bolívia, o Equador, a Venezuela, o Paraguai e outros tantos. E é por isso que não pode ser tão mal tratado como está sendo pela direção sulamericana.

Quando virou caso de polícia? - Os times brasileiros e seus jogadores caríssimos se submetem a jogar em alçapões, em potreiros, em campos sintéticos do Chile ou do México e são maltratados, xingados, cuspidos, afrontados, ameaçados e ninguém faz nada. Pior. Seus jogadores e técnicos são punidos. Lembrem-se de Luxemburgo, Luis Fabiano e sem falar dos 12 corintianos presos na Bolivia. Quando jogam no Brasil acontece como Tigre x São Paulo: agressões, abandono de campo, destruição do patrimônio. Ou como lá em Belo Horizonte onde agrediram jogadores do Galo e a própria polícia, quebraram vestiários e, por fim, ainda foram todos rindo para a delegacia. E o time brasileiro ainda teve que emprestar dinheiro para pagarem a fiança.

O mais absurdo dos absurdos - E por fim acontece aquilo que se viu ontem: um árbitro arrogante, que trava o jogo no meio campo, que para o jogo a todo o momento, não deixa correr, justamente porque favorece quem não precisa ganhar. Trio que comete erros crassos, absurdos para uma competição deste nível.

Quem dá lucro merece, no mínimo, consideração - Embora sejamos os únicos a não falar a língua de San Martin e de Simon Bolivar, penso que o futebol brasileiro merece mais respeito pela sua história, por sua tradição, pelo que representa e leva de gente aos estádios especialmente fora daqui. Merece mais respeito pelo que representa para o povo brasileiro que curte, ama e vive por seu time.

Respeito é bom e todos gostam - Ontem foi com o Corinthians. Amanhã será com o nosso... Na verdade já foram muitas vezes. Infelizmente a gente esquece nossos prejuízos e tristezas quando o adversário se dá mal, especialmente se for o "Curintia". No entanto, passou da hora de um basta...



18/02/2013 07h43

Câmara dos Horrores 2

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O teatro não acabou - Bom, passado todo o circo da eleição da Mesa Diretora em Janeiro. ainda não completamos o segundo mês e descobre-se que a votação do IPTU ao apagar das luzes de 2012 foi irregular. Que até um inciso (XI) foi suprimido depois de publicado ou foi colocado depois só para validar um ilícito. Descobre-se que o diretor legislativo pediu para o responsável da informática tirar do site a publicação inteira e vem a publico dizer que mandou errado para a gráfica. Mas por que mandou tirar do site? Quer dizer um abuso, um absurdo, um escárnio.

Terceiro ato - quando parece que tudo se acomodou neste teatro de horrores. Que o resultado das eleições da Presidência e da Mesa diretora já tinha sido resolvido, que agora a situação iria mudar surge mais um ato contra os interesses da maioria, ou seja da comunidade, do cidadão. Alguns "nobres" edis por alguns agrados (sabe-se lá quais) de proprietários de novos loteamentos resolvem derrubar o veto do Prefeito na diminuição da área destinada a construção publica. Cada loteamento é obrigado por lei a reservar um percentual para a construção de Praças, Ubs, quadras de esportes, etc...Dai os vereadores na sua maioria resolvem derrubar o veto e diminuir este percentual. A desculpa é de que isto vai baratear o preço dos lotes. Piada de mal gosto. Além disto os donos de loteamentos que muitas vezes conseguem estas áreas na base da pressão, da força de seu dinheiro querem ainda mais. Querem diminuir a largura das ruas. de 11 para 7 metros. E agora pasmem, colocar lotes de 100 mts2. Tudo para aumentar seu lucro. Piada de mal gosto.

Estes nobres edis parece que não acompanham os noticiários, não acompanham os pedidos do Ministério Publico, as decisões da justiça e muito menos a voz da população. Não sei se perderam o respeito, o pudor, o juízo, a vergonha, ou nunca tiveram nada disto...



24/01/2013 11h19

Acelera Pachenki

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Neusa, a sábia - A Fórmula Truck, depois da morte de seu criador Aurélio Batista Felix, não para de surpreender nas mãos de sua comandante Neusa Navarro. Internacionalizou-se, repaginou-se, e renova a cada dia seus pilotos, profissionalizando-se mais a cada dia. A comandante tem feito jus o significado do seu nome - Neusa vem do grego e quer dizer "a que é sábia".

