19/03/2012 09h49

Jet Ski

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Irresponsabilidade pode ser crime - Meus caros leitores, temos acompanhado nos últimos dias noticiários sobre acidentes com Jet Skis, ou como quer uma empresa específica: acidentes com motos aquáticas. Existe muita falta de cuidado e muita irresponsabilidade especialmente por parte de pais, filhos e responsáveis, já que erroneamente a prática é quase sempre vista como uma ?brincadeira?.

Mais rigor - Fora daqui, especialmente nas praias mais frequentadas do litoral paulista, houve acidentes com mortes. E a situação nacional está tão grave que até legislação e regras para obter Carteira de Arrais para conduzir embarcações vai mudar a partir de 02 de Julho. Haverá necessidade de aulas práticas e continua a obrigatoriedade de no mínimo 18 anos para obter a habilitação.

E eu com isso? - Infelizmente, penso que aqui pertinho de nosso nariz temos uma situação parecida muito próxima de acontecer. E quando acontecer poderá ser com gente conhecida. Aí haverá comoção e muito comentário. Haverá tristeza e, claro, surpresas extremamente negativas. Nada de agouro. É uma questão de probabilidade.

Hobby é coisa séria - Hoje na região do Lago de Salto Caxias, distante 70 km de Cascavel, num lugar aprazível, conhecido por todos como Marinas, existe muito trânsito de embarcações. Sejam barcos médios, pequenos, às vezes belos veleiros, e especialmente muito Jet Ski. Nada contra ter momentos de lazer, desde que sejam respeitadas todas as medidas de segurança.

Brinquedinho de criança - No caso dos Jets, estes são pilotados em sua grande maioria por menores de 18 anos e em alguns casos, como vejo com meus próprios olhos, por crianças. Crianças sim. Menores de 15, 12 anos são crianças. Com ou sem o conhecimento de seus pais, eles barbarizam nas águas do Lago. Excesso de velocidade, manobras radicais e total falta de conhecimento de como proceder ao encontrar um obstáculo e, especialmente, como proceder ao encontrar ou cruzar com outra embarcação.

Arma potente - O Jet Ski ou moto aquática não possui freio. Somado as marolas naturais da água pelo movimento de lanchas e do próprio equipamento, ele fica incontrolável. Os Jets na sua maioria são de 1.100 cilindradas, ou seja, muito potentes. Com excesso de velocidade e pelo movimento das águas é difícil até de um adulto controlar. Imaginem, então, uma criança.

Inocentes pagam pelos culpados - Existe especialmente nos feriados um volume assustador de embarcações. Claro, também lá estão pessoas habilitadas, experientes e conhecedoras das regras e das leis de navegação que estão apenas fazendo seu passeio ou se divertindo com a família. Mas estes também estão sob risco ao se depararem com crianças pilotando em alta velocidade e ainda, por vezes, puxando outras crianças em boias, bananas ou wakes.

Antes que a tragédia bata a nossa porta - Os responsáveis deveriam se ater a estas notícias de acidentes que vem acontecendo em outras localidades e tomar uma medida urgente. Sei que não é fácil. Tenho filhos e negar-lhes algo que outros fazem, especialmente aquilo que eles presenciam que outros fazem. É uma tarefa dura. Tem de ser muito firme para não ser ruim para com os seus, mas se não fizermos pode acontecer o pior. Melhor pecar pela rigidez do que chorar uma tragédia.

Bate na madeira - Deus queira e me poupe de presenciar e ter de divulgar uma tragédia envolvendo amigos ou familiares. Mas, infelizmente, corremos este risco se nada for feito para corrigir o que está, obviamente e visivelmente errado.


12/03/2012 08h54

Violência nas ESCOLAS

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A luz vermelha acendeu - Meus caros leitores. Infelizmente nos últimos tempos a violência envolvendo nossa juventude está demais. Ultrapassou todos os limites. Afinal, o que está acontecendo com nossa meninada? Há quem diga: falta do que fazer. Seria este o motivo? Violência gratuita, apenas para aparecer, para ficar bem com os amigos? A violência está demais entre aqueles que são o nosso futuro.

Um quadro ainda pior - Não estamos nem falando daquelas mortes ou agressões por tráfico ou uso de drogas, até porque estas já estão fora do controle faz muito tempo e sobejamente por culpa de um estado omisso, sem programas eficientes de combate às drogas e sem tratamento de dependentes.

Alguém se acostuma com a violência? - A violência entre estes, envolvidos em tráfico ou uso de drogas, por mais incrível que possa parecer, já é tolerada pela sociedade. A sociedade parece que nem se assusta mais, ou se cala; enfim fecha os olhos e faz de conta de que não é com ela.

