11/11/2011 10h13

Tá por Fora

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Estava hoje pela manhã ouvindo a Rádio CBN. Comentário de uma famosa jornalista carioca. Ouço sempre e confesso admirar alguns de seus comentários.

Mas hoje ela defendia sobre os royalties do pré-sal. Dizia que era absurdo dividirem para todos os Estados. Não sou um mestre em pré-sal ou petroleo. Não entendo muito o funcionamento de como se deve dividir ou não. Especialmente esta molezinha de dinheiro que alguns estados como o Rio recebem sem fazer nada e com uma porção de vantagens. Vantagens como geração de empregos por exemplo.

Mas meu comentário vai sobre os comparativos que ela fez para defender os royaltes para o Rio.

Disse ela : "daqui aqui pouco vamos querer também a divisão dos royalties da soja que o Paraná produz ". Será que ela sabe que para colher o soja, temos que ter um agricultor e sua gente primeiro trabalhando a terra, depois adubando e plantando. Depois cuidar das pragas com herbicidas e por
fim colher.

Sem antes ter de rezar muito para chuvas e sol em tempo certo. Para não gear. Depois continuar rezando para o preço gerido pelo mercado externo estar bom para ele ter resultado. Será que ela sabe que Soja não brota do fundo como o Petroléo ? Que o povo do Paraná, do Rio Grande e Mato Grosso especialmente tem de trabalhar muito?
Já não chega a energia que produzimos aqui, que acabou com nossas 7 Quedas, acabou com muita área agrícola produtiva e que nada recebemos de ICMS ?
Lendo na coluna do Claudio Humberto vejo que Campos no Estado do Rio recebe 1 bilhão de royaltes do Petróleo por mês e mesmo assim seu IDH é 0,752 sendo a 55a colocada entre 92 cidades. Quer dizer nem esta fortuna diminue sua pobreza.
Falta gestão e zelo com a coisa pública.
Se liga LUCIA...



05/11/2011 08h01

Trânsito

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Vidas ceifadas no trânsito - Conhecemos a violência do trânsito de Cascavel, por bem ou por mal de todos. Conhecemos pelas notícias que são veiculadas na mídia diariamente, pelo que vemos ao trafegar pelas ruas e avenidas - que às vezes parecem mais pista de corrida. Por saber, infelizmente, de antigas histórias tristes, até hoje sem punição, como as perdas de Flávio Rotta, da pequena Rafaela, o bebê Pedrinho, a estudante Camila, de Tiele de Castro e tantos outros absurdos ao volante que resultaram na morte de pessoas jovens e queridas. E o mais revoltante: até hoje impunes.

Impunidade legalizada - Mesmo com todo o clamor da sociedade por justiça, os familiares e os autores deste crime ganharam de presente a impunidade. Aos familiares, é claro, um presente de grego. E a impunidade não é por culpa de juízes e promotores, pois eles também são tão vítimas quanto nós, deste sistema judiciário que permite ampla defesa e proporcionam idas e vindas sem fim de processos por inúmeras instâncias, especialmente quando o réu é gente abastada como esta que matou a jovem Tiele que pode recorrer até o fim da sua vida e vivendo ainda assim de forma nababesca nas praias de Floripa ou nos shoppings de POA.

Frota crescente - Os autores destas tragédias utilizaram uma das armas mais perigosas e estúpidas e nem foram punidos pela brutalidade. Alguns com a cabeça feita e bem cheia de boas doses do melhor Scotch. Claro que todos nós estamos sujeitos a acidentes, afinal estamos diuturnamente no trânsito. Trânsito de uma cidade que cresce mil veículos automotores por mês e que se continuar neste ritmo vai dobrar de quase 170 mil para mais de 340 mil veículos em 10 anos. Mas devemos usar os veículos a nosso favor e não contra a vida.

Mobilidade urbana - Recentemente temos o sistema de binários. Ele ainda passa por adaptações, algumas alterações ainda estão sendo realizadas e isto proporciona vias rápidas, muitas de mão única. Foi criado para melhorar o fluxo de carros, para destravar o trânsito que em razão das facilidades de compra de carros e motos está cada vez mais complicado. No entanto, o que esta acontecendo na verdade é um abuso.

