03/09/2011 11h39

Pré-jogo entre Cascavel e Florianópolis pela Liga Futsal 2011

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Jorge Guirado e Geraldo Magela fazem um bate papo descontraído sobre o jogo desta tarde



03/09/2011 08h32

Onde está o erro?

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Sociedade assustada - Assusta-nos ver a marginalidade na rua. Assusta-nos ver a criminalidade nos noticiários... Especialmente, a banalidade dos motivos...

Violência nas escolas - Pior que tudo isso, é ver esses atos dentro da escola. Escola que nós como filhos aprendemos que é nossa segunda casa. E hoje como pais, repassamos o amor, respeito e consideração que devemos ter com o local que consideramos extensão do nosso lar.

Apenas na lembrança - Lembro-me até hoje das temidas sextas, por exemplo... Dia em que cantávamos, mesmo contra a vontade, o hino nacional, o hino da bandeira e até o hino da cidade. Os momentos obrigatórios de reflexão e oração das aulas de religião, dos minutos de sermões que eram incompatíveis com o tempo do relógio, durando as vezes uma verdadeira eternidade!

Ontem inútil... ? Enfim, poderia ficar aqui listando todos os deveres e obrigações que nos eram repassados na escola e que mesmo não concordando, na época, mesmo não gostando ou sei lá o quê, tínhamos o compromisso de fazer e fazer bem feito.

...hoje essencial - De lá para cá, é claro, se passou algum tempo, passaram-se alguns anos... Mas que abismo é esse que separa o meu tempo de escola aos tempos atuais? O mundo só evoluiu em tecnologia, em ofertas de bens de consumo, no acesso à informação? E no respeito às pessoas, ao patrimônio público, ao chefe, ao professor e ao diretor? Será que este mesmo mundo regrediu?

Batata quente - Respeito esse que hoje os pais estão impetrando aos educadores a responsabilidade a eles designada... Notícias de vandalismo, agressão, violência dentro das escolas nos deixam ainda mais inconformados do que o normal...

Socorro - Chegamos a tal ponto que precisamos pedir socorro à capital do estado para resolver os nossos conflitos que infelizmente fugiram ao controle de qualquer comunidade meramente escolar.

Bandidos? - Somos obrigados a convocar o socorro de autoridades públicas para lidar com crianças, adolescentes que perderam a noção do limite - se é que um dia o tiveram -; e por que perderam essa noção, esses jovens hoje dominam erroneamente os seus pais...

Limites - E essa queda de braço vai desde a fúria de adolescentes inconsequentes que buscam mostrar por meio de atos tão deprimentes como vandalismo, drogas, bebidas até a ingenuidade de um bebê que chora e faz birra quando não alcança o esperado. Todos somos dotados de vontades, sonhos e desejos. Mas é preciso dosar cada passo, cada ato. E como fazer isso?

Cadê o manual - Será que teremos de buscar nos antigos um manual, uma cartilha, um vídeo de orientação? Sinceramente, trabalhando em televisão e assustado vendo o que ocorre, já estou pensando em pedir ao meu pai e a minha mãe para gravarem um vídeo mostrando como fazer, afinal de contas não nasci em berço de ouro.

Faltou recurso, mas não educação - Bem ao contrário, nasci na Vila Nova em Londrina, estudei em colégio público, amassei barro, comi poeira, passei muitas vezes por debaixo da catraca por não ter dinheiro para pagar a passagem, e quando não mais conseguia passar por debaixo da catraca, pelo tamanho, ia para o colégio á pé. Nem por isto briguei na escola. Sempre respeitei meus professores, diretores e colegas de classe e hoje vivo feliz com a vida sem nenhuma frustração por deixar de ter algo naquela época...



02/09/2011 15h07

Susto

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Olha, hoje passei por uma sensação muito estranha. Estávamos na sala em três, batendo um papo amistoso sobre tv e jornal, de repente comecei a sentir um tremor. Olhei e ninguém se manifestou. O Zé Antonio apenas deslocou a cadeira, olhando pra trás. Reginaldo que participava da roda nada. Nem se manifestou.

Eram quase 11 horas. Outra vez um tremor, senti forte. O quadro da parede balançou. O tv de plasma deslocou. Pensei comigo: na primeira vez imaginei que fosse a cadeira sentindo o peso do corpinho de 130 quilos. Fiquei quieto para não me atazanarem. Eis que surge a primeira dama correndo. : "sentiram o tremor ?" "O prédio tremeu. Lá no jornalismo mexeu tudo". Daí eu me encorajei e disse que sim. Havia sentido. Senti também uma alegria a de que não era a cadeira reclamando do corpinho.