Bestódromos - Não estamos nem comentando sobre aquela juventude dos bobódromos, onde se destrói o patrimônio público, agridem pessoas que por acaso ali passam. Bobódromos como aquele que tinha ali no Lago e que antes foi da Praça da Bíblia. Ou naquele da Avenida FAG ou noutro que havia na Avenida Brasil perto de uma distribuidora de bebidas.

Brincadeira? - Nem falamos daquela "brincadeira" que agora se formou no inacabado Contorno Oeste, onde jovens se unem para baderna, algazarras e roletas russas na famosa fina. Tirar fina de um veículo, de outro, acabou trazendo morte, isto porque não tivemos conhecimento de acidentes que renderam "apenas" machucados.

Violência nas escolas - Estamos falando da violência nas escolas meus caros. Local de aprendizagem, de adquirir conhecimento, cultura e educação na verdadeira acepção da palavra. Infelizmente, elas estão de volta. Já houve assassinato, tentativa de assassinato, agressões a diretores, a professores e agora alunas se unem para agredirem outra. Tudo filmado e exposto na net.

A única certeza - O que está acontecendo? É má formação em casa? É falta de cultura e respeito com o semelhante pelas dificuldades da vida? Ciúme do sucesso e crescimento do outro? Frustração por não conseguir o mesmo? Má influencia de televisão, novelas, filmes? Ou são ruins por serem mesmo, por achar bonito? Talvez nunca saibamos a causa. A única certeza é que algo tem de ser feito.

Pré-quadrilha - Tem de ser feito porque em algumas escolas de Cascavel se criou uma organização. Pasmem uma "organização" chamada VIDA LOUCA que é um grupo de moleques da mesma faixa etária que andam sempre em gangue e com ramificações em várias escolas. Atuam no mesmo modus operandi na área central. Roubam tênis, bonés, dão chutes em outros alunos, tapas na orelha, simplesmente por dar. Bulling? Isto já beira a criminalidade.

Deboche - Quando flagrados são punidos com suspensões, cumprem, maneram a ação por um tempo e depois voltam a agir, pois não custa nada mais que uns dias de aula, fato que até os agrada. Um verdadeiro absurdo.

Vigilância constante - Está na hora de aumentarem o efetivo da Patrulha Escolar que hoje, segundo informações, é formada por apenas por dois soldados da PM. E esta Patrulha precisa agir com maior vigor também na área central, antes que algo de pior aconteça, pois a violência, meus caros, está mesmo é descambando.


07/03/2012 07h43

Calçadas

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Binário é paliativo - Numa cidade onde temos tantos veículos, sejam de duas ou quatro rodas, nossas vias infelizmente não foram planejadas para suportarem o volume do tráfego que temos. Vejam que ainda hoje, depois de tantos anos sendo, digamos que municipalizados, para organizar melhor o fluxo de veículos está sendo preciso mexer nos sentidos das ruas, o que é extremamente complicado, não só para os motoristas, mas para moradores, comerciantes, etc.

Densidade veicular - Em dezembro os números do Detran fecharam em mais de 170 mil veículos, sendo 36 mil motos ou motonetas. Dados referentes somente aos emplacamentos feitos na cidade, agora imagine a quantidade de veículos de outras cidades da região que por aqui circulam!

"Intrânsito" de pedestres - E não são somente os motorizados que sofrem com as ruas mal planejadas. A situação também está muito ruim para os pedestres. Somada às ruas ruins para o tráfego de veículos, temos as calçadas péssimas para o trânsito da população.

Estamos "descalçados"... - Nossas calçadas estão terríveis para circular - e olha que não falo somente sobre os bairros (onde simplesmente muitas ruas nem existem, quanto mais calçadas). Falo também do Centro da cidade, aqui perto do "olho administrativo", onde gestores poderiam tropeçar em obstáculos, cambalear em buracos de calçadas (se andassem a pé).

...e esburacados - Mas se parece ser "normal" que pedestres sejam renegados no trânsito de qualquer cidade, de pequeno a grande porte, o que dizer sobre nossas ruas. No Centro elas estão esburacadas, algumas bloqueadas por paus, pedras, lixo. Os buracos precisam entrar na fila, à espera de serem tapados. Impossível transitar.

Proposta de solução - Ali na frente do Tuiuti, tem buraco, árvore e ponto de ônibus que juntos impedem o trânsito de pedestres. A Prefeitura, se não tem condições ou capacidade de exigir e fiscalizar deveria quem sabe dar um incentivo para que os proprietários de residências e pontos comerciais ou lotes vazios fizessem ou corrigissem suas calçadas. Quem sabe um benefício, como desconto especial em impostos, motivasse os donos. Todos sabemos que a sociedade capitalista adora uma vantagenzinha quando vai pagar alguma coisa, ainda mais quando se trata de impostos. Com boas calçadas teremos também mais segurança para os pedestres, uma cidade mais limpa e mais bonita.