Efeito colateral - Todos os dias têm graves acidentes. E nas batidas, para se ter ideia do nível delas, alguns carros estão simplesmente capotando, ficam com as quatro rodinhas pra cima, como dizem os boys. Carro só capota se a pancada for forte. Então imaginem a velocidade na cidade onde não tem radar?

Consciência no bolso - Responsabilidade ao volante não faz mal a ninguém e se as campanhas de conscientização não estão dando certo, infelizmente vamos ter de aceitar e até pedir mais radares e pardais. Se os motoristas não entendem por bem terá que ser por mal. Parece que só há resultado botando a mão no bolso daqueles que não respeitam as leis de trânsito.

Investimento - A CETTRANS apenas poderia investir este dinheiro arrecadado em mais sinalização e até numa escolinha de tráfego, ou daqui a pouco vamos ter outra tragédia como aquela em que estudante morreu atropelada e depois de morta foi atropelada outra vez. Um absurdo.



28/10/2011 17h37

Alcoolismo

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Droga lícita - Todos nós sabemos que das drogas tidas como lícitas, a bebida alcoólica é a pior de todas. Quase todas as pessoas têm histórico de amigos, parentes ou mesmo conhecidos viciados na bebida. Tem muita gente que adora um goro, exagera e pouco se importa com o resultado de sua bebedeira.

Curando o ruim com o pior - Além dos vexames clássicos e os acidentes de trânsito, também é comum a violência doméstica. Geralmente começa numa rodinha de amigos, às vezes para acalmar alguma frustração no trabalho, frustração amorosa ou um prejuízo financeiro. E assim vai.

Nem lei segura - Apesar das mudanças da legislação, das punições e do maior aperto na fiscalização, ainda tem muita gente que é surpreendida em blitz, dirigindo carros sempre com muito mé na cabeça. Os bafômetros por vezes nem conseguem registrar os níveis desta bebedeira.

Bebida e violência doméstica - A bebida também está presente na violência doméstica, onde muitas mulheres são agredidas por bêbados e covardes parceiros. O assunto atualmente é até tema da novela das oito da Rede Globo. Embora o covarde da novela nem sempre esteja cheio de goro. Estes beberrões infelizmente nem se assustam com a lei Maria da Penha que surgiu para proteger as mulheres.

Bebida e direção - No trânsito esta cada pior. No Rio de Janeiro as blitz realizadas de forma rígida e contundentes têm incomodado muitos famosos, jogador de futebol ou estrela de TV. Criaram até uma conta específica no twitter para informar onde estão sendo realizadas as blitz.

Rico, classe média ou pobre - Parece que lá diminuíram os acidentes. Caso diferente de São Paulo onde carros de luxo de alta velocidade e comprovadamente dirigidos por alcoolizados têm feito muito estrago e vítimas, infelizmente. Também carros populares atropelando gente em pontos de ônibus, calçadas, etc., mostrando que a bebedeira ao volante esta em todas as classes sociais. Ainda bem que agora o Supremo Tribunal Federal decidiu ser crime dirigir embriagado. Não vai acabar com bebados dirigindo, mas vai diminuir assim que começarem a acontecer as prisões.

Bebida nos estádios - A exemplo das leis criadas para combater a bebedeira no trânsito, foi criada dentro do Estatuto do Torcedor a proibição de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol e praças esportivas. Por estudos realizados pela ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool), a droga amplifica rivalidades e a tensão de dois grupos apaixonados e, em natural oposição, facilita a expansão da agressividade.

Punição é prevenção - Antes com a garantia da impunidade os machões tomavam um porre e partiam para arruaças e agressões e depois davam a desculpa que só fizeram o que fizeram porque estavam bêbados. Só que graças ao Estatuto do torcedor as punições são facilitadas, acontecendo prisões e até a extinção de torcidas organizadas entre outras ações.

Além do Estatuto - Penso que o Governo deveria ampliar e criar uma lei complementar e proibir que figuras públicas do meio esportivo pudessem fazer propaganda, merchandisings e sugestões de bebidas. Jogadores, atletas, técnicos e comentaristas de futebol, a meu ver, não poderiam fazer campanhas publicitárias que incentivassem o consumo de bebidas alcoólicas.

