24/01/2013 11h19

Acelera Pachenki

Compartilhe


Neusa, a sábia - A Fórmula Truck, depois da morte de seu criador Aurélio Batista Felix, não para de surpreender nas mãos de sua comandante Neusa Navarro. Internacionalizou-se, repaginou-se, e renova a cada dia seus pilotos, profissionalizando-se mais a cada dia. A comandante tem feito jus o significado do seu nome - Neusa vem do grego e quer dizer "a que é sábia".

Campeão nativo - Neste processo de renovação de seus pilotos, natural ou propositalmente, mais uma novidade: a chegada do Pachenki. A meu ver uma contratação muito positiva para a categoria, pois se trata de um piloto que tem na bagagem títulos nacionais - Pachenki foi campeão brasileiro da Stock Car Light e campeão brasileiro de pick up, Copa Montana, aliás, categorias já extintas.

Missão impossível - Também é positiva para a cidade. Positiva porque Cascavel - celeiro de bons pilotos e de campeões como Giombelli e Davi Muffato, além do próprio Pachenki - logo agora que recuperou seu Autódromo está prestes a perder seu único representante em categorias nacionais: o veterano Pedro Muffato. Acometido de um problema grave de saúde, se ele seguir as recomendações médicas e respeitar a opinião da família, deve parar. Mas, para Pedro Muffato, aos 72 anos, ouvir a opinião de alguém já é uma tarefa difícil, talvez até mais de que se curar da grave enfermidade (dona Mayl que o diga).

Sobra... - Pachenki é daquelas figuras ímpares. Gente da melhor qualidade. Garoto ainda, mas de um caráter, de uma postura e educação invejável. Além de ser um belíssimo piloto de carros tem uma linha de conduta também invejável nas pistas. Tranquilo, sereno e inclusive bom estrategista.

Falta... - Pachenki, no entanto, não tem o que sobra em Muffato: verba para correr. Muffato possui fórmulas de conseguir patrocínio que Pachenki não dispõe. Sempre teve dificuldades em viabilizar sua carreira. Ganhou nas pistas o direito de ascender a principal categoria da Stock Car. Não foi correr porque faltou justamente o patrocínio. Em 2012, se bem me recordo, correu apenas a etapa de Cascavel ou talvez outra que agora não me recordo.

Conjecturas - Já pensou o Pedro, dono da equipe, com os patrocínios que viabiliza, tendo Pachenki como seu piloto? Seria um casamento perfeito. Não sairia da mídia, continuaria em evidência. Mas tem algumas cabeças que nem Freud explica.

Renovação - Diogo Pachenki aos 29 anos vai correr na equipe ABF que foi em 2012 "apenas" a campeã Brasileira e Sul-americana com outro paranaense o londrinense Leandro Totti. Se não encontrar problemas de adaptação será a soma de um grande e técnico piloto a uma competente e vencedora equipe.

Pé na tábua - Portanto, Cascavel, que adora a Fórmula Truck, não deixará de ter para quem torcer. Muffato parando ou não (pela teimosia fico com a segunda hipótese), vem aí o nosso mais jovem campeão... Acelera Pachenki.


07/01/2013 16h20

Câmara dos Horrores

Compartilhe


Mais abaixo do fim do poço - Assistindo a eleição da Mesa Diretora e a continuação da suposta primeira sessão legislativa municipal na TV 21, ao vivo da câmara de vereadores de Cascavel, me peguei pensando com meus botões a que ponto chegamos na política, ou melhor, nas ações da maioria dos nossos políticos.

Circo armado - Vale alertar o eleitor mais humilde - aquele que acredita em promessas, que acredita que os eleitos estão lá para trabalhar pelos interesses da população, da cidade, acredita que aquilo que ocorre na câmara é um encontro entre companheiros voltados ao interesse publico - que o que ocorreu na eleição da mesa diretora da câmara municipal, aquela votação não foi a primeira do ano. Já tinha ocorrido outra na sessão anterior, na de posse. Numa destas seções um dos distintos estava inclusive com o "nível" muito alto, e não era das águas.

Começo ruim - Foi um festival de baixarias, de querer ganhar no grito, na malandragem, de acusações, mudança de lado na calada da noite, de traições, de vendetta. Teve gente que está respondendo processo, gente afastada da mesa diretora por decisão judicial, gente que sempre agiu no cargo com inúmeras suspeitas, esta mesma gente fazendo discurso de moralidade, de honestidade, cobrando posicionamento, se dizendo temeroso com traição, sobre alguém ter recebido dinheiro para mudar de lado.

Como no script - Tudo planejado, representado para uma sessão repleta de público. Como se sobre os mesmos que fizeram discursos moralistas nunca tenha surgido suspeita de benefícios para votarem a favor, para ignorarem ou se fingirem de mortos fazendo o tipo "isto não é comigo, isso não faz parte da função".

Imagem torrada - Ah, tá! Isto não é só aqui que acontece. Verdade absoluta. Mas cá pra nós, esta câmara de vereadores (tudo em minúsculo, sim) foi ao fundo do poço na questão de moralidade. O mandato de seus pares passou grande parte de seu tempo na lama. Foi defenestrada pelo judiciário. Teve presidente, secretários, vários de seus integrantes afastados por ordem judicial. Foi esculachada pela população que poucos dela reelegeu. Uma câmara envolta em denúncias de corrupção, malversação do dinheiro público, de omissão, de abusos, de funcionários fantasmas. Falou-se e escreveu-se tudo de ruim que pudesse ser dito ou escrito sobre os "nobres" edis nos últimos quatro anos.