29/02/2012 11h49

Infrator de Trânsito desafia Inteligência Humana

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No Brasil, em 2003, o trânsito já destruía mais vidas humanas do que a guerra do Vietnã, câncer e AIDS. Já havia mais vítimas do que a população de 287 dos 90,43% municípios(Almanaque Abril - Brasil 2003, p. 168). O impacto social e econômico dos acidentes de trânsito na área urbana, era tão trágico; sobretudo, pela dor, sofrimento e perda da qualidade de vida das vítimas, familiares e a própria sociedade, que só em 2001 geraram custos na ordem de R$.5,3 bilhões ao preço de 04/2003 (Ipea-05/2003).

De 2003 a 2012, o aumento na frota de veículos, infratores e impacto econômico em acidentes de trânsito é geométrico; enquanto, o espaço físico das vias terrestres urbanas e rodoviárias cresce em progressão aritmética. Quantas vítimas e sonhos foram destruídos nesse período? Se continuar no atual campo de batalha?

Qual o remédio para tantos desafios da inteligência humana no trânsito? Encontrar-se-á uma solução na Ciência do Direito, da Medicina Psiquiátrica, da Psicologia, da Educação, da Cultural; ou leis com penalidades mais severas, multas elevadas, prisões sem direito á fiança; processos de habilitações com mais rigor para obter a habilitação?

A vida humana é o bem supremo. E a integridade psicofísica, muitas vezes, mutilada para sempre? Sem medir as consequências, os infratores continuam desafiando à lei e autoridades; destruindo vidas e sonhos, não só das vítima e veículos envolvidos; mas também familiares, inclusive do próprio protagonista; tudo numa fração de minuto impensado.

Por que tantos erros, muitos, sem possibilidade de correção no trânsito? Num acidente todos perdem. Se o ator do cenário trágico deve saber distinguir a conduta certa e a errada ao dirigir seu veículo; por que, então, não cumprir espontaneamente a lei, que nada custa? O trânsito em condição segura é um direito de todos. Violar normas jurídicas pode resultar em crime, com graves consequências ao infrator.

Os condutores e pedestres sabem qual a diferença entre crime de dolo eventual e o de culpa consciente no trânsito? No crime de dolo eventual, cuja competência para julgar é do Tribunal do Júri, o motorista agente não só prevê o resultado danoso como também o aceita como uma das alternativas possíveis de acontecer. Já no crime de culpa consciente, o agente não quer o resultado nem assume deliberadamente o risco de produzi-lo, apesar de sabê-lo possível, acredita sinceramente poder evitá-lo, o que não acontece por erro de cálculo ou na execução.

No crime de dolo direto o agente de acidente de trânsito, quer o resultado; na modalidade do crime culposo, ato voluntário, conduta contrária ao dever definido na lei de trânsito, o agente dá causa ao resultado por imprudência, que é praticada por ação; negligência, forma omissiva, deixar de cumprir o dever; imperícia, não saber dirigir ou ignorância na arte de dirigir o veículo.

Pode-se fazer algo para alcançar condições mais seguras no trânsito?

Sim, o que não se deve é continuar no campo de conflito; os infratores facínoras matando mais do que muitas doenças graves; condenando inocentes à pena de morte e executando-os; as vítimas entrando com a vida, a integridade psicofísica, submetendo-as a conseqüências dramáticas.

Premissa conclusiva: há que se cumprir espontaneamente a lei, prevenir acidentes, salvar vidas humanas e criar condição segura na tribuna nobre do convívio pacífico no trânsito; mais fraternidade entre as pessoas nas vias terrestres do Brasil. É o Estado Democrático de Direito, que tem, entre seus fundamentos, a dignidade humana.

Altamiro J. dos Santos, é jurista, advogado e especialista em Direito de Trânsito
altamirojsantos@uol.com.br


27/02/2012 10h20

Cettrans / Ações nas escolas

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Caro Jorge, como vai?

A propósito da sua coluna no portal da CATVE, escrevo-lhe para compartilhar as ações em curso na Cettrans.

Estamos com programação já em andamento da Campanha Volta às Aulas, que dá o ponta pé inicial desta modalidade de atividade (cronograma anexo que inclui aproximadamente 50 das escolas/colégios do Município - de um total de aproximadamente 130 instituições, onde fazem parte instituições públicas municipais e estaduais, incluindo os CMEIS, e particulares, incluindo pré-escolas até faculdades/universidades).