O Zé Antonio também confirmou. Disse que até tinha mexido a cadeira por desconforto. Que sensação estranha. Fico imaginando quem mora na Califórnia (EUA), no Japão, no México, no Chile, lugares onde é habitual este acontecimento. Na Copa de 1986 estive no México por mais de dois meses, lá acompanhei a destruição que causou. Lá vi uma Igreja, a de Guadalupe toda rachada, prédios destruídos, casas. Lá fui num abrigo da Cruz Vermelha onde estavam os órfãos do terremoto. Era muita criança.

O medo e o silêncio num pequeno tremor sentido em Cascavel, oriundo de 6,4 graus na Argentina faz a gente pensar na terra abençoada e de tão poucas catástrofes vivemos. Precisamos cuidá-la melhor.



31/08/2011 13h18

Liga Futsal 2011

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Lendo o regulamento da LIGA FUTSAL observei que um dos artigos diz textualmente que os jogos de Santos, Corinthians e São Paulo não podem receber torcedores que não os destas equipes, ou seja, jogos de uma torcida só. Isto para evitar arruaças, brigas enfim violência em geral. Ponto para a organização da LIGA, pois já que os torcedores não se conscientizam que uma praça esportiva é para se divertir tem mesmo é que impedir o acesso dos brigões.

No mesmo regulamento está definido que os ginásios para receberem semifinal e final devem comportar 3 mil torcedores, com laudo aprovado pelo Corpo de Bombeiros. Já que o CASCAVEL vai muito bem no campeonato isto pode ser uma preocupação. O time está classificado para as quartas-de-final devendo decidir com Santos ou Marechal uma das vagas para a semifinal. Se passar, e como está jogando tem boas chances de avançar, irá perder um de seus trunfos que é o "CALDEIRÃO" da Neva.

Para Cascavel e Marechal não se enfrentarem nas quartas-de-final basta que o Marechal ganhe em casa do desclassificado Suzano e que o Cascavel ao menos empate em casa com o Florianópolis. Ambos serão os primeiros de sua Chave e pegarão os segundos de cada uma delas. Se passarem teremos a inédita presença de duas equipes Paranaenses nas semifinais.

Pelo regulamento a final entre os dois será impossível. Enfrentam-se numa das semifinais. Se confirmadas em quadra, a expectativa é que as quartas-de-final (mata-mata) sejam entre Joinville x Marechal, Orlândia x Carlos Barbosa, Corinhians x São José e Santos x Cascavel. Em caso de resultados iguais (dois empates ou uma vitória de cada um) a decisão se dará em período suplementar com dois tempos de 5 minutos. Se persistir empate haverá disputa em pênaltis.

Se a expectativa acima se confirmar as segundas equipes decidirão em casa no jogo de volta.

O Campeão da LIGA Futsal leva R$ 80 mil em prêmio, o segundo R$ 40 mil, além de troféus e medalhas.



