07/05/2012 08h51

Kartódromo e a política partidária

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Na busca por significados - O que representou o governador Beto Richa estar na inauguração do Kartódromo de Cascavel em termos políticos? Representou apoio ao prefeito Edgar Bueno? Apesar do alvoroço levantado por algumas pessoas da cidade, penso que não. Não necessariamente. Aliás, neste momento é o quem menos importa.

Em Londrina... - O governador é jovem, gosta de automotores, gosta de velocidade. Já correu e ganhou ano passado as 500 milhas de Londrina, nem por isto saíram alvejando o governador por ele estar supostamente agindo com algum apoio ao prefeito da cidade.

Em Cascavel... - Mas aqui, como sempre, tudo é diferente. Os agitadores de plantão gostam de criar celeumas. Aliás, qualquer dia deste, não será surpresa se nossas principais autoridades deixarem de vir a Cascavel tal o volume de fofocas e intrigas criadas por este povo (áqueles) que não sabe fazer outra coisa a não ser tumultuar. É o famigerado ciúme de homem, uma praga aqui existente. É impressionante.

Pensando grande - Claro que é um ano político, e obviamente qualquer passo pode dar margens a comentários e dúvidas, mas ninguém discorda que ter o governador correndo na inauguração do Kartódromo é um prestígio para a cidade, para aqueles que gostam deste esporte e dará muito boa visibilidade tanto para o local quanto para a cidade como um todo.

Marketing eficiente - Reinaugurado apenas com pilotos daqui por certo daria menos mídia local e regional e talvez nenhuma estadual e nacional. Com o governador do Estado na corrida, a publicidade se multiplica no Estado e no País. Mostrará que temos um local e, um bom local, para sediar eventos de porte nacional, trará publicidade à cidade. Ganhará a cidade, ganharemos todos nós, com certeza.

Acima das articulações políticas - Boa visão teve o prefeito em convidar o governador, e muito melhor foi o discernimento do Chefe do Executivo Estadual em atender o convite e despir-se do cargo e do fator político que sua atitude poderia gerar na comunidade política paroquiana. Afinal, anos mais, anos menos, pode ser que nem Richa, nem Bueno estejam em cargo público. Mas a cidade permanecerá.

O lado Alberto de Richa - E cá pra nós: quem gosta de futebol joga futebol (Lula fez muito disto), quem gosta de se exibir e correr (lembram-se do Collor?) que o faça. Sendo assim, o cidadão Carlos Alberto Richa tem todo o direito ao lazer e fazer aquilo que gosta.

Em breve, o Autódromo - Parabéns Governador! Apenas mentes muito pequenas se preocupam com picuinhas paroquianas. Que ele volte aqui para a reinauguração de nosso Autódromo. Quem fez ou deixou de fazer não interessa. Interessa que os eventos trarão visitantes para assistir e consumir em nossa cidade. Trará divisas movimentando o comércio, a rede hoteleira e os restaurantes.

Paroquiazinha de beira de estrada - Ah! Terão argumentos contra, sobre prioridade, que o dinheiro gasto poderia ser revertido em obras, escolas, saúde, etc. Bom, daí é outra discussão, requer uma análise muita mais profunda. O fato é que se formos esperar a perfeição e comparar isto por aquilo NUNCA TEREMOS NADA e seremos uma paroquiazinha de beira de estrada, ou não? Acelera BETO !!!!



30/04/2012 12h36

"Eita Cascavelão"...

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Tetracampeã - Cascavel é destaque mais uma vez na geração de empregos. Pela quarta vez consecutiva a cidade é a que mais cresce em geração de empregos de todo o estado. Aqui não faltam vagas. Faltam sim trabalhadores.

Sem experiência - O mercado anda pra lá de aquecido. Só na linha de produção da Coopavel são quase 300 vagas em aberto. E olha que o salário não é ruim não; são mais de R$ 1.000,00 e sequer precisa de experiência. Além da carteira assinada que implica em todos os direitos trabalhistas.

Vagas em aberto - Na Agência do Trabalhador pelo menos 600 postos de trabalho estão em aberto nas mais variadas áreas. Sobram vagas para assistente administrativo, auxiliar de escritório, motorista, serviços gerais, garçom... Estamos falando do setor de serviços e de empregos formais.