Nesta Campanha Volta as Aulas/2012, foram elencadas instituições de ensino para atendimento pelas equipes da Cettrans, de acordo com critérios de:
- maior demanda de alunos;
- maior movimento de veículos e pedestres, principalmente as da região central e bairros centrais;
- instituições que haviam previamente nos solicitado, sendo que em alguns casos, com solicitação de sinalização da área escolar, o que ainda não iniciamos.

O ideal é fazer em todas, porém tenho dificuldades com o baixo efeito de Agentes de Trânsito.

Com o pessoal e estrutura atuais (em torno de 26 agentes colaborando mensalmente - programação mensal de no mínimo 02 em gozo de férias, 01 desenvolvendo atividades no EstaR, e 03 desenvolvendo atividades no Setor de Fiscalização Eletrônica, além de eventuais afastamentos por licença médica), reduzidos para uma demanda de atendimentos sempre crescente, bem como 05 veículos nem sempre disponíveis (no dia de hoje estamos com apenas 02 veículos em circulação - 01 Fiesta e 01 Montana), não conseguimos atender a contento todos os eventos e programações que à Cettrans são requeridos, visto a distribuição dos Agentes em escalas de revezamento, que inclui ainda as folgas.

De toda forma, após esse primeiro momento da Campanha Volta as Aulas, como todos os anos é feito, haverá continuidade na presença da Cettrans nas instituições de ensino, com as Operações Escola, onde é desenvolvido basicamente atividades de presença e orientação junto a comunidade escolar.

Quanto ao Colégio Marista (minhas duas filhas lá estudam!), conheço a situação daquele local, pois acompanhei desde o início o pedido de aprovação à Prefeitura, da excelente idéia de execução do túnel ligando as 2 áreas daquela conceituada instituição de ensino, que disponibilizou, como nunca outra empresa particular assim o fez em Cascavel, grande área interna para estacionamento de veículos, para o trânsito destes e para a parada coberta para embarque e desembarque de seus alunos, sejam estes transportados por seus pais ou por meio do transporte escolar, proporcionando antes de qualquer coisa, segurança para que aqueles que lá optaram em estudar, fazendo o inverso da quase totalidade de empresas que resolvem se instalar em nossa cidade: chamando para si, a responsabilidade, como pólo atrativo de tráfego, de retirar das vias públicas o problema do trânsito em seus arredores. O próprio Irmão Lauro já esteve em reunião aqui depois que assumi, falando dessas mazelas que assolam o entorno!

Quero retomar neste e em alguns outros locais um retorno ao trabalho típico do Policial Messias, famoso orientador dos usuários de trânsito das décadas de 70 e 80. No entanto, essa talvez utopia hoje mais atrapalhará do que resolverá os problemas, e explico:

Ocorre que, como alguns habitantes de Cascavel ainda se comportam como se aqui fosse uma grande fazenda iluminada, com muitos dos que nela habitam fazendo com que as vias públicas sejam extensões de suas propriedades, esta excelente oportunidade de resolvermos um dos grandes gargalos no trânsito da área central, principalmente em horários de pico, não vingou.

E não vingou também porque o poder público se acovardou diante das pressões, das críticas, dos argumentos de que o acesso a área interna do Colégio gera atrasos, tira os condutores, principalmente pais e motoristas de veículos do transporte escolar, de seus itinerários, proporcionando aumento no tempo dos deslocamentos, gastos desnecessários de combustíveis, etc.. Preferem parar em filas duplas, triplas, preferem estacionar em vagas destinadas aos veículos do transporte escolar, preferem resolver os seus problemas, mesmo que esta solução venha a criar problemas para os demais usuários das vias, preferem de tudo, menos fazer a sua parte. E quando a Cettrans vai até este local (e foram inúmeras as vezes), aí mais uma vez criticam, xingam, se indignam, fazendo-nos crer que todo o investimento ali depositado foi em vão.

Alguns usuários querem de tudo, mas não aceitam ser orientados (pois o seu tempo é precioso, vão se atrasar, eles são superiores aos "guardinhas", esta ação gerará mais tumultos no trânsito). Tampouco eles podem ser autuados quando necessário. A impressão que se tem é que querem que a Cettrans esteja lá para orientar os motoristas, desde de que não seja eles. Os "guardinhas" devem trabalhar apenas para fazer o trânsito fluir, para que as vagas de estacionamento sejam reservadas para o momento que lá chegarem e nelas possam estacionar tranquilamente. Mais ainda: se estas vagas não estiverem disponíveis, eles querem ter o direito de se autoconcederem o poder de estacionar/parar irregularmente, sem infortúnios, sem atrapalhos, sem incômodos, sem multas.