Soberania - Tomara que o Estatuto do Torcedor prevaleça também na Copa do Mundo. Que não se desrespeite nossa soberania. A Soberania deste País não pode ser jogada no lixo liberando venda de bebidas nos estádios só porque a FIFA tem entre seus patrocinadores uma marca de cerveja. Já basta a FIFA não concordar com a venda de ingressos para estudantes e idosos com preços diferenciados . Vamos aguardar... Mas como isto é BRASIL, logo tudo é possível....



24/10/2011 07h40

Polícia Federal

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Sem espaço - Já tem muito tempo que a Prefeitura de Cascavel tenta encontrar uma área para a instalação de uma nova delegacia da Polícia Federal. Onde a PF está localizada hoje, na Rua Paraná, seu pessoal sofre com a falta de espaço para atender todas as necessidades da instituição. Não só para acolher o pessoal e atender o público, mas também para depósito de material, drogas, cigarros e carros apreendidos, por exemplo.

Opção - Os responsáveis andaram conversando, houve a sugestão de alguns locais, mas nenhum foi bem aceito. Nem pela própria Polícia Federal, nem pelos vereadores cascavelenses. Há algum tempo, em conversa com empresários, surgiu a lembrança de um ótimo local para resolver este problema. Uma área de 12 mil metros quadrados, muito bem localizada e que hoje abriga o INCRA em Cascavel.

Onde sobra espaço - Onde fica o INCRA há uma estrutura de pelo menos 30 anos. É uma estrutura deficitária, muito ultrapassada, sem investimentos, com casas antigas e de madeira. Porém é lá que tem o principal: amplo espaço para construir novos prédios.

Pontos a favor - São 12 mil metros que já serviram de depósito para a Receita Federal e a própria Polícia Federal que lá colocaram vários carros e ônibus apreendidos. O terreno já é da União. Isto é um ponto que pode facilitar as coisas. Constrói-se a sede da Polícia Federal num espaço amplo e ainda, no embalo, substitui-se e moderniza-se o espaço antigo do próprio INCRA, dando inclusive melhores condições de trabalho aos seus quase 30 funcionários que estão lá, meio abandonados, num espaço arcaico e ultrapassado.

Uma forcinha política - Aliás, os nossos deputados federais poderiam unir forças nesta possibilidade e conseguir que o governo federal resolva de uma só vez dois problemas. Como diz o velho ditado ?matariam dois coelhos com uma cajadada só?. Mas parece que eles não estão muito a fim desta solução, porque até agora nada foi feito neste sentido.

Razão para se unir - Esta é uma necessidade da cidade. Por esta causa eles poderiam se unir, sem melindres - afinal a idéia não é de nenhum deles, e por esta razão evitaria disputas bobas -, e ainda estariam de fato representando os interesses da cidade. Nada como uma união de esforços para um bem comum, afinal a área está lá disponível, sem custo. Com um pouco de boa vontade podem resolver, e logo.



21/10/2011 07h49

Carro forte

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Carros fortes - Um problema que continua incomodando é a situação dos carros fortes na cidade; assunto que já foi pauta inclusive de sessão da Câmara, mas ficou sem solução. Este é mais um assunto muito sério. Quem não fica inseguro quando um carro destes de transporte de valores se aproxima na calçada? Ou quando fazem aquelas paradas em fila dupla, em cima da calçada, do Calçadão, no estacionamento dos supermercados?

Dinheiro x vida - A impressão que se tem é de que os valores que serão ali coletados são bem mais valiosos que a vida de qualquer um de nós que ficamos constantemente expostos a este absurdo. O carro estaciona a onde bem entende, de dentro daqueles cofres ambulantes saem seguranças com armas de grosso calibre, olhando de um lado e de outro em busca de eventuais assaltantes. Todos se esquecem do mais importante, da minha, da sua vida. Se esquecem da segurança do cliente, do funcionário. Nós que nada temos com a operação, nunca recebemos nenhum treinamento para uma situação de assalto.

Espaço exclusivo - Em respeito a todos, inclusive aos trabalhadores dos próprios carros fortes que ficam sempre na iminência de serem surpreendidos por qualquer bandido, as regras deveriam ser outras. Por exemplo, ter um local exclusivo para efetuar o transporte e a coleta de valores. Espaço seguro para transeuntes e clientes na captação destes valores. Do contrário que corram os riscos eles mesmos com seu dinheiro e não quem não tem nada com o assunto, que está passando pelo carro forte estacionado sem nem prestar atenção naquilo que ocorre no momento. E desatenciosos, sobrar pra nós, porque os bandidos estão cada vez mais ousados e não pensam duas vezes antes de usar algum desavisado como escudo para um assalto. Eu passo cada sufoco quando vou aqui na Cometa do Jovelino tomar uma café e o carro forte esta nas Casas Bahia ou no Ponto Frio. Ë de borrar a Zorba.