Importação de mão-de-obra - A procura por trabalhadores é tanta que tem empresário buscando socorro fora. Primeiro foi o grupo Assis Gurgacz que contratou vários haitianos para trabalharem nas obras de ampliação do Hospital São Lucas e também da FAG.

E depois da construção civil? - Agora o empresário Pedro Muffato, seguindo os caminhos indicados por Gurgacz, também traz haitianos para atuarem inicialmente na construção de seu novo supermercado na Rua Manaus, depois como empacotadores e repositores nas lojas da Neva e do West Side.

Termômetro - Então, não é a toa que a cidade é vista como polo, apelidada de "Cidade do Futuro". Basta olharmos os prédios em construção, quase todos vendidos na planta. Outros setores também estão aquecidos. A construção civil é um tipo de termômetro que prova a "alta temperatura" da economia local.

Destaque nacional - Fomos, no último domingo, mais uma vez destaque nacional em matéria veiculada no maior jornal do Brasil. Estou falando da matéria publicada na Folha de São Paulo que aponta Cascavel como uma das cidades de maior crescimento e geração de emprego do país, sendo polo regional do agronegócio, do setor de saúde e também no setor de ensino superior. Esta é pelo menos a quarta vez nos últimos dois anos que a cidade ganha os holofotes da mídia nacional, sendo destaque inclusive na revista Veja em 2010. Nada além do que nós daqui mostramos diariamente, mas um destaque nacional é sempre importante.

Mérito privado - É bom dizer que Cascavel cresce por si só, independente de seus gestores e administradores. Bons ou maus, a cidade vai de vento em popa, talvez porque aqui venta bastante... Isto é Cascavel: de Encruzilhada a uma Metrópole. Como diria DARCI ISRAEL durante longos e bons anos em seu programa na nossa primeira emissora de Rádio : "Eita Cascavelão "...



23/04/2012 08h58

Índios...

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De donos do pedaço a indesejáveis - Quero destacar hoje neste espaço semanal, incentivado pelas notícias cotidianas locais e pela lembrança do Dia do Índio, a situação caótica da população indígena no País. Eles que já foram os verdadeiros donos da terrinha, agora são considerados um estorvo para a maioria da população "civilizada"; tornaram-se sinônimo de problema para o Poder Público.

Poucos em números, grandes em espaço - Somando pouco mais de 800 mil em todo o Brasil, eles correspondem hoje a menos de 0,5% da população brasileira, segundo dados recentes do Censo. Percentual pequeno, mas que distribuídos em quase 700 grandes pedaços de terras, espalhadas Brasil afora, rendem muita dor de cabeça.

Aldeias asfixiadas - Uma das aldeias fica aqui no Oeste do Estado, pertinho de Cascavel. Refiro-me a aldeia Rio das Cobras, na região de Nova Laranjeiras, pouco mais de 100 quilômetros daqui. O artesanato é a base financeira da sobrevivência (ou deveria ser) dos cerca de dois mil e quinhentos caigangues e guaranis que vivem lá.

Sob a ditadura do dinheiro "vivo" - Mas só o convívio na aldeia não viabiliza o sustento, por isso o índio precisa da cidade para garantir o sustento. As condições são de extrema miséria. O cultivo na terra é irrisório, o ganho com o artesanato também e é o dinheiro do benefício federal do Bolsa Família que mantém as famílias, normalmente bastante numerosas.

O índio e o álcool - A situação é alarmante e para piorar tem o álcool, grande vilão das aldeias e responsável por muitas mortes. Nenhuma novidade, uma vez que é costume indígena a ingestão de "preparados" fortes. A novidade está no descontrole, no vício que está virando epidemia nas aldeias. A maioria das mortes registradas por atropelamento de índios nos últimos dois anos teve o alcoolismo como fator responsável.

Quando o índio e o álcool saem do perímetro da aldeia - O problema de alcoolismo é de fácil constatação também por aqui, na cidade. Em Cascavel eles passam muitos dias nas proximidades da Rodoviária que se tornou uma espécie de comunidade dos índios, para incômodo e desespero de quem mora na redondeza. Visivelmente bêbados eles fazem do local a sua moradia, sem lugar certo sequer para as necessidades fisiológicas...

Cidadãos improdutivos - Índios, crianças e adultos, desafiam os perigos da cidade grande convivendo com marginais e drogados. No ambiente da cidade, onde o valor da pessoa é proporcional a sua produtividade, a situação de vadiagem, de exclusão do índio, assim como de drogados (outro grupo marginalizado e pelo mesmo motivo), choca.