O trabalho a ser desenvolvido no Colégio Marista e em vários outros locais com o mesmo tipo de problema, não tem muito segredo, deve ser feito envolvendo a todos: Cettrans, Instituição de Ensino (direção, coordenação e equipe pedagógica, professores, funcionários), imprensa, e principalmente, os pais. Sem se render a pressões, a críticas, bem planejado para não se voltar atrás. Senão ocorrer desta forma, conjuntamente, como antes não havia sido feito, será mais uma tentativa infrutífera, como tantas outras que já ocorreram.

Espero muito poder contar com a tua ajuda para sensibilizarmos os usuários a respeitar o espaço público, feito para todos nós Cascavelenses! É uma tarefa árdua e precisamos de uma mobilização coletiva.

Um abraço,

Paulo Porsch - Cettrans


17/02/2012 15h40

Acesso as escolas

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De volta ao caos - Com certeza já devo ter escrito aqui sobre este assunto. Mas se já o fiz vale repetir. O assunto é sobre os dissabores de ter de trafegar de carro próximo aos colégios particulares de Cascavel no horário de entrada e saída de aulas. É simplesmente insuportável. Acabam as férias escolares e começa tudo de novo.

Entrada e saída das escolas - Todo dia recebo emails, torpedos, telefonemas e por muitas vezes até contatos pessoais reclamando desta situação. Reclamando da situação caótica que fica o trânsito nestas áreas e ninguém infelizmente faz nada. Está impossível passar por estes locais de manhã, ao meio dia e no final da tarde. É um verdadeiro abuso, um desrespeito. E olha que as queixas não são apenas de quem não tem filhos na escola, mas por incrível que pareça também de quem tem. Alguns não se conformam com a situação na qual são submetidos diariamente.

A existência do Messias - No meu tempo de levar filhos à escola, confesso que não encontrava este problema. No meu tempo houve sim muita homenagem a um cidadão, penso eu que será lembrado por muitos aqui que nos lêem. Quem não se lembra do guarda Messias? O Manoel Messias. Ele sempre estava defronte a um de nossos principais colégios. Com seu sorriso doce, orientando os pais e crianças que do carro desciam. Só com sua presença já inibia os abusos, a fila dupla ou tripla que ocorre hoje, por exemplo, na Travessa Padre Champagnat. O Guarda Messias era uma figura ímpar. Impunha respeito sem ser autoritário.

Sem "Messias" - Claro que o tempo passou. Claro que a cidade cresceu. Com ela o número de alunos e o fluxo de carros. E claro, não existem mais Messias, infelizmente, na nossa PM. Ontem ao passar por um dos colégios e com aquela dificuldade do tráfego observei exatamente onde sempre ficava nosso saudoso MESSIAS. Lá estava um funcionário do colégio, na faixa de pedestres, segurando os carros para os alunos passarem. Segurando sim, porque a maioria de nossos motoristas - PAIS de alunos ou não - pouco respeitam a faixa seja para adulto ou para crianças. O risco de ser atropelado na faixa é muito grande.

Apelo - Paulo Porsch, querido presidente da CETTRANS, penso que você deva ter filhos, sobrinhos ou filhos de amigos que estudam nestes colégios. Por que a CETTRANS não coloca em cada um deles uma dupla para orientar e ordenar a situação?

Escondidinho - No Marista observei dia destes dois agentes à sombra, escondidos atrás dos carros, só olhando. Eles olham quem está ao celular e sem cinto para tascar uma multinha, mas ignoram quem para em fila dupla ou tripla, àqueles que travam o trânsito da Paraná, da Padre Champagnat e da Mato Grosso (e nos outros colégios, tantas outras ruas).

Falta a parte do motorista - Escrevo sobre o Marista porque passo todos os dias pelo menos 3 ou quatro vezes ao dia e, pelo que vejo, não dá para poupar estes motoristas porque o Colégio fez a sua parte. Construiu estacionamento, fez túnel para passagem dos alunos e agora fez até recuo da calçada, mas não adianta, pois os motoristas não respeitam. Dia de chuva então, Deus nos acuda.

Problema em escala superior - De igual forma está a balbúrdia na Avenida FAG com costumeira aglomeração de pessoas, uso abusivo de bebidas alcoólicas, algazarras, som alto, interrupção do trânsito e a constante ameaça à segurança de alunos, professores e gente que por ali tem de transitar ou desavisadamente por ali passam. Sem falar daqueles que ali tem o dissabor de morar. É um absurdo e o triste é a falta de providências por quem deveria agir.

Cabe à família - Tem muitos pais que imaginam estarem seus filhos estudando na faculdade e eles na verdade estão nestas concentrações de algazarra, muitas vezes gastando o sofrido dinheiro entregue ou pago para que consigam uma vida melhor, sonho de todos os pais. Algo tem de ser feito rapidamente para que estes pais não acordem com pesadelos de ocorrido ruim que atinjam seus "queridos" filhinhos movidos não à educação, mas sim com muita cachaça e baderna.