Frustração - Bom... Daí começa um novo ciclo, uma nova fase, com nova mobília, novos integrantes... Mas pela amostra dada nos primeiros encontros dos ?nobres? parece que só trocaram os móveis e a parede. Começa mal, mesmos vícios. Eleição da mesa diretora envolta em suspeitas e suspeitas verbalizadas por eles mesmos. Eu, como a maioria, penso, não quero uma CÂMARA do contra pro ser contra e muito menos a favor para terem vantagens pessoais. Quero uma CÂMARA que faça seu papel de fiscalizar, de cobrar e até de orientar. Uma CÂMARA justa e honesta que não diga amém as ações do poder municipal é uma cidade melhor cuidada, melhor administrada. Avalizar o que é bom e bem feito e reprovar aquilo que não presta ou que for mal feito. Melhor para nós todos.

Balcão de negócios? - Alguns de seus integrantes, claramente sempre situacionistas, sempre a favor do governo municipal, rebelando-se, falando de traição, de que alguém se vendeu para o Paço. Dá para entender? Se os caras sempre foram do lado do poder, sempre estiveram com o poder, sempre foram da base governista, agora são os mais revoltados. São inclusive do partido do Prefeito. Qual o motivo disto? O que perderam de fato? Só os cargos da mesa diretora? Não pode ser. E porque a base se empenhou de repente em eleger como Presidente quem justamente não é da base aliada?

Corta-se o mal pela raiz - O Ministério Público poderia investigar, afinal de contas as acusações foram feitas publicamente, não se deram ao trabalho de cifrar nenhuma afirmação, foi às claras, declinaram todos os nomes, as gravações estão aí abaixo para quem quiser ver ou rever.

Bastidores - O que se viu foi um espetáculo risível. Não de alegria e sim deprimente. Ou tudo isto foi apenas um "circo" armado para enganar os "palhaços" da população que acreditaram na mudança, que mudando os vereadores tudo mudaria, tudo seria certinho, dentro dos conformes da lei e da ordem? Se foi apenas um jogo de cena os protagonistas são péssimos atores. O que se esconde por trás desta cena? Ou será que tem algo de podre no reino da Dinamarca como na obra de Shakespear?


19/12/2012 19h56

Do menino Jesus ao velho Nicolau

Compartilhe


De berço - Desde que aprendi a discernir alguma coisa, sei lá, talvez pelos 10 ou 12 anos, sempre entendi que dia 25 de dezembro era o dia em que nasceu Jesus, e por esta razão tinha o Natal. Comemorávamos na verdade o nascimento de Cristo. Assim foi por muitos anos e passei isto para meus filhos, sobrinhos; que deveríamos comemorar o nascimento de Jesus e não o do papai Noel.

O dia 25 - Pois é, soube há pouco tempo que as coisas não são bem assim. Não se sabe exatamente quando nasceu Cristo. Sabe-se que os cristãos aproveitaram na verdade uma festa pagã que romanos devotos do Deus Mitra criaram no dia 25 de dezembro para coincidir com as comemorações em homenagem ao Rei do Sol. Como Jesus era tido pelos cristãos como a Grande Luz do Mundo, aproveitaram a data.

Vestido de vermelho - O Natal em si nasce da história de São Nicolau, um velhinho na Alemanha que juntava presentes e entregava aos mais carentes. Um cartunista alemão chamado Nast criou e deu-lhe um traje todo de vermelho. Surgiu Noel ou Santa Claus que enchia um saco de presentes e entregava para as crianças na Lapônia. Em 1931 uma campanha publicitária da Coca Cola, que ficou na história, lançou nos Estados Unidos e no Canadá - fazendo dominar o mundo - o nosso papai Noel.

Vestes brancas - Hoje Jesus fica em segundo plano em relação ao papai Noel porque as famílias já não se preocupam tanto em reforçar a mensagem de Jesus, o que seu nascimento e sua passagem representam para todos nós. As orações na ceia em agradecimento ao alimento e a fartura pouco existem. Hoje na verdade o sentido real do Natal restringe-se apenas nas Igrejas e em algumas famílias que ainda mantém a tradição herdada dos mais antigos e religiosos.

Fecha-se mais um ciclo - Seja lá como for, estamos nos aproximando da marca dos 365 dias deste ano de 2012 e mais uma vez tenho a sensação de que o tempo voou. Já é Natal e independente do que ele representa para cada um, já existe a correria para organizar a melhor ceia, aprontar aquele peru, o leitão assado e tantas outras guloseimas. Nos supermercados aquele velho conflito de carrinhos pelos corredores e a pressa para as compras dos últimos alimentos que irão compor a noite da ceia de Natal. Na cidade a correria previsível para as compras de lembranças e presentes de última hora.

Na tristeza e na alegria - O bom disto tudo é que nesta época do ano - sejam cristãos ou não, comemorem o nascimento de Jesus ou não -, os pedidos de desculpas se multiplicam, a sensibilidade fica mais aflorada, o carinho, afeto, amor se supera, surge com maior facilidade. Para alguns surgem infelizmente momentos de tristeza pela lembrança de alguém querido, que não está presente para comemorar porque já se foi desta vida ou porque mora longe. No entanto em sua grande maioria este período do ano é muito propício para selar a paz, a harmonia.

Duplamente filho de José e Maria - Eu, como aprendi com meus pais José e Maria (sintomático não é) que em 25 de dezembro comemoramos no Natal o nascimento de Jesus, vou manter isto em meu coração, em minha memória e celebrar Seu nascimento e Sua vinda à Terra por meio do casal José e Maria, como Salvador. Vou continuar pedindo que Ele ilumine vidas e corações.

Votos - Que tenhamos mais paz, menos violência, mais amor e que possamos juntos construir uma vida mais digna e fraterna entre nós, irmãos universais, segundo Ele mesmo apregoou. É momento também de pedir desculpas por erros, alguma fala ou comentário mal dito (ou escrito) que tenha magoado ou desagrado alguém. Em nome de minha família (Eliane, Mirella, Jorjão e Benjamin) e da família CATVE desejo a todos um Feliz Natal e um Ano Novo de muita prosperidade, saúde e alegrias. Obrigado por tudo que me propiciaram neste ano que se finda.