Sobrou apenas o dia 19 - Uma lástima justamente para quem começou esta terra, e que, ouso dizer, sofreu na História do Brasil tanta opressão (ou até mais) do que os próprios negros escravos. Situação de vulnerabilidade total e um tremendo desafio para nossas autoridades uma vez que ao lidar com a população indígena há questões mais complexas do que "apenas" as sociais: há questões históricas, culturais, territoriais, direitos específicos, etc. O índio hoje, como diz a música de Baby Consuelo, "todo dia era dia de Indio, mas agora ele só tem o dia 19 de Abril".



13/04/2012 22h04

Máquina x Gente

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Cettrans adverte: andar pode fazer muito mal à saúde - A morte da estudante Kathlin Oliveira do Nascimento de 14 anos atropelada na manhã da última quarta-feira (11) em frente ao colégio municipal Artur Carlos Sartori, no bairro Santa Felicidade, nos instiga a falar sobre a falta de segurança para os pedestres. Pela tragédia e pelas circunstâncias: uma estudante assassinada no trânsito em frente ao portão da escola.

Organizar veículos... - O trânsito caótico de Cascavel tem obrigado o Poder Público a investir em melhorias. Até acho que estão de certa forma fazendo o possível, aquilo que alcançam fazer. Estão aí os binários para melhor distribuir o tráfego; a sincronização dos semáforos para dar mais fluidez, destravando, facilitando o tráfego; os radares para conter os pés de chumbo e proporcionar de certa forma um trânsito mais seguro e menos violento.

Ser humano x máquina - Mas todas essas medidas priorizam aqueles que por lei já são considerados o lado mais forte do trânsito. É como se as tentativas de organizar o trânsito fossem focadas nas "máquinas", e talvez por isso com resultados mais rápidos. Quando focaremos nas pessoas?

Organizar pessoas... - Talvez pela maior dificuldade em lidar com pessoas (em relação às máquinas) é que os pedestres parecem ser abnegados nas ações de trânsito. Mas ruas e avenidas não são apenas para automotores. Pergunto: e para os pedestres e ciclistas, o que vem sendo feito? Afinal, pedestres, ciclistas, carroças, cavalos e carros dividem o mesmo espaço... Uso democrático? Nem tanto!

Ecologicamente correto? Nem pensar - Democrático seria fazer um planejamento contemplando quem utiliza meios alternativos aos veículos para trabalhar, passear, se locomover, optando por um estilo de vida mais saudável, menos poluente, ou ainda por falta de opção. Democrático seria criar espaços seguros, para quem não quer ou não pode utilizar veículos automotores como meio de transporte. Seria garantir o direito de ir e vir de todos, independentemente da sua condição, opção ou limitação.

Na essência, trânsito é feito de pessoas e não de meios de transporte - Claro que a irresponsabilidade, somada à má formação de condutores de veículos, tem uma grande parcela de culpa em acidentes como este que vitimou a estudante (se não for a maior parte). Daí questionarmos sobre onde está o foco das medidas para melhor o trânsito: nas máquinas ou nas pessoas? Mas também de forma geral a deficiência não está apenas na cidade, no trânsito ou nas pessoas.

Papel aceita tudo - Há também deficiência em quem planeja, estuda o trânsito; nos projetos engenhosos que funcionam apenas no papel e se tornam fracassos na prática. Planejamentos devem pensar num todo e para prazos imediatos e futuros. Mas sabe-se lá por quais motivos não estamos alcançando todos no trânsito, ou então não estamos entendendo aquilo que pensam ou deveriam pensar àqueles que foram destacados pela sociedade para fazerem isso. Não precisam pensar muito basta viajar um pouco para Londres, Washington DC, entre outros lugares, até mesmo Brasilia.



30/03/2012 23h20

Duzentos mil, e daí?

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Novo cenário - Ufa! Que alívio! Agora é oficial... Já temos eleitores suficientes para um segundo turno nas eleições 2012 aqui em Cascavel... O novo cenário passou a ser desenhado na última quinta-feira quando o estudante do colégio Eleodoro Mateus Souza da Luz fez o seu título...

