20/08/2011 06h55

Meus caros,

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Os mêses de julho/Agosto, para aqueles que aqui viveram antes de 2002, traz boas lembranças. Especialmente para aqueles que gostam de uma boa música. O Fercapo - Festival Regional da Canção Popular - foi durante muitos anos a maior atração da cidade e da região. Vinha gente de todo lugar para acompanhar. Acontecia sempre neste período do ano, sempre nas últimas semanas de julho. Sempre com muito frio...O frio era um charme, um atrativo convidativo para músicos e renomados jurados. Todos eram muito bem recebidos, não só pelos diretores do clube, mas também por empresários que promoviam jantares e almoços maravilhosos. Era também a oportunidade de novos ricos se mostrarem para importantes personalidades do Brasil Musical. Todos se maravilhavam com a cidade, com o Soja Society, com sua gente. O Fercapo foi ao longo dos anos um tremendo relações públicas da cidade. Muitos destes jurados ao fim do evento já pediam para a organização que queriam ser convidados para o próximo. Se escalavam para estar aqui. Sem cachê. O Fercapo teve como presidente do juri o Zuza Homem de Mello, se não o maior, seguramente um dos maiores produtores musicais brasileiros. Teve Aramis Millarch, seguramente o maior do Paraná. Da nossa aldeia, o mais importante, sem dúvida, foi o hoje desembargador Paulo Hapner que era um profundo conhecedor de música - entre tantos outros menos votados, mas não menos importantes. Além destas figuras ilustres no meio musical o Festival recebeu, sem falar de concorrentes de todo o Brasil, grandes nomes para shows. Desde Tim Maira - que não encontrou o retorno e também não cantou no clube, mas que depois deu um show gratuito em um dos restaurantes da cidade - até Alcione, Elba Ramalho, Ivan Lins, Erasmo Carlos, Zizi Possi, Zé Ramalho, Duzek, Beth Carvalho, Eliana Pittman, Guilherme Arantes, enfim os maiores nomes da música brasileira. Tim Maia que aliás quando chegou a cidade um repórter foi até o Hotel Copas Verdes e perguntou ao empresário : O TIM MAIA já chegou ? "O corpo esta ai mas, ele só chega amanhã"respondeu em bom carioquês o empresário, com o cantor estatelado na cama...Começou em 1971 e acabou em 2002. Praticamente 30 anos ininterruptos. O último nem foi no salão social do Tuiuti Esporte Clube como o usual; foi no campinho de futebol que nem existe mais. Aliás, para lembrar: o TEC está saindo do centro da cidade e indo para uma nova obra lá no bairro São Cristovão. Com ele vai grande parte de sua história. Dos grandes bailes, dos grandes shows, dos grandes jogos de suíço nos seus campeonatos internos, dos bailes do Hawaí em suas piscinas. Hoje no lugar do Tuiuti está surgindo prédios residenciais e, muito em breve, lojas comerciais. No antigo salão social que já não existe encontramos um pequeno shopping. Um dos maiores patrocinadores privados do Fercapo era o banco Bamerindus; do setor público, o governo do Estado através do Banestado. Resumo da opera: o Bamerindus quebrou, o Banestado também e o Fercapo acabou. Só que, Só que... O Fercapo não apenas acabou como também um experto da cidade simplesmente registrou a marca como sendo sua e hoje ninguém mais pode usá-la; a não ser o próprio, ou que paguem pelo uso. Num festival disputadíssimo, com concorrentes fortíssimos de todo o Brasil, é bom ressaltar e lembrar que cascavelenses como Janine Borba, Caio Gottlieb, Airton Fracaro, Edson Morais e o Anísio Rocha também ganharam Fercapos. A musica do Anizio Rocha O CIRCO até hoje é lembrada .A Secretaria da Cultura, aproveitando o novo Teatro Municipal poderia em conjunto com o Tuiuti Esporte Clube retomar este grande evento e retomar a marca. O Fercapo afinal é da cidade, é do Tuiuti; a Cascavel pertence.

