11/12/2012 14h57

O legado de Dona Idalina

Compartilhe


Adeus - Estava assistindo a reprise na TV 21 do BATE REBATE de uma das entrevistas que fizemos com Dona Idalina neste ano - enquanto candidata ao cargo de prefeita de Cascavel - quando decidi escrever o que segue...

Antes da partida, o entendimento - Nem sei se faço bem em escrever, mas sinto-me de certa forma reconfortado; não com a morte dela, claro, mas com a oportunidade que tive na ocasião destas entrevistas de conversar com Dona Idalina e também de poder visitá-la no Hospital São Lucas no mês passado, ocasião em que batemos um papo, embora rápido, muito amistoso, junto do filho Cassius.

Águas passadas - Nem todos sabem, mas tivemos um entrevero naquela eleição dos famosos 151 votos de diferença(Salazar/Edgar). Antes daquela eleição nossas conversas sempre foram constantes e muito boas. Depois do entrevero, no entanto, o clima não ficou mais o mesmo. Embora eu sempre mantivesse o respeito que por ela nutria, ficou no ar uma desconfiança de parte a parte.

Afeto - Lembro-me de sua preocupação quando tive um grave acidente e sentia muitas dores numa das fraturas que sofri, e, diante disso, Dona Idalina foi de grande ajuda trazendo alguém importante para me auxiliar na recuperação. Depois dos desentendimentos nos afastamos. Poucas vezes a encontrei. Numa delas, infelizmente, foi num momento ruim para ela: o velório de seu filho Lourenço. Quando fui dar-lhe os sentimentos, Dona Idalina fez questão, mesmo diante de uma situação de dor e sofrimento, de dizer que gostava de mim (apesar de tudo).

Legado - Opinião política à parte, impossível não gostar de alguém assim. Sempre divulguei e promovi suas ações - fosse no Provopar ou no CAOM. Ao lado da cunhada Regina (a quem estimo muito) fez um belo trabalho nestas instituições em beneficio da comunidade mais carente. Dona Idalina deixa um legado.

Candidatura - Penso que ao colocarem Dona Idalina como candidata cometeu-se um erro crasso. Não porque a expuseram, e sim porque a candidatura colocou em exposição toda a fragilidade de sua saúde aos 77 anos de idade. Inclusive ela chegou a ausentar-se de um de nossos debates, por causa de uma gripe. Obviamente, qualquer um pode pegar uma gripe, mas aos 77 anos - e com a saúde frágil - as coisas ficam mais difíceis de serem superadas; tudo é pior. Tudo somatiza.

Desafio - Talvez não tenha sido tão difícil para ela ir pedir voto, circular por alguns ambientes, visitar algumas casas, participar de alguns encontros e conversar com eleitores e vender seu peixe. Mas, cá prá nós, embora todos os candidatos adversários a tenham respeitado (o que é sempre bom, independente de quem seja seu opositor) - ninguém a explorou, não a cutucaram, não a apertaram (como dizemos) nos debates -, mesmo assim existe a pressão psicológica: medo de errar, de mostrar desconhecimento, de queimar a imagem construída com trabalho; receio de decepcionar aqueles que lhe admiram. Toda essa pressão abala o estado emocional e afeta ainda mais sua saúde.

Coragem - E mesmo com tudo isto, Dona Idalina mostrou-se uma guerreira e acima de tudo leal ao marido que não poderia ser candidato, mas que temia a facilitação ao adversário favorito. Adversário quase um inimigo. Ela encarou o desafio e candidatou-se. Fez sua parte, deu sua contribuição com muita galhardia embora não tivesse a resposta em votos.

Reconciliação - Que bom que antes de sua partida nós tivemos a oportunidade de restabelecer o diálogo e pelo menos restabelecer parte da confiança. Embora não concordasse com alguns métodos e formas de agir (mesmo sabendo que em política é assim mesmo) sempre a respeitei e a admirei.

Minha homenagem - Dona Idalina, que a Senhora tenha paz de espírito, que descanse no melhor lugar que possa existir neste novo plano de vida para onde foi levada. Que sua família se conforte e supere sua ausência. PAZ - estas pequenas letras ajudaram na primeira vitória e com certeza estará contigo a partir de agora e para sempre.

PS - Partiu me devendo o bacalhau prometido, mas não se preocupe não tenho pressa em receber.


30/11/2012 21h51

A nossa excelência, o Futsal

Compartilhe


Futsal no Paraná - Pois é. Depois de muitos jogos, de praticamente 9 meses de competição - com paralisação por jogos abertos e por envolvimento de algumas equipes em outras competições como Liga Sul, Liga Nacional etc. -, vai chegando ao fim o Campeonato Paranaense de Futsal da Chave Ouro, a principal competição da categoria no Estado. Estado, aliás, que através de sua Federação promove campeonatos em todas as séries desde sub 7, Chave Bronze, Prata até a Ouro. Sem dúvida é o Estado em que mais se joga futsal no Brasil, e, diga-se passagem, em campeonatos muito bem organizados.

Mais esforço, menos rendimento - Jogou-se até demais, mas isto por culpa de dirigentes. Este ano com o propósito de dificultar a vida daqueles que jogavam a Liga Nacional (Marechal, Maringá e Umuarama) alguns times se uniram no arbitral e convenceram a maioria em jogar dois turnos com quinze rodadas cada. Um monte de jogos para nada. Pura insanidade, pois quem quis isto nem chegou. Veja que para jogar a final cada time terá jogado 38 vezes em 9 meses, podendo ter de jogar 39 se houver um terceiro jogo. Portanto Marechal, Maringá e Umuarama que chegaram até as semifinais e jogaram a LIGA FUTSAL, mais Jogos Abertos do Paraná jogaram mais de 60 jogos. Não é fácil. Haja grupo, elenco, psicologia para administrar estresse, desgaste e tudo mais e, sobretudo, haja dinheiro para bancar tudo isto.