15/10/2011 08h33

Povo batalhador

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Constatação - Brasileiro é mesmo muito otimista e pacífico. Mas também batalhador. E trazendo esta constatação aqui para nossa aldeia, eu diria que a população daqui do Oeste está no topo desta lista de cidadãos bravos, lutadores, idealistas.

Estrada do Colono - Apenas para exemplificar, é só a gente dar uma olhada nas lutas constantes da região, nas conquistas e bravejadas. Por quantos anos estamos brigando, discutindo, tentando reverter a situação da Estrada do Colono? Pelo menos uns 20 anos...

Eternas lutas - Por quantos e quantos anos tentamos um Aeroporto decente para a nossa região? Por quanto tempo gritamos alto pela duplicação da BR 277? E mesmo sem ter êxito, continuamos. Oh, povo bom hein, que não cansa de lutar pelos seus ideais!

A parte produtiva - Povo que não se cansa de buscar uma vida melhor, mais digna. Luta vinda de uma região produtiva, que alimenta grande parte deste País, e - sem querer pensar muito grande -, alimenta parte das mesas dos chefões, poderosos que decidem neste Brasil cheio de diferenças. Gente que quer uma vida melhor para esta cidade em plena ascensão como é nossa querida Cascavel...

Força que vem do povo - Aqui onde cultivamos, plantamos e colhemos de tudo. Mas, ao contrário do ditado: plantando dá; aqui nem tudo... É isso mesmo! Vocês já perceberam que quando a situação depende exclusivamente da natureza e da população, tudo caminha bem e se alcança os objetivos? Aqui conseguimos boas safras, graças à terra fértil e à dedicação do nosso homem do campo. Homens que muitas vezes desanimados, frustrados, com as condições climáticas não muito favoráveis, mesmo assim alcançam números recordes de cultivo, variedades invejáveis, ofertas de vagas de trabalho. Tivemos talentos em todos os setores espalhados por esse mundo afora (já tive oportunidade de escrever alguns nomes em edições anteriores).

A porção destrutiva - No entanto a barreira é grande quando falamos da situação política. O poder público só faz é emperrar sonhos. Por esta razão não me parece por acaso que nesta lista de talentos "Made in Cascavel" de gente que se destaca, não temos políticos. Não temos nomes influentes da nossa cidade no Poder Federal, nem no Estadual. Gente que realmente decida, faça acontecer, que nos valorize, que consiga benefícios para uma gente que só faz bem para este País.

Procura-se... - Não temos grupo ou agente político que consiga uma Universidade completa, sem ser como esta parecida a uma colcha de retalhos tal o numero de Campis que possui. Que consigam um Aeroporto decente, numa localização adequada. Um Teatro atualizado, completo, com capacidade para grandes espetáculos. Um Centro de Eventos para abrigar nossa população ávida para grandes eventos, feiras e exposições. Não temos uma Arena para grandes jogos de vôlei, futsal, basquete. Um Autódromo que não seja um retalho, escondido, camuflado - afinal sua gente já mostrou talento de sobra, já nos deu piloto campeão de Stock Car, de Fórmula Truck, Pick Up, Motovelocidade, Kart, e até piloto que guia Ferrari. Não temos um Velódromo, e mesmo sem apoio do Poder Público, nossa gente já mostrou talento ganhando Copa América, Copa da República e várias corridas nacionais. E olha que foram gerações diferentes - da Silva, Ferraro, Delai.

Opostos - Será que é a água daqui? Que azar o nosso não? Pois aqui vale tudo. Qualquer união ou sociedade para se manter no poder. Mas infelizmente não vale tudo - e não há nenhuma união ? quando é para crescer e desenvolver. Como diria o saudoso Darci Israel, nos potentes microfones da rádio Colméia: "eita cascavelãããããããããão".