18/08/2011 16h54

Caros leitores

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Num bate papo nesta semana com o amigo Dilvo Grolli, presidente da Coopavel - uma das maiores cooperativas do País, exportadora de pelo menos 50 % da sua produção que consiste em carne de frango, de porco, soja em grãos, farelo e óleo de soja e milho para países da Europa, Oriente Médio e Ásia -, ele me dizia da importância de lutarmos e especialmente conquistar aqui para o Oeste do Paraná um Centro de Pesquisa Público. E cá entre nós, quem exportou só no ano passado 42 milhões de toneladas de produtos, deve falar com conhecimento de causa.

Potencialização - Refletindo sobre o sonho almejado pelo Dilvo Grolli, fiquei aqui com meus poucos botões, questionando: como pode uma região rica como é o nosso oeste, altamente produtiva, com agronegócio fortíssimo, carregando o status de maior produtora de soja, trigo, milho e frango do Estado e com uma bacia leiteira de dar inveja a muitos, como pode com tudo isto ainda não dispor de um centro de pesquisa? A ausência de uma unidade pública trava nosso potencial, faz-nos esbarrar em limitações desnecessárias, diminui a produção e sua qualidade.

Iniciativa pública – Temos o mais importante: solo fértil. Mas é preciso eliminar os obstáculos, potencializar a qualidade, diminuir riscos e aumentar o lucro. Ninguém consegue alçar voos muito alto sem investir em tecnologia. Então não estaria na hora de levantar esta bandeira? Ou isto não dá voto? Reivindicar um Centro de Pesquisa do Estado aqui para Cascavel potencializaria o talento que nossa gente tem para plantar, produzir, colher. O centro de pesquisa privado que atualmente atende nossa região de certa forma limita o acesso de muitos agricultores, especialmente os pequenos. A área, nós temos: a da antiga Syngenta que foi repassada ao Estado no governo anterior. Resta àquele local retomar o foco para o qual foi destinado pela empresa, que foi exatamente a pesquisa com apoio de tecnologia e aparelhagem. Com isto todos sairão ganhando. Com o aumento da produtividade da região ganha o Estado, o produtor, o consumir. O homem do campo merece e a região agradece.

















11/08/2011 15h17

Uniformes

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Ideias e pessoas - Existe uma frase - infelizmente não sei a autoria para dar o devido crédito, mas é a seguinte: "grandes mentes discutem ideias, mentes medianas discutem eventos e mentes pequenas discutem pessoas”. Em Cascavel parece que falta algo no sentido de ideias e projetos. Falta união de forças para conseguirmos tudo que for possível oferecer aos nossos - filhos, família, nossa gente. Conseguir para cidade aquilo que gere frutos, empregos, resultados. É um ganho coletivo.

Guerra - Aqui adversários políticos são na verdade inimigos. Inimigos pessoais. Também concorrentes em atividade afins, num mesmo setor da economia. Se odeiam. Em alguns casos não fazem questão de dissimular; fica escancarado, especialmente aos olhos de quem administra organismos públicos. A conversa é neste tom: "se você liberar, se você ceder, eu vou bater em você, e muito..." E por aí vai. Não importa que isto prejudique pessoas que nada tem com o ciúme, a raiva, a ganância e a arrogância daquele que assim agem. Lamentável. Coisa de pequenas e pobres mentes.



Investigação - Neste episódio da votação do pedido de investigação de irregularidade em compras realizadas pela Prefeitura acompanhamos um festival de absurdos. Manobras e ações políticas que deixaram no ar um cheiro de coisa errada (se é que coisa errada deixa cheiro). Diz o ditado: onde existe fumaça há fogo. Outro diz: quem não deve não teme. Ditados usados para perguntar: se não houve algo irregular porque suspender parte do pagamento?



Apenas um pedido... - Se não existe uma mínima possibilidade de superfaturamento, material impróprio, etc., porque tantas manobras para não permitir passar um simples pedido de investigação? Medo do desgaste? Mas se nada existia seria um salvo conduto, uma prova de que o patrimônio público é bem administrado, ou não? Se não tem medo porque colocar funcionários duas horas e meia antes do início da sessão tomando todas as cadeiras da Câmara? E especialmente porque exonerar secretários que são suplentes de vereador? Medo? Medo de quê, se não houve irregularidade na compra do material escolar? Era só um pedido de investigação!