Na final por resultados - Depois disto tudo, de tantos jogos, ficaram apenas aqueles que despontaram durante toda a competição. Não houve a famigerada zebra e nem injustiça. Chegaram à final os dois melhores, sem dúvida. Basta ver os números: Cascavel 26 vitórias, 7 empates e 3 derrotas; Marechal 30 vitórias, 3 empates e 3 derrotas. Apesar de uma ligeira vantagem em vitórias para o Marechal, os dois times são muito bem treinados. Com treinadores e jogadores vitoriosos, ambos são verdadeiros times de primeira (e vale a ambiguidade).

Elenco do Marechal - O Marechal teve dois jogadores - Gadeia e Dyego- durante muito tempo neste ano na Seleção Brasileira; Valença jogou num dos campeonatos mais difíceis, o da Espanha; Renan é um lider e o goleiro Quinzinho bom e experiente. O técnico Marquinhos Xavier é um estrategista: ganhou a própria Chave Ouro, ganhou a divisão B dos JAPs e ganhou a divisão A, chegou a uma decisão da LIGA FUTSAL só perdendo para o melhor time do Brasil dos últimos tempos que era a Malweee. Para completar escreveu um livro muito procurado pelos que vivem no meio do futsal. Gentleman.

Elenco do Cascavel - O Cascavel tem guerreiros como Edigleuson; tem Rafinha e Adeirton, experientes e também com breve passagem pela Espanha; Issamu é seu Samurai e o goleiro Donny, bom, experiente e vencedor. Seu técnico Nei Victor chegou a 7 finais, ganhou 4 títulos, também ganhou JAPs nas divisões A e B, e ganhou Brasileiro de Seleções Sub 20. Não é unanimidade pelo jeito de ser, mas não se pode negar que seja um vencedor. Intempestivo.

Duelo de Titãs - Será uma decisão de difícil prognóstico. Cascavel x Marechal sempre são jogos de muita disputa, pegados, aguerridos. Não tem moleza. São jogadores, na grande maioria, experientes, que não sentem a pressão de jogar em casa ou fora, basta ver os resultados deste ano. Marechal ganhou em Cascavel e o Cascavel ganhou em Marechal, sempre em jogos decididos nos detalhes.

Falta de um local apropriado - O jogo de Cascavel seria para encher o Sérgio Mauro Festugato, principal ginásio público da cidade. Jogo para cinco mil pessoas, sem dúvida, mas infelizmente o jogo, ainda desta vez, será no acanhado Ginásio da Neva, o dito Caldeirão - e até com razão, pois embora, infelizmente ruim para o público, é melhor para os jogadores, pelo piso, pela área de segurança. Aliás, já que não temos a tão decantada Arena Multiuso, que se providencie pelo menos um piso decente para a prática esportiva no Festugato. Uma decisão deste porte merecia um local mais confortável e seguro tanto para o público quanto para os atletas. Afinal em Marechal há o Ginásio Ney Braga que é muito confortável para todos.

Tradição do Oeste - Teremos de início dois jogos: um em Cascavel, neste sábado, e outro em Marechal, na quarta. Se houver necessidade da terceira disputa também será em Marechal, no outro sábado, pela vantagem conseguida na primeira e segunda fase. A decisão envolve as duas principais forças deste ano, reforça e retoma a tradição da Região Oeste na modalidade. Durante muito tempo as decisões ficaram aqui entre Cascavel, São Miguel do Iguaçu, Foz e por último Marechal. Torcemos por grandes e tranquilos jogos. O titulo de campeão com certeza estará em boas mãos.

Moleza mesmo - só se você ficar em casa acompanhando pela CATVE, pelo portal CATVE.TV ou pela CATVE FM. Na TV e no PORTAL eu, Otil e o Magela estaremos ao vivo
desde as 19 horas mostrando resumo das semifinais e os bastidores do jogão e na FM o Jonas Sotter, Romankiv e o Reginho. É só separar a cervejinha, a pipoca e
ligar um botãozinho. Te esperamos e agradecemos seu prestigio.


24/11/2012 11h32

Empregos Domésticos

Compartilhe


Entre a formalidade e a informalidade - "Não é verdade que vai ter desemprego ou que vão desaparecer as trabalhadoras domésticas. Se você pagar os direitos, elas ficarão". Com essas palavras a deputada Benedita da Silva (PT/RJ) rebateu críticas de que a ampliação dos direitos dessa categoria vá estimular a informalidade.

Mais encargos - Meus caros, se confirmada a aprovação na Câmara dos Deputados da ampliação dos direitos dos trabalhadores domésticos, imagino que a partir de então, esses serão colaboradores de luxo. Só vai ter quem for muito abastado, quem tiver muita grana. Se o projeto for aprovado em todas as instâncias, imagino que as palavras da deputada não estarão corretas, pois penso que um dos grandes vilões do desemprego seja exatamente o alto custo dos encargos, dessa sobrecarga ao empregador, chamados pela deputada e por muitos de "direitos".

Criou-se um paradoxo - Os benefícios se estenderão até para as babás. Lembremos que muitas mães possuem babás para cuidarem de seus filhos simplesmente para ter condições de ir ao trabalho. Logo, se precisam do trabalho para o sustento imagina-se que não ganhem o suficiente para pagar o custo legal de uma babá. Assim como muitas mulheres trabalham o dia todo para melhorar a rendada família e mantém uma contratada em casa para de alguma forma substitui-la. Se trabalham para ajudar na renda de casa como pagar com tantos encargos esta que a substituiu?

Na ponta da calculadora - Uma babá, por exemplo, ficará na faixa de R$ 2.750,00, valor estimado incluindo os direitos para quem for remunerado pelo salário mínimo de R$ 622. Chega-se a este valor considerando que a colaboradora durma no emprego, pois com os encargos aprovados todos os empregados domésticos terão direito a adicional noturno, horas extras e jornada máxima de 44 horas, além de FGTS obrigatório, salário-familia e seguro-desemprego. Lembro a todos que no Paraná os custos serão ainda maiores, pois o salário mínimo do Estado para este setor é maior que nos outros estados da Federação.