Simbolicamente, mas não menos importante - Ele, mesmo tão jovem, foi peça fundamental nesta nova etapa do processo político do nosso município, já que alcançamos o tão sonhado número de 200 mil eleitores. Ele, claro, foi escolhido simbolicamente para representar o número 200 mil, porém não deixa de ser importante, isto porque o jovem representa aqueles alunos da rede estadual de ensino que fizeram Cascavel chegar a este número. Jovens capitaneados por Diogo Tamoio do Núcleo de Educação, este um leão para conseguir novos eleitores..

Conquista no sexagenário ano de existência - Agora, vale ratificar que estes algarismos não são meramente números, dígitos, siglas... Atingir a meta de 200 mil eleitores justamente aos 60 anos de emancipação é um marco na história de Cascavel.

Saudável incerteza - Os nossos personagens do cenário político, por exemplo, terão que repensar suas estratégias eleitorais. Todas as possíveis previsões até aqui realizadas caem por terra. Surge um novo quadro.

A busca dos 50% mais 1 - Mesmo aqueles que estavam no início da fila e que em tese tinham certo favoritismo, pela histórica faixa dos 30 e poucos porcento da preferência do eleitorado, vão ter uma caminhada um pouco mais difícil e terão também que começar lá do fim da fila e trabalhando para um eleitorado diferente com número significativo de jovens. Diferente de outros tempos.

VALEU ... e como valeu o empenho! Valeu a conscientização, principalmente dos jovens que foram os protagonistas dessa luta! Valeram as campanhas!

Pela maioria - Graças a esta juventude mobilizada, a estes jovens que atenderam ao apelo de toda nossa sociedade, Cascavel agora faz parte do seleto grupo de cidades do Paraná - grupo formado por Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e agora Cascavel - que poderá ter o segundo turno como garantia de que a cidade será sempre governada por um representante escolhido em votos pela maioria.

E daí cara pálida? - E daí que o município terá mais visibilidade, mais mídia, mais atenção das autoridades.

Cascavel passa a despertar a importância para quem não dava muita bola para esta metrópole do oeste do Paraná, que apenas reconheciam ser a "Cidade do Futuro". Agora somos "do Presente".

Jovens são mais expertos do que aparentam - Queiram ou não, a possibilidade do segundo turno traz um aprofundamento do debate político. Até porque este pessoal, estes jovens que fizeram lá seus títulos, com certeza não irão permitir servirem apenas de massa de manobra para atender as vontades de uma oposição ávida em tirar do trono o atual mandatário impedindo sua reeleição. Com certeza irão exercer com plenitude seu direito conquistado sem ficar encabrestados.

AGORA é esperar para ver se realmente na votação haverá necessidade de dois turnos ou alguém leva no primeiro. A gente vai logo saber, Outubro esta próximo e que falem as urnas......



24/03/2012 08h39

O Prefeito e o MP

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Dimensionamentos e distorções - Nos últimos meses venho acompanhado uma avalanche de questões sobre a administração municipal em Cascavel. Por certo tempo isto vinha apenas de alguns setores da nossa imprensa. Sem crítica, pois sabemos que uns fazem diferente dos outros, que alguns têm mais envolvimento político e outros menos. Mas é justamente por causa desta diferença que ficou possível identificar quando se está por influência ideológica, quando existe ou não exagero.

Autocrítica - Não digo que inventam ou criam algo que não existe, mas podem carregar nas tintas, exagerar. Acho que é até normal, pois cada um sabe da responsabilidade e das consequências que tem com seus comentários. Sabe o que pode atingir ou não. Não sei se consegui me explicar sem exagerar?

A força do discurso está na legitimidade do falante - Pois bem. Enquanto esta situação estava, digamos assim, nesta imprensa oposicionista, na boca e nas ações de um ou dois vereadores de oposição, até vá lá, pois era possível dizer: "isto é coisa da oposição". Mas agora quem está se movimentando, denunciando é o Ministério Público Estadual.

As peças do xadrez se movimentaram? - Aquele mesmo Ministério Público que o Chico Menin e o Salazar sempre diziam que protegia o atual prefeito. Se protegia, agora não protege mais? Afinal esta denúncia sobre a Secretaria de Obras veio do MP. O impedimento da compra e distribuição dos netbooks veio da Juíza, atendendo pedido do MP e do Observatório Social, outro que era tido como alinhado ao Paço.