Joguinho? - Do outro lado; se era só uma investigação porque deixar passar a idéia de que era um pedido de cassação? Foi um erro proposital apenas para manter o assunto na mídia? Foi apenas orquestração política para desgastar o adversário? Parece que não existe preocupação com o interesse público e sim apenas interesse no poder pelo poder.

Câmara - Vereadores do afamado grupo G10 não sabiam nem em que votavam. Ou como diz aquele outro velho ditado, sabiam, mas se fingiram de mortos para ludibriar o coveiro? Afinal, quanto mais confuso melhor para quem é difuso. Será? É lamentável.

Entidades - É triste porque a gente não observa as entidades de classe se manifestarem em favor da cidade. São omissas. E olha que algumas chegam até a fazer campanhas por moralidade, voto útil. Manifestam-se só quando é do interesses delas?

Porque só dos uniformes? - Por outro lado é muito complicado entender que no caso dos uniformes escolares, questão levantada por um vereador que cumpre seu papel constitucional, alguém pegue uma carona para defenestrar o adversário político. Mas ninguém se manifesta sobre um escárnio com a população que é o valor pago pela coleta do lixo. Serviço que em Londrina, 2ª cidade do Estado, custa R$ 8,7 milhões ao ano e entidades cobram da Prefeitura de lá que baixe; e aqui na 5ª cidade do Estado custa R$ 19,1 milhões ao ano, mais que o dobro. Porque se calam? É a pergunta que não quer calar para o G33, afinal, a não ser que eu seja muito ruim de matemática, tudo que foi pago pelos uniformes (com dinheiro federal) não paga um mês da coleta do lixo (dinheiro nosso).

















Jorge Guirado
A frente da Catve, Jorge está desde 2004, mas essa história começou bem antes. Em 1979, o apresentador tem suas primeiras experiências em televisão com a implantação da TV Tarobá, emissora na qual teve o cargo de diretor geral por 21 anos, lá idealizou em 1994 e realizou até 2003 o Dia da Bondade em Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e por último em Toledo.

Na filial da Band, criou e colocou no ar vários programas. Apresentou os Programas, Melhor da Rodada e Placar de Opiniões. Sua carreira na Band também inclui a criação e implantação da TV Tarobá de Londrina inaugurada em 1996, a qual dirigiu por sete anos.
As narrações de jogos na afiliada da BAND passam pelos Campeonatos Gaúcho e Paranaense de Futebol, Copa Libertadores da América, Chave Ouro, Sul americano de Seleções de Futsal e Liga Futsal.
Em grandes coberturas da Band, Jorge participou da equipe de produção nas Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994, e ainda, nas Olimpíadas de Los Angeles e Atlanta.
Jorge foi diretor de imagens durante eventos como Stock Car, Fórmula Truck, Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, e em três etapas brasileiras do Mundial de Motovelocidade, imagens estas destinadas a Dorna TV, que distribui o sinal das corridas para 180 países.
Com serviços para a Band, SBT, Globo e Espn, durante 20 anos foi diretor de imagens dos Campeonatos Brasileiro de Futebol, Copa dos Campeões, Copa do Brasil, Libertadores da América, Pré-olímpico de Futebol, Liga Mundial de Voleibol e Copa América de Futebol realizada uma no Paraguai e outra na Bolívia.

Dirigiu também as 3 etapas da Fórmula INDY realizadas no Rio de Janeiro com transmissões para ABC e ESPN INT dos EUA, Band e SBT e o Panamericano de Basquetebol em Montevidéu no Uruguai.
Durante cinco anos dirigiu imagens da Fórmula 3 Sul americana para Espn Internacional na Argentina , Uruguai e Brasil, as etapas brasileiras da World Series e da WTCC, entre outras categorias do automobilismo nacional.

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