Na contramão do liberalismo - Concordo que alguns salários são baixos para o sustento próprio e o da família, mas entendo também que pode ser pouco para quem ganha, mas é muito para quem paga justamente pela oneração dos salários. O Governo deveria desonerar as folhas de pagamento e não onerá-las cada vez mais. E com isso o Estado vai crescendo em impostos e interferências nas relações econômicas e sociais.

Adicione os custos - Nas residências a grande maioria dos colaboradores é tratada como se fosse da família. Tem direito e acesso a tudo que a "patronagem" tem, e claro, isto também terá que ser embutido no custo, afinal energia, água, refrigerantes, comida e guloseimas tem preço ou não? Sempre ouvi meu pai dizer: "onde comem quatro comem seis". Mas o custo para 4 é menor que para 6, ou não?

O maior pedaço do bolo vai pro Estado - Não entendo nossos deputados, parece que o dinheiro deles é realmente mais fácil e eles não se preocupam com o que a maioria terá de pagar. Se pelo menos a maior parte deste dinheiro fosse para os funcionários domésticos, seria até muito justo. Eles merecem. Mas, infelizmente não irá; só receberão 50% do custo que terá cada patrão.

Volta ao negócio familiar - Haverá uma solução: pais e filhos dividirem as tarefas domésticas e realizar refeições fora de casa. Melhor para restaurantes e lanchonetes. E nestes, claro, deverão ter mais familiares trabalhando no negócio da família, pois diante do aumento de consumo terão que ter mais gente para atender, mas se não forem da família também estarão ferrados, pois cairão no famigerado custo dos encargos sociais de cada um dos funcionários.

Existe moeda só com um lado? - Na verdade, o que se vê dia após dia é a criação de dificuldades cada vez maiores para quem produz e gera empregos, o que desestimula a criação de novos campos de trabalho. O número de encargos e impostos é tamanho que as relações de Capital e Trabalho estão se deteriorando cada vez mais, trazendo ao gerador de empregos receio e medo de contratar. Hoje são tantos direitos, tributos, tanta dificuldade, imposto disto e daquilo, auxílio saúde, funeral, roupas, auxílio telefone, vale refeições, vale transporte, tanto sindicato, tanta taxa, participação nos lucros e etc., que daqui a pouco não teremos patrões; todos vão querem ser e estar empregados, é mais rentável e seguro...


10/11/2012 07h49

Da Encruzilhada a uma "Terra Promissora"

Compartilhe


Assoprando as velinhas... - Embora haja, faz já algum tempo, algumas discussões sobre a real data de fundação de Cascavel, estamos comemorando neste 14 de novembro os 61 anos de emancipação política da cidade. Uma data para se comemorar sim; e parece que pela primeira vez será até feriado de fato.

...mentalizando um desejo - Cascavel, claro, tem problemas. Politicamente é uma cidade bastante autofágica. Precisávamos de mais união de nossos políticos em torno de necessidades reais da cidade, de nosso povo. O município precisa de algumas realizações que denotam um pouco mais de coragem daqueles que a administram.

Meus votos - Para a aniversariante, desejo que seus governantes deem mais atenção à saúde publica, para atender sua população de baixa renda. Desejo também mais cuidado com os bairros, especialmente em relação ao asfalto, saneamento básico e moradia.

Mais cultura - Cascavel precisa de gente com mais arrojo, por exemplo, para tratar da Cultura, pois pouco acontece nesta área. Não adianta ter só um belo Teatro (como teremos em breve). É necessário gente para comandar, puxar as realizações e não ficar esperando que as ações despenquem dos céus.

Mais esporte - Seu esporte precisa de mais pegada e trabalho nos bairros, e não só montar equipes para ganhar ou se portar bem em Jogos Abertos, Jogos da Juventude ou outra competição qualquer. Afinal o esporte afasta das drogas, da arruaça, do vandalismo. Além de trabalhar a base, precisamos de uma arena para realizar grandes torneios esportivos. Sua gente gosta e prestigia quando o evento é bom e atraente, especialmente se o lugar for confortável. E cá pra nós, nunca tivemos tanta oportunidade. Temos o Secretário de Esportes do Estado da nossa cidade e temos na assessoria do Ministro do Esporte um paranaense. Precisamos então de projetos, iniciativa e arrojo de quem comandar a área por delegação do Prefeito para cobrar e buscar nas esferas superiores. Como poderemos ter em breve um centro de excelência em atletismo.

Mais eventos - Sem atrativos naturais, Cascavel precisa ser criativa para gerar renda com turismo. Uma opção é promover grandes eventos. Já citamos a arena para realizações esportivas, mas precisamos também de um Centro de Eventos com toda estrutura necessária para realizar outros, de maior porte. É o turismo de eventos tão presente em grandes cidades.

Mais indústrias - Cascavel precisa de fomento industrial. Uma ofensiva para atrair renda. Oferta de possibilidades e vantagens para que empresários venham se instalar aqui, produzir e gerar empregos.

Manter e, se possível, melhorar - A cidade precisa de muita coisa, mas não podemos negar sua pujança, sua beleza e sua capacidade de seguir por si só. Por seus empreendedores, por seus moradores, por sua gente. Temos boas faculdades e universidade. Bons hospitais e bons médicos. Bom centro de compras. Bons bares, restaurantes e casas noturnas. Bons para os seus moradores e bons também para receber as pessoas das cidades da região que aqui podem vir usufruir e gastar.

Mídia - Sua gente é muito bem informada, afinal Cascavel é hours concours em número de veículos de comunicação. Bons jornais, portais, sites, rádios e TVs. Temos profissionais de comunicação para todos os gostos e preferências. É um espetáculo e nós mais que ninguém acreditamos nesta Metrópole. Temos neste segmento TV, Rádio FM e um portal. Veículos jovens atuantes e integrados a nossa gente. Sem considerar as constantes transmissões ao vivo pela TV, mostramos esta jovem para o mundo através de nosso portal com câmeras instaladas em seus pontos importantes e estratégicos . Se acontece em Cascavel você pode ver na CATVE ou no portal catve.tv, é só acessar.