Número de mágica, ilusão de ótica - O Observatório, lembram leitores, se omitiu no tão propalado caso dos Uniformes Escolares, caso que gerou até um confuso pedido de impeachment que no fim alguns vereadores nem sabiam o que estavam votando. Ou sabiam e fingiram não saber, para confundir a plateia? Este mesmo Observatório agora parece que não está mais alinhado. Ou nunca esteve e apenas foi omisso na denúncia? Vai saber...

Folha inchada - Tem também o caso dos cargos comissionados que o Ministério Público pede para exonerá-los e acabar. Já tinha também este encaminhamento relativo aos comissionados na Câmara Municipal de Vereadores.

Cada qual com sua obrigação - O Ministério Público Estadual me parece muito sério enquanto instituição, embora formado por homens como nós, seres humanos falíveis, que podem cometer erros. Ao contrário dos exageros de alguns veículos ou comunicadores que exageram por partidarismo, penso eu que o MP não tem interesse e envolvimento político partidário.

Errar pela ação e não pela omissão - Podem errar, mas, errar por avaliação, por dedução ou ação, mas não para ajudar ou prejudicar alguém por questões políticas partidárias. Por esta razão podem estar tanto certos como errados. Não são donos da verdade absoluta. Lá em Londrina, por exemplo, o judiciário não acatou o pedido do Ministério Público em acabar com os cargos comissionados na Câmara. Prova de que não são infalíveis é que o Ministério Público não leva todas as vantagens na Justiça.

Enquanto isto - lá pelos lados da Camara de Vereadores , nada vêem , nada ouvem e nada sabem...

Fiscalização faz parte - Não seria o caso do Prefeito Municipal Edgar Bueno ao invés de reunir a imprensa em coletivas ou usar espaços da imprensa em entrevistas ao vivo para atacar o MP, que reunisse seu primeiro escalão para pedir levantamentos, averiguações, auditorias e depois ir até ao MP e apresentar suas razões para mostrar que está certo? Ou o Prefeito e seus assessores, ao contrário de nós pobres mortais, são infalíveis?



19/03/2012 09h49

Jet Ski

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Irresponsabilidade pode ser crime - Meus caros leitores, temos acompanhado nos últimos dias noticiários sobre acidentes com Jet Skis, ou como quer uma empresa específica: acidentes com motos aquáticas. Existe muita falta de cuidado e muita irresponsabilidade especialmente por parte de pais, filhos e responsáveis, já que erroneamente a prática é quase sempre vista como uma ?brincadeira?.

Mais rigor - Fora daqui, especialmente nas praias mais frequentadas do litoral paulista, houve acidentes com mortes. E a situação nacional está tão grave que até legislação e regras para obter Carteira de Arrais para conduzir embarcações vai mudar a partir de 02 de Julho. Haverá necessidade de aulas práticas e continua a obrigatoriedade de no mínimo 18 anos para obter a habilitação.

E eu com isso? - Infelizmente, penso que aqui pertinho de nosso nariz temos uma situação parecida muito próxima de acontecer. E quando acontecer poderá ser com gente conhecida. Aí haverá comoção e muito comentário. Haverá tristeza e, claro, surpresas extremamente negativas. Nada de agouro. É uma questão de probabilidade.

Hobby é coisa séria - Hoje na região do Lago de Salto Caxias, distante 70 km de Cascavel, num lugar aprazível, conhecido por todos como Marinas, existe muito trânsito de embarcações. Sejam barcos médios, pequenos, às vezes belos veleiros, e especialmente muito Jet Ski. Nada contra ter momentos de lazer, desde que sejam respeitadas todas as medidas de segurança.

Brinquedinho de criança - No caso dos Jets, estes são pilotados em sua grande maioria por menores de 18 anos e em alguns casos, como vejo com meus próprios olhos, por crianças. Crianças sim. Menores de 15, 12 anos são crianças. Com ou sem o conhecimento de seus pais, eles barbarizam nas águas do Lago. Excesso de velocidade, manobras radicais e total falta de conhecimento de como proceder ao encontrar um obstáculo e, especialmente, como proceder ao encontrar ou cruzar com outra embarcação.

Arma potente - O Jet Ski ou moto aquática não possui freio. Somado as marolas naturais da água pelo movimento de lanchas e do próprio equipamento, ele fica incontrolável. Os Jets na sua maioria são de 1.100 cilindradas, ou seja, muito potentes. Com excesso de velocidade e pelo movimento das águas é difícil até de um adulto controlar. Imaginem, então, uma criança.

