15/07/2015 23h41

Dedo De Deus - por Douglas Zubéldia

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Em janeiro de 2013 durante minha viagem para Argentina, conheci uma escaladora carioca muito simpática, da qual me tornei amigo, ela se chama: Suzana Hinds. Durante nossas conversas, uma delas que me chamou muita atenção foi a de que ela não conhecia o Dedo de Deus, montanha muito famosa do Rio de Janeiro com 1 692 metros de altitude e cujo contorno se assemelha a uma mão apontando o dedo indicador para o céu. É um dos vários monumentos geológicos da Serra dos Órgãos, que fica localizada na Serra do Mar, entre as cidades de Petrópolis, Guapimirim e Teresópolis. O pico é um símbolo do estado do Rio de Janeiro, figurando na bandeira e no brasão do mesmo.

De certa forma achei engraçado ela não conhecer, pois mora a apenas 100km do local, e eu já havia escalado ela duas vezes, isso morando a 1.500km da montanha. Foi então que prometi leva-la ao cume do Dedo de Deus. Havia feito a mesma promessa para minha esposa, e também alguns amigos já haviam me pedido para guia-los.

Fechamos um carro em quatro pessoas, eu, minha esposa Carolina Zamarchi, e mais dois amigos, Rafael Reollon e Felipe Bazanella. Levamos 19h de carro para chegarmos ao Rio de Janeiro ? RJ na casa da Suzana, onde passaríamos a noite, e então de madrugada iriamos para Teresópolis para escalar o Dedo de Deus.

Do Rio de Janeiro até o local onde se deixa o carro estacionado para escalar, são aproximadamente 2h de viagem, e quando chegamos era 5:30 da manhã. Com mochilas nas costas inicia-se a caminhada, aproximadamente mais 1h até a base da montanha, a trilha é bem aberta e íngreme, mas fomos em um ritmo legal.

Por ser minha terceira vez, tudo fica mais fácil, e conhecer todo o percurso, saber que o dia e as condições climáticas eram perfeitas, isso me deixava muito tranquilo para estar guiando quatro pessoas que não conheciam o local. Entre vários relatos que li sobre essa escalada, uma grande maioria dos escaladores, acabam se perdendo por não ter ninguém que conhece o caminho ou porque o clima instável acaba virando de um lindo dia ensolarado para chuva e tempestade, e acabam presas na montanha durante a escalada.

Quando chegamos a base da montanha, rapidamente fizemos um lanche, nos equipamos e começamos a escalada. Fui na frente para mostrar o caminho, que começa numa sequência de cabos de aço, mais acima essa sequência de cabos e trepa matos se dividi em duas rotas, uma para a via dos irmãos Teixeira e outra para via Leste, a qual iriamos fazer por ser a de visual mais lindo. Nesse local aguardei todos chegarem para ver o nascer do sol e para fazer mais um descanso breve.

Assim que todos chegaram o sol começou a nascer, passamos a enxergar o horizonte, o brilho nos olhos deles era indescritível, e de onde estávamos dava para ver a montanha do Escalavrado ao lado, um monólito de granito gigante e imponente que fica logo abaixo. Desse ponto em diante, caminhamos mais um pouco pela encosta, mais alguns trepa matos até que por fim chegarmos no local onde realmente começamos a escalar.
Eu fui na frente mostrando o caminho e guiando para Carol e o Felipe, Suzana e Rafael vinham atrás dividindo a ponta da corda. Escalamos devagar, aproveitando ao máximo cada minuto da subida, tirando diversas fotos e selfies. Nesse ritmo antes mesmo de chegarmos ao cume começamos a escutar vozes de outra dupla que estava nos alcançando, e basicamente chegamos todos juntos ao platô da escada que leva ao cume.

Foi incrível, mesmo demorando o céu ainda estava aberto, normalmente depois do meio dia o tempo fecha e forma-se nuvens que encobrem a montanha, mas nesse dia fomos presenteados pela natureza e podemos contemplar toda aquela bela vista do cume do Dedo de Deus.

Por Douglas Zubéldia.
Confira as fotos dessa aventura:
















11/07/2015 16h01

Expedição Marumbi - por Roberto Lazzari Jr.

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Há poucos dias, Douglas, Eu e mais dois amigos escaladores fomos até a cidade de Morretes no Paraná, para realizar a tentativa de escalada de duas das vias mais clássicas do Conjunto Marumbi.

O Conjunto está localizado na serra do mar paranaense, e é formado pelas montanhas: Olimpo (1.539m), Boa Vista (1.491m); Gigante (1.487m); Ponta do Tigre (1.400m); Esfinge (1.378m); Torre dos Sinos (1.280m); Abrolhos (1.200m); Facãozinho (1.100m) e pelo Morro Rochedinho (625m).

O nome do cume mais alto do Conjunto Marumbi recebeu o nome do seu primeiro acensor, Joquim Olimpo Carmeliano de Miranda, fazendo com que o Marumbi seja conhecido nacionalmente como um marco do montanhismo Brasileiro.