Operação de resgate - Temos bons eventos como o Show Rural, a Expovel, o Cascavel Jazz, a Festa das Colônias, mas precisamos resgatar o Fercapo, como foi resgatado nosso Autódromo e nosso Kartódromo. Estão melhorando nosso trânsito, mas precisam melhorar o transporte público e também o escolar exigindo melhores, modernos e mais seguros ônibus para nossas crianças. Precisamos resgatar também nossa gente que se perdeu nas drogas. Ajudá-los a sair do inferno em que entraram. Resgatar os bairros ameaçados pelo aumento do índice de violência, aliás, grande parte motivada pelas drogas.

Maturidade - Há menos de 20 anos nas rodas de conversa fiada falávamos: "temos Autódromo, mas não temos corrida; temos Estádio e não temos jogos; temos Aeroporto e não temos voos". Hoje, embora os nossos níveis de exigência sejam cada vez maiores, a conversa já esta mudando e felizmente mudando para melhor. Parabéns Cascavel! Parabéns à gente que te faz crescer todos os dias! Aos 61 anos, está uma jovem, bela e atraente. Não é difícil de ficar enamorado...


03/11/2012 08h04

Quem ganhou, ganhou...

Compartilhe


"O homem da camisa 10" - No meu tempo de juventude tinha o hábito de ouvir um dos maiores narradores de futebol que já conheci. Aroldo Fernandes da Rádio Tupi de São Paulo. Uma de suas muitas características era a de falar o nome completo dos jogadores em alguns momentos do jogo. Tipo: "recebeu a bola, ele, sua majestade Edson Arantes do Nascimento (Pelé)... Tocou na direita para Carlos Alberto Torres... Este até Clodoaldo Tavares Santana (Clodoaldo)... Daí na esquerda para Jonas Eduardo Américo (Edu)...". Era fantástico, fascinava, especialmente pelo ritmo que ele dava e pela voz maravilhosa.

Bordão - Outra característica de Aroldo em suas narrações era seu encerramento dos jogos, cantando: "quem ganhou, ganhou: quem não ganhou não ganha mais... aqui quem ganhou foi...". Pois é. Não ouço o Aroldo Fernandes faz muito tempo, mas aproveito o "quem ganhou, ganhou; quem não ganhou não ganha mais" para dizer que aqui quem ganhou foi Edgar Bueno.

Persistência - Ganhou pela terceira vez e lembrou que teria ganhado pela quarta vez. Palavras dele: "se não tivessem me roubado quando da diferença de 151 votos". Desta vez ganhou do Professor Lemos com quase 20 mil votos de diferença.

Na mosca - Primeira eleição de segundo turno da história da cidade. Uma eleição difícil, que fez em alguns momentos crise na coordenação de campanha, com a ameaça de derrota. Trocaram até o marqueteiro. Embora a troca, veio o grande trunfo. A sacada de mensagem para virar o jogo foi de um companheiro de longas jornadas. Luiz Carlos Marcon foi quem teve o tino de informar e dizer que o adversário não era daqui. Pegou na veia. Foi como um golpe de boxe no fígado do adversário.

Vacilou já era - A pecha de "não mora aqui" foi um golpe, que se somou em sequência ao fraco desempenho do adversário nos debates. Claro, o prefeito foi firme, contundente, botou a cara e comparou. Comparou realizações, comparou conhecimento sobre a cidade e Lemos fraquejou. Fraquejou quando não podia. Quando os eleitores queriam ver seu desempenho frente a frente com o oponente.

Eloquência - Lógico que Edgar é mais experiente em debates. Não é sua primeira campanha. Mas Lemos disse a todo o momento aos eleitores sobre suas lutas pelo Sindicato dos Professores. Isto requer debates com a classe, com a sociedade, com o governo. É Deputado; e deputado tem de debater na tribuna, no cara a cara; e penso eu, deva ser mais difícil que na TV. Por outro lado tem também um ditado antigo que diz: para não se molhar, quem sai na chuva tem de estar preparado com capa ou guarda-chuva, e Lemos nos debates deixou transparecer que só tinha a roupa do corpo.

No ringue se engole a seco - No debate da CATVE - o primeiro da TV no segundo turno - tive o capricho de contar que Lemos tomou água 24 vezes - ninguém me contou eu contei. Em todas as respostas e tréplicas de Edgar ele estava sempre tomando água. Nervosismo, algum problema na garganta? Não sei, mas isto atrapalha, desconcentra. Nós mesmos que usamos a técnica de mostrar os dois em quadros divididos na tela tínhamos dificuldade em mostrá-lo, pois estava sempre abaixado bebendo água. Dificultava a ação do diretor de imagens. Nos intervalos enquanto Edgar repassava questões e trocava ideias com seu assessor no estúdio, Lemos ia ao banheiro, pelo menos por três vezes. Chegou a voltar já com a palavra a sua disposição para perguntar, num retorno de intervalo. Bom deu no que deu. Um vareio. Goleada.

Terceiro turno - Agora surge o propalado, pela oposição, terceiro turno. Sem entrar no mérito, porque eu já tinha escrito en passant sobre o assunto em comentários anteriores. Isto me faz lembrar outras eleições que ficaram no ar dúvidas, manobras, fofocas. Lembro-me do caso Balaio que envolvia Jacy e Salazar que no final das contas não deu em nada. E porque não lembrar a eleição que envolveu o próprio prefeito Edgar (ele até falou sobre isto na coletiva após sua vitória): a disputa com Salazar em que perdeu por 151 votos e se disse roubado. Em ambos os casos muita falácia, muitas acusações e suposições, mas nada correu que fizesse alterar o resultado final declarado. E cá pra nós, se não houvesse estes enroscos e celeumas, não seria nossa amada e querida terra. Afinal de contas THAT S CASCAVEL CITY.