Inocentes pagam pelos culpados - Existe especialmente nos feriados um volume assustador de embarcações. Claro, também lá estão pessoas habilitadas, experientes e conhecedoras das regras e das leis de navegação que estão apenas fazendo seu passeio ou se divertindo com a família. Mas estes também estão sob risco ao se depararem com crianças pilotando em alta velocidade e ainda, por vezes, puxando outras crianças em boias, bananas ou wakes.

Antes que a tragédia bata a nossa porta - Os responsáveis deveriam se ater a estas notícias de acidentes que vem acontecendo em outras localidades e tomar uma medida urgente. Sei que não é fácil. Tenho filhos e negar-lhes algo que outros fazem, especialmente aquilo que eles presenciam que outros fazem. É uma tarefa dura. Tem de ser muito firme para não ser ruim para com os seus, mas se não fizermos pode acontecer o pior. Melhor pecar pela rigidez do que chorar uma tragédia.

Bate na madeira - Deus queira e me poupe de presenciar e ter de divulgar uma tragédia envolvendo amigos ou familiares. Mas, infelizmente, corremos este risco se nada for feito para corrigir o que está, obviamente e visivelmente errado.



12/03/2012 08h54

Violência nas ESCOLAS

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A luz vermelha acendeu - Meus caros leitores. Infelizmente nos últimos tempos a violência envolvendo nossa juventude está demais. Ultrapassou todos os limites. Afinal, o que está acontecendo com nossa meninada? Há quem diga: falta do que fazer. Seria este o motivo? Violência gratuita, apenas para aparecer, para ficar bem com os amigos? A violência está demais entre aqueles que são o nosso futuro.

Um quadro ainda pior - Não estamos nem falando daquelas mortes ou agressões por tráfico ou uso de drogas, até porque estas já estão fora do controle faz muito tempo e sobejamente por culpa de um estado omisso, sem programas eficientes de combate às drogas e sem tratamento de dependentes.

Alguém se acostuma com a violência? - A violência entre estes, envolvidos em tráfico ou uso de drogas, por mais incrível que possa parecer, já é tolerada pela sociedade. A sociedade parece que nem se assusta mais, ou se cala; enfim fecha os olhos e faz de conta de que não é com ela.

Bestódromos - Não estamos nem comentando sobre aquela juventude dos bobódromos, onde se destrói o patrimônio público, agridem pessoas que por acaso ali passam. Bobódromos como aquele que tinha ali no Lago e que antes foi da Praça da Bíblia. Ou naquele da Avenida FAG ou noutro que havia na Avenida Brasil perto de uma distribuidora de bebidas.

Brincadeira? - Nem falamos daquela "brincadeira" que agora se formou no inacabado Contorno Oeste, onde jovens se unem para baderna, algazarras e roletas russas na famosa fina. Tirar fina de um veículo, de outro, acabou trazendo morte, isto porque não tivemos conhecimento de acidentes que renderam "apenas" machucados.

Violência nas escolas - Estamos falando da violência nas escolas meus caros. Local de aprendizagem, de adquirir conhecimento, cultura e educação na verdadeira acepção da palavra. Infelizmente, elas estão de volta. Já houve assassinato, tentativa de assassinato, agressões a diretores, a professores e agora alunas se unem para agredirem outra. Tudo filmado e exposto na net.

A única certeza - O que está acontecendo? É má formação em casa? É falta de cultura e respeito com o semelhante pelas dificuldades da vida? Ciúme do sucesso e crescimento do outro? Frustração por não conseguir o mesmo? Má influencia de televisão, novelas, filmes? Ou são ruins por serem mesmo, por achar bonito? Talvez nunca saibamos a causa. A única certeza é que algo tem de ser feito.

Pré-quadrilha - Tem de ser feito porque em algumas escolas de Cascavel se criou uma organização. Pasmem uma "organização" chamada VIDA LOUCA que é um grupo de moleques da mesma faixa etária que andam sempre em gangue e com ramificações em várias escolas. Atuam no mesmo modus operandi na área central. Roubam tênis, bonés, dão chutes em outros alunos, tapas na orelha, simplesmente por dar. Bulling? Isto já beira a criminalidade.

Deboche - Quando flagrados são punidos com suspensões, cumprem, maneram a ação por um tempo e depois voltam a agir, pois não custa nada mais que uns dias de aula, fato que até os agrada. Um verdadeiro absurdo.