04/10/2011 13h31

Aeroporto de Foz

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Demanda - O aeroporto de Foz do Iguaçu foi o aeroporto que mais cresceu em número de embarque e desembarque em todo o território nacional nos últimos tempos, ficando à frente, proporcionalmente, de Guarulhos e Congonhas, aeroportos internacionais da grande São Paulo. Aqui, na cidade do oeste paranaense, tivemos nos últimos tempos um aumento substancial em número de voos. Recentemente, por exemplo, o aeroporto recebeu mais a Azul, a Pluna do Uruguai, a BQB também com voos diários para o Uruguai, a Trip que tirou seu voo para Porto Alegre de Cascavel e ainda a LAN que faz a rota dos Estados Unidos via Lima no Peru. Quer dizer muito mais voos além de TAM, GOL, WEBJET e outras menores brasileiras.

Infra-estrutura - Mas, infelizmente não recebeu adequação e melhorias na sua infra-estrutura. Enfim, agora parece que foi liberada uma verba de R$ 65 milhões (muito diferente da mixaria que veio para Cascavel) para o Infraero investir em melhorias e na modernização necessárias.

Ventos da época dos militares - Já na própria construção do terminal que aí está, a pista de pouso e decolagem foi construída com predominância de ventos de traves, ou seja, ventos laterais. Esta decisão foi tomada durante os governos militares, que, na época, tinham a preocupação de que nossas aeronaves, em procedimento de pousos e decolagens, não invadissem território argentino. Agora, faz-se necessária, por questões de segurança, a construção de uma nova pista, sem ventos laterais, já que hoje não existe mais aquela neurose militar de invasão de território alheio.

Terminal - No terminal de passageiros, os problemas são inúmeros. As salas de embarque e desembarque são acanhadas e não atendem as necessidades atuais. Na área de check-in, no período de muito movimento, principalmente no período da tarde, as filas são uma constante afronta aos passageiros que pagam absurdas taxas de embarque, as quais, aliás, deveriam ser revertidos em benefícios para os usuários. Sem falar nas taxas de navegação e estacionamento de aeronaves, pagos pelas companhias aéreas. Nem estou falando de que uma viagem de São Paulo para Foz dura 75 minutos e depois ficamos quase 30 minutos só para tirar as malas, isto as duas e meia da madrugada.

Refrigeração - Há também de se ressaltar o que todo mundo sabe: as altas temperaturas. Todos que utilizam nosso principal aeroporto sentem na pele o quanto é ruim e precário o seu sistema de ar condicionado. O estacionamento para automóveis também não atende a demanda. Não existe espaço suficiente, especialmente coberto. As pessoas se molham na chuva e os carros fritam no sol.

Goteiras - Na parte interna há excesso de goteiras, preços absurdos praticados pelo comércio, somados a falta de túneis (fingers) de acesso as aeronaves para evitar a exposição dos viajantes ao calor, ao frio e a chuva. É um verdadeiro descaso com o usuário. Nem parece que Foz do Iguaçu é o segundo destino mais procurado pelo turista estrangeiro.

Mais demanda - E agora, com o Brasil recebendo Olimpíadas e Copa do Mundo - além de Fórmula Indy e Formula 1 -, mais urgente se faz necessária uma adequação e modernização de toda estrutura aeroportuária preparando-a para o aumento da demanda que certamente acontecerá.

Na pele - Semana passada tive o dissabor de conviver novamente com estes problemas. Fui a Santos transmitir o jogo da Liga Futsal e a irritação que passei no Aeroporto, como diz aquele famoso comercial de TV, não tem preço. Já na chegada não tinha lugar para estacionar. Depois uma fila terrível na alfândega, outra fila no check-in se misturando com outras companhias e depois uma sala de embarque abarrotada. Passou da hora do Infraero resolver isto. De positivo, pelo menos ao fazer o check-in o funcionário da GOL perguntou de onde eu era e depois me disse que era uma pesquisa para saber se eles colocam uma base aqui depois da reforma do aeroporto de Cascavel, ou não. Menos mal. Sonhar não custa nada. E, o de Cascavel se continuar esta demora na reforma vai prejudicar muita gente. Os prejuízos estão se avolumando na rede hoteleira, nos restaurantes , na perda de eventos. Vamos agilizar . As obras estão infelizmente no ritmo de repartição publica. Lentas, muito lentas.



23/09/2011 17h59

A exceção virou regra

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A regra...

Meus caros. Começo hoje citando o dicionário. Segundo ele, quando falamos em regra, estamos falando de uma norma, algo que geralmente acontece ou quase sempre acontece.