O objetivo dessa expedição foi escalar as vias: "Enferrujado" de 100 metros, no pico Abrolhos, e a via "Última Terra de Malboro" - 210 metros, na Ponta do Tigre, ambas consideradas rotas clássicas de escalada para aqueles que desejam se aventurar nas encostas escarpadas da montanha.

No primeiro dia de expedição apesar das condições climáticas não estarem tão favoráveis, Douglas e eu conseguimos realizar a ascensão da via Enferrujado, enquanto Alexandre e Eduardo escalavam a via "Maria Buana". A Enferrujado inicia em uma impressionante parede negativa no Abrolhos. Essa rota começou a ser conquistada em 1961 e só foi concluída na década de 70, sendo conquistada com grandes pinos no estilo "paliteiro". Pela via é possível chegar ao cume do Abrolhos.

Infelizmente não tivemos a mesma sorte no segundo dia de expedição. O tempo fechou e a chuva caiu forte, acabando com qualquer possibilidade de escalada. A via "Última terra de Malboro", que é uma via mais exigente tecnicamente, continuará como objetivo para nossa futura expedição.

Na montanha devemos ter paciência de escalar no momento mais oportuno, e saber respeitar o tempo que a natureza nos proporciona. É um grande aprendizado de que as coisas nem sempre acontecem no nosso tempo, mas devemos perseverar sempre.

Em frente, ao alto e além!

FIBRAAAP

Por: Roberto Lazzari Jr.

Confira:
















09/07/2015 10h07

Escalada em Piraí do Sul - PR / Por Douglas Zubéldia

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Recentemente fomos conhecer a escalada em Piraí do Sul, que como o nome já sugere é de "pirar" com o potencial da escalada existente por lá. O município está localizado 180km ao norte de Curitiba - PR, e tem sua escalada na escarpa formada pela divisão do primeiro com o segundo planalto do Paraná.

Nessa viagem, além da companhia do meu parceiro de escalada Roberto Lazzari Junior, estiveram com nós Alexandre Correia Ferreira e Eduardo Luiz Schneider que também são escaladores de Cascavel - PR.

O primeiro setor de escalada que visitamos foi o Rupestre, um setor mais retirado, onde não existe estrutura de camping, muito menos sinal de celular, ótimo para fugir do agito do cotidiano. O lugar é incrível, cercado por paredes e um pasto patagônico que leva a base das vias de escalada. O setor conta com diversas vias esportivas, mas todas com proteções móveis. Para os amantes da escalada tradicional esse é "o lugar". São fendas incríveis, de diversas graduações, tendo muito pouca proteção fixa.

O segundo setor que visitamos foi o Corpo Seco, fica a uns 15km de distância do Rupestre. Esse foi o primeiro setor de escalada de Piraí do Sul, e hoje conta com mais de 30 vias, sendo a grande maioria dessas em proteção móvel, e de diferentes graduações. O setor tem fácil acesso, e fica em uma propriedade particular, onde o dono cobra entrada de 10 reais por pessoa.

Diferente do Rupestre, o Corpo Seco conta com um bom lugar para acampar, água tratada que pode ser pega na casa do proprietário, sinal de celular para aqueles que não conseguem ficar sem uma rede social, e o melhor de tudo, apenas 10min de caminhada por um gramado até a base das vias.

Foram apenas dois dias de escalada, mas bem aproveitado, linhas de fendas perfeitas, em boa companhia e com fotos incríveis. Confira:

Por Douglas Zubéldia

















18/05/2015 15h53

3º Encontro de Escalada do Faroeste

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Acontece nesse próximo fim de semana (23) o 3º Encontro de Escalada do Faroeste, na cidade Toledo - PR. O evento recebeu esse nome, pois é o apelido carinhoso dado pelos escaladores da região norte do estado aos da região oeste, devido ao fato de não ter montanhas ou grandes paredes para se escalar por aqui.

O evento já conta com mais de 70 inscritos, e acontecera em dois locais: Ouro Verde do Oeste no Salto João e Maria onde acontecerão as escaladas, e na Chácara Castanheira á 15km de Toledo onde será realizado a palestra, jantar, luau e o acampamento dos participantes.

Para a palestras teremos o grande escalador e incentivador do esporte Edimilson Padilha, que é hoje um dos melhores escaladores de grandes paredes do Brasil, e também dono da fábrica de equipamentos nacionais de montanhismo COMQUISTA.

A CATVE também estará presente registrando os melhores momentos deste encontro, ela que é umas das grandes incentivadoras e patrocinadora oficial deste evento.

Acompanhe mais notícias no Blog.

Por Douglas Zubéldia e Roberto Lazzari Junior.









15/05/2015 15h50

BIG 1000 - 2015 - por Douglas Zubéldia

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Acontece nesse mês de maio o desafio BIG 1000 no Morro do Anhangava, localizado em Quatro Barras - PR. O desafio foi proposto pelo Baitacão Estacionamento do Anhangava. O evento teve sua primeira versão com o Desafio 500, que tinha como objetivo escalar 500m de via em 24h.