Campeão nativo - Neste processo de renovação de seus pilotos, natural ou propositalmente, mais uma novidade: a chegada do Pachenki. A meu ver uma contratação muito positiva para a categoria, pois se trata de um piloto que tem na bagagem títulos nacionais - Pachenki foi campeão brasileiro da Stock Car Light e campeão brasileiro de pick up, Copa Montana, aliás, categorias já extintas.

Missão impossível - Também é positiva para a cidade. Positiva porque Cascavel - celeiro de bons pilotos e de campeões como Giombelli e Davi Muffato, além do próprio Pachenki - logo agora que recuperou seu Autódromo está prestes a perder seu único representante em categorias nacionais: o veterano Pedro Muffato. Acometido de um problema grave de saúde, se ele seguir as recomendações médicas e respeitar a opinião da família, deve parar. Mas, para Pedro Muffato, aos 72 anos, ouvir a opinião de alguém já é uma tarefa difícil, talvez até mais de que se curar da grave enfermidade (dona Mayl que o diga).

Sobra... - Pachenki é daquelas figuras ímpares. Gente da melhor qualidade. Garoto ainda, mas de um caráter, de uma postura e educação invejável. Além de ser um belíssimo piloto de carros tem uma linha de conduta também invejável nas pistas. Tranquilo, sereno e inclusive bom estrategista.

Falta... - Pachenki, no entanto, não tem o que sobra em Muffato: verba para correr. Muffato possui fórmulas de conseguir patrocínio que Pachenki não dispõe. Sempre teve dificuldades em viabilizar sua carreira. Ganhou nas pistas o direito de ascender a principal categoria da Stock Car. Não foi correr porque faltou justamente o patrocínio. Em 2012, se bem me recordo, correu apenas a etapa de Cascavel ou talvez outra que agora não me recordo.

Conjecturas - Já pensou o Pedro, dono da equipe, com os patrocínios que viabiliza, tendo Pachenki como seu piloto? Seria um casamento perfeito. Não sairia da mídia, continuaria em evidência. Mas tem algumas cabeças que nem Freud explica.

Renovação - Diogo Pachenki aos 29 anos vai correr na equipe ABF que foi em 2012 "apenas" a campeã Brasileira e Sul-americana com outro paranaense o londrinense Leandro Totti. Se não encontrar problemas de adaptação será a soma de um grande e técnico piloto a uma competente e vencedora equipe.

Pé na tábua - Portanto, Cascavel, que adora a Fórmula Truck, não deixará de ter para quem torcer. Muffato parando ou não (pela teimosia fico com a segunda hipótese), vem aí o nosso mais jovem campeão... Acelera Pachenki.



07/01/2013 16h20

Câmara dos Horrores

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Mais abaixo do fim do poço - Assistindo a eleição da Mesa Diretora e a continuação da suposta primeira sessão legislativa municipal na TV 21, ao vivo da câmara de vereadores de Cascavel, me peguei pensando com meus botões a que ponto chegamos na política, ou melhor, nas ações da maioria dos nossos políticos.

Circo armado - Vale alertar o eleitor mais humilde - aquele que acredita em promessas, que acredita que os eleitos estão lá para trabalhar pelos interesses da população, da cidade, acredita que aquilo que ocorre na câmara é um encontro entre companheiros voltados ao interesse publico - que o que ocorreu na eleição da mesa diretora da câmara municipal, aquela votação não foi a primeira do ano. Já tinha ocorrido outra na sessão anterior, na de posse. Numa destas seções um dos distintos estava inclusive com o "nível" muito alto, e não era das águas.

Começo ruim - Foi um festival de baixarias, de querer ganhar no grito, na malandragem, de acusações, mudança de lado na calada da noite, de traições, de vendetta. Teve gente que está respondendo processo, gente afastada da mesa diretora por decisão judicial, gente que sempre agiu no cargo com inúmeras suspeitas, esta mesma gente fazendo discurso de moralidade, de honestidade, cobrando posicionamento, se dizendo temeroso com traição, sobre alguém ter recebido dinheiro para mudar de lado.

Como no script - Tudo planejado, representado para uma sessão repleta de público. Como se sobre os mesmos que fizeram discursos moralistas nunca tenha surgido suspeita de benefícios para votarem a favor, para ignorarem ou se fingirem de mortos fazendo o tipo "isto não é comigo, isso não faz parte da função".