27/08/2011 08h51

Meus caros,

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Cascavel tem talentos e destaques. Profissionais de diversos setores que fazem sucesso em outros lugares. No esporte lembramos Davi Muffato, campeão brasileiro de Stock Car; também Diogo Pachenki, campeão brasileiro de Stock Car Light e de Pick Up. Jaime Mello é um cascavelense privilegiadíssimo, afinal ganha para correr na Europa e nos EUA num carro que é o sonho de qualquer mortal: a Ferrari. Fábio Peasson, campeão brasileiro de motovelocidade, meio esquecido e com falta de patrocínios, mas não menos talentoso. Ângelo Giombelli, tricampeão brasileiro de Stock Car que nos trouxe estrutura e equipe comandada pelo saudoso Giba. Pedro Muffato há muito tempo é referência do automobilismo e ainda hoje, com seus 70 anos, corre na Fórmula Truck. Nossos ciclistas Renan e Renato Ferraro, a família Delai de outrora, e hoje o campeoníssimo Nilceu Aparecido dos Santos. Cascavel tem Juliano Beletti, campeão da Liga dos Campeões da Europa pelo maior time do mundo, o Barcelona; campeão inglês pelo Chelsea; do Brasil pelo Fluminense, e do Mundo pela seleção brasileira. Além destes destaques esportivos, há talentos no setor artístico. Quem não se lembra das primeiras coelhinhas da Playboy: Dulce Neves (antes Miss CDL) e Sueli Pereira dos Santos, musa do arremesso de dardo. Também Viviane Bordin e Vanessa Sato, filha de um dos nossos antigos juízes, Jorge Sato. Temos profissionais de TV de primeira linha que trabalham em Olimpíadas, Copa do Mundo, Mundial de Clubes, Libertadores da América, Liga Mundial de Vôlei, Fórmulas Indy e Fórmula 1. Quem não se lembra do Sérgio Cunha, formado aqui e que foi dirigir o Faustão por muito tempo na Globo, também os desfiles de Carnaval, novelas e hoje está no SBT dirigindo a Marília Gabriela e o Raul Gil. E o Élcio Domingos, hoje supervisor do Recnov - um dos maiores centros de TV do mundo, criado pela Rede Record no Rio para produzir shows e novelas. Cascavel exportou Luiz Carlos Largo para os americanos da ESPN, onde lá ficou por anos e hoje empresta seu talento para a ESPN Brasil em São Paulo. Não podemos nos esquecer de nossa maior estrela Olga Bongiovanni, esta talentosa conterrânea por adoção e opção pessoal, que depois de passar pela Band e Rede TV agora está na TV Gazeta, muito forte em São Paulo e que pode ser sintonizada pelo satélite ou no canal 52 UHF por sinal aberto. A apresentadora Thais Beleze que empresta seu talento a todos os paranaenses pelas telas da RPC em Curitiba. Os talentos de Cascavel não param por aí. As fotos da Formula 1 e de outras categorias importantes são produzidas por este monstro que é o Sérgio Sanderson. As fotos da Fórmula Truck por Orlei Silva. Não custa lembrar que imagens da Fórmula Truck pela Band, da Stock Car pela Globo, da Montana pela Rede TV, da Porsche pelo Canal Internacional Speed da Fox, que o Mundial de Turismo WTCC para a Euro Sports, o mundial de Motocross para o mundo, todos são realizadas por cascavelenses como José Teixeira, Dinho, Polaco, Alex, Oldemar, Nardeli, Juliano, Marlus, Ayala, José Neri, Celso, Robson. Cito alguns profissionais para representar outros tantos criativos e competentes que preencheriam mais de uma página. São eles que fazem os principais eventos para as emissoras brasileiras e para o mundo. Por pelo menos uns 15 anos eles foram quase os únicos a rodar a América do Sul, transmitindo corridas, futebol, basquete, vôlei e até rugby. São cameras-man, editores, técnicos, diretores de imagem. Talentos de nossa terra. Talento que supera até a autofagia reinante nestas bandas. Quem tem talento supera qualquer obstáculo. Até a falta de reconhecimento. Gente que nada fez por esta cidade é homenageado pela Camara de Vereadores. Lembraram até do Lugo, mas não lembram de nossos talentos. Bom ! querer o que desta Camara que só tem talento para dizer amém ao Paço Municipal e manter segredos inconfessáveis?



25/08/2011 13h03

Presente de grego

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Caros leitores. Nem sempre ganhar uma obra reinvidicada há tempos é o mais difícil. Muitas vezes brigamos anos e anos por algo de que precisamos, que vai facilitar ou melhorar a vida da população, e ganhamos na realidade um presente de grego.

Hospital, PAC, agora UPA - Vocês se lembram do Hospital da Criança? Onde era o PAC I e que virou UPA. Pois é. Depois de prontinho - ainda como Hospital da Criança - precisava colocá-lo em funcionamento e aí é que veio o grande abacaxi, por sinal muito difícil de descascar. Ele é um bom exemplo local de presente grego. Tanto que o Hospital (ou PAC ou UPA) é o que é hoje, ou seja, não atende como deveria atender a população que dele precisa.

Teatro de Cascavel - O exemplo mais recente é o nosso tão sonhado Teatro Municipal. A obra está lá, praticamente pronta, mas sem expectativa de uso. Está assim porque tem uma segunda fase que deve custar nada mais nada menos do que sete milhões de reais.

Só a casca - Isto tudo porque apesar da estrutura do prédio estar concluída, a parte interna do teatro, ainda está longe de ficar pronta. É preciso fazer as instalações de cenotécnica, iluminação cênica, sistema de som, sistema de vídeo, paisagismo, climatização, poltronas, enfim, tudo aquilo que é necessário para receber apropriadamente shows e peças teatrais, para receber um evento. Aquilo que é necessário para funcionar de fato uma casa de espetáculos.