O Anhangava é uma montanha que faz parte da serra do mar, porem suas vias de escalada são quase todas pequenas, algumas chegam aos 100m, mas sendo a maioria esportiva. Com isso surgiu a ideia de fazer o BIG 1000, que consiste em escalar 1000m de via em 24h, tornando o desafio ainda mais difícil. Os escaladores terão de escalar várias vias, para atingir o objetivo além de andar muito pela montanha para trocar de uma via para a outra.

Nesse fim de semana (16) e (17) o escalador Roberto Lazzari Junior do blog Extreme Sports CATVE, estará participando do desafio junto com o escalador Thyago Palmito Leida de Florianópolis - SC, os dois vão se encontrar na manhã do dia (16) no Refúgio 5.13 que fica próximo a montanha, e darão início ao desafio logo em seguida.

Desejo sorte aos escaladores que participam deste evento e principalmente aos dois que são grandes amigos e colegas de escalada.
Em breve teremos os relatos desse desafio.

Por Douglas Zubéldia



15/04/2015 23h29

Aguja Campanille Alto - por Douglas Zubéldia

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Confira o relato e as fotos dessa escalada incrível:

Escalar a Aguja Campanille Alto(3.400m) através da via Armónica era o principal objetivo dessa viagem a Arenales e de acordo com meu cronograma o dia escolhido seria 31 de dezembro. Isso mesmo: véspera de ano novo. Alguns podem achar estranho, mas para os escaladores é só mais um dia na montanha.

Para seguir com o cronograma das vias que iria escalar, tudo dependeria da previsão do tempo. No último dia em que estive na cidade de Tunuyán aproveitei para ver a condições climáticas no site: http://www.mountain-forecast.com/ que é especifico para alta montanha. A previsão para o dia 31 era de tempo aberto, porém com muito vento e frio. Na véspera, as condições climáticas pareciam favoráveis: tempo bom, pouco frio e pouco vento. Então pensei: ?impossível que amanhã esteja frio e ventando?.

Paulo e eu fomos dormir cedo porque teríamos um longo dia pela frente. Nosso plano era acordar cedo, tomar café e partir para base da via para voltar o mais cedo possível, de preferência antes do pôr do sol.

Madrugada do dia 31, meu despertador me acorda as 5h e então percebo um barulho estranho, abro a barraca e adivinhem? Estava chovendo! Não conseguir acreditar. De que jeito? Fui dormir não tinha uma nuvem no céu. Ajustei o despertador para 6h e voltei a dormir. Acordei novamente e o barulho de chuva tinha passado, mas havia começado a ventar forte, as rajadas pareciam querer arrancar a barraca do chão.

Com vento assim não tinha nem coragem para sair da barraca. Coloquei novamente o despertador, agora para 7h, e quando acordei o vento continuava forte. Abri a barraca e quando olhei em direção as partes mais altas das montanhas: ?que coisa mais linda, havia nevado?. Acordei o Paulo para ver e decidir se realmente iríamos arriscar ou não ir até a base da via, pois a rocha poderia estar molhada por conta da chuva.

Depois de alguns minutos concordamos em ir até o Refugio del Cajón que fica a uns 30min de onde estávamos e que era caminho para nossa escalada, de lá decidiríamos o que fazer.

Depois de tomar um bom café da manhã, enquanto arrumávamos os equipamentos do Paulo e a comida que levaríamos, eu comentei a respeito de um banheiro que outros brasileiros e argentinos estavam construindo ao lado do Refugio del Cajón. Durante os primeiros dias havia uma camionete estacionada e carregada de madeira. Toda vez que algum escalador subia do estacionamento para o refúgio eles levavam um pouco de madeira pra cima. Paulo e eu decidimos dar uma mão, já que não sabíamos se iriamos ou não escalar. Subimos então com um pouco de madeira cada um para não perder a viagem; eu estava sem mochila porque havia deixado no refúgio no dia anterior, mas o Paulo estava com a mochila de uns 20kg nas costas mais as madeiras. Vendo ele carregar parecia tudo tão leve, mas eu estava ali sofrendo só com as madeiras. O que são os 18 anos, não? O garoto parece um touro de forte, parceiro certo para a escalada do dia.

Chegamos ao refugio del Cajón por volta de 8h30. Fomos recebidos por alguns escaladores que ali estavam, entre eles uma argentina filha de Yagua, um senhor bem simpático que é dono das terras onde se encontra o refúgio, e o escalador Luiz Coslope, brasileiro da região do parque de Itatiaia. Descarregamos as madeiras e entramos no refúgio para fugir do frio e do vento. Começamos a conversar com o Luiz a respeito de escalar a Aguja Campanille com aquelas condições climáticas: como ele é um escalador muito experiente, ele poderia nos dizer se era viável ou não e quais seriam as dificuldades. A resposta não foi exatamente a que queríamos ouvir: ?Se aqui embaixo está 8°C e as rajadas de vento passam dos 50km/h, lá em cima vai estar bem pior. Mas se quiserem arriscar, vão ter que suportar o frio, e cuidar com o vento: nada de corda solta, muita atenção na hora do rapel, pois a corda pode enroscar nos bicos ou fendas e aí vocês ficam presos na parede?.