Imagem torrada - Ah, tá! Isto não é só aqui que acontece. Verdade absoluta. Mas cá pra nós, esta câmara de vereadores (tudo em minúsculo, sim) foi ao fundo do poço na questão de moralidade. O mandato de seus pares passou grande parte de seu tempo na lama. Foi defenestrada pelo judiciário. Teve presidente, secretários, vários de seus integrantes afastados por ordem judicial. Foi esculachada pela população que poucos dela reelegeu. Uma câmara envolta em denúncias de corrupção, malversação do dinheiro público, de omissão, de abusos, de funcionários fantasmas. Falou-se e escreveu-se tudo de ruim que pudesse ser dito ou escrito sobre os "nobres" edis nos últimos quatro anos.

Frustração - Bom... Daí começa um novo ciclo, uma nova fase, com nova mobília, novos integrantes... Mas pela amostra dada nos primeiros encontros dos ?nobres? parece que só trocaram os móveis e a parede. Começa mal, mesmos vícios. Eleição da mesa diretora envolta em suspeitas e suspeitas verbalizadas por eles mesmos. Eu, como a maioria, penso, não quero uma CÂMARA do contra pro ser contra e muito menos a favor para terem vantagens pessoais. Quero uma CÂMARA que faça seu papel de fiscalizar, de cobrar e até de orientar. Uma CÂMARA justa e honesta que não diga amém as ações do poder municipal é uma cidade melhor cuidada, melhor administrada. Avalizar o que é bom e bem feito e reprovar aquilo que não presta ou que for mal feito. Melhor para nós todos.

Balcão de negócios? - Alguns de seus integrantes, claramente sempre situacionistas, sempre a favor do governo municipal, rebelando-se, falando de traição, de que alguém se vendeu para o Paço. Dá para entender? Se os caras sempre foram do lado do poder, sempre estiveram com o poder, sempre foram da base governista, agora são os mais revoltados. São inclusive do partido do Prefeito. Qual o motivo disto? O que perderam de fato? Só os cargos da mesa diretora? Não pode ser. E porque a base se empenhou de repente em eleger como Presidente quem justamente não é da base aliada?

Corta-se o mal pela raiz - O Ministério Público poderia investigar, afinal de contas as acusações foram feitas publicamente, não se deram ao trabalho de cifrar nenhuma afirmação, foi às claras, declinaram todos os nomes, as gravações estão aí abaixo para quem quiser ver ou rever.

Bastidores - O que se viu foi um espetáculo risível. Não de alegria e sim deprimente. Ou tudo isto foi apenas um "circo" armado para enganar os "palhaços" da população que acreditaram na mudança, que mudando os vereadores tudo mudaria, tudo seria certinho, dentro dos conformes da lei e da ordem? Se foi apenas um jogo de cena os protagonistas são péssimos atores. O que se esconde por trás desta cena? Ou será que tem algo de podre no reino da Dinamarca como na obra de Shakespear?



19/12/2012 19h56

Do menino Jesus ao velho Nicolau

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De berço - Desde que aprendi a discernir alguma coisa, sei lá, talvez pelos 10 ou 12 anos, sempre entendi que dia 25 de dezembro era o dia em que nasceu Jesus, e por esta razão tinha o Natal. Comemorávamos na verdade o nascimento de Cristo. Assim foi por muitos anos e passei isto para meus filhos, sobrinhos; que deveríamos comemorar o nascimento de Jesus e não o do papai Noel.

O dia 25 - Pois é, soube há pouco tempo que as coisas não são bem assim. Não se sabe exatamente quando nasceu Cristo. Sabe-se que os cristãos aproveitaram na verdade uma festa pagã que romanos devotos do Deus Mitra criaram no dia 25 de dezembro para coincidir com as comemorações em homenagem ao Rei do Sol. Como Jesus era tido pelos cristãos como a Grande Luz do Mundo, aproveitaram a data.

Vestido de vermelho - O Natal em si nasce da história de São Nicolau, um velhinho na Alemanha que juntava presentes e entregava aos mais carentes. Um cartunista alemão chamado Nast criou e deu-lhe um traje todo de vermelho. Surgiu Noel ou Santa Claus que enchia um saco de presentes e entregava para as crianças na Lapônia. Em 1931 uma campanha publicitária da Coca Cola, que ficou na história, lançou nos Estados Unidos e no Canadá - fazendo dominar o mundo - o nosso papai Noel.