Sem projeto - A Prefeitura não entregou nem o projeto da segunda etapa que estava prometido para julho, talvez para não considerá-lo concluído e ter de pagar à Construtora o valor final.

Sem continuidade - Também é interessante notar que toda obra iniciada por uma administração enfrenta grandes dificuldades de conclusão quando cai numa administração que a sucede, principalmente quando estas são partidariamente adversárias. Ocorre em todas as administrações. Em todo lugar. Muitas obras, anseio de uma comunidade, sofrem esta dificuldade de continuidade.

Birra política - Às vezes porque o novo mandatário que assume não concorda com o que está sendo feito. Outras vezes simplesmente para não dar moral para quem começou e não terminou, ou ainda por birra, por capricho mesmo. É impressionante. Os interesses da comunidade que se lixem. Vira um teatro mesmo. Um verdadeiro festival de máscaras, de fingir e interpretar porquês...

Lei de continuidade - Será que não haveria uma forma de quem hoje fiscaliza e legisla de criar leis para impedir isto? Quem sabe: o administrador só poderá começar uma obra se tiver recursos e tempo hábil para concluí-la. Ou: o gestor deve entregar as obras completas e em condições de uso imediato até o final do seu mandato. O mandatário não poderá deixar para seus sucessores a conclusão.

Mexendo no bolso - Se assim não o fizer estará sujeito a multas e processos de responsabilidade. Enfim, terá de botar a mão no bolso. Penso que este seria um bom caminho de por fim ao desperdício do dinheiro, ao desprezo e abandono, ao fim de obras públicas emperradas e inacabadas. Quem sabe assim os gestores públicos poderão ter mais respeito com o dinheiro de nossos impostos.



22/08/2011 14h06

Contingência

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Meus caros. A BR 277 continua matando. Agora em Guarapuava. 11 mortos e 14 feridos. Mortes violentas por uma estrada de muito fluxo de veículos e sem duplicação, mas também pela irresponsabilidade de alguns motoristas. Além destas mortes pela estrada em si e pela imprudência agora surge um outro problema. Nesta passarela que liga Cascavel a Foz do Iguaçu e a Capital onde vemos desfilar a morte e o perigo. A Insatisfação com o trecho é de conhecimento de todos e, por isto, esta é uma bandeira constante nas campanhas eleitorais.

Tráfego intenso - O fluxo de veículos que trafega pela BR 277 no trecho entre Cascavel e Foz tem picos de quase mil carros por hora. Num dia tranquilo, são 200 veículos por hora, o que já não é pouco. É muita gente disputando o mesmo espaço e abusando das ultrapassagens e da velocidade.

Valores dos pedágios - Como se não bastasse a rodovia por si só que já tem suas peculiaridades de violência, ainda há a contribuição dos responsáveis pela tão questionada exploração do trecho. Daqui até Foz são duas praças de pedágio: R$ 7,50 na praça de Céu Azul e R$ 9,80 na praça de São Miguel do Iguaçu. Então gastamos R$ 17,30 para chegar a Foz e mais o mesmo para voltar a Cascavel, num total de R$ 34,60.

Ruim e pior - Até não gostamos, mas temos admitido a situação, afinal é inegável que as condições de pista, sinalização e manutenção são melhores com do que sem o pedágio, pois se ficasse para o Estado - embora os altos valores do IPVA -, as condições seriam piores.

Fila na praça - Mas o que não dá para tolerar é pagar - e pagar bem - e ainda ser obrigado a ficar um tempão em fila porque as praças muitas vezes operam apenas com uma cancela. Apenas uma funciona, e aí, invoque a santa paciência para enfrentar a fila.

À noite, fila e medo - No entanto, à noite, o problema se agrava, pois além da fila tem o medo. O usuário é obrigado a contar com a sorte. As praças de pedágio são visadas para assalto e eu nem sei por que, pois divulgam sempre que o faturamento é pouco.

Assalto no SAU - E agora tem este pessoalzinho que gosta de assaltar e maltratar as pessoas. Eles ficam na espreita no SAU (Serviço de Atendimento ao Usuário), próximo às cancelas, para agirem. Na última semana, uma família passou o maior sufoco no banheiro. Para assaltar, marginais já chegaram agredindo com violência exacerbada. O homem foi agredido e mesmo sob os gritos de sua esposa, eles não foram ajudados. O cidadão de bem foi levado para uma estrada vicinal e passou o maior sufoco. Por Deus, está a salvo...