Após esta conversa com o Luiz, Paulo e eu ficamos em silencio por um instante. Acredito que, assim como eu, ele estava imaginando como seria a escalada. Olhamos um para o outro e falamos juntos: vamos subir até a base e ver no que vai dar.

Saímos do refúgio as 9h da manhã; o GPS mostrava uma altitude de 2800m acima do nível do mar e temperatura de 8°C. O início da trilha é plano, anda-se 500m beirando o riacho até começar a subida. Dali em diante o trecho é cheio de pedras soltas e muito íngreme. Foram 3km de subida até chegarmos na base da via Armónica. Olhei no relógio e já era 11h, o termômetro marcava 5°C, e o GPS registrava altitude de 3260m acima do nível do mar, mas o pior era o vento que passava dos 50km/h fazendo a sensação térmica ficar abaixo dos -10°C. Posso dizer que foi a escalada em rocha mais fria que já fiz.

A via Armónica, que tem 220m, é uma das linhas mais clássicas para chegar ao cume da Aguja Campanilli Alto. É considerada uma via tecnicamente fácil, conta com apenas uma proteção fixa na parada da primeira cordada, num total de seis cordadas. Quase toda em fenda, e protegida em móvel, torna-se uma linda via para quem gosta de escalada clássica. Possui dois lances de 6° francês (classificação da dificuldade), um na terceira cordada e outro na quinta cordada. E o Cume proporciona um visual indescritível.

Depois que decidimos encarar o frio e o vento forte, começamos a nos equipar: Paulo disse que escalaria a primeira, a segunda e quinta cordada e eu guiaria a terceira e quarta, e a sexta cordada, chegando ao cume.

Antes de começar, comemos uma lata de atum e um pacote de bolacha que havíamos levado, já que durante a escalada não iríamos parar para comer. O frio estava muito intenso, as nossas mãos estavam ?congelando?, então tive a ideia de pegar alguns matos secos que encontramos ali mesmo e fazer uma pequena fogueira, coisa de um minuto, apenas para esquentar a mão e voltar a senti-la. A ideia foi boa, pena que fazer o fogo não foi assim tão fácil, mas quando pegou foi o suficiente para aquecer e renovar nosso animo.

A primeira cordada tinha 25m, uma saída em fenda muito bonita: Paulo a mandou tranquilamente, os primeiros 15m tínhamos contato visual, depois só por conversa, o que não era fácil devido ao vento.

Passados uns 45 minutos ele me deu o sinal de que eu poderia subir. Rapidamente me arrumei, calcei a sapatilha de escalada, coloquei a mochila nas costas e subi, em instantes já estava com ele.

Para minha surpresa, Paulo tinha parado no lugar errado: ele ?pulou? a primeira cordada de 25m e parou antes do final da segunda e o platô onde ele montara a parada era muito pequeno, mal dava para se mexer. Segui escalando daquele ponto e 10m mais para cima encontrei a parada correta onde tinha a única proteção fixa da via. Dei o sinal para Paulo escalar e em instantes ele estava comigo.

Aproveitamos para fazer umas fotos e um vídeo, apesar do vento forte e do frio, o céu estava lindo, e o sol começava a bater na parede. A terceira e quarta cordadas eram minhas, então para não perder tempo segui escalando. Era uma fenda muito bonita, de graduação fácil, porém minha técnica em fenda não é das melhores e para ajudar o vento era tão forte que teve instantes onde tive de parar e me segurar firme para não cair. Apesar da dificuldade cheguei ao fim da terceira cordada e já emendei com a seguinte. Essa era um pouco mais fácil, fui até esticar a corda onde montei a parada e fiz a segurança do Paulo. O vento não dava trégua e o frio para quem estava parado era insuportável: as mãos ficavam sem sensibilidade o que dificultava muito a escalada para nós dois.
Paulo se preparava para guiar a quinta cordada, com aproximados 45m, essa também tinha um lance de fenda que exigia um pouco mais de técnica, e para ajudar o vento aumentou ainda mais, e junto com ele flocos de neve começaram a cair. Flocos de neve? Isso mesmo: uma nuvem distante de onde estávamos e com a ajuda do vento fazia com que esses flocos viessem até nós. O termômetro marcava uns 3°C naquele momento.