Vigilância constante - Está na hora de aumentarem o efetivo da Patrulha Escolar que hoje, segundo informações, é formada por apenas por dois soldados da PM. E esta Patrulha precisa agir com maior vigor também na área central, antes que algo de pior aconteça, pois a violência, meus caros, está mesmo é descambando.



07/03/2012 07h43

Calçadas

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Binário é paliativo - Numa cidade onde temos tantos veículos, sejam de duas ou quatro rodas, nossas vias infelizmente não foram planejadas para suportarem o volume do tráfego que temos. Vejam que ainda hoje, depois de tantos anos sendo, digamos que municipalizados, para organizar melhor o fluxo de veículos está sendo preciso mexer nos sentidos das ruas, o que é extremamente complicado, não só para os motoristas, mas para moradores, comerciantes, etc.

Densidade veicular - Em dezembro os números do Detran fecharam em mais de 170 mil veículos, sendo 36 mil motos ou motonetas. Dados referentes somente aos emplacamentos feitos na cidade, agora imagine a quantidade de veículos de outras cidades da região que por aqui circulam!

"Intrânsito" de pedestres - E não são somente os motorizados que sofrem com as ruas mal planejadas. A situação também está muito ruim para os pedestres. Somada às ruas ruins para o tráfego de veículos, temos as calçadas péssimas para o trânsito da população.

Estamos "descalçados"... - Nossas calçadas estão terríveis para circular - e olha que não falo somente sobre os bairros (onde simplesmente muitas ruas nem existem, quanto mais calçadas). Falo também do Centro da cidade, aqui perto do "olho administrativo", onde gestores poderiam tropeçar em obstáculos, cambalear em buracos de calçadas (se andassem a pé).

...e esburacados - Mas se parece ser "normal" que pedestres sejam renegados no trânsito de qualquer cidade, de pequeno a grande porte, o que dizer sobre nossas ruas. No Centro elas estão esburacadas, algumas bloqueadas por paus, pedras, lixo. Os buracos precisam entrar na fila, à espera de serem tapados. Impossível transitar.

Proposta de solução - Ali na frente do Tuiuti, tem buraco, árvore e ponto de ônibus que juntos impedem o trânsito de pedestres. A Prefeitura, se não tem condições ou capacidade de exigir e fiscalizar deveria quem sabe dar um incentivo para que os proprietários de residências e pontos comerciais ou lotes vazios fizessem ou corrigissem suas calçadas. Quem sabe um benefício, como desconto especial em impostos, motivasse os donos. Todos sabemos que a sociedade capitalista adora uma vantagenzinha quando vai pagar alguma coisa, ainda mais quando se trata de impostos. Com boas calçadas teremos também mais segurança para os pedestres, uma cidade mais limpa e mais bonita.



29/02/2012 11h49

Infrator de Trânsito desafia Inteligência Humana

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No Brasil, em 2003, o trânsito já destruía mais vidas humanas do que a guerra do Vietnã, câncer e AIDS. Já havia mais vítimas do que a população de 287 dos 90,43% municípios(Almanaque Abril - Brasil 2003, p. 168). O impacto social e econômico dos acidentes de trânsito na área urbana, era tão trágico; sobretudo, pela dor, sofrimento e perda da qualidade de vida das vítimas, familiares e a própria sociedade, que só em 2001 geraram custos na ordem de R$.5,3 bilhões ao preço de 04/2003 (Ipea-05/2003).

De 2003 a 2012, o aumento na frota de veículos, infratores e impacto econômico em acidentes de trânsito é geométrico; enquanto, o espaço físico das vias terrestres urbanas e rodoviárias cresce em progressão aritmética. Quantas vítimas e sonhos foram destruídos nesse período? Se continuar no atual campo de batalha?

Qual o remédio para tantos desafios da inteligência humana no trânsito? Encontrar-se-á uma solução na Ciência do Direito, da Medicina Psiquiátrica, da Psicologia, da Educação, da Cultural; ou leis com penalidades mais severas, multas elevadas, prisões sem direito á fiança; processos de habilitações com mais rigor para obter a habilitação?

A vida humana é o bem supremo. E a integridade psicofísica, muitas vezes, mutilada para sempre? Sem medir as consequências, os infratores continuam desafiando à lei e autoridades; destruindo vidas e sonhos, não só das vítima e veículos envolvidos; mas também familiares, inclusive do próprio protagonista; tudo numa fração de minuto impensado.