Falta de segurança - Acontece que não se vê um santo vigia para dar segurança aos que trafegam e são obrigados a parar para pagar o pedágio. As concessionárias não oferecem nenhuma segurança. É um absurdo. Uma afronta e um risco à vida se você tiver de parar no pedágio depois das oito da noite. Vai ficar exposto à violência e à criminalidade porque nem todas as cancelas funcionam e também porque não existe pessoal e segurança.

Preço e serviço - Quem paga bem quer serviço bom. Os preços já são altos, então que se dê pelo menos agilidade com a disponibilidade de passagem por todas as cancelas. Ou vão esperar que ocorra outro caso como o citado? Ano passado já houve outro crime desta estirpe. Era bom que a concessionária tornasse mais fácil a vida do usuário sem necessariamente comprar o VIA FÁCIL.

















20/08/2011 06h55

Meus caros,

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Os mêses de julho/Agosto, para aqueles que aqui viveram antes de 2002, traz boas lembranças. Especialmente para aqueles que gostam de uma boa música. O Fercapo - Festival Regional da Canção Popular - foi durante muitos anos a maior atração da cidade e da região. Vinha gente de todo lugar para acompanhar. Acontecia sempre neste período do ano, sempre nas últimas semanas de julho. Sempre com muito frio...O frio era um charme, um atrativo convidativo para músicos e renomados jurados. Todos eram muito bem recebidos, não só pelos diretores do clube, mas também por empresários que promoviam jantares e almoços maravilhosos. Era também a oportunidade de novos ricos se mostrarem para importantes personalidades do Brasil Musical. Todos se maravilhavam com a cidade, com o Soja Society, com sua gente. O Fercapo foi ao longo dos anos um tremendo relações públicas da cidade. Muitos destes jurados ao fim do evento já pediam para a organização que queriam ser convidados para o próximo. Se escalavam para estar aqui. Sem cachê. O Fercapo teve como presidente do juri o Zuza Homem de Mello, se não o maior, seguramente um dos maiores produtores musicais brasileiros. Teve Aramis Millarch, seguramente o maior do Paraná. Da nossa aldeia, o mais importante, sem dúvida, foi o hoje desembargador Paulo Hapner que era um profundo conhecedor de música - entre tantos outros menos votados, mas não menos importantes. Além destas figuras ilustres no meio musical o Festival recebeu, sem falar de concorrentes de todo o Brasil, grandes nomes para shows. Desde Tim Maira - que não encontrou o retorno e também não cantou no clube, mas que depois deu um show gratuito em um dos restaurantes da cidade - até Alcione, Elba Ramalho, Ivan Lins, Erasmo Carlos, Zizi Possi, Zé Ramalho, Duzek, Beth Carvalho, Eliana Pittman, Guilherme Arantes, enfim os maiores nomes da música brasileira. Tim Maia que aliás quando chegou a cidade um repórter foi até o Hotel Copas Verdes e perguntou ao empresário : O TIM MAIA já chegou ? "O corpo esta ai mas, ele só chega amanhã"respondeu em bom carioquês o empresário, com o cantor estatelado na cama...Começou em 1971 e acabou em 2002. Praticamente 30 anos ininterruptos. O último nem foi no salão social do Tuiuti Esporte Clube como o usual; foi no campinho de futebol que nem existe mais. Aliás, para lembrar: o TEC está saindo do centro da cidade e indo para uma nova obra lá no bairro São Cristovão. Com ele vai grande parte de sua história. Dos grandes bailes, dos grandes shows, dos grandes jogos de suíço nos seus campeonatos internos, dos bailes do Hawaí em suas piscinas. Hoje no lugar do Tuiuti está surgindo prédios residenciais e, muito em breve, lojas comerciais. No antigo salão social que já não existe encontramos um pequeno shopping. Um dos maiores patrocinadores privados do Fercapo era o banco Bamerindus; do setor público, o governo do Estado através do Banestado. Resumo da opera: o Bamerindus quebrou, o Banestado também e o Fercapo acabou. Só que, Só que... O Fercapo não apenas acabou como também um experto da cidade simplesmente registrou a marca como sendo sua e hoje ninguém mais pode usá-la; a não ser o próprio, ou que paguem pelo uso. Num festival disputadíssimo, com concorrentes fortíssimos de todo o Brasil, é bom ressaltar e lembrar que cascavelenses como Janine Borba, Caio Gottlieb, Airton Fracaro, Edson Morais e o Anísio Rocha também ganharam Fercapos. A musica do Anizio Rocha O CIRCO até hoje é lembrada .A Secretaria da Cultura, aproveitando o novo Teatro Municipal poderia em conjunto com o Tuiuti Esporte Clube retomar este grande evento e retomar a marca. O Fercapo afinal é da cidade, é do Tuiuti; a Cascavel pertence.

