Liberou geral - Pior que a aglomeração e a algazarra não é só de estudantes. O Hábito e o espaço criado por eles na avenida agora é compartilhado/dividido com desocupados de todos os bairros que circundam aquela área. Virou um verdadeiro bobódromo.

...e ao Poder Público - Não seria também o caso de guardinhas da CETTRANS agirem impedindo estacionamento dos dois lados da via, impedindo som alto nos carros, as filas duplas, o consumo de bebida também nos carros? Não seria o caso da PM colocar a cavalaria circular? Pois, algo tem de ser feito antes que fato mais grave aconteça. Com o poder de resolver estão os organismos competentes para tal, ou eles não tem nada com a vida de bons e ordeiros contribuintes?


13/02/2012 09h07

Autofagia

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Significado... - Sempre que estou com um sobrinho, esperto, garoto ligado que tem apenas sete anos, ele me pergunta: "tio, o que é autofagia que você sempre fala?". Minha resposta, meio que enrolando: "Lucas, isto é apenas um jeito do tio falar, não é nada demais", na esperança dele não ficar se incomodando com esta pérola.

Aplicação numa frase... - Consultando o velho Aurélio ou o Houaiss, o leitor vai ver que autofagia quer dizer "nutrição à base da própria carne". Infelizmente é isto que acontece aqui na cidade.

"Desmeritocracia" - Especialmente se alguém se sobressai, se alguém se destaca, aparece ou fica famoso. Logo é taxado de contrabandista, sonegador, corno ou veado, que não presta, enfim, qualquer apelido que o desqualifique.

Síndrome da fofoca - É gente daqui querendo comer gente daqui. Infelizmente acontece em todas as áreas. Até mesmo quem chegou ontem aqui e nem ao menos tem um pardal para dar água, já fala e dita regras pela cidade.

Mecanismo de defesa - Aqui é diferente. Bom de morar. Bom de viver. Bom de trabalhar. É uma metrópole que cresce por si só. Cresce mesmo que muitos trabalhem contra, que atrapalhem. Tudo é bom, desde que você não se preocupe ou de ouvidos ao que falam ou fazem contra você.

Filho da terra - Escrevo isto para falar sobre o Beletti. Juliano Haus Beletti, nascido e criado em Cascavel pela Alba e pelo Divaldo. Foi ser jogador de futebol. Na minha opinião limitado tecnicamente, mas empenhado, dedicado e de uma raça impressionante.

Conquistas que falam por si - Jogou no Cruzeiro de Belo Horizonte, São Paulo, Atlético Mineiro, VillaReal e Barcelona da Espanha, Chelsea da Inglaterra e Fluminense. Foi campeão em muitos deles. Entre os títulos foi apenas campeão da Liga dos Campeões da Europa fazendo até gol na final e campeão do Mundo pela Seleção Brasileira. Só o fato de ter nascido aqui por si só já merecia um maior respeito, por este currículo penso eu mais ainda.

Exemplo prático de autofagia - Pois é o ano está começando e no Campeonato Paranaense da segundona, da divisão de acesso não teremos o FCC (Futebol Clube Cascavel) o time do Beletti. Ele simplesmente desistiu. Vendeu o Centro de Treinamento que construiu, deu as camisas, perdeu dinheiro e largou. Não teve apoio de ninguém. A começar pelo poder público que nem o Estádio viabilizou, história já conhecida e que não importa relembrar.

Quem perde é a cidade - Olha, o Beletti não é dos mais simpáticos. Não é carismático. É da personalidade dele. Não fica babando ovo de político. Mas cá prá nós, precisa ser para investir aqui? O negócio FUTEBOL gera milhões. Um centro de formação de atletas aqui iria também movimentar nossa economia. Geraria empregos. Bom time, bons jogos, lazer, bom público. Lamentável.


10/02/2012 15h41

Um aperto no centro

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Banal e essencial - Hoje vou escrever sobre um assunto que muitos poderão taxar de ridículo. Mas só pensa ser ridículo quem nunca viveu na pele esta situação, este constrangimento. Parece piada, usar um espaço tão nobre pra debater e comentar sobre algo tão banal, tão, sei lá, comum, enfim até vulgar.

Cartuchada - Até hoje só vi comentar e tratar deste assunto o Emílio Martini, no seu Cartucho lá do Jornal Hoje. Não sei quais foram os motivos dele, mas fez campanha durante muito tempo sobre este assunto e pelo que sei de nada adiantou.