Durante a escalada do Paulo, tive que ficar muito atento, o vento fazia com que a corda fosse para os lados, e qualquer descuido poderia enrosca-la em algum bico ou fenda, além de deixar a escalada mais pesada para ele. Quando Paulo chegou na parte mais técnica da via, o vento não parava, nem diminuía: foram alguns minutos angustiantes, velo parado se segurando na rocha para o vento não tira-lo da parede me deixou preocupado, uma queda naquele ponto e que por ventura viesse a resultar em um machucado era algo que nós não queríamos. Um resgate era algo improvável, e de grande dificuldade caso fosse necessário.

Demorou bastante para Paulo chegar ao fim da cordada. Somando a demora dele com a minha por causa das condições climáticas, estava cada vez mais tarde e o cume da Agulha era apenas a metade do caminho. Para agilizar eu resolvi então não subir escalando e sim jumariando (técnica de subida em corda com equipamento ascensor) o que nos fez recuperar um pouco do tempo. Quando cheguei ao Paulo, tive de dar os parabéns para o garoto, ele mandou muito bem na escalada, não sei se teria conseguido sem queda como ele conseguiu.

A sexta e última cordada era minha, a mais fácil de acordo com o croqui. Já eram 17h30, a fome estava batendo, comemos uma barra de cereal cada um para não perder temo e ficar passando frio. Iniciei a escalada em direção ao cume: a ansiedade de terminar era grande, não aguentava mais ficar tremendo, e queríamos terminar tudo ainda com a luz do dia.

A sexta cordada tinha 55m, nossa corda tinha 60m, e a rocha era bem recortada e cheia de platôs. Escalei colocando o mínimo de proteção possível, acho q coloquei umas cinco, no máximo. Próximo ao cume não sabia se ia para a esquerda ou direita; optei pela esquerda, e enquanto escalava olhei para baixo e pude observar um dos pontos de rapel, pensei: ?que bom! Estou no caminho certo?. Quando cheguei no cume, por volta de 18h, o vento e o frio estavam ainda mais fortes, montei uma parada atrás de uma pedra para me abrigar do vento e dei sinal para Paulo vir. Ele chegou 18h30, e a primeira coisa que ele falou foi: ?você colocou pouca proteção?. Sei que foi uma chamada de atenção, mas devido a facilidade da última cordada e do arrasto que daria na corda, deixando minha escalada pesada, optei por não proteger tanto, e de qualquer forma não importava mais, já estávamos no cume da Aguja Campanille.

Foi um momento de alegria e superação para nós dois eu acredito, não falo pela dificuldade técnica da via, mas por termos enfrentado aquelas condições climáticas em uma escalada até então nunca vivida por nenhum de nós. Já havia estado em alta montanha e enfrentado frio de -15°C, mas estava de luvas e bota dupla e com bastante roupa, isso não afeta tanto quanto escalar de sapatilha e sem luvas. Rapidamente tiramos algumas fotos e fizemos um vídeo do cume e em seguida começamos a montar o primeiro rapel.

Para todo escalador que você perguntar se a escalada é perigosa ele vai responder que sim, mas é o rapel que dá mais medo. Ainda tínhamos pela frente mais cinco rapeis até chegarmos ao chão. Os três primeiros (de 25m mais ou menos), fui na frente; tinha que levar a corda enrolada e com todo cuidado, pois joga-la era algo impossível com o vento que estava. Acredito que se jogássemos a corda era mais provável ela ir para cima do que para baixo. Nos dois últimos que eram de 45 e 35m, eu e Paulo fizemos rapel duplo, cada um num lado da corda, isso para agilizar a descida, mas principalmente para não correr o risco de enroscar a corda em algum bico.

Chegamos ao chão as 20h15, muito felizes por termos concluído a escalada sem nenhum perrengue. Fiquei bem emocionado, pois enfrentar o frio e o vento não foi nada fácil. Nos cumprimentamos, tiramos algumas fotos, guardamos os equipamentos, comemos mais uma lata de atum e começamos a descer. Queríamos chegar no acampamento ainda de dia, afinal era dia 31 de dezembro, e porque não passar a virada com os amigos.

Depois de uma hora descendo, chegamos ao Refugio Cajón, encotramos dois amigos brasileiros que haviam chegado naquele dia, Daniela Borges de Toledo-PR e Vinícius Maltauro de Itanhandu-MG, eles nos cumprimentaram e já nos ofereceram um suco que estava uma delícia e nos convidaram para jantar com eles. Confesso que fiquei com muita vontade, mas o cansaço era grande e queríamos chegar ao nosso acampamento para comer e dormir. Antes de sairmos do refúgio outro brasileiro nos deu os parabéns pela escalada e nos informou que naquele dia nós havíamos sido os únicos a ir para as agulhas mais altas, pois aquele dia não era propício para a escalada.

Nos despedimos do pessoal que estava ali no refúgio e seguimos mais 15min até nosso acampamento, onde fomos recebidos pelo Ervikton e Rafael, já com a janta pronta.

A virada do ano não foi nenhuma festa, nossa condição não nos permitia comemorar nada, jantamos uma bela macarronada, estouramos um champanhe que havíamos comprado para a virada e fomos direto dormir, mas felizes e com a missão cumprida.