18/08/2011 16h54

Caros leitores

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Num bate papo nesta semana com o amigo Dilvo Grolli, presidente da Coopavel - uma das maiores cooperativas do País, exportadora de pelo menos 50 % da sua produção que consiste em carne de frango, de porco, soja em grãos, farelo e óleo de soja e milho para países da Europa, Oriente Médio e Ásia -, ele me dizia da importância de lutarmos e especialmente conquistar aqui para o Oeste do Paraná um Centro de Pesquisa Público. E cá entre nós, quem exportou só no ano passado 42 milhões de toneladas de produtos, deve falar com conhecimento de causa.

Potencialização - Refletindo sobre o sonho almejado pelo Dilvo Grolli, fiquei aqui com meus poucos botões, questionando: como pode uma região rica como é o nosso oeste, altamente produtiva, com agronegócio fortíssimo, carregando o status de maior produtora de soja, trigo, milho e frango do Estado e com uma bacia leiteira de dar inveja a muitos, como pode com tudo isto ainda não dispor de um centro de pesquisa? A ausência de uma unidade pública trava nosso potencial, faz-nos esbarrar em limitações desnecessárias, diminui a produção e sua qualidade.

Iniciativa pública – Temos o mais importante: solo fértil. Mas é preciso eliminar os obstáculos, potencializar a qualidade, diminuir riscos e aumentar o lucro. Ninguém consegue alçar voos muito alto sem investir em tecnologia. Então não estaria na hora de levantar esta bandeira? Ou isto não dá voto? Reivindicar um Centro de Pesquisa do Estado aqui para Cascavel potencializaria o talento que nossa gente tem para plantar, produzir, colher. O centro de pesquisa privado que atualmente atende nossa região de certa forma limita o acesso de muitos agricultores, especialmente os pequenos. A área, nós temos: a da antiga Syngenta que foi repassada ao Estado no governo anterior. Resta àquele local retomar o foco para o qual foi destinado pela empresa, que foi exatamente a pesquisa com apoio de tecnologia e aparelhagem. Com isto todos sairão ganhando. Com o aumento da produtividade da região ganha o Estado, o produtor, o consumir. O homem do campo merece e a região agradece.

















11/08/2011 15h17

Uniformes

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Ideias e pessoas - Existe uma frase - infelizmente não sei a autoria para dar o devido crédito, mas é a seguinte: "grandes mentes discutem ideias, mentes medianas discutem eventos e mentes pequenas discutem pessoas”. Em Cascavel parece que falta algo no sentido de ideias e projetos. Falta união de forças para conseguirmos tudo que for possível oferecer aos nossos - filhos, família, nossa gente. Conseguir para cidade aquilo que gere frutos, empregos, resultados. É um ganho coletivo.

Guerra - Aqui adversários políticos são na verdade inimigos. Inimigos pessoais. Também concorrentes em atividade afins, num mesmo setor da economia. Se odeiam. Em alguns casos não fazem questão de dissimular; fica escancarado, especialmente aos olhos de quem administra organismos públicos. A conversa é neste tom: "se você liberar, se você ceder, eu vou bater em você, e muito..." E por aí vai. Não importa que isto prejudique pessoas que nada tem com o ciúme, a raiva, a ganância e a arrogância daquele que assim agem. Lamentável. Coisa de pequenas e pobres mentes.



Investigação - Neste episódio da votação do pedido de investigação de irregularidade em compras realizadas pela Prefeitura acompanhamos um festival de absurdos. Manobras e ações políticas que deixaram no ar um cheiro de coisa errada (se é que coisa errada deixa cheiro). Diz o ditado: onde existe fumaça há fogo. Outro diz: quem não deve não teme. Ditados usados para perguntar: se não houve algo irregular porque suspender parte do pagamento?