Vestes brancas - Hoje Jesus fica em segundo plano em relação ao papai Noel porque as famílias já não se preocupam tanto em reforçar a mensagem de Jesus, o que seu nascimento e sua passagem representam para todos nós. As orações na ceia em agradecimento ao alimento e a fartura pouco existem. Hoje na verdade o sentido real do Natal restringe-se apenas nas Igrejas e em algumas famílias que ainda mantém a tradição herdada dos mais antigos e religiosos.

Fecha-se mais um ciclo - Seja lá como for, estamos nos aproximando da marca dos 365 dias deste ano de 2012 e mais uma vez tenho a sensação de que o tempo voou. Já é Natal e independente do que ele representa para cada um, já existe a correria para organizar a melhor ceia, aprontar aquele peru, o leitão assado e tantas outras guloseimas. Nos supermercados aquele velho conflito de carrinhos pelos corredores e a pressa para as compras dos últimos alimentos que irão compor a noite da ceia de Natal. Na cidade a correria previsível para as compras de lembranças e presentes de última hora.

Na tristeza e na alegria - O bom disto tudo é que nesta época do ano - sejam cristãos ou não, comemorem o nascimento de Jesus ou não -, os pedidos de desculpas se multiplicam, a sensibilidade fica mais aflorada, o carinho, afeto, amor se supera, surge com maior facilidade. Para alguns surgem infelizmente momentos de tristeza pela lembrança de alguém querido, que não está presente para comemorar porque já se foi desta vida ou porque mora longe. No entanto em sua grande maioria este período do ano é muito propício para selar a paz, a harmonia.

Duplamente filho de José e Maria - Eu, como aprendi com meus pais José e Maria (sintomático não é) que em 25 de dezembro comemoramos no Natal o nascimento de Jesus, vou manter isto em meu coração, em minha memória e celebrar Seu nascimento e Sua vinda à Terra por meio do casal José e Maria, como Salvador. Vou continuar pedindo que Ele ilumine vidas e corações.

Votos - Que tenhamos mais paz, menos violência, mais amor e que possamos juntos construir uma vida mais digna e fraterna entre nós, irmãos universais, segundo Ele mesmo apregoou. É momento também de pedir desculpas por erros, alguma fala ou comentário mal dito (ou escrito) que tenha magoado ou desagrado alguém. Em nome de minha família (Eliane, Mirella, Jorjão e Benjamin) e da família CATVE desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo de muita prosperidade, saúde e alegrias. Obrigado por tudo que me propiciaram neste ano que se finda.



11/12/2012 14h57

O legado de Dona Idalina

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Adeus - Estava assistindo a reprise na TV 21 do BATE REBATE de uma das entrevistas que fizemos com Dona Idalina neste ano - enquanto candidata ao cargo de prefeita de Cascavel - quando decidi escrever o que segue...

Antes da partida, o entendimento - Nem sei se faço bem em escrever, mas sinto-me de certa forma reconfortado; não com a morte dela, claro, mas com a oportunidade que tive na ocasião destas entrevistas de conversar com Dona Idalina e também de poder visitá-la no Hospital São Lucas no mês passado, ocasião em que batemos um papo, embora rápido, muito amistoso, junto do filho Cassius.

Águas passadas - Nem todos sabem, mas tivemos um entrevero naquela eleição dos famosos 151 votos de diferença(Salazar/Edgar). Antes daquela eleição nossas conversas sempre foram constantes e muito boas. Depois do entrevero, no entanto, o clima não ficou mais o mesmo. Embora eu sempre mantivesse o respeito que por ela nutria, ficou no ar uma desconfiança de parte a parte.

Afeto - Lembro-me de sua preocupação quando tive um grave acidente e sentia muitas dores numa das fraturas que sofri, e, diante disso, Dona Idalina foi de grande ajuda trazendo alguém importante para me auxiliar na recuperação. Depois dos desentendimentos nos afastamos. Poucas vezes a encontrei. Numa delas, infelizmente, foi num momento ruim para ela: o velório de seu filho Lourenço. Quando fui dar-lhe os sentimentos, Dona Idalina fez questão, mesmo diante de uma situação de dor e sofrimento, de dizer que gostava de mim (apesar de tudo).

Legado - Opinião política à parte, impossível não gostar de alguém assim. Sempre divulguei e promovi suas ações - fosse no Provopar ou no CAOM. Ao lado da cunhada Regina (a quem estimo muito) fez um belo trabalho nestas instituições em beneficio da comunidade mais carente. Dona Idalina deixa um legado.