Por: Douglas Zubéldia












05/03/2015 09h45

Nem todo dia é garantia de escalada em Arenales

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Arenales é considerado um dos melhores lugares para escalar da América do Sul pela sua grandiosidade, por suas diversas Agulhas e vias, mas nada é perto; sempre temos que caminhar no mínimo 1h para chegar à base de alguma via.
No dia 30 de dezembro 2014, nosso segundo dia em Arenales, Ervikton, Paulo, Rafael e eu planejávamos escalar a Aguja Alta Nuez (3370m acima do nível do mar) pela via Mujeres y Tequila.

Já conhecíamos a via por nome, pois em anos anteriores nossos amigos já tinham tentado escala-la. Sem scuesso. Nos contaram que mesmo com o croqui (Guia de escalada) do local não tinha sido possível encontrar a base da via, e com isso o primeiro desafio seria encontrar a tal da Mujeres y Tequila.

Quando acordamos (por volta de 9h), dois argentinos estavam indo escalar a via Mujeres y Tequila, então o Rafa deu a ideia: deixar eles irem na frente e nós vamos em seguida para ver onde é a base da via. Deixamos o acampamento por volta de meio dia, e chegamos onde seria a suposta base da via por volta de 13h, e encontramos os argentinos descendo de rapel. Pensei: ?os caras são rápidos, já estão voltando?. Então conversei com eles e pedi onde era a via, então eles apontaram um lugar lá que definitivamente não era, e foi então que percebi que eles estavam mais perdidos do que nós. Eles falaram que abandonaram a escalada por causa do frio, mas acredito que na verdade, foi porque também não encontraram a linha da via.

Aí então começou a procura: primeiro eu escalei em solo (sem equipamento) uns 50m de parede procurando a linha via. O início era fácil, então andei de um lado para o outro e nada de encontrar a linha da via. Como não encontrei, resolvi abandonar e descer de rapel até a base. Rafa, Ervikton e Paulo olharam diversas vezes o croqui, mas nada de identificar a linha da via, então Rafa e Ervikton subiram (também em solo) próximo de onde eu subi para procurar. Mas depois de quase três horas de procura e sem encontrar a ?bendita?, chegamos a conclusão de que havíamos perdido o dia de escalada.

Já era por volta de 16h quando começamos a descer para o acampamento. Como montanhista sei que na montanha nem tudo é um mar de flores: temos dias de belas escaladas e dias perdidos como este. Com isso, eu já imaginava o dia seguinte: queria escalar a Agulha Campanille, outro lugar distante que não conhecia e que poderia acontecer a mesma coisa, não encontrar a via.

Na metade do caminho eu resolvi ir até o refugio Del Cajón para tentar encontrar o caminho e tentar identificar a base da via que faria no dia seguinte.
Depois de passar uma hora analisando o croqui e observando as montanhas, encontrei um escalador suíço chamado Mike, então conversei com ele, que me mostrou onde era o caminho que faria no dia seguinte. Fiquei muito contente, pois isso me passou confiança para arriscar mais um dia de escalada tendo de caminhar por horas até a base da via. Aproveitando a experiência do novo colega, perguntei se ele conhecia a tal via Mujeres y Tequila, e então ele me respondeu que sim e mostrou onde era.
Confesso que fiquei com dúvidas, já que vários diziam saber, mas ninguém afirmava com certeza onde era o local. Porém Mike me passou confiança, pois descreveu toda a linha da via. Agradeci as dicas, deixei minha mochila guardada no refúgio e voltei para o meu acampamento.

Quando cheguei, o pessoal já estava fazendo a janta. Paulo perguntou onde estava minha mochila. Respondi que havia deixado no refúgio pois no dia seguinte queria escalar a via Armónica na Aguja Campanilli (3400m); já avisei então que precisaria de um parceiro. Ervikton e Rafa não mostraram muito interesse e Paulo não disse nem que sim e nem que não. Fiquei meio sem graça, pois era um dos meus principais objetivos, mas parecia que não teria parceiro para escalar. E não era pra menos: todos nós estávamos cansados, e o dia seguinte seria muito exaustivo para quem fosse comigo.

Durante a janta contei que tinha encontrado um suíço que me mostrou aonde ficava a via Mujeres y Tequila e o Rafa e o Ervikton contaram que haviam encontraram um argentino que também tinha mostrado o caminho pra eles. E adivinhem? As duas informações não batiam.

Chegamos a conclusão que não valia a pena arriscar mais um dia procurando por ela. Depois da janta, o Paulo me disse que iria comigo no dia seguinte para a Aguja Campanilli. Foi um alivio, tinha encontrado um parceiro para a aventura...

Por Douglas Zubéldia.









14/02/2015 12h28

Escalada no Parque Nacional do Iguaçu

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No ultimo fim de semana (08) fui escalar no Parque Nacional do Iguaçu (PNI) em Foz do Iguaçu - PR junto com meu irmão (Luiz Fernando Zubéldia) que mora na mesma cidade.