22/10/2012 13h06

Expovel, UPs e politica...

Compartilhe


Nascida para crescer - Lembro-me da Expovel desde quando lá pelo final dos anos de 1970 a feira era realizada lá na Fazenda do Dr. Roberto Wypych, nosso primeiro Senador da República. As primeiras que acompanhei foram lá. Parece que já tinham acontecido em outro lugar. A Expovel sempre foi maravilhosa. Naquela época o evento mostrava a pujança da nossa cidade, a força da produção de nossos agricultores e pecuaristas. Sempre valeu muita a pena prestigiar a nossa feira, uma das principais do Paraná, atrás apenas de Londrina e Maringá, mas não menos importante.

Apogeu e concorrência - O tempo foi passando e a Expovel foi caindo. Não sei dizer os motivos, mas caiu muito. Talvez a cidade tenha oferecido outras opções de lazer à sua população, talvez seja o empecilho da distância, ou falta de atrativos, ou a administração com seu modo de agir. Muito se fala que o Show Rural atrapalhou a Expovel, que o Show Rural tirou o expositor de máquinas agrícolas da segunda, e ainda que por ser o Show Rural realizado em menor espaço de tempo isto propiciou uma concentração logística e custos menores. Não sei se é por aí.

Decadência - Na verdade a Expovel perdeu público, e público, penso eu, não vai a evento desse tipo por causa das máquinas e tratores. Populares não vão ao Show Rural por ser eminentemente técnico. Para esse atrativo têm os agricultores. No Show Rural não tem shows, barraquinhas, rodeio.

Retomada - Nesta trigésima terceira Expovel temos que destacar o que tem feito sua diretoria. Comandados pelo Ervin e a Telma Soliva, esta administração que aí está na Sociedade Rural Oeste do Paraná, tem trabalhado nos últimos dois ou três anos para recuperar a credibilidade, pagando contas e oxigenando a entidade. Já deu para notar a reação, o resultado desse trabalho, na festa de lançamento da última quinta-feira. Bastava olhar o número expressivo de pessoas presentes e quem estava lá. A 33ª edição tem tudo para ser uma bela feira e um bom atrativo para a população.

Novas estratégias - Em relação ao carro-chefe direciona-se cada vez mais para a pecuária, trazendo o que de melhor temos no País. Na parte artística, atrativos com bons shows e a promessa do melhor rodeio de todos os tempos. Afinal, a população precisa de atrações com preços que possibilitem sua presença. Com shows com artistas de nome e rodeio que agrada com preços populares, certamente teremos muita gente prestigiando o evento.


********************************************************************************

E chegou a UPS... - Até que enfim! Com mais de 130 mortes contabilizada até este mês, batendo todos os recordes dos níveis de violência, a cidade precisava de uma atitude do estado a seu favor na área de segurança. É um dever do Estado, aliás. E não interessa que seja num momento político, interessa que houve uma ação e recebemos para uma região da cidade extremamente violenta uma providência necessária: a instalação desta Unidade Paraná Seguro (UPS). Reivindicação antiga, feita já há muito tempo aqui até por esta modesta coluna.

No foco - A UPS instalada na última quinta (19) terá de início mais de 100 homens e 20 viaturas na operação congelamento (que na verdade é um fechamento da área). Deve ficar posteriormente com 30 homens e 3 viaturas. Instalada no Interlagos vai atender o Brasmadeira, Tarumã, Floresta, enfim todos os bairros de nossa região norte que costeiam a BR 467 e comporta na faixa de 100 mil habitantes. Das 130 mortes, mais de 20 aconteceram no entorno da região. É, portanto, uma ação importante não só para aquela área, mas também para as outras que também apontam alto índice de violência. A presença da autoridade, da Polícia Militar, inibe a marginalidade. Aqui por estas paragens ainda inibe.

Primeira do interior - A Unidade Paraná Seguro vinha sendo implantada na capital do estado com muito resultado e agora Cascavel passa a ser uma das primeiras cidades do interior a receber. A comunidade, a gente séria e trabalhadora daquela área, tão injustamente discriminada pela sociedade em razão da presença de marginais em seu meio, agradece.


*******************************************************************

E O BICHO TÁ PEGANDO - Há alguns comentários atrás escrevi aqui sobre o assunto e infelizmente esta de mal a pior nesta reta final do segundo turno das eleições. Falei dos bastidores das campanhas politicas que pouca gente sabe e tem acesso. Pois é, os acontecimentos estão cada vez mais sérios. Tomara que não passe de provocações, agressões medianas, provocações e apócrifos. Algo precisa ser feito pelas autoridades policiais e com muito vigor antes que mortes ocorram. algumas paixões mas, especialmente o dinheiro esta mexendo com a cabeça de alguns massa de manobra de pouco intelecto e isto pode não acabar bem até este próximo domingo 28.


15/10/2012 10h09

Salve Jorge

Compartilhe


Os Jorges estão em alta - Nada pessoal, Também não falo da novela da Glória Peres, que com certeza deverá ser um dos maiores sucessos dos últimos tempos. Pela trama, pelo elenco e especialmente por aquilo que já estamos vendo de direção de fotografia. Um espetáculo a qualidade e as locações. Falo sim do Salve Jorge. De um salve de cumprimento de parabéns, de elogio. Falo do Jorge daqui, um de nossos candidatos a prefeito que não passou para o segundo turno.

O grupo - Não falo de quem o apoiou, de quem esteve com ele na campanha. Não falo de políticos profissionais que o cercaram na campanha. Não falo de quem se aproximou quando supostamente ele estaria bem nas pesquisas. Não falo dos espertos renegados em outras pragas e que se alojaram junto dele.

O cidadão candidato - Falo do Jorge Lange, um cara decente, gente boa, boa índole, boa família, que já quis ser candidato em outra oportunidade, mas uma enfermidade não permitiu. Até penso que ele nem precisava dizer em seu jingle que era do bem porque quem o conhece sabe que de fato o é.