Apenas um pedido... - Se não existe uma mínima possibilidade de superfaturamento, material impróprio, etc., porque tantas manobras para não permitir passar um simples pedido de investigação? Medo do desgaste? Mas se nada existia seria um salvo conduto, uma prova de que o patrimônio público é bem administrado, ou não? Se não tem medo porque colocar funcionários duas horas e meia antes do início da sessão tomando todas as cadeiras da Câmara? E especialmente porque exonerar secretários que são suplentes de vereador? Medo? Medo de quê, se não houve irregularidade na compra do material escolar? Era só um pedido de investigação!

Joguinho? - Do outro lado; se era só uma investigação porque deixar passar a idéia de que era um pedido de cassação? Foi um erro proposital apenas para manter o assunto na mídia? Foi apenas orquestração política para desgastar o adversário? Parece que não existe preocupação com o interesse público e sim apenas interesse no poder pelo poder.

Câmara - Vereadores do afamado grupo G10 não sabiam nem em que votavam. Ou como diz aquele outro velho ditado, sabiam, mas se fingiram de mortos para ludibriar o coveiro? Afinal, quanto mais confuso melhor para quem é difuso. Será? É lamentável.

Entidades - É triste porque a gente não observa as entidades de classe se manifestarem em favor da cidade. São omissas. E olha que algumas chegam até a fazer campanhas por moralidade, voto útil. Manifestam-se só quando é do interesses delas?

Porque só dos uniformes? - Por outro lado é muito complicado entender que no caso dos uniformes escolares, questão levantada por um vereador que cumpre seu papel constitucional, alguém pegue uma carona para defenestrar o adversário político. Mas ninguém se manifesta sobre um escárnio com a população que é o valor pago pela coleta do lixo. Serviço que em Londrina, 2ª cidade do Estado, custa R$ 8,7 milhões ao ano e entidades cobram da Prefeitura de lá que baixe; e aqui na 5ª cidade do Estado custa R$ 19,1 milhões ao ano, mais que o dobro. Porque se calam? É a pergunta que não quer calar para o G33, afinal, a não ser que eu seja muito ruim de matemática, tudo que foi pago pelos uniformes (com dinheiro federal) não paga um mês da coleta do lixo (dinheiro nosso).

















Jorge Guirado
A frente da Catve, Jorge está desde 2004, mas essa história começou bem antes. Em 1979, o apresentador tem suas primeiras experiências em televisão com a implantação da TV Tarobá, emissora na qual teve o cargo de diretor geral por 21 anos, lá idealizou em 1994 e realizou até 2003 o Dia da Bondade em Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e por último em Toledo.

Na filial da Band, criou e colocou no ar vários programas. Apresentou os Programas, Melhor da Rodada e Placar de Opiniões. Sua carreira na Band também inclui a criação e implantação da TV Tarobá de Londrina inaugurada em 1996, a qual dirigiu por sete anos.
As narrações de jogos na afiliada da BAND passam pelos Campeonatos Gaúcho e Paranaense de Futebol, Copa Libertadores da América, Chave Ouro, Sul americano de Seleções de Futsal e Liga Futsal.
Em grandes coberturas da Band, Jorge participou da equipe de produção nas Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994, e ainda, nas Olimpíadas de Los Angeles e Atlanta.
Jorge foi diretor de imagens durante eventos como Stock Car, Fórmula Truck, Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, e em três etapas brasileiras do Mundial de Motovelocidade, imagens estas destinadas a Dorna TV, que distribui o sinal das corridas para 180 países.
Com serviços para a Band, SBT, Globo e Espn, durante 20 anos foi diretor de imagens dos Campeonatos Brasileiro de Futebol, Copa dos Campeões, Copa do Brasil, Libertadores da América, Pré-olímpico de Futebol, Liga Mundial de Voleibol e Copa América de Futebol realizada uma no Paraguai e outra na Bolívia.

Dirigiu também as 3 etapas da Fórmula INDY realizadas no Rio de Janeiro com transmissões para ABC e ESPN INT dos EUA, Band e SBT e o Panamericano de Basquetebol em Montevidéu no Uruguai.
Durante cinco anos dirigiu imagens da Fórmula 3 Sul americana para Espn Internacional na Argentina , Uruguai e Brasil, as etapas brasileiras da World Series e da WTCC, entre outras categorias do automobilismo nacional.

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