Por que tantos erros, muitos, sem possibilidade de correção no trânsito? Num acidente todos perdem. Se o ator do cenário trágico deve saber distinguir a conduta certa e a errada ao dirigir seu veículo; por que, então, não cumprir espontaneamente a lei, que nada custa? O trânsito em condição segura é um direito de todos. Violar normas jurídicas pode resultar em crime, com graves consequências ao infrator.

Os condutores e pedestres sabem qual a diferença entre crime de dolo eventual e o de culpa consciente no trânsito? No crime de dolo eventual, cuja competência para julgar é do Tribunal do Júri, o motorista agente não só prevê o resultado danoso como também o aceita como uma das alternativas possíveis de acontecer. Já no crime de culpa consciente, o agente não quer o resultado nem assume deliberadamente o risco de produzi-lo, apesar de sabê-lo possível, acredita sinceramente poder evitá-lo, o que não acontece por erro de cálculo ou na execução.

No crime de dolo direto o agente de acidente de trânsito, quer o resultado; na modalidade do crime culposo, ato voluntário, conduta contrária ao dever definido na lei de trânsito, o agente dá causa ao resultado por imprudência, que é praticada por ação; negligência, forma omissiva, deixar de cumprir o dever; imperícia, não saber dirigir ou ignorância na arte de dirigir o veículo.

Pode-se fazer algo para alcançar condições mais seguras no trânsito?

Sim, o que não se deve é continuar no campo de conflito; os infratores facínoras matando mais do que muitas doenças graves; condenando inocentes à pena de morte e executando-os; as vítimas entrando com a vida, a integridade psicofísica, submetendo-as a conseqüências dramáticas.

Premissa conclusiva: há que se cumprir espontaneamente a lei, prevenir acidentes, salvar vidas humanas e criar condição segura na tribuna nobre do convívio pacífico no trânsito; mais fraternidade entre as pessoas nas vias terrestres do Brasil. É o Estado Democrático de Direito, que tem, entre seus fundamentos, a dignidade humana.

Altamiro J. dos Santos, é jurista, advogado e especialista em Direito de Trânsito
altamirojsantos@uol.com.br



Jorge Guirado
A frente da Catve, Jorge está desde 2004, mas essa história começou bem antes. Em 1979, o apresentador tem suas primeiras experiências em televisão com a implantação da TV Tarobá, emissora na qual teve o cargo de diretor geral por 21 anos, lá idealizou em 1994 e realizou até 2003 o Dia da Bondade em Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e por último em Toledo.

Na filial da Band, criou e colocou no ar vários programas. Apresentou os Programas, Melhor da Rodada e Placar de Opiniões. Sua carreira na Band também inclui a criação e implantação da TV Tarobá de Londrina inaugurada em 1996, a qual dirigiu por sete anos.
As narrações de jogos na afiliada da BAND passam pelos Campeonatos Gaúcho e Paranaense de Futebol, Copa Libertadores da América, Chave Ouro, Sul americano de Seleções de Futsal e Liga Futsal.
Em grandes coberturas da Band, Jorge participou da equipe de produção nas Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994, e ainda, nas Olimpíadas de Los Angeles e Atlanta.
Jorge foi diretor de imagens durante eventos como Stock Car, Fórmula Truck, Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, e em três etapas brasileiras do Mundial de Motovelocidade, imagens estas destinadas a Dorna TV, que distribui o sinal das corridas para 180 países.
Com serviços para a Band, SBT, Globo e Espn, durante 20 anos foi diretor de imagens dos Campeonatos Brasileiro de Futebol, Copa dos Campeões, Copa do Brasil, Libertadores da América, Pré-olímpico de Futebol, Liga Mundial de Voleibol e Copa América de Futebol realizada uma no Paraguai e outra na Bolívia.

Dirigiu também as 3 etapas da Fórmula INDY realizadas no Rio de Janeiro com transmissões para ABC e ESPN INT dos EUA, Band e SBT e o Panamericano de Basquetebol em Montevidéu no Uruguai.
Durante cinco anos dirigiu imagens da Fórmula 3 Sul americana para Espn Internacional na Argentina , Uruguai e Brasil, as etapas brasileiras da World Series e da WTCC, entre outras categorias do automobilismo nacional.

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