Vinte e cinco mil - Antes que comecem os ataques, os xingamentos e as críticas digo que não sou eleitor do Jorge. Embora eu também tenha perdido o voto na eleição. Não votei nele e nem ele pediu meu voto. Independente dos líderes que o apoiaram, de quem pediu voto e de quem trabalhou para ele, temos que respeitar quem faz quase 25 mil votos numa disputa entre sete candidatos prefeituráveis, concorrendo com figuras muito conhecidas, experientes na peleia e carimbadíssimas.

Meu salve! - Aproveitando e sabendo ocupar espaços podemos dizer que surgiu a liderança de um novo grupo que agregou alguns bons nomes. Foi ético, educado, sereno. Talvez tenha faltado um pouco de experiência na hora dos embates, mas nada que o tempo e a dedicação não resolvam. Muitos vencedores perderam algumas batalhas antes de se consolidarem como líderes. Foi apenas uma derrota na disputa, mas uma vitória pelos números alcançados. Salve Jorge, você é um vencedor.

Primeiro tempo - Caiu por terra o mito e o discurso de muitos de que Edgar Bueno nunca faz acima de 30% dos votos. Contra outros seis chegou aos 40 (38 considerando brancos e nulos). Caiu o discurso de que quem tinha voto era Idalina e não Salazar. Independente da maldade em explorar sua idade, se ela tivesse os votos, estes apareceriam, até para fortalecê-la, para reverenciá-la. Confirmou-se a rejeição apontada nas pesquisas e a falta de votos em relação a Chico Menin. Confirmou-se que a população sentenciou definitivamente Lísias mais pela fama de ter feito o que não devia ter feito. Sua administração não foi ruim. Basta pesquisar sem paixão. Caiu outro mito: que a cidade não tem perfil de PT. A população, ao não definir no primeiro turno dando muitos votos ao professor, deu-lhe uma segunda chance de tentar ganhar. Uma prorrogação para o PT tentar virar o jogo.

Segundo tempo - Como num jogo de futebol em dois tempos, num clássico entre Corinthians e Palmeiras, Flamengo e Fluminense, os mais famosos dos derbys. Derby é o clássico da cidade. Como num Atle-tiba ou num Gre-Nal, existem as paixões. Infelizmente, as paixões estão acima da razão. Uma vitória nos derbys muitas vezes acontece por melhor preparo, organização, grupo, mas muitas vezes também por pura sorte. Às vezes a bola bate na trave, passa perto por muitas vezes e não entra. O goleiro naquele dia pode estar inspiradíssimo e os atacantes num mal dia. Daí num contra-ataque o jogo é decidido. Pode ser estratégia de jogar só nos contra ataques, mas também pode ser um único lance de sorte a decidir o jogo. Não creio que eleições sejam como jogos ou clássicos de futebol. Mas já vi muitas vezes não ganhar a melhor estrutura, a melhor proposta e até não ganhar aquele que seria o melhor para a cidade.

E vamos ao segundo turno - Neste nosso segundo tempo, primeiro da história de nossa cidade, o jogo será muito duro. Aparentemente a disputa sairá da aldeia e poderá se abrigar ou vislumbrar outra eleição daqui há dois anos. Provavelmente os times serão reforçados com craques "importados" e a peleja ganhará novos contornos. Serão dois planos. Agora é tête-a-tête, mano a mano, cara a cara, sem subterfúgios, sem desviar o foco ou a resposta. Sem usar laranja para bater ou alfinetar. Agora é hora de ver quem tem garrafa vazia pra vender. Cascavel se junta as principais cidades do Paraná. Todas com segundo turno. Curitiba,Londrina, Maringá, Ponta Grossa e a nossa. SALVE A DEMOCRACIA! Salve, Salve Cascavel. Pau a pau, A cobra vai fumar !


Jorge Guirado
A frente da Catve, Jorge está desde 2004, mas essa história começou bem antes. Em 1979, o apresentador tem suas primeiras experiências em televisão com a implantação da TV Tarobá, emissora na qual teve o cargo de diretor geral por 21 anos, lá idealizou em 1994 e realizou até 2003 o Dia da Bondade em Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e por último em Toledo.

Na filial da Band, criou e colocou no ar vários programas. Apresentou os Programas, Melhor da Rodada e Placar de Opiniões. Sua carreira na Band também inclui a criação e implantação da TV Tarobá de Londrina inaugurada em 1996, a qual dirigiu por sete anos.
As narrações de jogos na afiliada da BAND passam pelos Campeonatos Gaúcho e Paranaense de Futebol, Copa Libertadores da América, Chave Ouro, Sul americano de Seleções de Futsal e Liga Futsal.
Em grandes coberturas da Band, Jorge participou da equipe de produção nas Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994, e ainda, nas Olimpíadas de Los Angeles e Atlanta.
Jorge foi diretor de imagens durante eventos como Stock Car, Fórmula Truck, Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, e em três etapas brasileiras do Mundial de Motovelocidade, imagens estas destinadas a Dorna TV, que distribui o sinal das corridas para 180 países.
Com serviços para a Band, SBT, Globo e Espn, durante 20 anos foi diretor de imagens dos Campeonatos Brasileiro de Futebol, Copa dos Campeões, Copa do Brasil, Libertadores da América, Pré-olímpico de Futebol, Liga Mundial de Voleibol e Copa América de Futebol realizada uma no Paraguai e outra na Bolívia.

Dirigiu também as 3 etapas da Fórmula INDY realizadas no Rio de Janeiro com transmissões para ABC e ESPN INT dos EUA, Band e SBT e o Panamericano de Basquetebol em Montevidéu no Uruguai.
Durante cinco anos dirigiu imagens da Fórmula 3 Sul americana para Espn Internacional na Argentina , Uruguai e Brasil, as etapas brasileiras da World Series e da WTCC, entre outras categorias do automobilismo nacional.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13




COPYRIGHT CATVE.TV | 2011 - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS MOBILE READY