A exceção... - A mesma fonte é quem me diz que exceção é quando se exclui de uma regra, de uma lei, princípio ou ordem. Ou seja, uma palavra é praticamente o antônimo da outra...

O paradoxo... - Sendo assim diríamos: como podem significados tão distantes e díspares estarem atualmente separados por uma fina linha, um limite tênue?


De quem é a culpa? - Pensando melhor, digo mal quando expresso desta forma até porque o nosso lindo e rico português nada tem com isso, não é mesmo. Digo bem ao colocar cada macaco no seu galho, porque são os políticos e não a gramática que tenta nos confundir.

Inversão de valores ? É, meus amigos. No meio político a regra virou exceção e a exceção, regra. A regra seria a honestidade; exceção a corrupção. Mas os que vemos no nosso cenário, inclusive local?

Dicionário desatualizado? - A regra seria defender os interesses coletivos. A ressalva seria para os interesses próprios. E nem precisamos de lentes de aumento para detectar a inversão de intenções...

Pela repetição, exceção vira regra - O normal seria proteger o dinheiro público, aplicando-o nas reais necessidades da população. E o que vemos são escândalos reincidentes de malversação do dinheiro público e licitações direcionadas, seres humanos com valores expressos... a malandragem, os desvios, as falcatruas, a propina, todos viraram regra.

Homens e seus valores - Mas estamos falando de outros valores. Como diria o velho ditado popular: "todo homem tem seu preço". No entanto, no caso do meio político, este preço tem "r" e "$" maiúsculos..., embora alguns andem em liquidação.

"Normal"- A corrupção virou notícia rotineira. E apesar do carimbo de ladrão e corrupto não serem nada agradáveis, me parece que o meio do qual falamos aqui já não se importa mais com as consequências desses respingos. Até porque sequer se manifestam para ao menos dar uma explicação mesmo que mixuruca, porém válida na tentativa de reverter os fatos.

Maus exemplos - Vejam a Jaqueline Roriz. A alegação era de que ainda nem era deputada quando recebeu aquela propina flagrada em gravação de vídeo. E ela, na maior cara de pau, rindo, diz pra uma repórter depois de seu julgamento: ser rica e influente tem lá suas vantagens, vejam o caso do DNIT, do Ministério do Turismo. Substituições por gente do mesmo partido e nada mais. Gozam e debocham da nossa cara.

Política pra quem? - Hoje, infelizmente, a exceção virou regra. Quando em sua origem, grega, a palavra política significava: "dos cidadãos, pertencente aos cidadãos". Agora a norma é entrar na política para administrar, não os meus, os seus, os nossos interesses; não os interesses de uma merenda de melhor qualidade, de escolas estruturadas, de saúde referência, de estradas bem cuidadas e com a manutenção merecida pela família do campo, que de lá nos manda o nosso sustento aqui na cidade. Agora a regra é cuidar, zelar, administrar os interesses do poder, pelo poder...

O poder de ser, ter, vencer. O poder de render, multiplicar, comprar. O poder de manipular, direcionar... Enfim, deixo a lista de vaidades e desejos para você, leitor, finalizar.



19/09/2011 18h10

Duplicação da BR 277

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A campanha Duplicação Já da BR 277 teve início em 1986 na TV Tarobá, e foi retomada em fevereiro de 2004 quando a CATVE entrou no ar