Candidatura - Penso que ao colocarem Dona Idalina como candidata cometeu-se um erro crasso. Não porque a expuseram, e sim porque a candidatura colocou em exposição toda a fragilidade de sua saúde aos 77 anos de idade. Inclusive ela chegou a ausentar-se de um de nossos debates, por causa de uma gripe. Obviamente, qualquer um pode pegar uma gripe, mas aos 77 anos - e com a saúde frágil - as coisas ficam mais difíceis de serem superadas; tudo é pior. Tudo somatiza.

Desafio - Talvez não tenha sido tão difícil para ela ir pedir voto, circular por alguns ambientes, visitar algumas casas, participar de alguns encontros e conversar com eleitores e vender seu peixe. Mas, cá prá nós, embora todos os candidatos adversários a tenham respeitado (o que é sempre bom, independente de quem seja seu opositor) - ninguém a explorou, não a cutucaram, não a apertaram (como dizemos) nos debates -, mesmo assim existe a pressão psicológica: medo de errar, de mostrar desconhecimento, de queimar a imagem construída com trabalho; receio de decepcionar aqueles que lhe admiram. Toda essa pressão abala o estado emocional e afeta ainda mais sua saúde.

Coragem - E mesmo com tudo isto, Dona Idalina mostrou-se uma guerreira e acima de tudo leal ao marido que não poderia ser candidato, mas que temia a facilitação ao adversário favorito. Adversário quase um inimigo. Ela encarou o desafio e candidatou-se. Fez sua parte, deu sua contribuição com muita galhardia embora não tivesse a resposta em votos.

Reconciliação - Que bom que antes de sua partida nós tivemos a oportunidade de restabelecer o diálogo e pelo menos restabelecer parte da confiança. Embora não concordasse com alguns métodos e formas de agir (mesmo sabendo que em política é assim mesmo) sempre a respeitei e a admirei.

Minha homenagem - Dona Idalina, que a Senhora tenha paz de espírito, que descanse no melhor lugar que possa existir neste novo plano de vida para onde foi levada. Que sua família se conforte e supere sua ausência. PAZ - estas pequenas letras ajudaram na primeira vitória e com certeza estará contigo a partir de agora e para sempre.

PS - Partiu me devendo o bacalhau prometido, mas não se preocupe não tenho pressa em receber.



Jorge Guirado
A frente da Catve, Jorge está desde 2004, mas essa história começou bem antes. Em 1979, o apresentador tem suas primeiras experiências em televisão com a implantação da TV Tarobá, emissora na qual teve o cargo de diretor geral por 21 anos, lá idealizou em 1994 e realizou até 2003 o Dia da Bondade em Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e por último em Toledo.

Na filial da Band, criou e colocou no ar vários programas. Apresentou os Programas, Melhor da Rodada e Placar de Opiniões. Sua carreira na Band também inclui a criação e implantação da TV Tarobá de Londrina inaugurada em 1996, a qual dirigiu por sete anos.
As narrações de jogos na afiliada da BAND passam pelos Campeonatos Gaúcho e Paranaense de Futebol, Copa Libertadores da América, Chave Ouro, Sul americano de Seleções de Futsal e Liga Futsal.
Em grandes coberturas da Band, Jorge participou da equipe de produção nas Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994, e ainda, nas Olimpíadas de Los Angeles e Atlanta.
Jorge foi diretor de imagens durante eventos como Stock Car, Fórmula Truck, Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, e em três etapas brasileiras do Mundial de Motovelocidade, imagens estas destinadas a Dorna TV, que distribui o sinal das corridas para 180 países.
Com serviços para a Band, SBT, Globo e Espn, durante 20 anos foi diretor de imagens dos Campeonatos Brasileiro de Futebol, Copa dos Campeões, Copa do Brasil, Libertadores da América, Pré-olímpico de Futebol, Liga Mundial de Voleibol e Copa América de Futebol realizada uma no Paraguai e outra na Bolívia.

Dirigiu também as 3 etapas da Fórmula INDY realizadas no Rio de Janeiro com transmissões para ABC e ESPN INT dos EUA, Band e SBT e o Panamericano de Basquetebol em Montevidéu no Uruguai.
Durante cinco anos dirigiu imagens da Fórmula 3 Sul americana para Espn Internacional na Argentina , Uruguai e Brasil, as etapas brasileiras da World Series e da WTCC, entre outras categorias do automobilismo nacional.

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