O PNI é hoje uma das 7 maravilhas do mundo. O visual do parque é indescritível, só estando lá para saber. O movimento de turistas é intenso e o controle de entrada e saída do parque é rigoroso. Para poder escalar por lá então é ainda mais rigoroso, porém necessário.

Portanto primeiro fiz contato com meus amigos escaladores da região que formam a Associação Montanhistas de Cristo, a AMC como é conhecida por lá. Toda semana na quarta feira é enviado um ofício ao parque pedindo autorização para escalar no fim de semana, no oficio vai o nome dos escaladores interessados. Somente com uma resposta positiva do parque, fica liberada a entrada de forma gratuita aos escaladores.

Contato feito e oficio aprovado me desloquei de Cascavel para Foz do Iguaçu, encontrei meu irmão e fomos na casa do escalador Dilson Dantas, mais conhecido como Zangão. Lá nos encontramos com mais escaladores e fomos ao PNI. Chegamos por volta de 8h30, estacionamos os carros em frente ao Hotel das Cataratas. De lá é mais um quilômetro de caminhada pelo asfalto até a entrada da trilha que leva as paredes do cânion. A trilha tem cerca de 600m até chegar no rio, depois seguimos mais 500m rio acima pelas pedras até chegarmos no setor de escalada.

Eu e meu irmão escolhemos escalar próximo a gruta que existe por lá, local muito bonito, com várias vias. O domingo estava lindo, dia muito ensolarado, e calor, perfeito para o climb. Nos equipamos e então fui primeiro, com meu irmão fazendo a segurança.

Estava a 1,5m do chão chegando na primeira proteção fixa em pé num pequeno platô(degrau) e segurando em uma fenda, quando meu domingo mudou...

Enquanto segurava na fenda para passar minha primeira proteção, o bloco que formava esta fenda se desprendeu da parede, ouvi o barulho e vi aquela pedra do tamanho de um micro-ondas vindo para cima de mim, não estava alto do chão, mas ainda não tinha protegido na corda. Então minha reação para sair de baixo da pedra foi me jogar para trás e para o lado, porém a base das vias é irregular e cheia de pedras. Cai de mal jeito e, por sorte, a pedra caiu do meu lado e não em cima de mim.

Meu irmão rapidamente foi me ajudar, fiz uma auto avaliação rápida e vi que estava com muita dor no pé esquerdo e com um corte profundo na perna direita. Pedi para que o Luiz Fernando fosse buscar ajuda com os outros escaladores. No primeiro momento pensei que havia fraturado o pé esquerdo e sozinho me arrastei até uma pedra mais plana e deitei, esperando a ajuda chegar. Quando meu irmão voltou com os outros escaladores a dor já estava insuportável e eu só pensava no sofrimento que seria sair daquele local até o hospital.

Uma das escaladoras que estava por lá é socorrista e fez um primeiro exame, constatou que possivelmente não tinha fraturado. Ainda assim, o pessoal imobilizou meu pé e pediram ajuda para o Igu Kang (presidente da AMC). Ele então entrou em contato com o diretor do PNI, que enviou resgate através do Macuco (passeio de barco feito pelo rio Iguaçu). Rapidamente o pessoal do resgate chegou com o barco, enquanto eu me desloquei até a beira do rio com a ajuda dos meus amigos escaladores, Sergio Viveiros, Bruno Staut, Zangão, Andressa Zanlorenzi, Emilio Santor e meu irmão.

No barco estava um socorrista chamado Hermes, que me atendeu muito bem e disse que estava tudo certo. Apesar de o pessoal do Parque querer me levar para o hospital, pedi para que o Zangão me acompanhasse até o carro e de lá seguimos para o hospital. Fui atendido pelo médico plantonista que fez um raio x e constatou que não havia quebrado nada. Fiquei feliz com isso, a principio era um entorse e pensei "não é nada grave".

Como não conseguia dirigir, entrei em contato com o Roberto Lazzari Junior, outro amigo escalador de Cascavel, que foi me buscar em Foz.


Chegando em Cascavel fui a um especialista em tornozelo, que constatou um rompimento parcial de ligamentos. Pediu uma ressonância e me ordenou ficar seis semanas com o pé imobilizado.

Só então caiu a ficha... A viagem programada para a montanha no carnaval já era, a descida da estrada da Graciosa até Caiobá que faria em março também já era. Mas ainda assim, dos males o menor: de molho por uns noventa dias até me recuperar 100%.

Agradeço aqui a ajuda dos meus amigos escaladores de Foz do Iguaçu, aos funcionários do Parque Nacional que foram muito rápidos e prestativos, ao meu irmão que levou o maior susto, e principalmente a CATVE que acredita e apoia o meu trabalho.

Logo estarei de volta e com outras viagens a lugares incríveis, enquanto isso vou postando sobre a viagem de Arenales nos próximos dias.