Há 25 anos. Logo após eu ter voltado da Copa do Mundo de 1986 onde observei nos Estados Unidos e no México diversas boas estradas e estradas duplicadas que ligavam cidades importantes em algumas regiões, fui trocar uma idéia com o Emir Sfair do Jornal O Paraná. O Emir era assim tipo um guru para assuntos politicos. Me lembro até quando fizemos ao vivo a apuração daquelas eleições das cidades da faixa de seguranca que tinham por uma época seus Prefeitos nomeados. Em Foz, São Miguel, Medianeira, Capanema, Curitiba entre outras. Foi a primeira vez de eleições diretas para Prefeito nestes municipios. O Emir acertou todos que seriam eleitos. Enquanto eu colocava no ar os numeros que recebia daquelas cidades passados por repórteres ao vivo (João Luiz Furtado, Taniclaer Marcon, Alvir entre outros) o Turco discorria sobre o porque dos votos e como ganhariam. Repito não errou nenhum eleito.
Me lembro que o Requiâo foi eleito em Curitiba e lembro tambem do Adolpho Mariano da Costa em Medianeira. Ficamos no ar das 17 horas até a uma da manhã direto. No México trabalhando pra Rede Bandeirantes fui em várias cidades sedes. Fui em Guanajuato, Monterrey, Guadalajara, Puerto Vallarta, Irapuato, cidade do México e outras mais. Nos intervalos maiores, tipo quando o Brasil não jogava por 3 ou 4 dias nós viajavamos para os Estados Unidos. O saudoso Tito Muffato invarávelmente era o motorista e pra nós deixarmos ele dirigir só com estradas duplicadas e boas. Era um pé de chumbo daqueles.
Na volta falei com o Emir sobre a maravilha das estradas e comparei com a dificuldade que tivemos de Cascavel a Foz para ir pegar nossos voôs. Dai surgiu a idéia de uma campanha
pela duplicação. Começamos naquele ano mesmo ali pelo meio de Agosto, logo depois do Fercapo. A campanha pela duplicação da Br 277. Ele no jornal e eu na tv. Em alguns periodos na tv chegamos até a apelar. Certa vez usamos imagens de uma acidente e citavamos os nomes daqueles que foram vitimas fatais. A idéia era chocar mesmo. Chegou ao ponto do Pai de dois deles ir na tv pedir para tirar do ar porque estava muito duro ver. Me lembro bem do Dr.Fernando do Ministério do Trabalho : "Caro Jorge, tire do ar por favor. Minha mulher esta muito chocada com estes anuncios ". Claro que atendemos ele de imediato. O Emir Sfair infelizmente se foi e o jornal parou de fazer a campanha. Sai da emissora em que estava no final de 2003 mas a emissora felizmente, depois de uma pequena paralização, continuou com a campanha da duplicação. O Emir se foi e não viu a duplicação. Eu felizmente já vi acontecer algo. Vi os primeiros 18 quilometros de Foz a Santa Terezinha de Itaipu. Depois os outros 40 km de Santa Terezinha até Medianeira e ainda os 6 km de Cascavel quase á Santa Tereza do Oeste. O Emir e muitos outros que deixaram esta vida justamente por causa da BR 277 não viram mas eu estou vendo mais um pouquinho. Agora o governador Beto Richa autoriza mais 14 quilometros da duplicação de Matelandia a Medianeira. Não é muito mas é um trecho critico, um trecho de muitos acidentes. Meu caro EMIR SFAIR pena que você não esta aqui pra ver mas onde você estiver com certeza deve estar acompanhando e feliz. O povo desta rica região merece. Das nossas campanhas meu amigo, ainda falta a reabertura da Estrada do Colono se concretizar. Eu não sei se vou ver o complemento da duplicação da BR 277 e nem a reabertura da Estrada do Colono mas valeu até aqui a pena lutar. A campanha não é de A ou B e sim de uma região rica , de um povo ordeiro e trabalhador. De gente que planta e alimenta boa parte deste Pais. Para seu bem chegaram nestes ultimos anos novos companheiros, novos veiculos de comunicação e algumas entidades embora tardiamente tambem se envolveram para conscientizar as autoridades desta necessidade . E para que se saiba a gente tambem não irá desistir. Não irá desistir nunca .Enquanto houver vida haverá luta... Então Emir , você não esta mais entre nós mas o seu ponta pé inicial foi fundamental por esta razâo. A coisa tá andando, devagar mas está, então : Valeu companheiro !!!!



16/09/2011 14h38

Batalhão de Fronteira

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Erro - Caros leitores, que todas as semanas me dão a honra de sua leitura. A decisão do governo do Estado de instalar em Marechal Cândido Rondon o Batalhão de Fronteira parece, aos olhos dos entendidos, ter sido um erro de escolha.

Voz especialista - Na Catve, o superintendente da Polícia Federal do Paraná, Dr. José Iegas - que já comandou a Polícia Federal daqui e de Foz do Iguaçu, além de São Paulo - é um deles. Outros comandantes da Polícia Militar, que evidentemente não gostariam que se divulgassem os nomes, também pensam da mesma forma.