Sentindo na pele - Impossível imaginar que nenhuma de nossas autoridades, nenhum de nossos administradores municipais, não tenha tido uma necessidade. Não acredito que nenhum deles não tenha passado um apuro, um aperto.

De fato uma necessidade - É difícil acreditar que sejam tão fortes assim. Sim, tem de ser forte para não passar vergonha, pois não existe na área central de Cascavel um banheiro público para atender nossas necessidades.

Pego de surpresa - No Calçadão existem vários quiosques de alimentação e também não existem banheiros. As pessoas transitam em longas caminhadas e não podem nem imaginar que algo tão comum a cada um de nós aconteça de repente, e que pode ser um fiasco.

Solução simples, mas... - O Calçadão, em toda sua extensão, simplesmente não tem banheiro. Será que não seria possível instalar em locais estratégicos banheiros públicos para atender a população? Deixem lá um funcionário, cobrem uma pequena taxa, sei lá, uma moeda de 50 centavos para custear a manutenção. Deixe funcionando das sete da manhã às sete da noite e resolverá o problema. Antes de acontecer uma cagada.


04/02/2012 11h04

É de Cascavel

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Existo, penso e exponho meu pensamento - Muitas vezes utilizamos este espaço para fazer críticas. Claro que estas críticas são sempre com o intuito de melhorar, de mostrar algo errado, modestamente dar um caminho ou uma sugestão. São críticas construtivas de coisas e atos que envolvem a cidade.

Muito mais que ossos do ofício - A escrita ou a fala no rádio, na TV, no impresso são manifestações que afloram nas veias de um cidadão que vive em sua cidade e não apenas de um homem de comunicação.

Cidadania ativa - Bem acolhido que aqui fui no final dos anos 70 - mais precisamente em 1978 -, tenho que defender e tentar contribuir de alguma forma para o desenvolvimento da cidade em que vivo. E isto vale para o time de futsal, de futebol de voleibol, do ciclismo e de eventos da cidade públicos ou privados.

O peso do nome que carrega - Por esta razão quero aqui exaltar este grande evento que começa em Cascavel que é o Show Rural. O Show Rural da Coopavel que leva o nome e a imagem da cidade, tal qual o futsal ou o automobilismo só que para outro segmento de público.

Vocação econômica - O Show Rural leva nossa imagem Brasil afora de forma muito positiva, exaltando nossa capacidade, nossa competência e principalmente o potencial de nossa terra e de nossa gente, fazendo brilhar o homem do campo, que é quem carrega nas costas nossa economia fomentando todos os setores com a produção de excelência aqui reconhecida.

?Garoto-propaganda? - Um evento de dar inveja, exemplo de organização, modelo de beleza e apresentação e principalmente referência para o mundo durante estes cinco dias de evento de uma forma ou outra, seja pela presença in loco, ou pela TV, rádio, internet ou outras mídias, além dos multiplicadores que aqui buscam as tecnologias, levam e espalham mundo afora os experimentos de excelência que são apresentados.

Méritos pessoais - Há muito tempo o SHOW RURAL COOPAVEL supera aquele que um dia foi o maior do Brasil o Agrishow de Ribeirão Preto. Então parabéns Dilvo Grolli, Rogério Rizzardi, Ibrahim Fayad, Jorge Knebel e toda sua equipe de organizadores por conseguirem por tanto tempo manter um evento destes e com tão alto padrão de qualidade.

Algo com que a cidade pode se orgulhar - É a qualidade Coopavel que junto com seus cooperados e funcionários nos fazem ter orgulho em dizer: o Show Rural é da minha terra. O Show Rural é de Cascavel.


03/02/2012 08h08

Liga Futsal 2012

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Antes do final do ano escrevi aqui que o Campeão estaria fora da LIGA.

Escrevi sobre a situação de Santos e Cascavel. Dois campeões. Um da LIGA, outro do Paranaense. O Santos claro não se manifestou, afinal nem somos lidos lá, penso eu. Mas confirmou o fim. Acabou com o time de futsal e de lambuja acabou também com o de Futebol Feminino alegando falta de recursos, de dinheiro para sustentar os custos. Time de um Campeonato e ainda campeão.

Pelo lado de cá o Cascavel se manifestou. Ao estilo de sua direção. Na falácia, no grito, disse que a informação não procedia, que estaria sim na LIGA em 2012.

Eu justifiquei os motivos e eles eram simples: liderados pelo PALHINHA do Minas Tênis e pelo LAÉRCIO do Corinthians a maioria dos franqueados não queria convidados. Queria um Campeonato restrito para aqueles detentores de franquias, próprias ou alugadas. 20 equipes. Pois bem, a direção do Cascavel ficou rosnando, esperneando, contestando a informação mas não correu atrás. Imaginou que a CBFS não abriria mão de um valor significativo de aluguel. Calculou uma vaga alugada que vale R$ 150 mil, obrigatoriamente para fechar as chaves precisariam de 4 convidados, considerando 24 equipes no Campeonato. Logo R$ 600 mil motivariam a CBFS a gostar da ideia, mas não aconteceu.