Por Douglas Zubéldia.






02/02/2015 15h19

1º dia de escalada em Arenales

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O primeiro dia em Arenales foi para se adaptar ao estilo de escalada do local e principalmente a rocha que é o granito, bem diferente do basalto que estou acostumado a escalar na região oeste do Paraná.

Após montar acampamento junto com os brasileiros Ervikton Silva, Paulo José Ferreira e Rafael Reolon, formamos duas duplas para escalar no grupo Muralla de La Mitria, a cerca de 45 minutos de caminhada do acampamento. O parceiro do primeiro dia foi o Rafael e fizemos duas vias: Filo del Caballito (200m) e Intercooler (125m).
Começamos escalar por volta de meio dia. Por estamos na montanha, mesmo com o o tempo ensolarado e fazendo calor, o vento deixava os lugares à sombra mais frio.
A via Filo del Caballito proporciona um visual incrível e uma escalada bem variada, uma via clássica da Mitria. Demoramos cinco horas para subir e descer da via; o rapel requer uma atenção redobrada, pois se errar pode acabar enroscando corda, o que dificulta a descida.

Assim que chegamos ao chão, já entramos na via Intercooler: via um pouco mais técnica e sem proteções fixas. Demoramos cerca de duas horas para escalar e descer. A via não tem um visual tão surpreendente quanto a Filo, mas a escalada é mais divertida .
No final do rapel encontramos Paulo e Ervikton, que haviam terminado a Filo del Caballito e feito apenas 25m da Intercooler.
Rafael e eu terminamos o dia exaustos, devido a exigência das vias, mas ainda assim satisfeitos, por facilitar a adaptação à escalada local.





16/01/2015 16h24

Escalada Los Arenales

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Los Arenales é um conjunto de montanhas, agulhas rochosas e vales profundos que formam a região do Cordón Portillo, que pertence aos cordões frontais da Cordilheira dos Andes. O lugar possui diversas agulhas com mais de três mil metros de altitude e diversas montanhas com mais de 4500m.

Arenales é considerado um dos melhores lugares para a prática de escalada em rocha na América do Sul. Possui diversas rotas com diferentes níveis de dificuldade e altura. Algumas vias podem chegar a 700m de altura e a altitude pode variar de 3000m a 3800m acima do nível do mar. Esses fatores tornam a escalada ainda mais desafiadora para aqueles que pretendem se aventurar por lá.

Para quem quer chegar a Arenales a partir de Mendoza basta seguir a sudoeste através da Ruta 40 até Tunuyán, em seguida vai para oeste na Ruta 94 passando pelas imediações de Vista Flores e Los Sauces até chegar em El Manzano Histórico. A partir desse ponto segue por uma estrada de rípio até chegar no Refugio Portinari um total aproximado de 190km. O Refúgio funciona como uma aduana e por ser uma área de preservação, é preciso preencher cadastro e assinar termo de responsabilidade para se escalar por lá. Feito isso, após dois quilômetros chega-se na ponte onde tem lugar para estacionar os carros e montar acampamento a 2600m de altitude. Aqueles que quiserem acampar com um pouco mais de ?conforto?, basta seguir caminhando rio acima por 20 minutos, até o refúgio El Cajón de Los Arenales, casa mantida pelos montanhistas locais com colaboração dos escaladores de fora. Ainda assim, é um espaço muito simples, não possui água encanada nem rede elétrica, muito menos banheiro. Os montanhistas e escaladores acampam entorno da casa e utilizam o refugio para cozinhar e passar as horas de folga da escalada ou dias de chuva conversando e trocando experiências.

Quer saber mais sobre esse lugar, acompanhe os próximos posts.

Por Douglas.





Extreme Sports

Douglas Zubéldia

Douglas Zubéldia, 30 anos, casado. Formado em Educação Física pela Faculdade Assis Gurgacz (FAG) e com especialização em Avaliação Física e Prescrição de Exercícios para Populações Especiais. Trabalha como Personal Trainer no Studio Health.

Apaixonado por esportes outdoor, é aficionado por escalada esportiva e também praticante de montanhismo. Escalador desde 2007, encontrou nessa prática uma forma de estar em contato direto com a natureza e fugir da rotina do mundo moderno.

Acredita que qualquer um que goste de estar no meio da natureza pode participar do universo do montanhismo, basta procurar a orientação correta. Incentivador do esporte está sempre disposto a ensinar aqueles que têm interesse em começar.



Roberto Lazzari Junior

Roberto Lazzari Junior é Educador Físico especializado em Treinamento Desportivo e Personalizado pela Faculdade Assis Gurgacz. Proprietário da academia Equilíbrio Vertical, trabalha como Instrutor de Pilates e Escalada.

Montanhista por paixão, tem como foco as escaladas tradicionais. Já participou de várias expedições pelo Brasil, Canadá, Patagônia, Cordilheira dos Andes e está sempre em busca de novos desafios.

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