Motivos - Cascavel está num entroncamento de quatro rodovias. Possui Aeroporto, batalhão da Polícia Militar e, especialmente, é a sede da 15 Brigada Militar do Exército, tendo ainda mais o Batalhão Logístico do Exército e o 33 Batalhão de Infantaria Motorizado.

Localização estratégica - O Dr. Iegas disse na Catve que se fosse instalado em Cascavel, o Batalhão de Fronteira ficaria postado de frente para as cidades fronteiriças. Facilitaria o deslocamento não só para Guaíra e Foz, mas também para Barracão, outra fronteira com a Argentina.

Aqui e lá - Cascavel, segundo ele, tem mais estrutura logística, mais facilidade de acesso, de comunicação, enfim... Estaria melhor postada. Por outro lado, Marechal Cândido Rondon é uma cidade ordeira, pacata, tranquila. Os níveis de violência são pequenos. Não se ouve falar de assaltos, roubos, tráfico e assassinatos.

Criminalidade - Enquanto que aqui em Cascavel a situação esta crítica. Já estamos perto dos cem assassinatos ; o que dá cerca de 10 por mês, além de roubos, assaltos e tráfico pesado de drogas. Contrabando que tem justamente na cidade, o caminho deste entroncamento que acontece aqui, na BR 277 com a 369, 163, e a 467.

Muito além da fronteira - Logo, seria fundamental a presença física deste Batalhão aqui. Além de monitorar e guardar as fronteiras, também protegeria um dos principais entroncamentos do contrabando, descaminho e do tráfico de drogas. Porque mais dia, menos dia, as cidades pequenas acabarão recebendo "a sobra "de Cascavel; infelizmente a sobra ruim, do mal.

Quantidade x qualidade ? Por estes motivos aqui apresentados, penso que a decisão foi política. E se foi política, como que nossos políticos explicariam esta decisão? Sempre brigamos para eleger o máximo deles para que nos representassem devidamente . Agora estamos com quatro deputados estaduais e cinco deputados federais, sendo que a grande maioria apoiou o atual governo. Vivemos nos gabando disto. "Nunca na história deste país tivemos tantos eleitos". Será que elegemos demais com qualidade de menos? Tomara que não. Tomara que tenha sido apenas um vacilo. Parabéns Marechal Candido Rondon, seus representantes mostraram sua força. Justificaram seus votos.



Jorge Guirado
A frente da Catve, Jorge está desde 2004, mas essa história começou bem antes. Em 1979, o apresentador tem suas primeiras experiências em televisão com a implantação da TV Tarobá, emissora na qual teve o cargo de diretor geral por 21 anos, lá idealizou em 1994 e realizou até 2003 o Dia da Bondade em Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e por último em Toledo.

Na filial da Band, criou e colocou no ar vários programas. Apresentou os Programas, Melhor da Rodada e Placar de Opiniões. Sua carreira na Band também inclui a criação e implantação da TV Tarobá de Londrina inaugurada em 1996, a qual dirigiu por sete anos.
As narrações de jogos na afiliada da BAND passam pelos Campeonatos Gaúcho e Paranaense de Futebol, Copa Libertadores da América, Chave Ouro, Sul americano de Seleções de Futsal e Liga Futsal.
Em grandes coberturas da Band, Jorge participou da equipe de produção nas Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994, e ainda, nas Olimpíadas de Los Angeles e Atlanta.
Jorge foi diretor de imagens durante eventos como Stock Car, Fórmula Truck, Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, e em três etapas brasileiras do Mundial de Motovelocidade, imagens estas destinadas a Dorna TV, que distribui o sinal das corridas para 180 países.
Com serviços para a Band, SBT, Globo e Espn, durante 20 anos foi diretor de imagens dos Campeonatos Brasileiro de Futebol, Copa dos Campeões, Copa do Brasil, Libertadores da América, Pré-olímpico de Futebol, Liga Mundial de Voleibol e Copa América de Futebol realizada uma no Paraguai e outra na Bolívia.

Dirigiu também as 3 etapas da Fórmula INDY realizadas no Rio de Janeiro com transmissões para ABC e ESPN INT dos EUA, Band e SBT e o Panamericano de Basquetebol em Montevidéu no Uruguai.
Durante cinco anos dirigiu imagens da Fórmula 3 Sul americana para Espn Internacional na Argentina , Uruguai e Brasil, as etapas brasileiras da World Series e da WTCC, entre outras categorias do automobilismo nacional.

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