A Presidência da Confederação Brasileira de Futsal passa por um momento de afirmação de seu presidente Aécio Borba, que demitiu no final do ano sumariamente o então vice-presidente administrativo e até então homem forte do nosso futsal, o Hideraldo Santana, que não iria peitar os times até porque não é seu estilo.

Escrevi quais eram as vagas disponíveis (Superbola e Cortiana) e ninguém foi atrás. Maringá alugou Superbola e o São José a vaga da Cortiana, pagando em dois anos uma dívida de R$ 350 mil para com a CBFS. Pois bem, aos 19min58 do segundo tempo pediram auxílio ao Secretário de Esportes do Estado, este pediu apoio ao Presidente da Conmebol, mas de nada adiantou pois a decisão era dos detentores de franquia. Pior, o Cascavel queria ser convidado, mas sequer foi na reunião deste dia 02 de fevereiro em Fortaleza pedir e defender os motivos da importância de sua participação e o fato de estar nas últimas 7 edições.

O presidente do Jaraguá, Cacá Pavanello, me disse: "Jorjão como vamos defender a entrada de um time que não está presente a reunião. E se depois eles não cumprirem?" - disse mais: "O Cascavel parece com o cara que quer sair com a mulher mas não a convida e nem oferece um drinque". Então deu no que deu . Cascavel tetra-campeão do Paraná está fora da LIGA. Do Paraná entraram Marechal com franquia da Dalponte, Maringá com a franquia alugada da Superbola, Londrina no acordo com o São Paulo e o Umuarama com a franquia da Penalty, pois o Vasco desistiu. Disputarão ainda: Carlos Barbosa, Corinthians que separou-se do São Caetano e jogará com a vaga comprada pela NIKE, São Caetano com a vaga própria, Jaraguá, Joinville, Orlândia, Botafogo, Florianópolis, Concórdia, Unisul, Atlântico de Erechim, Assoeva, Minas Tênis, Poker Petrópolis e Suzano.

Segundo alguns que lá estavam se o Cascavel tivesse um representante teria entrado, afinal são 7 anos em que está presente, e Campeonato que disputarão 20, disputariam 21. Faltou presença e humildade. Sobrou soberba.


Jorge Guirado
A frente da Catve, Jorge está desde 2004, mas essa história começou bem antes. Em 1979, o apresentador tem suas primeiras experiências em televisão com a implantação da TV Tarobá, emissora na qual teve o cargo de diretor geral por 21 anos, lá idealizou em 1994 e realizou até 2003 o Dia da Bondade em Cascavel, Londrina, Foz do Iguaçu e por último em Toledo.

Na filial da Band, criou e colocou no ar vários programas. Apresentou os Programas, Melhor da Rodada e Placar de Opiniões. Sua carreira na Band também inclui a criação e implantação da TV Tarobá de Londrina inaugurada em 1996, a qual dirigiu por sete anos.
As narrações de jogos na afiliada da BAND passam pelos Campeonatos Gaúcho e Paranaense de Futebol, Copa Libertadores da América, Chave Ouro, Sul americano de Seleções de Futsal e Liga Futsal.
Em grandes coberturas da Band, Jorge participou da equipe de produção nas Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994, e ainda, nas Olimpíadas de Los Angeles e Atlanta.
Jorge foi diretor de imagens durante eventos como Stock Car, Fórmula Truck, Carnaval do Rio de Janeiro e da Bahia, e em três etapas brasileiras do Mundial de Motovelocidade, imagens estas destinadas a Dorna TV, que distribui o sinal das corridas para 180 países.
Com serviços para a Band, SBT, Globo e Espn, durante 20 anos foi diretor de imagens dos Campeonatos Brasileiro de Futebol, Copa dos Campeões, Copa do Brasil, Libertadores da América, Pré-olímpico de Futebol, Liga Mundial de Voleibol e Copa América de Futebol realizada uma no Paraguai e outra na Bolívia.

Dirigiu também as 3 etapas da Fórmula INDY realizadas no Rio de Janeiro com transmissões para ABC e ESPN INT dos EUA, Band e SBT e o Panamericano de Basquetebol em Montevidéu no Uruguai.
Durante cinco anos dirigiu imagens da Fórmula 3 Sul americana para Espn Internacional na Argentina , Uruguai e Brasil, as etapas brasileiras da World Series e da WTCC, entre outras categorias do automobilismo nacional.

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